Diálogo Nacional

Promoção da Democracia, promoção do desenvolvimento, económico, social e cultural do país, a consolidação da unidade nacional, e a moralização da sociedade, são os temas indicativos do evento que pretende definir uma linha orientadora para o futuro do país.

A iniciativa presidencial é de aplaudir. Desloca-se pessoalmente para ouvir e falar com a sociedade, com o seu povo. De aplaudir, pois o povo reunido nos distritos, deve falar sem medo e cara a cara com o seu presidente, tem agora a oportunidade de exprimir os seus pontos de vista. Depois o PR não poderá esquecer-se do que ouviu e do que lhe foi dito pelo povo.
É a democracia direta, nada de mais salutar e melhor, não são os “representantes do povo” que devem falar, mas o próprio povo, erguer a sua voz ao mais alto magistrado a nação e exprimir as suas angustias e as suas esperanças.
E deve o PR também falar ao seu povo, para que depois não sejam  distorcidas as suas palavras, nem mal entendidas as suas iniciativas.

Deste ponto de vista, e tomando o mote das palavras do TN sobre os objetivos do diálogo nacional, sou de opinião, que a democracia em STP não precisa de “promoção”, pois basta que seja unicamente democracia, como o é há mais de 20 anos, e não precisa de ser promovida, antes pelo contrário,  deve ser “despromovida” como a democracia dos partidos, ou dos barões e seus interesses, que tem sido até agora.
A promoção do desenvolvimento, económico social e cultural do país, não creio que lá vá com o tal diálogo nacional, que “de um dia para o outro” não fará milagres, dele não sairá qualquer mágico para resolver os problemas maiores da sociedade, a ignorância generalizada e a pobreza, como modos de governação,  mas sim é feita de pequenos e grandes esforços dos cidadãos anónimos e lutadores pela “bucha” do dia a dia e pelas bravas mães de Santomé, que lutam para dar leite aos seus filhos e os mandar vestidos e com uma chávena de chá, sem pão na barriga, para a escola.
A unidade nacional, não precisa de ser consolidada, ela existe e é garantida pelo funcionamento dos órgãos de soberania, da existência da região autónoma do Príncipe, pela bandeira e hino nacional e pelo Presidente da República.
A moralização da “sociedade”, isso sim, destaco, mas não da “sociedade”, mas sim a “moralização” dos que são eleitos para “governar” a sociedade, e que de desgoverno em desgoverno, com facadas pelas costas e putchs partidários, “governam-se” à mesa do orçamento do estado e desgovernam pela pobreza generalizada, pela falta de educação e ensino, pela falta de medicamentos, de tratamentos e de cuidados de saúde primários, pela falta de administração pública, pela falta de “polícia”, pela falta de justiça, enfim pela “falta de moralização”.
Se alguma vinculação dever sair do “diálogo nacional” é que o PR não deve ficar a falar sozinho, que sigam o seu exemplo, mesmo aqueles que ainda lhe atiram pedras pelos “erros” políticos do passado, que, ainda que com razão de se sentirem magoados e de serem politicamente contra ele, vejam se tem os vossos “telhados de  vidro”, vejam e descubram e apontem-lhe e mostrem ao povo do diálogo nacional, quantos carros de luxo tem, quantas vivendas de luxo tem, quantas roças tem, quantos cargos internacionais e nacionais tem, quanto tempo esteve fora de São Tomé, e a mando de que interesses económicos fez fortuna em pouco tempo, e se tem mantido a sua palavra, mesmo contra os seus correlegionários, de estabilidade para o país, se tem prestígio internacional e se é finalmente, depois de obtidas as respostas a todas estas ou outras questões, um homem corrupto.

Isto vale para todos os partidos,  da troika e da oposição e para os que se levantarem para aplaudir no diálogo nacional.
Porque sou santomense, e estou contra a pobreza do meu povo e pela ignorância em que persistem em ser mantidos, e sou pela moralização dos governantes, que unicamente devem servir o povo. Este o meu contributo para o diálogo nacional.

Carlos Semedo

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    António Silva Responder

    Também já referi aqui na outra informação relacionada com este assunto que o diálogo é necessário, mas é repetitivo estas acções e o país continua na mesma situação. Auscultam o povo, mas continua a corrupção, a miséria, o deixar andar, o facilitismo, a desordem, o enriquecimento fácil, etc,e este povo continua a sofrer. Chegam as eleições e lá vêm os banhos e as pessoas contentam-se com o pouco e umas “cervejinhas”!
    Qual é o verdadeiro sentido destes diálogos? Fazer o zé povinho ver que estão a governar? Se eles não servem para solucionarem minimamente os problemas deste povo é uma perca de tempo! Os blocos de nota deve ir para o lixo imediatamente no dia ou semana seguinte.
    Volto a dizer: este país poderia ser gerido por 4 ou 5 pessoas bem intencionadas, honestas e realmente inteligentes.

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      Ano Velho Responder

      De facto é verdade!!Se o Dialogo Nacional não servir para mudar essa situação insustentável que o Pais atravessa, será uma perca de tempo. Tudo deverá ser feito para se atingir esse objetivo, antes que o Pais caia num descalabro total.

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    Auditor Vigilante Responder

    E Sr gosta mesmo de aparecer…..Faz algo de concreto para se valorizar

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    diaspora Responder

    O Senhor Pr auscultara tambem os que estao na diaspora?

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    manuel soares Responder

    Por acaso ia esquecendo, vamos dar vós aos nossos irmãos sãotomenses na diáspora, porquê não plasmar isto já nesta nova lei eleitoral?!!!

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    bruto costa Responder

    São Tomé e Príncipe é o nosso país em primeiro lugar.
    concordo com diálogo, e tenho esperança que S T P encontre neste exercício forças necessárias para sobreviver,e os São-Tomenses luz para poder ver a sinceridade, honestidade, e confiança e determinação em tudo que pensão fazer, e por outra lado saber o momento certo para reconhecer os seus erros,preciso também que façam uma reflexão sobre a nossa cultura. tudo é aproveitado quando é visto com as melhores das intenções…

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    pichotada Responder

    gostei de ver essas palavras, espero que as mesmas sejam vistas e sentidas pelos nossos dirigentes…nosso país tem políticos corruptos e sem vergonhas…

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