A luta pelo poder, a crise política e a relação dos Santomenses com as leis e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe

Quando falamos em poder o que nos vem na mente é o direito de liberar, agir e mandar. Ora, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania ou o império de um Estado depende do contexto, de cada circunstância.

Sem sermos hipócritas, em abono da verdade, todo animal político almeja atingir o mais alto nível do seu status e – porque não dizer? –, mesmo, ao cadeirão máximo duma organização ou mesmo do executivo de um país. Afinal, sonhar não é pecado! Pois não? Para atingir esse patamar requer traçar metas e criar estratégias para tal.

Desse modo, para atingir tais metas, uns recorrem a meios diretos (atípico), outros recorrem a meios indiretos como, por exemplo, violência brutal, numa luta nua e cruel, guiados pela razão única e exclusivamente eivada de oportunismo para atingir o poder; assim as regras democráticas, de boas maneiras, as fundamentações éticas e as normas de conduta são totalmente esquecidas ou simplesmente ignoradas.

Maquiavel disse: “Os homens, quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.”

Infelizmente, essa realidade não foge do que se vive na minha querida pátria-mãe (São tome e Príncipe); tal cenário vai se alastrando na nossa sociedade, onde os que se acham mais lúcidos descobriram a política como o meio mais fácil para atingir os seus fins inconfessos e subjugar os seus. Deixando de ser modismo, hoje, passou a ser moda nestes últimos tempos, onde observamos indivíduos ávidos de atingir o poder para se servir e satisfizer os seus caprichos, indivíduos que recorrem aos meios acima expostos, acompanhados pela difamação e ambições pessoais. Pra ser modesto, os detentores do poder deveriam usar o poder para servir o povo e não para se servir, e nem satisfazer apenas os seus caprichos e nem ser servido pelo povo.

Entretanto, observando o comportamento dos detentores do poder, e até mesmo a sociedade civil, nota-se a carência dos valores morais, cívicos e até patrióticos, tudo pela ganância do poder e preocupados apenas em lapidar os escassos recursos que serviriam para tirar o país do marasmo em que se encontra. Hoje, como se sabe, através do fenômeno da globalização o mundo está cada vez mais próximo e, pela realidade que vivemos, ao descrever a identidade do povo Santomense – sem medo de errar – pode-se dizer que é um povo hipócrita, preguiçoso, arrogante, materialista, ganancioso…

Há alguns anos atrás, esse mesmo povo era caracterizado como um povo trabalhador, honesto, humilde, feliz, gente de fé e coragem. Passava necessidade, mas nunca desistia dos seus objetivos: cidadãos orgulhosos, do nosso pequeno país, que encontravam forças para fazer dos contratempos uma ocasião para rir, alegrar-se. Éramos, resumindo, um povo pobre, mas de coração nobre.

Após a independência, São Tomé e Príncipe vive uma realidade sui generis, quer em nível das organizações políticas tradicionais como as mais emergentes; hoje, na realidade, essas organizações vivem grandes problemas de liderança, onde indivíduos oportunistas almejam o poder a todo custo, querendo somente ocupar cargos, como já dito. E, o mais agravante: alguns desses indivíduos estão ocupando as referidas posições nessas organizações há tanto tempo e nada fazem para progresso das mesmas, nem tampouco para o País. Assim, vão desgastando as suas imagens no poder. Por esse motivo, assistimos, no nosso parlamento, quase numa manta de retalhos; outros podem ser considerados como se fossem um grupo de ratazanas, caracterizados pela desordem e anarquia. Os oportunistas fazem de tudo, tal como diz o adágio: “na terra dos cegos, quem tem um olho é rei”. Hoje, o campo de batalha, da luta pelo poder é o meio partidário, onde as familiais tradicionais e homens ricos continuam prevalecendo, e os mais fracos, jovens Idealistas, menos favorecidos, não conseguem ter qualquer espaço e nem protagonismo para atingir o poder – e aqueles (poucos) que conseguiram não terminaram o seu mandato no tempo previsto.

Meus irmãos sabem que as forças políticas têm extrema importância na organização e manutenção da ordem e estabilidade nas sociedades; e, também como se sabe, são as mesmas que criam instabilidade num país, segundo a ideologia de alguns políticos, pois é mais fácil a corrupção numa sociedade desorganizada do que em uma sociedade organizada.

O antropólogo Roberto Damatta disse: “O povo Brasileiro tem um traço cultural intrigante com as leis, e temos que preparar a sociedade para a mudança.”

De acordo com a afirmação do antropólogo, posso afirma que o povo Santomense, também, tem um traço cultural intrigante com as leis: em nosso país, tudo que é ilegal vira legal. Os Santomenses têm dificuldade para cumprir as regras, escritas na forma de leis e com muita criatividade. Não podemos nos limitar em criar leis, algo que fazemos em profusão, mas temos de aprender a cumpri-las e, sobretudo, a punir quem não as cumpre. Na nossa sociedade, os ditos homens de elites (e companhia) cometem atos ilícitos e ficam impunes. Haylton Dias disse: “De terno e gravata somos todos Doutores’’, e quem se atreve a punir Doutor?

Nesta ordem de idéias, para o bom funcionamento das leis em São Tomé e Príncipe, por que não aplicamos os ensinamentos bíblicos (Mateus 22:21), “Daí pois a César o que é de Cesar e a Deus, o que é de Deus’’?  Para que isso aconteça, há a necessidade de uma intervenção do chefe de estado de forma a restabelecer a ordem para o progresso da nação.

A luta pelo poder é uma questão natural, tal como a ciência política explica, mas também pelo que se vê aqui no nosso país, já não é assim, uma vez que os políticos preferem se servir e não servir o povo; onde a ganância, a corrupção, a fofoca e a mentira tomaram conta dos nossos dirigentes. Mas, parece não haver aí novidade: os mais atentos estão a acompanhar a situação do país irmão, a famosa “Guine Bissau”; então, pelo comportamento dos nossos políticos, será que um dia a juventude não poderá vir sancionar os nossos dirigentes e po-los de parte, e o país tomar um novo rumo? Por favor, salvem a pátria do “Rei Amador Vieira”!

Maio de 2012 São Paulo/ Brasil

Loysiki Pires Quaresma da Trindade.

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    Vila nova de Gaia Responder

    Gostei do artigo, fala tudo um pouco dos atuais problemas de São Tomé e Príncipe, a necessidade de refletimos, depois de ler este artigo, força Jovem.

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      Ôssôbô Responder

      Meus Senhores e minhas Senhoras!
      É assim, é desse jeito que nós contribuimos para o crescimento e desenvolvimento da nossa nação.
      O jovem que publicou o artigo, é muito inteligente e sei que o seu contributo, sirva de exemplo para os usurpadores das ilhas maravilhosas.
      Quero parabenizar o jovem e aproveitar para lhe pedir o seu endereço electrónico de forma que a estarmos em contacto.
      Força, muita coragem e espero logo logo ler mais artigos.

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    Juvwentude Responder

    Gostei da iniciativa, demos visão de um Jovem insatisfeito com atual situação que País enfrenta. Este artigo focou os principais ponto negativo da Nação. Onde os dirigente cometem atos ilícitos ficam impune, todos querem ser líder. Força Loysik Pires

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    gualter almeida Responder

    é verdade para uma terra pequena todos que estuam um bocado a custa do povo querem o poder é o caso do LÙCIO AMADO ja tem um tacho cá porque tem familia influente porque senão nem para varedor servia

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    S.T.P... lolll Responder

    Tudo bem dito, cabe aos detentores do poder ler e refletirem sobre a realidade e de que País queremos daqui pra frente. Muito bem dito!

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      upe Responder

      Gostei do teu comentario quem fala assim não é gago.Opoblema do nosso País é para ser resolvido já nós emigrante vamos de feria ao nosso País é uma vergonha eu pergunto ate quando.

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    Kyto Responder

    As boas iniciativas devem ser saudadas e apoiadas, força!

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    Armenio Sousa Responder

    Caros compatriotas.
    Dar opinião, emitir pontos de vista, ainda que algumas pessoas não gostem, é um dever do cidadão. Acredito que tenho capacidade de arcar com as consequências da opinião que aqui vou emitir.
    Num passado não muito longínquo, não tínhamos no país tanto paludismo assim.
    Muito recentemente, foi possivel construir-se de raiz no país um liceu novo – o primeiro do pós-independência, o primeiro do segundo maior distrito populacional do país, o distrito de Mé-Zochi.
    Também, ao longo dos últimos anos, foi possivel erguer-se uma nova central térmica com objectivo de minimizar a carência de energia eléctrica no país.
    O Meu S.Tomé e Príncipe conseguiu há bem pouco tempo ter um hotel de luxo de cinco estrelas.
    Meus caros,. tudo isto e muito mais que escuso de enumerar, foi conseguido pelo ex-presidente da república Fradique de Menezes, mesmo sem o poder executivo. Se não sabem, relembro-vos que estas são tarefas do governo, mas o Presidente conseguiu,.
    Tudo isto para colocar o dedo na ferida, para dizer a verdade. A única alternativa para este povo, a única alternativa para este país é uma aposta séria no MDFM.
    Sei que haverão reacção, mas o meu posicionamento é feito em função do texto que nos é apresentado.
    Há algum tempo a viver em Londres, tenho visitado regularmente o meu país, e fico triste pelas aldrabices que lá acontecem. Para mim chega, basta!

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      Horácio Infeliz Responder

      Armenio Sousa
      Também estou distante e não tenho dificuldades em entender que o problema do país será dificilmente corrigido por um partido com a postura dos que já existem. Todos já conviveram com o nosso mal e aguardam apenas as suas oportunidades pessoais ou grupais. É preciso mudar a política que se faz e não os partidos simplesmente.
      Torna penoso um artigo com essa dimensão acabar por ser apreoveitado para emissão de uma voz que simplesmente reflecte o que está a ser criticado: aproveitmaento político cego.
      Quando se fala em ambição, caro Loysiki Pires, acredito que se os políticos tivessem um nível de formação pessoal como o referido por si, teriam como ambição a elevação da própria Pátria.

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      Jose Barreto Responder

      Caro Armenio Sousa, pelo visto estas comecando muito cedo a campanha,espero k venha a ter exitos.Eu nao minha modesta oponiao os problemas do meu,teu nosso S.tome e Principe nao se resume aos partidos politicos seja ele qual for incluindo teu MDFM, mas sim na mentalidade dos nossos (des)governantes com a cumplicidade do povo em geral.Enquanto existir a mentalidade de Dinheirocracia,Banhocracria,lapidacao da coisa publica,enriquecimento facil e numa velocidade asustadora aos olhos nu,e o mais agravante enquanto perdurar a impunidade a solucao nao sera nunca mas nunca os partidos politicos. O senhor enumerou alguns casos ou feitos que disse ter sido conseguido pelo senhor Fradique de Menezes,porem esqueceu ou nao o convinha dizer das tremendas besteiras cometidas pelo mesmo.Alias como fez referencia que essas tarefas sao do governo pois esqueceu ou nao o convinha dizer que a criacao do MDFM foi com proposito de que o mesmo tanto seria Presidente como o Governo e perante os obstaculos muitas vezes encontrado dai a justificacao de queda de tanto governos durante o seu mandato. Inclusive convem lembrar que perante a ignorancia politica do povo muitos fazem campanhas politicas para cargos de Presidente da Republica,prometendo coisas que sao da competencia exclusiva do governo de acordo com a Constituicao actual e o senhor Fradique e o seu/vosso MDFM nao foram excepcao.Feliz ou infelizmente tambem sou um Saotomense na diaspora(Reino Unido) a longos e fico triste e muito triste com o marasmo em que o meu,teu nosso STP se encontra mergulhado.

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    santola Responder

    Gostei do artigo mano, força ai

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    Engenheiro( LISBOA) Responder

    MDFM???? Senhor Arménio Sousa eu respeiot e muito a sua opnião mas,vê-lá se consegues enxergar bem!
    Há vezes em que pessoa intregrada num certo partido político tem vontade de fazer determindados bens em prol do bem social. Mas, o facto de elas não refletirem muito bem ou seja fazer um juízo de valor acerca de indivíduos seus subditos que estão a sua volta, esta acaba por por cometer determinadas aberrações.
    Dou-te apenas um exemplo da loucura deste partido MDFM: CRISTINA DIAS chegou a ser Ministra de Infraestrutura e de recursos naturais de S.Tomé e Príncipe!!!! Delfim Neves outro tanto!!???
    Embora este último seja PCDISTA ,mas sempre esteve colado ao MDFM.
    Que comentário faz sobre isso?
    Um Ministro de Infra-estrutura e recursos naturais não tem que ser um ENGENHEIRO CIVIL OU DE AMBIENTE OU COISA PARECIDA,mas que tem que ser alguém com uma competência tranversal e muito direccionada para as funções ou cargo que vai oucupar, tem!
    Os tipos nem têm a segunda língua de comunicação e falam mal o Português. Ainda ee lembra da Ministra de Educação a Socióloga, Fátima? O que é que diz dela?
    Aquela coisa chama-se Ministra de Educação de um país? Super-carrente vocabularmente! Nunca vi!!! Ainda mais com um curso de letras( sociologia).
    Convenhamos, não é?
    A desgraça de Fradique foi essa.
    É ter estado rodeado de uma série de iletrados e lobos…
    Democracia é um bom sistema político mas há vezes que por causa dela os nossos e não só têm cometido muitas aberrações.

    Um abraço a todos os meus compatriotas.

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    Drame Responder

    A todos os leitores, acho que todo sao Tomense esta ser mais teorico (Politico) que apresentador de soluçoes.Na certeza de que todos puderam ler o artigo acima e pela situaçao de desordem e miséria que o povo esta mergulhado, deveriamos sim postar as possiveis soluçoes para que os politicos mudem de atitude, o enves de ficarmos aqui a fazer campanhas! Na minha modesta opiniao, nos perdemos a grande oportunidade em nao aderirmos ao projeto “Um tempo Novo para Todos”, visto que fazia inclusao da juventude e dum País prospero para todos. E agora, nada de lágrimas de crocodilo!

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    Modibo Responder

    Conheço este jovem de minha banda, formando em Administraçao no Brasil, to muito satisfeito pelo nivel do artigo. Insentivo aos nossos irmaos espalhados por quase todo mundo a mostrarem aqui os seus dotes intelectuais e nos julgamos. Parabéns Djemex Loy…é carga.

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    Alfredo Brgança da Trindade Responder

    Então meu irmão!
    Antes de mais quero te dar os parabens pelo artigo.

    Infelizmente a caracterização que fazes das pessoas a quem confiamos o “poder” de nos guiar rumo a prosperidade é sem dúvidas o que mais se aproxima do que são na realidade essas pessoas. Mas dito em boa verdade, e pedindo desculpas as pessoas que não fazem parte deste grupo, o povo santomense em partes são culpados.
    Ora vejamos, felizmente nós não vivemos num regime ditatorial, sendo assim o povo é soberano, o povo tem o poder legítimo de decidir por sufrágio universal e secreto quem irá os representar. A nossa meia culpa advém dessa mesma escolha, que de uns tempos para cá tem sido pouco feliz uma vez que as pessoas não votam por conhecerem o programa do candidato e se este será ou não o que precisamos na realidade. Antes votam por receber alguma contrapartida momentânea o chamado fenómeno “banho”; por este ou aquele candidato já possuir a sua riqueza e já não terá necessidade de usurpar dos escassos bens públicos que temos. Pois, isto é errado e já devíamos ver que isso não passa de uma falácia. Errar uma vez é aceitável até porque somos humanos, mas quando é em demasia já não se pode apelidar de erro.
    Se se fizer um inquérito a população santomense a perguntar sobre quem são os deputados que representam os seus círculos eleitorais, a sua grande maioria não saberá responder. Então pergunto, esta a confiar a gestão da sua vida e dos seus a um desconhecido?
    A mudança no nosso país tem de passar antes pela mudança da nossa mentalidade. As pessoas têm que ser eleitas ou conduzidas a cargos públicos por merito e pelas suas aptidões e não por “tachos”.
    No nosso parlamento seguramente que na sua maioria esta constituído pelos chamados “homens de negócio”, que numa situação aprovação de alguma lei que será em beneficio da população e que porá em causa o seu negócio já se sabe qual seria o sentido da votação.
    Estes homens como cada um de nós são uteis ao país, mas cada um no seu lugar. Desde os primórdios da Teoria Administrativa com os principais autores – Taylor, Fayol, Weber dentre outros colocam como uns dos elementos imprescindíveis à gestão de empresas a Divisão do Trabalho e a Especialização. Este conceito também pode ser alargado ao sector estatal. Em outras palavras se cada um fizer aquilo que realmente é bom a fazer seremos mais eficazes e eficientes. Ou seja com poucos recursos atingimos bons resultados.
    Mas há outros factores que já não podem ser controlados pelo povo santomense, que é consciência e a Ética daqueles a quem depositam confiança.
    É comum nos casos em que ética e os valores morais se sobrepõem a ganância e à luta pelo poder, quando governantes vêem-se envolvidos em alguma situação duvidosa quanto ao cargo que ocupam, e que colocaria em causa a capacidade de exercer a sua autoridade imediatamente colocam o seu cargo a disposição. No nosso país isso não acontece, porquê? Porque as pessoas são agarradas ao poder e se esquecem dos valores morais.

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    manucho bubu Responder

    jovem muita força precisamos dessas cabeças inteligentes

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    Fernanda Alegre Responder

    O seu artigo foi muito inteligente, o povo santomense agradece! Num artigo conseguiste falar tudo, mas tudo aquilo que somos de forma clara e muito objetiva.
    Cabe agora cada um de nós, reflitir sobre o mesmo…eu já o fiz e sinto q algo mudou. A que ter muita visão e tu tiveste e conseguiste faze-lo valer a pena!…Muito obrigada!…

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    Adler Santiago Responder

    O artigo acima referido é sem dúvida um excelente artigo. Bem trabalhado e com argumentos convincentes. É uma pena termos em STP poucos políticos leitores, porque se eles lessem sobretudo os temas das suas áreas, certo, teriam uma mentalidade diferente.
    Quanto aos comentários, alguns têm noção daquilo que foi explicito no artigo, mas outros nem por isso.
    Da minha parte vejo que não é só atitude dos políticas de devem mudar, mas sim de todos cidadão. Digo isso, por em STP a preguiça e malandragem está a invadir os trabalhadores da função pública. Há individuo que chega ao trabalho por volta das 9:00, se for para entrar as 7:00, e quando bater 12:00 dizem que vão almoçar e não regressam mais para o trabalho, porque já ganharam dia. E depois são eles mesmo que precisam de suborno para poderem fazer determinado trabalho. Desse jeito o país nunca vai a frente ainda mais com os nossos governantes que tem estado a roubar cada vez mais e que não há sanção para eles. Na Cadeia temos bastante individuo que roubou banana e outros bens de primeira necessidade, mas não temos nenhum governante ou ex-governante que tanto nos rouba e todos nós sabemos quem são eles.

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    Disney da Silva Responder

    Quero enaltecer as tua mais duras e bonitas palavra meu caro amigo Loysik vulgo Dmx, de facto tens todo a razão o teu raciocino lógico tem muita lógica no contexto em que vive a nossa sociedade, que de facto mergulhou num abismo todo por culpa da politica descabida dos nossos políticos, que de facto não trazem referencia ao povo santomense, que outrora era visto como um povo que acima notificaste, batalhador honesto, lutador e organizado.
    Mais é de facto que compreendo a dita acções desses mesmos políticos, primeiro porque nunca puseram em prática o seu verdadeiro conhecimento em prol do desenvolvimento de STP, viveram durante muito tempo em guerra psicológica destruindo todos que queriam de uma certa forma contribuir positivamente para o bem esta da nação.
    Hoje se olharmos STP não si vê ou mesmo não si encontra alguém podemos dizer nossa referencia, a perda de valores foi tão danosa que fez com que a sociedade caísse no descalabro total.
    Meu amigo saúdo esta tua bela iniciativa, porque é um dos nossos primeiros passos na luta do desenvolvimento intelectual social da nação de STP.

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    dPires Responder

    Nem mais, meu caro jovem e compatriota.
    Um artigo com pontos de vista palpáveis, importantes, coerentes (embora apresentando alguns vocábulos abrasileirado – se estás no Brasil, é normal que isso aconteça). Fizeste um apanhado de tudo o que foi, está sendo e poderá ser STP pós-independência. Muito bem visto.

    OS POLÍTICOS estão a subestimar a ira do povo. Acham que, debaixo do LÉVÉ-LÉVÉ, só existe espírito de placidez. «KWÁ SCÁ BI! NON NA MÊCÊ ÁWA WÊ FÁ!»

    Quanto ao Senhor Arménio Sousa – não enlameie o nome da família Sousa, que é, como toda família santomense, dotada de intelectualidade e capacidade de reflexão. È pena que muitos não põem em funcionamento, esses dotes que S.Tomé Poderoso e S. António nos deram, principalmente os nossos dirigentes.
    Eu também sou santomense e resido algures na Europa, mas isso não falece o meu dever de me manter informado no que concerne a situações do meu país, meu caro. Quem foi que te disse que foi graças ao Fradique de Menezes que tais coisas, pronunciadas pelo senhor, foram edificadas? Era só o que faltava.

    ACHO QUE «TÉLA NON» NÃO DEVERIA ACEITAR COMENTÁRIOS COM CUNHOS DE CAMPANHAS PARTIDÁRIAS, PRINCIPALMENTE FORA DO TEMPO, NO SEU CIBERESPAÇO; MAS ATENDENDO AO ESTÁDO DE ESPÍRITO POUCO ORIGINAL AQUI EVIDENCIADO POR SI, A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE O SENHOR CARECE DE INFORMAÇÕES RESPEITANTES AO PAÍS, CONSIDERO PERDOADAS AS SUAS INÚTEIS ALEGAÇÕES.

    Mudança de mentalidade é o primeiro passo para:

    a) Sanar o vírus de corrupção;
    b) O espírito de lambuzar o bem colectivo;
    c) A sede locupletar-se à custa do povo;
    d) Corrigir a incompetência notória no seio das bancadas parlamentares;
    e) Reformar os portadores dos títulos da Administração Pública; e
    e) Arrumar a casa para receber o desenvolvimento.

    Uma primordial mudança na mentalidade do povo, para esquecer de certos banhos, e certas colheitas de migalhas, de forma a poder escolher um líder capaz de administrar os seus bens. Depois, uma mudança de aqueles que o povo confia e entregas a própria barriga para poder alimentar. POVO PÕE POVO TIRA, mas POVO BURRO/CEGO, POVO NA MENTIRA.

    A tendência dos nossos representantes é de erigir, fortalecer e manter saudáveis as suas contas bancárias. O espírito de dar força ao vínculo do juramento prestado, aquando da tomada das pastas, nunca existiu neles.

    Parabéns pelo artigo e força nos teus estudos, Loysiki Pires Quaresma da Trindade.

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    Loysiki Pires Quaresma da Trindade Responder

    Meu caro Ôssôbô, este é meu endereço eletrônico Loysikpires-adm@hotmail.com podemos manter contacto. Obrigado pela atenção.
    Um abraço

    Loysik Pires

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    dPires Responder

    o parágrafo a maiúcula é destinado ao Sr. Armenio Sousa.

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    Hildilberto Dias Responder

    ok meu Carro colega esta tua reflexao vem nos incentivar na necessidade de cada um de nos se preocupar com esta situaçao porque se notarmos cada dia o stp tem estado a perder suas qualidades e necesario que façamos uma analise profunda se nao como dizem no diatelo de Sao Tomé Suba Cu Monha Daminhon Bicentchi po te Ceto.

    ok meu carro um abraço e muita força.

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    rancataco Responder

    felicidades amigo…

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    Coladura Responder

    As minhas saudações e felicito-lhe pelo artigo que retrata profundamente o estado do nosso STP.

    Creio que os dirigentes de STP só se preocupam com seus problemas pessoais.

    É bastante lamentável que os dirigentes de STP obsecados em tirar melhor proveito que a oportunidade lhes proporcionou, não se preocupam com a leitura desses artigos cheia de conteudos para reflecção de forma interiorizarem e mudarem de comportamento com vista no desenvolvimento do nosso País.

    Força, Loysiki Pires

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    Realidade Responder

    Descreveste São Tomé e Príncipe, em poucas palavras neste artigo. Um reflexão social, puramente verdadeira. Uma analise critica de bater palmas. Parabéns.

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    filhodeterra Responder

    Eu antes de mais quero pedir desculpas às pessoas sérias que tém o sonho de um dia vir a fazer um trabalho sério no nosso governo,… ESTOU FARTO, farto de ver a falta de sentimento e respeito pelo nosso povo, alguém tem ido às partes mais “remotas” do país ou mesmo alí ao reboki, a pobreza,falta de saniamento básico, luz, água potável e mt mais mostra o nível de competência de certos governantes…o que eu acho mais curioso ainda é ver que muito dos jovens que hoje criticam os nossos políticos um dia ao estarem no lugar deles podem n ser capazes de fazer melhor, penso que antes de criticarmos, sem estar a falar mal da crítica, temos de perguntar a nós próprios se um dia naquela posição seremos capazes de dizer não a corrupção e a outros males sociais q nos aflijem…falar é fácil…mas será que nos estamos a educar para fazermos melhor como futuros homens e mulheres da nossa terra?…

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    Carlos Lopes Responder

    Os meus parabéns pelo artigo, caro Loysiki Pires.
    Sem sombra de dúvidas foste muito objectivo, nessa leitura que fizeste sobre o social santomense, deixando pistas para reflectirmos o nosso quotidiano.

    Esmiuçando um pouco sobre as opiniões dos colegas Adler Santiago e do Disney da Silva,do meu ponto de vista os nossos políticos (dirigentes)têm o hábito de leitura sim, conhecem perspectivas dos grandes teóricos sim…mas só lêem o que lhes convém, Tenho a certeza de que sabem do que o Aristóteles e dentre outros intelectuais recomendam, ” GOVERNAR COM ÉTICA”.

    Tanto é que vão buscar o que Teóricos como Maquiavel recomenda, como frisou o Dr. Loysiki Pires.
    Não estou nem quero aqui advogar partido político nem governo algum, mas, não poderia deixar de referir que felizmente temos tanto na função pública como no governo pessoas engajadas e interessadas no desenvolvimento do nosso País, e que trabalham seriamente para tal. Assim é que deve ser os que ali estão são para servir o povo, é um dever e mais nada.

    Concordo plenamente com o A.Santiago que é inadmissível termos na função pública individuos que chega ao trabalho por volta das 9:00, se for para entrar as 7:00, e quando bater 12:00 dizem que vão almoçar e não regressam mais para o trabalho, porque já ganharam dia.
    Julgo que uma das possíveis medidas que se pode tomar é maior controlo e rigor nessa questão e instituir assim um prémio o de produtividade para os que mais produzem. Parafraseando Dr. Loysiki no seu artigo “(Mateus 22:21), “Daí pois a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus(…).

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    Carlos Lopes Responder

    Os meus parabéns pelo artigo, caro Loysiki Pires.
    Sem sombra de dúvidas foste muito objectivo, nessa leitura que fizeste sobre o social santomense, deixando pistas para reflectirmos o nosso quotidiano.

    Esmiuçando um pouco sobre as opiniões dos colegas Adler Santiago e Disney da Silva,do meu ponto de vista os nossos políticos (dirigentes)têm o hábito de leitura sim, conhecem perspectivas dos grandes teóricos sim…mas só lêem o que lhes convém, Tenho a certeza de que sabem do que o Aristóteles e dentre outros intelectuais recomendam, ” GOVERNAR COM ÉTICA”.
    Tanto é que vão buscar a filosofia política recomendada por intelectuais como Maquiavel e dentre outros.

    Não estou nem quero aqui advogar partido político nem governo algum, mas não podia deixar de referir que felizmente temos tanto na função pública bem como no governo pessoas que estão engajadas e interessadas no desenvolvimento do nosso País, trabalhando arduamente para que tal aconteça. E, assim é que de ser, é uma obrigação dos que ali estão. Aproveito para dizer-lhes que podem contar connosco neste desafio, vamos regressar e nos engajar também.
    Concordo plenamente com o A.Santiago que é inadmissível termos na função pública indivíduos que chegam ao trabalho por volta das 9:00, se for para entrar as 7:00, e quando bater 12:00 dizem que vão almoçar e não regressam mais para o trabalho, porque já ganharam dia.
    Julgo que uma das possíveis medidas que se deve tomar é maior controlo e rigor nessa questão e instituir assim um prémio de produtividade. Para que os que mais produzem tenham os seus devidos reconhecimentos e sintam mais animo para produzir mais e mais à nossa pátria. Parafraseando Dr. Loysiki no seu artigo “(Mateus 22:21), “Daí pois a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus(…).

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    janete Responder

    gostei da tua reflexão ,falaste bem isso pelo menos pra elee term vergonha.

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    pamau Responder

    falou e dice

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    O não preconceituoso-rosario Responder

    Gostei.Artigo excelente.Parabens.

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    descreto Responder

    muito bem visto meu camarada…

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    Seródio Pinheiro Responder

    muito bem expressado irmão, assim é que se faz a revolução e desenvlvimennt de cada um dos filhos de s.tomé. bem abastecido gostei abraços

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    manfire Responder

    ok brada galei! por isso deixei o mundo. Esses usurpadores ditadores arrumados em Politicos, sem politica de Verdade, se acham ser dono do Paìs,mas a babilonia será destroida.

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    Wy velocidade Responder

    Este artigo é mais uma valia para remexer e rechear a memória do povo Santomense, uma vez que o nosso país esta a ser detonado por corrupção e mentiras como todos nos sabemos, logo vamos todos erguer a cabeça e salvar o nosso lindo e maravilhoso “S.Tomé & Príncipe” que esta cada vez mais no abismo…

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      sanalbina Responder

      gostei imenso das palavras essas palavras pode ajudar muiotos santomens a tomar decisao et cia pensamentos possitvos e nao pensamentos negativos para melhora o nosso santome lindo

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    mauro cesar Responder

    sem mas nada a dizer acerca do artigo publicado (A luta pelo poder, a crise política e a relação dos Santomenses com as leis e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe), jovens, filhos de sao tome e principe a uniao faz a força, nao deixemos que a ambição nus separe assim como os corruptos e os ambiciosos santomense se encontram. jovens unidos, corruptos do ano 1975 fora do poder ganancioso

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    nivaldo Responder

    tudo de são tomé sempre foi e será antigo
    e todo nós sabemos disso….

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    Louriel Responder

    Mano mandaste muito bem.. Estas de parabéns..Muito bem visto…

  36. img
    sum mé chinhô Responder

    Disparo certeiro a enorme distância.
    Felicidades mano

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