A ética na política São-tomense

De acordo com o calendário político, 2013 é o ano das eleições autárquicas, e para o bem da democracia, esperemos que se realizem dentro do prazo previsto na lei.

O meu maior desejo que, nestas eleições, os partidos políticos, trouxessem agenda política, o tema da ética na política nacional.

A ética, é um tem muito apetecido, onde os políticos muitas vezes aproveitam para “falar bonito”, nada mais, mas, é logo esquecido e abandonado quando se trata de o aplicar em casos concretos, em que são chamados para intervirem.

O que pretendo dizer afinal?

Que os partidos políticos deveriam vetar os potenciais candidatos e retirando a confiança politica aos candidatos que ao longo do último mandato, viram-se envolvidos em escândalos, suspeições, (…) que o façam não por uma questão tática, de moralismo ou de carater pessoal, mas sim, unicamente porque a vida politica tem de fazer-se com ética e não à margem desta.

A degradação politica a que permanentemente vamos assistindo, tem muito a ver com a ausência de princípios, de valores e de preocupações éticas nas orientações que se traçam, nos comportamentos que tem e nas decisões que vão sendo tomadas. É este ambiente de laxismo e de permissividade – mais ainda que a crise económica e social- – que afasta os cidadãos da politica e que gera constantemente um perigoso clima de suspeição em relação às instituições, aos políticos e aos partidos.

É urgente que os São-Tomenses sejam especialmente exigentes com os titulares dos cargos políticos aqueles a quem confiam a responsabilidade da gestão dos destinos da nação.

Sem respeito por valores éticos, os cidadãos descreem da política e os políticos perdem prestígios e credibilidade. É algo que não é mensurável mas que se ouve, se sente e se percebe.

Acresce uma outra situação: um político deve dar o exemplo, em termos de comportamentos cívico e de respeito por exigentes padrões cívicos, caso contrário o político fica despido de autoridade, a partir daí procure impor a sua autoridade por vias ilegais, ou melhor à margem da lei.

O político sem autoridade fala, mas não é ouvido, decide, mas não é respeitado e, amiúde, fica condicionado na sua capacidade para agir e intervir.

A ética está para além da lei.

Há impedimentos e incompatibilidades éticas que nenhuma lei estatui mas que são evidentes perante o mais mediano bom senso e aos olhos dos mais elementares critérios de prudência política.

Dar vantagens a uma empresa num determinado concurso, e tempos depois este dirigente vai trabalhar para aquela empresa como administrador ou assessor, pode não ser ilegal, mas suscita, em muitos casos, impedimentos e dúvidas éticas bem legítimas e pertinentes.

Casos como outros tantos chegam mesmo a tocar as raias do escândalo.

Convido aos caros eleitores a dispensarem 1:46 min para ouvirem José Luis Prates sobre o seu Brasil, mais a realidade poderia ser adaptada a nossa. http://www.youtube.com/watch?v=AXmOXSPqcY0

Leopoldo Machado Marques

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    Cassuma-sofredor Responder

    Eu vejo a “Ética” o caminho que levam aos homens a conquistarem a felicidade, com humildade, honestidade,consciência,bom humor entre nós. Mas o que acontece é que muitos são Derigentes que vivem num mobilismo e ganancia do poder com interesses pessoais pondo de parte a ética que vincula a solidariedade das Camaras Distritais e as populações. Em Cassuma onde moro carece de muitas necessidades básicas que próprio a Constituição retem como a lei. Mas nada foi feito ainda pela Camara de Mé-Zochi. E o Senhor Nelson Carvalho apenas traga descupa que não se pode fazer tudo de uma só vez. É claro…mas como prioridade devia se colocar energia em locais sem existência de luz depois colocar iluminação pública aos locais que já existêm energia. Quem sabe que o presidente deve fazer nunca louva o Nelson Carvalho temos que estar informado pela lei Constitucional porque na Igreja se louva o padre.

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    Negro de STP Responder

    Os políticos em São Tome não tem uma politica diricionada a desenvolvimento de São Tome e Príncipe.

    A única coisa que os move e a ganancia estão na politica para o beneficio propio e assim não a ética.

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    keblancana Responder

    Estas eleições só servem para gastar dinheiro. A composição da proxima assembleia, vai ser igual ou quase igual a esta: Bano, Albertino Bragança, Delfin Neves,os mesmos do ADI, MLSTP e outros, nem os nomes já nem me recordo…
    Por isso gastar dinheiro para quê com isto?

    Governa MLSTP ou outra força partidaria, que diferença faz? O quê que vai melhorar?

    Pensar Governação é pensar numa outra solução de Governo, face a nossa realidade. É possível sim, outra forma de Governar.

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    Fala verdade Responder

    Esse vídeo representa bem a nossa realidade! E infelizmente o povo nada faz, continua pagando para a boa vida dos que elegem….não é em vão que andam aos socos no Parlamento! E assim continuamos, hospital sem condições dignas, estradas esburacadas, a falta de saneamento, edifícios deixaos pelos colonos em devoluto todo um conjunto de decadência TOTAL..

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    ceita nayr Responder

    Em STP, os cidadão não reclamam pra nada, e quando o fazem é através de um político que o fazem,os jornalista não relatam as coisas, pq tem sempre um político atras, problema da politica de stp é falta de renovação, os políticos aí são mais mentirosos que putas de paris, dão jovens oportunidades, povo vive a política como espetador destra ido, fazem o que as escumalha querem da nisso, quem sabe o povo tem que ser mais violento com esses artistas, caso contrario, estaremos nós últimos lugares..

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    Celso Monteiro Responder

    Dizem que os portugueses são um povo que tudo aceita e nada reclama… o meu povo infelizmente consegue ser mais passivo.
    Se não concordamos devemos expressar-nos, exigir mais e melhor, se está errado devemos mostrar porque e corrigir o erro! Arregaçar as mangas e pegar na coisa e não ficar passivamente a olhar, de longe, timidamente a espera que alguém se expresse. Podemos ser pobres mas a dedicação, o trabalho, a ética são valores que não se compram e geram riqueza!
    Não devemos esperar que os outros façam por nós aquilo que devemos ser nós a fazer.

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