Opinião

Tenho acompanhado a campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe, tenho visto as habituais disputas eleitorais e promessas de campanha

Não posso deixar de desejar, que quem quer que seja o presidente eleito esta semana em São Tomé e Príncipe, que esse país maravilhoso encontre o seu verdadeiro lugar no golfo da Guine, no Continente Africano e no Mundo. Um lugar que a meu ver é de potencialmente poder tornar-se um país de referência, um país onde podem existir condições para se tornar a placa giratória do Golfo da Guine.

Quando estive nesse lindíssimo país, não pude deixar de pensar que, geograficamente São Tome e Príncipe esta num ponto central, e que devido a sua insularidade pode tornar-se um centro de prestação de serviços, seja no turismo, na saúde e nas novas tecnologias, por excelência, vide o caso da Madeira, um bom exemplo no que se poderia tornar São Tome. Vi um povo decente e sobretudo pacifico com esperança no futuro, independentemente do presente.

São Tome e Príncipe não se deverá cingir a riqueza natural, agrícola ou petrolífera, mas há que explorar a sua riqueza humana, social e cultural.

Há condições geográficas (insularidade), políticas e sociais (um pais seguro) para que se possa apostar em ser um centro para apoio aos seus países vizinhos.·
Devem criar-se as condições económicas para um projecto dessa envergadura, chamando a si investidores europeus, angolanos e outros para dar um alento novo a economia São Tomense! Sao Tome deve e pode criar essas condições, ser um país que nao necessite de ajuda externa, mas sim fornecedor de serviços, criando a sua própria riqueza.

Desejo que quem quer que seja o vencedor nas próximas eleições presidenciais, tenha essa visão !

Um abraço a todos os São Tomenses

Sérgio Serrão

    11 comentários

11 comentários

  1. Geração independência!

    14 de Julho de 2011 as 12:25

    Caro Sergio,

    Como cidadao orgulhoso, fico grato pela sua apreciacao e contributo e amor demonstrado ao nosso lindo pais.

    Infelizmente o problema de STP esta associacao a mentalidade dos politicos. Falando assim, eh certo que muitos poderao contrariar. Muitos Sao Tomeneses principalmente os politicos refugiam no argumento dizendo que o problema do pais estah associada a mentalidade do povo. Isso eu descordo. Descordo porque numa nacao eh uma família, e o povo representa a família nessa nação, enquanto os derigentes políticos representam os pais, chefe de família, quem lhes cabe direcionar, educar e moralizar os seus filhos. Os pais devem ser exemplares o que não é o caso do políticos, principalmente dos desputos de STP.

    Contudo, nós a nova geração, geração independência que compõe todos aqueles nascidos a partir do ano 70 temos muita esperança no nosso lindo país. O jogo ainda não terminou. Temos o prolongamento, e acreditamos numa reviravolta contra a pobreza. YES, WE CAN!

    Orgulho STP4EVER!

    Fui…………

    • Zidane

      14 de Julho de 2011 as 16:04

      Muito bem, “Geração Independencia”. Sou já um mais velho dos anos 50, mas partilho a tua opinião. Não me revejo nesses políticos oportunistas que estão que estão a prejudicar o desenvolvimento de São Tomé e Principe. Ainda assim, tenho orgulho de ser São-Tomense porque como dizes e bem, isto há-de mudar um dia.Tenho esperança na juventude deste Pais.

    • Mé-Zocheano

      15 de Julho de 2011 as 8:27

      Carro geração independência, Parabens pela tua exposição, mas ha um setor chave em São Tome que nos passa mto despercebido, que ao meu ver é o ponto focal no atraso do desenvolvimento no nosso país: OS TRIBUNAIS. O mal deve-se cortar pela raíz e o supremo tribunal de (in)justiça é a raíz.
      bom dia a todos os santomrnses.

      • Geração independência!

        15 de Julho de 2011 as 12:04

        Caro Mé-Zochoeno,

        Faço as suas palavras as minhas. Pois não haverá desenvolvimento sem que haja justiça, sem que haja um tribunal independente capaz de levar ao cabo e executar os deveres e as tarefas que lhes incubem. No entanto, acho que o trabalho de casa não passa primeiramente pelos tribunais, mas sim pelo fazedores de leis, neste caso concreto, os deputados (Assembleia Nacional,AN). Os Tribunais não fazem leis, mas sim observam a implementação e execução das mesmas. É da competência da AN fazer leis. Na AN, o home faz a lei, e há lei que lhe protege. Falo concretamente da imunidade parlamentar que favorece os deputados a se esquivarem da justiça. Enquanto este conceito existir, não beneficiaremos de justiça alguma em STP. A justiça, economia e desenvolvimento estão interligados. No entanto, não haverá desenvolvimento sem que uma justiça forte e independente capaz de mobilizar as instituções públicas e privadas em fomentar um ambiente económico transparente, favorável e responsável.

        Agora pergunto: o que devemos fazer para que os deputados deixem de gozar de tais previlegios?

        Já tenho umas ideas a partilhar, mas prefiro deixar a questão para debate aberto e franco. Conto com a participação de todos!

        Já assim, sugeria ao Telanon que abrisse um espaço de debate sobre esta matéria de justiça verso desenvolvimento de STP. Acho que seria um ponto de partida ao nosso futuro.

        Um bem haja a nossa Geração Independência!
        Força tela Telanon!

        neste vosso precioso jornal online.

        tb sejam respondidos ple aberto

  2. nacional

    14 de Julho de 2011 as 14:14

    O maior problema se STP, é a corrupção, a injustiça e a má gestão da coisa pública.

  3. Paracetamol 500mg

    14 de Julho de 2011 as 15:00

    Grato pela colaboração. Em stp precisa-se prender quem desvia fundos do Estado e expropriar certas pessoas.

  4. Digno de Respeito

    14 de Julho de 2011 as 15:02

    Caro Sérgio Serrão,
    Trata-se de uma visão estratégica para o desenvolvimento económico de um País com a características de São Tomé e Príncipe. Associado à sua análise, aproveito para a referir as pescas como uma das premissas económicas para os santomenses. Quando falo das pescas, estou a pensar na indústria para transformação de pescado. Nesse caso a Ilha do Príncipe pode ser a ponte com outros Países, tendo em conta a capacidade de oferta do produto (espécies variadas) pesqueiro. Tudo isso deve ser associado a uma marca local para a exportação. Isso pode aumentar o índice de empregabilidade e automaticamente exige formação técnica e tecnológica para os pescadores locais.

  5. Minu yéé

    14 de Julho de 2011 as 15:03

    Meu caro Sergio quero também agradecer a sua contribuição dando insentivo e moralizar qualquer individuo santomense para que faça a boa governação e que seja o exemplo de uma reviravolta no sec xxI para o nosso país.
    O que pelo contrario eles continuam a banar ouvido naquilo que é bom conselho e bons exemplo para se seguir.
    Se calhar tu como estrangeiro se tacavas inocentemente naquilo que é Energias Renováveis, e Desenvolvimento Sustentavel se calhar serias expulso isto porque os politicos santomenses entendiam que estavas a lhes ameaçar.
    Agradeço muito a tua colaboração mais infelizmente os nossos políticos não entendem nada disso.

  6. Anca

    14 de Julho de 2011 as 15:13

    Baseando nos fio condutor do pensamento e contribuição do Sérgio Serrão, deixo aqui, este artigo escrito por

    Por Vítor Norinha/OJE

    Criado pelo presidente da SaeR, José Poças Esteves apresentado no recente trabalho “Cidades e Desenvolvimento”

    “Cidades substituem países na competição global”

    “Cidades contra cidades em vez de países contra países. Este é o cenário das economias do futuro, desenhado pelo presidente da SaeR, José Poças Esteves, e apresentado no recente trabalho “Cidades e Desenvolvimento”, feito em parceria com a CGD. O gestor afirma que o papel das cidades e dos municípios não pode continuar a ser redistributivo, mas sim reprodutivo e os PDM têm de ser substituídos por planos estratégicos. Contraria a ideia de que os municípios estão condicionados… e afirma que aquilo que está em causa é a necessidade de novos instrumentos de governação e gestão.”

    “Hoje em dia, quem concorre no quadro global, são as cidades, não os países”. A afirmação é de José Poças Esteves, o presidente da SaeR e da Companhia Portuguesa de Rating, durante a apresentação do trabalho “Cidades e Desenvolvimento”.”

    “O gestor afirma que será por este eixo que “as novas economias se irão afirmar”, adianta que este novo modelo irá obrigar a um reajustamento do perfil de cidade como centro de negócio ou, caso não o faça, arrisca-se a perder valor.”

    “No trabalho, realizado em parceria com o gabinete de estudos da Caixa, Poças “Esteves diz que “cada uma das cidades tem a sua micro-geopolítica”, o que obriga a “identificar os seus recursos próprios quer seja numa análise isolada, quer numa análise como futuras cidades. O objectivo é criar as suas próprias potencialidades.” Esta ideia vai levar a um objectivo imediato e que passa por alterações jurídicas e administrativas ao nível dos municípios….”

    “”A cidade como espaço estratégico” é a tónica das conclusões do estudo. A cidade “tem de se afirmar como novo centro de racionalidade estratégica, tem de pertencer a uma rede”. Assim sendo, é decisivo que esta se assuma como uma “racionalidade económica e uma racionalidade financeira”. Esta nova lógica de racionalidade é crucial no momento presente, pois assistir-se-á a uma tremenda renovação de quadros autárquicos…,”

    “Em síntese, Poças Esteves diz que “o país tem muito espaço desorganizado e tem de se afirmar neste novo quadro, e só afirmando cidades é que afirmamos o país”.”

    “Na análise que foi feita, existe uma série de conclusões preocupantes sobre as … cidades, sendo que a nuclear radica no facto de o enquadramento institucional estar desadequado….”

    “Um segundo problema crucial radica na forte dependência dos municípios das transferências do Estado….” autarquias nacionais não consegue ter receitas próprias adequadas às suas necessidades,….”

    “Um drama de gestão reside no facto de toda a dinâmica autárquica estar assente no “modo distributivo” das receitas ao invés de numa “lógica reprodutiva”, que é a deveria ser preconizada.”

    “Uma das conclusões mais relevantes do trabalho é que os instrumentos de governação e gestão são insuficientes e, naturalmente, “devem ser melhorados”. Por outro lado, o estudo defende novos centros de racionalidade, sendo que devem ser acelerados os processos de cooperação… de municípios. Defende Poças Esteves a utilização de alguns instrumentos de gestão que infelizmente foram sendo “queimados pela utilização perversa” caso das parceria publico privadas. Diz que o problema não está no instrumento, mas na sua utilização pelas empresas municipais. As Câmaras Municipais acabam por não ter planos estratégicos, pois apresentam um PDM – Plano Director Municipal, sendo que este é um mero instrumento de redistribuição de território.”

    “Na síntese das principais conclusões do estudo, pode ler-se que as cidades “terão um papel determinante na mudança do modelo de desenvolvimento da economia… que será imposto, inevitavelmente, pela insustentabilidade do modelo actual.”

    “É um dado adquirido que têm sido as cidades os grandes factores de mudança, de enriquecimento e de geração de riqueza e qualidade de vida, actuando “como motores de transformação das sociedades e economias nacionais”. Dizem ainda os analistas deste estudo que,… e pela forma como os sistemas urbanos surgiram e se desenvolveram, “produziram-se realidades que não são portadoras de futuro”.”

    “Diz ainda o trabalho que as cidades actuais foram desenvolvidas “numa lógica político-jurídico-administrativa e não numa lógica de auto-sustentabilidade, em termos competitivos no quadro legal, e têm estado dependentes, para o seu dinamismo, das transferências do OE e da existência de serviços públicos, e não da criação e produção endógena de riqueza assente nos seus próprios activos e potencialidade de desenvolvimento, não constituindo, por isso, um verdadeiro facto de inovação e desenvolvimento”.”

    “Nos tempos que correm, a cidade com capacidade de afirmação deve ter “qualidade de vida e sustentabilidade, mas também “economia e geração de riqueza, conhecimento, inovação e criatividade”. Nessa óptica, a cidade deve “posicionar-se estrategicamente de forma a ganhar dimensão crítica, racionalidade económica, racionalidade financeira e competitividade no quadro global”.”

    “Dentro dos novos conceitos de espaço estratégico, o estudo da SaeR/CGD conclui que a globalização competitiva “vem alterar a natureza da escala dos espaços urbanos, passando a exigir a separação entre os espaços das cidades globais e o que continua a ser o espaço tradicional das cidades locais e das redes das cidades nacionais”. Afirma que são os espaços urbanos com poder de iniciativa aqueles que “atraem os fluxos de capitais e competências, adquirindo escala e actuações globais”.”

    “Ambientes anti-iniciativa”

    “A perda de competitividade do sistema urbano … é reforçado “por ambientes institucionais claramente desfavoráveis à iniciativa””….” A SaeR defende objectivamente o abandono, por parte das cidades, da “lógica distributiva”, devendo “adoptar uma lógica de promotor-investidor, norteada pela identificação, optimização/racionalização dos seus activos e recursos estratégicos””. “Defende também a adopção de uma nova agenda para uma governança competitiva.”

  7. Anca

    14 de Julho de 2011 as 15:21

    Embora esse estudo,tenha sido desenvolvido, tendo em conta a realidade Portuguesa, a sua dinâmica, é uma dinâmica do futuro, logo dá-nos uma visão dinâmica do futuro proxímo, o que nos permite, se quisermos, ao seu tempo e em tempo oportuno, fazer reajustamentos, no pensar e desenvolver o país, tal também a contribuição do Sérgio Serrão.

    Bem haja a todos

  8. NILTON ALMEIDA

    15 de Julho de 2011 as 9:34

    Congratulo me com a visao e com a boa impressao desde cidadao Portugues sobre o nosso pais, porque conheco o caso de um compatriota seu que foi muito bem recebido e tratado no nosso pais mas que so diz mal do nosso pais

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo