Miguel Trovoada confrangido no «bubu lindo e bonito» de Pinto da Costa

«O que me parece é que há uma dificuldade das pessoas aceitarem a diferença. Isso é que é fundamental. Há uma teimosia em pensar-se que se tem o monopólio da verdade. Eu penso assim, eu quero que assim seja e vou procurar aqueles que comigo pensem da mesma forma e procurar impor o meu pensamento a outros. Nós temos que ultrapassar esta fase. Isto. Não há também uma receita mágica

Estas palavras vindas ao público na última sexta-feira 13 (dia das brincadeiras bruxas) através da entrevista aos jornalistas Carlos Menezes e Óscar Medeiros da RDP África e concedida por Miguel Trovoada – no balanço dos seus mais de quatro anos a frente da Comissão do Golfo da Guiné – e na mesma semana em que os são-tomenses souberam depois da Chevron Texaco, empresa norte-americana, agora pela Total, empresa francesa que explora o petróleo na Nigéria que nas águas profundas e conjuntas das ilhas de São Tomé e Príncipe com o país vizinho, a quantidade do produto existente apenas servirá “pa paga dêvê” a cobiça dos políticos e seus comparsas, achamos oportuno intrometer e unir aos agradecimentos ao antigo Presidente da República pela quebra do silêncio profundo.

Fórum de unidade e reconciliação nacional a semelhança da Reforma do Estado e da Justiça, cantigas antigas e sem resultados palpáveis para o país é ao que não falta a memória dos são-tomenses: «Ninguém tem receita. Portanto não percamos tempo com esse discurso que se nós sabemos a partida que não tem sentido nenhum! Se é para que nós tenhamos uma consciência tranquila de que fizemos alguma coisa, nós estamos a fazer errado. Estamos a ser hipócritas! E convencer o povo de que com essas palavras lindas, bonitas que nós conseguimos resolver os problemas. Não é aí, é que está

Miguel Trovoada, o primeiro presidente da democracia são-tomense que teve de aturar os Primeiros-Ministros: Daniel Daio, Norberto Costa Alegre, Evaristo Carvalho, Carlos Graça, Armindo Vaz, Raúl Bragança e Guilherme Pósser dos governos de sua conveniência, do PCD, do MLSTP, de Unidade e Consenso Nacional – de todas as espécies possíveis de reciclagens – ao longo da década inaugural do multipartidarismo em que deteve o poder do Estado são-tomense ao mais alto nível, aproveitou ao vasto auditório da RDP África para oferecer noções de democracia: «É necessário que as instituições funcionem! Que elas funcionem na base da lei e da vontade popular. Que haja periodicamente eleições, que é o momento privilegiado em que a população manifesta o seu sentir em relação a um projecto, a um programa

No balanço do seu mandato a frente do Secretariado Executivo da Comissão do Golfo da Guiné (CGG) nomeado na 2ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estados e Governos da organização a 25 de Novembro de 2008 – no exercício presidencial de Fradique Menezes – e empossado no dia 21 de Janeiro de 2009 durante uma Cimeira Extraordinária andou a roer os ossos: «Foram muitos os problemas e as dificuldades ainda maiores.»

Mas a fama vale mais que a própria vida! «Eu sabia que ia fazer uma experiência nova. Porque pela primeira vez eu era chamado a dirigir uma organização internacional de carris sub-regional

Miguel Trovoada que já ajudou a dirimir conflitos em África: Costa do Marfim e Tunísia, na qualidade dos sábios africanos aceitou ao novo desafio: «Aceitei, porque fui um dos cúmplices da criação desta organização, pois tive o privilégio de assinar o acto constitutivo a 3 de Julho de 2001 em Libreville em nome e representação do Estado são-tomense.»

Digamos que conhecia muito bem os cantos da casa que São Tomé e Príncipe vai deixar à Nigéria na pessoa de Adenique Florentine, nomeada Secretária Executiva em Agosto último em Malabo, Guiné Equatorial, durante a 3ª Cimeira Ordinária do Grupo dos Oito, alguém que nos últimos seis anos, exerceu as funções de Secretária Executiva adjunta para questões de política da Comissão do Golfo da Guiné: «Conhecia portanto, os objectivos que levaram a criação da Comissão do Golfo da Guiné e entendi, muito incentivado por alguns dos Chefes de Estados que poderia, talvez, dar uma contribuição para transformar os nossos desígnios em realidade

As barreiras financeiras e a viver na sede regional do Secretariado, Luanda, tida por dois anos consecutivos a cidade mais cara do mundo, de onde os últimos dados da UNICEF atiram o país para o segundo lugar da lista mundial com a mais alta taxa de mortalidade infantil, teve que cortar em tudo: «Aprovou-se um orçamento extremamente reduzido (devido a crise sistémica de 2008/2009) procedeu-se a uma série de medidas restritivas quer em termos de salários, quer em termos de funcionamento normal da organização e foi assim que nós tivemos que reduzir as ambições do Secretariado em matéria de plano de acção

Um dos problemas dos estados africanos é o de não pagamento de quotas a que estão vinculados, embora os países estarem situados numa das regiões mais ricas do continente e do mundo: «Nem sempre os Estados estão a altura de honrar os seus compromissos financeiros, o que faz com que os orçamentos raramente são realizados na íntegra. Isto coloca problemas muito difíceis ao funcionamento da organização cuja gestão financeira faz-se num clima de permanente tensão de tesouraria

O Secretário Executivo não encontrou instalações a altura da responsabilidade de coordenar as acções para debelar os actos de pirataria marítima, ataques ao meio ambiente e as outras ameaças a segurança humana dos povos da sub-região. Entretanto, o presidente angolano José Eduardo dos Santos deixou a presidência rotativa do Grupo ao presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo da Guiné Equatorial, líder de um outro gigante petrolífero: «Em termos logísticos, nós ainda não temos uma sede, digamos condigna que corresponda as ambições de uma organização internacional e sub-regional que tem pela frente desafios muito sérios

Cessando as funções na Comissão do Golfo da Guiné, é ocasião do presidente Trovoada resumir a sua experiente longevidade: «Eu já tive várias vidas ao longo de 76 anos. A última foi essa experiência a teste de uma organização internacional.»

A semelhança de Carlos Graça e para aos que vasculham as letras do passado na intenção de melhor situarem-se na actualidade numa perspectiva esclarecedora a superar os obstáculos do país com o futuro, o presidente Trovoada promete o seu legado para breve: «Eu creio que essas décadas de vidas contribuíram para enriquecer-me em experiência pessoal e tem despertado em mim uma série de reflexões sobre o que vi, o que vive, reflexões muito relacionadas com a África, com o meu país, com o futuro dos povos africanos, toda uma série de problemáticas de desenvolvimento, de não desenvolvimento, do subdesenvolvimento e porquê de não desenvolvimento? Eu gostaria efectivamente de poder traduzir essas reflexões (por escrito).»

Não faltam matérias para reflexão e escrita: «Eu vinha também prestando uma colaboração a União Africana no quadro daquilo que se chama o Grupo dos Sábios cuja vocação fundamental é de prevenir conflitos, ajudar a geri-los e também participar na sua solução no quadro de mecanismos criados na União Africana para esse efeito

Miguel Trovoada que antes de dirigir a CGG, era o responsável na União Africana pelo Norte de África e particularmente na Tunísia ainda não é desta que vai dedicar-se aos seus netos: «Eu espero continuar a dar o meu contributo ao nível da União Africana e, não só, porque os estados africanos pensam que essa experiência toda podia continuar a ser utilizada ao nível de certos conflitos que existem na nossa sub-região. E eu não me vou furtar a isso se porventura encontrar espaço para dar alguma contribuição

Pousemos de novo os pés no chão das santas ilhas do Equador onde os santos da casa não fazem milagres: «Eu sou o membro do Conselho de Estado e é único elo para além de ser cidadão são-tomense e honrar-me disso que me liga hoje as estruturas políticas do meu país.»

2016, uma miragem… Para o conhecimento público daqueles que depois de 1991, especulam ou viram que seja a sombra de Miguel Trovoada nos corredores de algum partido político das ilhas, fica a mais pureza da política a antecipar um são-tomense independente das correntes partidárias: «Por vontade própria eu afastei-me de actividades políticas, digamos correntes e muito menos partidárias desde que eu assumi a chefia do Estado, mantive-me fora delas. Embora quase ninguém acredite, pensa sempre que eu fui inspirador de um partido político, pensa sempre que eu estive nos bastidores mexendo, como se diz, os cordelinhos.»

Com o “olho leve” e a sapiência abundantes na democracia do meio do mundo, o que não vê e pensa um são-tomense? «Pensa-se, pensa-se, mas o quê que não se pensa em São Tomé e Príncipe? Eu deixo as pessoas pensar porque são livres, mesmo contra a vontade de alguns que queiram intervir, inclusive na liberdade de pensamento

Ainda assim o presidente Trovoada no gozo da liberdade de expressar é inspirado pela força das circunstâncias a partilhar ao momento político e socioeconómico do país e do governo tripartido de Pinto da Costa: «Eu disse e não tenho esse propósito, que não gostaria de me imiscuir digamos, nos assuntos políticos actuais do meu país, porque fui Chefe de Estado (…) Eu queria abster-me de comentários sobre o que se passa. Mas eu devo-lhe dizer que eu estou muito preocupado

Não obstante ter-se propalado prisões e interpelações arbitrárias no Ministério da Defesa a pessoas ligadas ao XIV Governo constitucional, bastou errar no alvo e tocar num madô da Trindade, tradicionalmente pivô da história reivindicativa e de mudança nacional que levou os seus filhos a pagar com a própria vida – Fevereiro de 1953 e, não só – para aparecer ao público o primeiro rosto sequestrado pelo abuso das armas. Presidente Trovoada acompanha com apreensão o caso Esterline Gonçalves Género – quem associamos a expressão de solidariedade pessoal – diplomata e árbitro levado para calar numa das celas do quartel do exército, humilhado e intimidado pelos militares. «O quê que me leva a estar muito preocupado? Nós sabemos perfeitamente o que tem acontecido em São Tomé e Príncipe. Alguém através das redes sociais e, não só (foi vítima dos militares desconhecedores da existência dos tribunais num Estado de direito democrático).»

Não só o caso dos árbitros e do diplomata a mexer com o presidente Trovoada: «Por outro lado há também algumas informações inquietantes no que diz respeito a prática da própria democracia

Afinal, há pouco mais de uma hora de voo com São Tomé, Miguel Trovoada tem o à vontade suficiente nos bastidores da diplomacia e conviveu nestes quase cinco anos numa sociedade de laços culturais, sanguíneos e históricos com as ilhas, o que lhe facilitaram os contactos para o sentimento da existência de práticas antidemocráticas em São Tomé e Príncipe: «Eu digo práticas que não respeitam, fundamentalmente, as próprias regras estabelecidas na nossa própria constituição. Portanto, tudo isto é inquietante. O que eu desejaria de facto que se tomasse consciência de que, esta situação não é de forma nenhuma favorável ao país e, a comunidade internacional começa a estar um pouco descrente sobre a capacidade dos são-tomenses realmente de resolver os seus problemas da melhor maneira e isto pode levar a um desinteresse que será muito difícil depois recuperar

Num país sem poluição étnica há juízo de valores que conota aos forros de serem os responsáveis pela maldição da independência nacional, qualquer coisa como que não ter valido a pena esse orgulho nacional por autodeterminação do povo são-tomense, antes mesmo, melhor o passado colonial: «Eu diria, que ele não está devidamente esclarecido e esta reacção de querer que a colonização regresse é porque ele não tem a noção exacta do que foi a colonização ou por desespero ele preconize soluções extremas

Só quem não é pai, não comunga da lástima do filho! Em Outubro próximo, o presidente Trovoada passa o testemunho da CGG aos novos conselheiros. Não tendo efeito imediato qualquer puxão de orelhas de Luanda e demais capitais do Grupo, o timing adoptado é sustentado em conceitos da democracia: «Que se deixe esse programa ir avante para que ele possa ser depois avaliado pela própria população. É necessário que isto se faça no respeito da lei. Se nós conseguirmos isso já não será mau, porque as instituições funcionando podemos (chegar ao desenvolvimento).»

A residir em Luanda e há pouco mais de dois meses do 1º aniversário do ring, o presidente Trovoada nada disse na demora dos vinte e sete burros reclamados por alguns sectores em São Tomé.

Em direcção oposta ao filho auto-exilado, Miguel Trovoada deixou tranquila a opinião pública de que vai regressar ao país para exercer em democracia os deveres, direitos, as liberdades e garantias da cidadania são-tomense: «Naturalmente, terei ocasião de regressar à São Tomé, de seguir de perto a actualidade no meu país e evidentemente como um cidadão livre que sou e não deixarei, se entender que posso trazer alguma contribuição de dizer aquilo que penso…»

A varinha para o nosso país não tem gotas de petróleo nem poção cultural: «Há qualquer coisa mais profunda em nós e tem a ver com os pequenos interesses pessoais de grupo que querem ter um espaço exclusivo em que todos os outros deverão estar afastados porque não pensam como nós, porque não partilham o mesmo interesse que nós. Eu creio que isso tem que se ultrapassar.»

O país vive um “clima confuso” com Gabriel Costa, antigo homem de confiança e braço direito do, na altura, Chefe de Estado Miguel Trovoada, a testa do XV Governo. A perspectiva de exploração do petróleo pesem os furos americanos e franceses do Bloco 1, o mais expectável, não terem dado sinais de ouro comerciável justifica ao desnorte do país? «Não! Non creio! Não creio, porque então, eu diria que estamos todos loucos

José Maria Cardoso

19.09.2013

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    lede di alami Responder

    Distruidor n1 da minha terra

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      Barão de Água Izé Responder

      Caro Disciplinador: A nossa Terra precisa que o nosso “muro de Berlim” caia. O nosso “muro de Berlim” é a estatização da Economia. Espera-se pelo Petróleo do mar, e ele está em Terra, na Agricultura. Enquanto todas as nacionalizações da Terra não forem revistas e privatizadas, permitindo agriculturas de escala com forte componente de exportação, STP não sairá da pobreza. Mas será muito difícil, seria uma nova Independência. Imagine-se aquele politico que é dono da roça “A Mais Querida” e em privado com amigos, afirma: “Um dia vendo aquilo por EUR 5 000 000.” Quanto pagou ao Estado esse politico pela roça? Terá sido grátis? Quanto pagaram ao estado os políticos que privatizaram áreas públicas de praias? Quantas áreas agrícolas estão na posse de políticos, sem nada produzirem à espera de eventuais urbanizações urbanas? Será fácil “endireitar” a nossa Terra, dando nova dignidade ao Estado, combatendo a pobreza e com isso fortalecer a Democracia?

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    Disciplinador Responder

    Miguel Trovoada não é diferente de outros políticos santomenses, ele no seu tempo também usava as mesmas palavras, por isso não vale a pena agora vir com noções de democracia. Espero que tanto Miguel Trovoada como Fradique de Menezes esqueçam a política em S.Tomé e Príncipe, eles já tiveram as suas oportunidades e falharam, aliás a actual situação de desorganização e falta de perspetiva em que o país vive deve-se a estas duas personagens: Miguel é vingativo e rancoroso e Fradique é um louco e irresponsável. E atenção: a Democracia em S.Tomé e Príncipe não se deve ao Miguel Trovoada, mas sim a queda do Murro de Berlim em 1989 e o consequente fim e desagregação da URSS em 1991, não foi apenas nós que passamos ao multipartidarismo, também paises como Moçambique e Cabo verde e outros mais.

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      Chefe de Estado Responder

      Que legitimidade tem o Senhor disciplinar para aconselhar quer ao Miguel Trovoada quer ao Fradique de Menezes para afastaram da cena política são-tomense?
      As pessoas nascem livres e são livres!
      Lamento ideias descabidas de alguns internautas que aparecem neste espaço reservado para proferir ideias construtivas.

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      inteligência Responder

      Dr. Manuel Pinto da Costa também já foi presidente com poder absoluto, recebeu país em boas condições, os colonos deixaram tudo, Pode dizer-me o que ele fez durante 15 anos com poder absoluto que tinha?

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        António Menezes Responder

        Olha , esse senhor fez e esta fazendo muita coisa para o Pais.
        Levou o Pais para bancarrota e voltou a presidência depois de 20 anos de repouso, pois o povo gosta disso. Vamos comer barro para saber votar em tais pessoas. Maldizer dos outros dois ex presidentes, tudo bem, foi o Fradique que la ficou sem fazer nada. O Miguel teve a coragem de abrir dossiers para que os de MLSTP possam comer e engordar. O petróleo e China Taiwam, quem está comendo? Todos do MLSTP , não tenhamos duvida. O problema é que muitos de santomenses, se são, cuspem no prato onde todos os dias comem.

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    Bobuwabo Responder

    o Miguel Trovoada devi estar calado pk é o mais pior de tds os presidente.

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    observador Responder

    Tal Pai tal filho; os Trovoadas sempre fizeram-se de vitimas em relação a Pinto da Costa, certo é que acabam por ser iguais ou piores do que Pinto da Costa… Penso que S. Tomé e Príncipe precisa escrever um novo capitulo na sua história com outros lideres e não estes…

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    Fernando Castanheira Responder

    Miguel Trovoada deve e estar calado

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    Chefe de Estado Responder

    Quis dizer Senhor Disciplinador.

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    Chefe de Estado Responder

    Quis dizer dizer afastarem.

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    Barão de Água Izé Responder

    Miguel Trovoada já teve o seu tempo, como Pinto da Costa e outros políticos. Por mais respeitáveis que sejam estas personalidades e os seus feitos aquando da independência, a nossa Terra tem que tomar novo rumo. STP é um País Assistido, de independência formal. A pobreza é persistente, ano após ano, geração após geração. Só com surgimento de politico(s) que ousem alterar o modelo económico decorrente na estatização da Economia, STP poderá sair da pobreza endémica.
    Mas para isso, são necessárias politicas económicas que rompam com o passado e o dogmatismo ideológico de vertente marxista na Economia.

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    B-13 Responder

    José Maria Cardoso no seu melhor, da carga, eu ja tive saudades dos seus artigos.

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    paparazzi Responder

    tudo truque para distrair os outros.todos bandidos isso e conversa para boi dormir haver vamos ver para crer o tempo e nosso melhor amigo

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    Mixídají Responder

    Desgraçado, és o culpado de todo o atropelo que o País atravessa. Recebeste a democracia e não subeste conduzir-la. Atrasaste o meu País.
    É bom o Senhor ficar aonde esta e bem tranquilo, porque se não o Anacleto Rolim vai mais uma vez lhe gritar o KIDALÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ´´EÉÉÉ.

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    Mandinho Responder

    Só tenho pena do meu País.
    É de lamentar esses nossos Politicos que dizem que são.
    Um dia tdo isso vai acabar meus SENHORES.

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    Muhongo Responder

    O tempo é a razão pela qual, com frequencia, a vida parece enlouquecedira, caotica, aleatoria e totalmente fora de controlo. mas em algum momento todos nós comemos os frutos das nossas ações negativas, sejam elas banais ou significativas. Pode contar contar com isso. Talvez leve meses. Anos. Decadas. Até mesmo uma vida inteira. Mas esse dia chegará.

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    Muhongo Responder

    enlouquecedora

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    Casamena Responder

    A crise financeira nacional e o declínio económico..
    S.Tomé e Príncipe, ontem, hoje e amanha..
    Crise social, estado social, saúde, A corrupção..
    O poder político…
    Como fazer crescer a nossa economia..

    A crise atual é grave. Se olharmos para os últimos 60 anos e virmos a História numa grande trajectória, esta é mais uma importante crise de transformação. Falta saber se os Homens e Mulheres do presente têm a capacidade, força e vontade de criar um novo pensamento uma nova estratégia de ação. Para isso não tenho respostas. A incertezas instalou-se, profundamente. Encontrar saídas, soluções e novas estratégias irá demorar anos. No plano dos #protagonistas#, é incontestável que temos um poder político decadente, desqualificado e INCOMPETENTE. Isso revela-se desde logo, na total incapacidade política para promover alterações estruturais que permitam atrair investimento. O nosso estado da “ miséria” resultou da sua inação. Batemos no fundo!!! Os maiores responsáveis?? Governo e presidente da República.
    Meus irmãos é limpo como água que a nossa classe política dirigente falhou. Não cuidou, por irresponsabilidade e incompetência, da “economia”. Assistindo sem reagir ao abandono da agricultura e outros sectores da economia. As elites, por seu lado não entendem agora o mundo novo, a que chegamos, assente numa economia em declínio.
    S.tomé está hoje dependente da ajuda de terceiros.
    AO LEITOR…
    Onde andam os nossos Bolseiros, os nossos Licenciados, os nosso Mestrados…gente humilde, com vontade de fazer… e fazer bem, pessoas com “inputs” de conhecimentos novos,,,,peço!! não baixem os braços, é para mim uma humilhação quando nós comportamos de modo a ficar mendigos, que é o nosso estatuto actual, de mendicidade temos que perceber que os outros não são obrigado a sustentar-nos.
    Mais fica para a próxima

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      Barão de Água Izé Responder

      Casamena, eu não diria “…incapacidade politica…”, atrevo-me a dizer, conveniência de muitos políticos. As alterações estruturais de que fala e bem, têm que passar pela revisão total das nacionalizações, revisão da(s) Lei(s) das terras e dar o valor devido ao investimento privado (nacional e estrangeiro) na agricultura, para economias de escala que fomentem as exportações. Para não falar das pescas e turismo.

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    fernandes viana Responder

    Mal dos sãotomenses falam muito cada artigo longo para chegar a um ponto é mesmo conversa para Boi dormir fazem artigos mas objectivos e curto e para de rodeios pork cansa so de ler Miguel Trovoada q cala boca pork ele viveu tanto tempo em França e quando regressou não levou nada de útil p terra mas sim colocou no bolso dele e continua a colocar .

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    seabra Responder

    …é o que o camarada Miguel Trovoada diz indiretamente do Manuel Pinto da Costa.
    Realmente, nao se pode acreditar num individuo como os Trovoada…sao falsos, dizem e contradizem. Que descaramento tamanho.
    Vou -lhe refrescar a memoria, Sr. Miguel Trovoada, porque o que vou dizer, posso provà-lo.
    A sua familia e você, foram durante longos anos, durante a vossa diàspora em França, sustentados , com uma mensualidade “avultada”,atribuida pelo defunto presidente da Guiné Bissau Joao Bernardo Vieira Nino( dinheiro do povo bissau-guineense), o filho Patrice, recebia dinheiro da algibeira, carro à disposiçao dado pelo sobrinho do presidente Nino que trabalhava na embaixada da Guiné Bissau, em Paris (rue st.Lazare).Nessa época, o Sr Miguel Trovoada, nao via inconveniente em receber e em dar conselho politico a um ditador do estatuto do presidente da G.Bissau Nino Vieira, que entretanto deu um golpe de estado ao irmao Luis Cabral mais novo do lider da Guiné e de Cabo Verde( do profil dos grandes homens da Africa, posiçao que os Trovoada, nunca terao, porque nao sao ninguém), para a independência Amilcar Cabral. Nino Vieira, mandou executar uma bôa parte dos camaradas dele da luta armada, foi um garnde torturador, destruio todos aqueles que nao partilhavam idéias dele, meteu gente “sem conta” na prisao…o Trovoada “pai”, sabia e ele era conhecido pelos guineesnses , de ter tido muita influência sonre o presidente bissau -guineense.
    O Miguel Trovoada, tem a coragem de criticar este tipo de conduta, de comportamento, de mode de agir…com que direito?
    So pode é enganar os saotomenses que nao têm conhecimentos politicos, nem a consiência politica. Eis porque foi ùtil a luta armada, conhecer e ter o suor da luta pela liberdade… nao é qualquer um politico que pode enganar um povo que conheceu a guerrilha.
    Povo saotomense, informem-se bem, sobre os homens que vos governa…vale a pena de estar informado, de saber quem é quem.
    Monsieur Miguel Trovoada et toute sa famille sont, vraiment, très mal placés pour donner un exemple quelconque sur l’intégrité.Leur nom TROVOADA ne sera , jamais, cité dans un livre d’histoire africaine. C’est peine perdue!!!
    Donc, je suis disponible , pour répondre à toutes les questions concernant à cet article .

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