Palavra para reflexão

Porquê culpar os outros? Porquê analisar os outros, se temos a nós mesmos para analisar?

Este é o grande erro que um líder ou mesmo um cidadão comum comete durante a sua jornada, analisar os outros antes de analisar a si próprio.

Como alguém já disse, e, com a qual concordo plenamente, “você não será nunca um fracassado, enquanto não imputares culpa aos outros pelos teus próprios erros.”

Acredito que, numa nação, não existe ninguém que se queira considerar culpado pelo estado em que se encontra o Pais, assumindo assim, a sua quota-parte de erro no processo de desenvolvimento. Na minha opinião, não estamos atrás porque não definimos o nosso objetivo ou meta.

Acredito que estamos a ficar atrasados e o nosso desenvolvimento comprometido, conhecendo fracassos enormes, devido em grande parte ao facto de fazemo-nos de cegos! Porquê cegos? Porque só sabemos culpar os outros. Em vez de trabalharmos com seriedade, rigor e sentido de responsabilidade, (tendo como exemplos a seguir Cabo-Verde, Angola, Guine Equatorial, etc.…).

No entanto, sei que é difícil copiar as boas maneiras. Será que a nossa maneira de pensar é consonante com o que assistimos na nossa sub-região ou a nossa área geográfica?

O importante a reter-se aqui é que devemos ser o que queremos ser e, não o que os outros querem que sejamos.

Sejamos pois, fazedores de história que dignifique a nossa nação e o mundo, procurando ir sempre para onde nunca estivemos antes. (Exemplos como os de ENG. José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola, Nelson Mandela, Ex. Líder Rebelde e Ex. Presidente de Africa do Sul, Dr. Agostinho Neto Ex. Presidente Angolano) testemunham bem esta afirmação.
Quando alguém ascende ao topo de uma árvore, ele ganha naturalmente o direito de escolher o melhor fruto. Se assim é pergunta-se; Porque que nós os santomenses não o conseguimos fazer? Será que somos tão miseráveis ou as nossas mãos tão pequenas e as nossas visões tão confusas?

Não esqueçamos que somos os únicos que devemos fazer crescer/desenvolver o nosso país. Nunca devemos dizer nunca ao que é nosso e que contribui ao nosso desenvolvimento.

Nunca é a negação de algo muito pouco confiável e provável, enquanto a vida é algo cheia de ricas possibilidades para ter restrições que lhe são colocadas pela palavra nunca.

Meus senhores e minhas senhoras, a nossa nação é aquilo que somos, (ou seja, não sou burro, nem inteligente, sou simplesmente o fruto ou produto da minha sociedade), e o mesmo se aplica a uma nação.

Senão vejamos o seguinte: Outrora dizia-se que, Cabo-Verde era a nossa colonia e que eramos mais inteligentes. Hoje pela ironia do destino, estão mais desenvolvidos do que nós em todos os aspetos. Pergunta-se: O que souberam fazer eles e nós não? Que recursos têm e que nós não temos?

Cabo-Verde é um país que tem grandes dificuldades de Água, mas entretanto, ao nível da agricultura estamos muito a quem das expectativas.

Um outro caso, é Angola, um país que saiu recentemente de uma prolongada guerra civil, e hoje esta a tornar-se numa grande economia ao nível regional. Que filosofia estará a utilizar o povo Angolano para conseguir o tao almejado desenvolvimento? E qual e a nossa? (será que somos Burros, Cegos ou Preguiçosos?) será que a nossa maior inteligência é sermos pedintes?

Recentemente, o nosso Presidente da República, no seu discurso endereçado aos jovens São-tomenses, o mesmo, citando palavras do ex. Presidente Norte-americano disse: “Não perguntes ao teu país o que ele pode fazer por ti, mas sim, o que tu podes fazer por ele”. Também há um proverbio que diz: existem homens que querem fazer, e existem homens que fazem. Qual deles nós temos?

Jesus Cristo veio ao mundo, foi morto na cruz por defender a causa dos justos, entretanto o demónio é rejubilado devido as suas falsas promessas. Por isso, tenha cuidado com falsas promessas; de tanto prometer, chegará um dia em que a população desejará ter o que lhes são prometidos.

Termino pedindo, façamos de São Tomé e Príncipe  um Pais realmente único tal e qual como é, e que Deus nos abençoe e nos proteja.

Wadirluchtter Pires

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    Sincero!!!! Responder

    Meu caro compatriota,
    Adorei a sua reflexão, mas se quisermos ir mais longe, e contribuir para desenvolvimento de STP, temos que dar sugestões concretas. Noções gerais de gestão, economia, finanças e todo resto, podemos encontrar em qualquer manual universitario, em qualquer livraria….. e tirar as ideias essencias. O mais importante é dizer: passo a passo um metodo, uma estrategia um pensamento. Porque maior problema de STP é que todos sabem tudo, percebem de tudo e querem enriquecer a qualquer custo.
    Ja ouviu alguem dizer que quando eu for ministro por mais que custe, mesmo deixando o país endividado, vou deixar uma infraestrutura que servira o pais para pelo menos 50 a 100 anos? Ja Ouviu alguem dizer que vou ser ministro e vou fazer melhor do que meu antecessor e ficar a espera quem me substituir, faça ainda melhor do que eu? se não existir pessoas que pensem assim e se não vier a existir um lider carismático capaz de arrastar multidões ( mas ele tem que ser frio, ponderado e mesmo não tendo muita pratica governativa, mas que esteja aberto a aprendizagem…..), STP nunca vai sair do burraco em que se encontra, venha quem vir, venha partido que vier…..Temos que começar a dar sugestões concretas… e quem governa ou chega ao poder, tera que criar cultura de autoestima e valorização dos bens nacionais…..

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    Wadirluchtter Pires Responder

    Meu caro amigo Sincero,

    Teu comentário foi anotado, entretanto, o verdadeiro líder é aquele que escuta e aceita opiniões dos outros e tenta corrigir seus erros, burro é aquele que comete o mesmo erro duas vezes; humildade e preponderância são as armas mais eficazes para o desenvolvimento humano.

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    Kebla Responder

    A sua reflexão não deixa de ser interessante. No entanto reflicta sobre estes problemas de STP:
    - Como acabar com:
    . Corrupcção (se somos todos primos)
    . Feitiçaria
    . Inveja
    . Ignorância extrema
    . Desconhecimento dos direitos e deveres.
    . Etc
    Reflicta sobre estes temas, tendo em conta a realidade santomense, faz-lhe bem a mente.

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    Direito Responder

    Meu caro,louvo a iniciativa,e comungo pelo mesmo diapasão de que só erra quem tenta,pois ao tentar,nunca se pode abstrair da critica alheia,ainda por cima quando de manifestação na vida publica,como ė a política,existe nos políticos do universo Sãotomense, aquilo á que chamo do dilema de ausência de estratégia e importação de modelos de regime político económico desfazados com a nossa forma de pensar,”ganhá ka pla pla aza,zao

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    Direito Responder

    São Pe. Vua

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    Direito Responder

    Quis dizer qdo se trata de vida publica,e ganha ka pla pla aza zao pê vua…

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    Preto Responder

    Meu caro, achas mesmo que Angola e Guiné Equatorial são exemplos a seguir? Abra os olhos e conheça bem a realidade destes dois paises antes de vir “armar” em intelectual, ok?!

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    dizer algumas coisas Responder

    Esta reflexão tem algo de bom mas reflete a nossa incapacidade mental de analisar devidamente os factos.

    Apontar JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS e o Presidente da Guiné Equatorial (pois disse que este país é um bom exemplo) como exemplos a seguir reflete bem a espécie de ser humano que nós santomense somos.

    Esta reflexão perde o seu mérito por causa dessas duas personalidades.

    O bem é algo maior e bem diferente daquilo que estes dois srs. em particular andam fazendo.

    Infelizmente alguns políticos em S.Tomé, como o autor desta reflexão, andam a aprender algumas coisas com estes dois senhores.

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    Wadirluchtter Pires Responder

    Agradar a todos é uma tarefa impossível, por cima de tudo, quando as pessoas simplesmente concentram-se em ver o lado errado. Um homem tem que ter capacidade de analisar as duas faces da moeda.

    Quanto menos as pessoas sabem, mais elas teimam que sabem. A pessoa inteligente hesita, pondera, vacila. A pouco inteligente nunca vacila, nunca hesita. Quando o sábio sussurra, o tolo simplesmente anuncia aos quatro ventos.

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