Rei Midas e Calimero

O país está anestesiado. Completamente anestesiado. Alguém que não conhecesse a nossa realidade política e social e, aterrasse em S.Tomé e Príncipe, hoje, atempadamente avisado de que o país estaria por dias de se mergulhar num processo eleitoral mais complexo da sua história democrática, ficaria assustadíssimo com a anestesia que se apoderou da comunidade em geral e sobretudo da nossa classe político-partidária.

Não se ouve uma ideia, ainda que disparatada, sobre a realidade do país nem sobre eventuais contributos para a modificação desta mesma realidade. Não se ouve uma ideia sobre a organização do país, estruturalmente concebida, para assunção no exercício do poder, por parte de qualquer partido nacional, decorrente dos resultados eleitorais, que sossegue os cidadãos relativamente ao propósito da importância do poder estatal como instrumento para a mudança da realidade existente.

Muito pelo contrário: os cidadãos já interiorizaram a ideia de que tudo vai ficar como está, ganhe quem ganhar. É óbvio que estes sinais da classe política só vêm dar razão aos cidadãos. Mas, como de costume, já conhecemos os nomes de candidatos ao cargo de primeiro-ministro, de deputados, etc. Ou seja, as prioridades estão todas invertidas.

Eu não consigo perceber como é que estas pessoas, algumas delas autodenominadas de políticos carismáticos de craveira internacional, comparáveis a Mandela, com direito a biografias e uma plateia ou auditório que os suporta sem dormir para ouvir banalidades, possam entrar, de forma assustadora, por este caminho de aventura que conduzirá o país, inevitavelmente ao descalabro.

Fazer política é, necessariamente, ter aspiração ao poder. E, concomitantemente, aspirar à qualquer coisa significa criar condições para a modificação daquilo que existe. Portanto, a mudança é algo central em política e que deveria fazer parte da linguagem dos partidos políticos sobretudo em momentos como o que vivemos atualmente.

No entanto, só se pode mudar algo se tivermos um real diagnóstico da realidade social, política e económica prevalecente sobre a qual queremos mudar e um plano ou projeto de intervenção concebido para tal propósito. É exatamente o contrário, o que fazemos na nossa terra. Os políticos querem chegar ao poder para, depois, pensarem no que hão-de fazer com tal poder. E, como tal, temos um país que vai ficando sistematicamente adiado.

Quem não se lembra da fase do Rei Midas, representada pelo Patrice Trovoada, antes da sua chegada ao poder, no governo anterior, em que o mesmo se gabava, no contexto pré-eleitoral, de que era capaz de transformar em ouro em tudo o que tocava, chegando mesmo a dizer que, “dinheiro era capim”, tendo em conta a transformação e reforma de que o país, já naquela altura, necessitaria? Qual foi o resultado desta prenunciação? Nada! Ou quase nada!

Passada a fase de Rei Midas e depois de ter saído do governo, com alguns processos judiciais em cima que ainda aguardam explicações e obrigou o Procurador-Geral da república, num ato tresloucado, a disseminar notificações, um pouco por todo o país, destinadas a sua comparência na P.G.R, Patrice Trovoada saltou, rapidamente, qual um transformista profissional, para a fase de Calimero, fazendo-se de vítima ao serviço do povo.

Esta transformação tão radical, em pouco tempo, passando de um Rei feliz e poderoso para um pintainho, simpático, ingénuo e infeliz que passa a vida a vitimizar-se levou-o a tomar a decisão mais disparatada que alguma vez um político tomou.

Como líder do maior partido da oposição apresentou, recentemente, uma queixa ao Tribunal Penal Internacional contra o presidente da república, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia Nacional, o ministro da defesa e Segurança Interna e, até, imaginem, contra o comandante geral da polícia nacional, por eventuais atropelos ao Estado de Direito Democrático praticados por estas pessoas, em representação do nosso Estado, estendendo tal propósito aos outros organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Gabinete de Democracia e Direitos Humanos do Departamento dos Estados Unidos da América, Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos, Amnistia Internacional, entre outras.

Ou seja, é a própria soberania do país que foi ameaçada com esta queixa do ADI, mais especificamente do seu líder, esquecendo ele, que esta mesma soberania deveria ser entendida como autoridade absoluta sobre todos os elementos deste mesmo Estado e cada um dos seus membros, individuais e coletivos, sem exceção, e que é pelo exercício de tal poder que o Estado se legitima.

A legitimidade do Estado, decorre, assim, da sua própria existência e o mesmo não é mais do que a própria sociedade organizada politicamente, com os seus defeitos e virtudes. Aliás, do ponto de vista físico e histórico, o Estado não cria as suas partes integrantes, designadamente as pessoas, quer do ponto de vista individual ou comunitário, elas existem antes do Estado e é na sequência da sua existência que surge o Estado. O pior que poderia acontecer, e é isto que a queixa do Patrice Trovoada denuncia, é querermos reivindicar, dentro do mesmo contexto de soberania, um Estado perfeito para cada um de nós, sabendo que ele representa, por sua própria natureza, uma verdadeira instituição política.

Se a moda pega, teremos, a partir de agora, todos os ex-primeiros-ministros a apresentarem queixas nos órgãos internacionais contra o Estado Santomense. Seria uma nova forma de fazer política na nossa terra.

E os cidadãos, de uma forma geral, mais expostos aos diversos problemas, direta ou indiretamente, relacionados com a deficiente organização e funcionamento deste mesmo Estado e que são as suas principais vítimas, também vão apresentar queixas aos diversos órgãos internacionais contra o presidente da república, o primeiro-ministro, o ministro da defesa e o comandante da polícia?

Isto encerra dois problemas para Patrice Trovoada que muito dificilmente ele poderá contorná-los, sem uma explicação fundamentada, se quiser voltar a ser primeiro-ministro e exercer com respeitabilidade e autoridade tal cargo.

Em primeiro lugar, se o Patrice Trovoada, político experiente e único no panorama nacional, segundo as suas próprias palavras, queria, de facto, contribuir para mudar o modelo de organização do nosso Estado, tornando-o mais respeitável dos direitos humanos, mais justo ou equitativo, mais humanizado e com um poder judicial independente e imparcial esperaríamos que ele, como líder político, em vez de tiradas avulsas e sem efeitos reais, como a apresentação de tais queixas  que só contribuem para nos envergonhar como povo, utilizasse a importância instrumental do Estado, decorrente de uma eventual vitória no próximo ato eleitoral, para mudar o estado das coisas neste âmbito.

Onde é que está o tal projeto radical de mudança, faltando menos de um mês para as próximas eleições legislativas? Vai apresentá-lo nos últimos dias da campanha para que não se discuta o seu conteúdo? Que ideias chaves existem neste plano ou projeto, tendencialmente dirigidas para minorar os nossos defeitos estruturais, relacionados com a organização deste mesmo Estado, que se encontram refletidas na queixa apresentada pelo Patrice Trovoada aos referidos organismos internacionais?

E isto ainda é tão insólito, que, estando Patrice Trovoada no governo, durante dois anos, gabando-se nesta altura de ser como o Rei Midas, capaz de transformar em ouro em tudo o que toca, não tenha notado que o nosso Estado possuía as tais características que ele mencionara no conteúdo das queixas apresentadas aos referidos organismos internacionais nem tenha, na altura, denunciado tais fragilidades existentes no modelo de organização do nosso Estado ou, ainda, tomado alguma iniciativa para mudar a referida realidade.

O que é que mudou na configuração do Estado, após a saída de Patrice Trovoada do governo da república, ao ponto da sua posição em relação ao complexo de órgãos, dispositivos, instituições e outros mecanismos do Estado existentes para o ordenamento normativo da nossa comunidade, possa ter alterado significativamente, ao ponto de o forçar a tomar a atitude que tomou em relação a este mesmo Estado?

Como é que ele se predispõe a voltar a integrar um órgão deste mesmo Estado, decorrente dos resultados das eleições que se avizinham, menosprezando o conteúdo das queixas que ele mesmo remetera às instituições internacionais e que estão na base do julgamento extremamente negativo que ele fez deste mesmo Estado, sem a apresentação atempada e sujeita a uma discussão pública séria de um verdadeiro plano ou projeto para inverter o rumo das coisas?

Em segundo lugar, Patrice Trovoada sairia reforçado, politicamente, tendo em conta o conteúdo da queixa que apresentou aos organismos internacionais contra o Estado Santomense se, em vez de andar a fazer o papel de Calimero, vitimizando-se diariamente, tomasse a iniciativa de se dirigir para a Procuradoria-Geral da República, por sua própria iniciativa e desejo, com o objetivo de receber informações sobre os conteúdos dos processos judiciais que sobre ele recaem.

Ele teria, com esta atitude, legitimidade para criticar os seus pares, que tiveram procedimento diferente, relativamente ao mesmo assunto, para além de incorporar um modus faciendi respeitador dos princípios de um verdadeiro Estado de Direito Democrático que ele, aparentemente, denunciara não existir no país, no conteúdo das suas queixas apresentadas aos organismos internacionais contra o Estado Santomense.

Quando um político, especificamente um líder partidário da oposição, apresenta uma queixa contra o seu próprio Estado, não poupando o poder Judicial neste propósito, o mínimo que se esperaria dele é que fosse o exemplo flagrante de cumprimento dos procedimentos básicos relacionados com a atividade jurisdicional de que ele é parte integrante.

Não tendo feito isto a própria queixa apresentada transforma-se num propósito ou tentativa de judicialização da política, ou instrumento de pressão sobre a justiça, sem qualquer significado, com efeitos contraproducentes, expondo o queixoso às contradições entre aquilo que propaga no exercício da política, em nome de valores e princípios político-partidário que defende e aquilo que, efetivamente, pratica como cidadão.

Não é bom que assim seja. Um potencial primeiro-ministro do país deve ser exemplo para os cidadãos neste e outros domínios. E Patrice Trovoada, querendo-se ou não, sendo líder do ADI, é, momentaneamente, um potencial primeiro-ministro da república decorrente dos resultados dos atos eleitorais que se avizinham. Só compete a ele decidir se quer continuar o seu exercício de transformismo constante, na política Santomense, e continuar a ser o Rei Midas, Calimero ou outra coisa qualquer.

Adelino Cardoso Cassandra

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    Aledunha Responder

    Muito bom!

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    Zangada com Tudo Isto Responder

    Kidalêo, Kidalêo, deixa ADI com vida dele, por favor. Credo! Credo! Credo! Que raio de coisa…. Por favor, minha gente, deixa ADI em paz. O que é que ADI fez que não pode governar S.Tomé???? Que raio de coisa. Kidalêo… Kidalêo…

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      Teca Teca Responder

      ADI é igual a todos os outros ou pior. São todos farinha do mesmo tacho. Nós é que andamos a comer esta porcaria há muito tempo sem possibilidades de escolher outro prato que não existe. Malditos. Qual ADI qual quê? Uma cambada de imbecis e corruptos.

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      Juvé Responder

      Há um esforço enorme para fazer do Patrice Trovoada um herói. O resultado está aqui muito bem explicado. Muito obrigado ao autor do artigo.

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      Pão com Chouriço Responder

      Eu gosto mais da fase do Rei Midas do Patrice. Gente que ele já enganou com esta brincadeira… Vocês nem imaginam…Enfim. Santomé Télaôôô

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    Gente Daqui Mesmo Responder

    Eu farto-me de rir com artigos deste senhor. Sinceramente, dá gosto. Os políticos deste país deveriam ler estas coisas.

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    Trindadense Responder

    Meu caro senhor! Este povo de facto precisa de crescer. Considero que os políticos fizeram o que fizeram, não pondo o povo a estudar, para melhorar enganarem o povo. Não se admite que a poucos dias de eleições os partidos não informam ao povo o que vão fazer, como vão fazer, onde vão buscar os meios, etc. Não existe debate político entre candidaturas. E o mais triste é que o líder da oposição está fugido, dizem em Portugal, a mais de 2 anos. Em que país do mundo uma coisa desta pode acontecer? Ele chega aqui com muito dinheiro, dá banho a vontade, se perder eleições pega no avião e vai-se emboar de novo. Isto pode ser? Mesmo assim há pessoas dispostas a votar neste partido e noutros. Eu não voto em nenhum deles. São todos aldrabões e mentirosos

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    Santa Vela Responder

    O senhor Patrice Trovoada não é mais do eu ou do que qualquer outro cidadão. Se ele tem problemas com justiça deve apresentar-se na procuradoria e dar explicações. Que mal tem nisto? Eu tive problemas pessoais que envolveram familiares e vizinhos e não deixei de responder por meus atos como cidadão. Este senhor é mais do que eu ou de qualquer outro cidadão? Que direitos que ele tem que eu não tenho? Que país é este? Também é verdade que não é só ele que tem este comportamento. No entanto ele deve responder por seus atos. Ainda por cima é um candidato ao cargo do primeiro-ministro. Tem que dar exemplos. Assim não pode ser.

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      Fuga para frente Responder

      Concordo com aquilo que o senhor diz. Para dar exemplo tem-se que ter ums postura séria de homem de estado. Eu não tenho nada contra o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada nem contra outros lídesres políticos ou governantes deste país.
      Agora vejamos uma coisa. O Patrice Trovoada fez um grande escandalo e apresentou uma queixa contra o estado de S.Tomé. Praticamente ele meteu no tribunal o primeiro-ministro, o presidente da república, presidente da assembleia e todos os outros órgãos da república. Ele tem o direito de fazer isto. Agora, o que eu não compreendo é que existindo processo contra ele no tribunal ele não comparece para tomar conhecimento nem tão pouco liga aos juízes. Isto também não pode ser. Se ele teve a coragem para criticar o estado e todos os seus representantes ele também deveria ter a coragem para se apresentar no tribunal para responder perante a justiça.
      Nos temos a tendência para criticar os outros mas não sabemos ter a mesma postura quando a coisa nos toca. É triste que isto aconteça com a maioria dos dirigentes deste nosso país. Os políticos é que estão a estragar este país. É muito triste.
      Ainda bem que eu já tenho idade suficiente para aturar estas coisas e não me chatear. Pena são as crianças e jovens que estão a ser criadas neste clima tão mau.

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        Anguen Responder

        Neste país as leis feitas pelos políticos são para os outros. Eles têm privilégios especiais. Pertencem a uma classe a parte. Eu acredito que um dia isto vai mudar.

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      Autêntico Responder

      Concordo consigo. Nesta terra uns são filhos e outros são enteados. Eu se roubar uma galinha vou para cadeia e este senhor se fazer um mal qualquer ainda tem o direito de queixar o estado nas instâncias internacionais. Isto já está a ficar uma autêntica brincadeira insuportável. Ele que venha responder pelos seus atos e se não tiver culpas ninguém lhe faz mal nenhum. É este o primeiro-ministro que vamos ter? Isto já parece um jardim zoológico ou hospital de doidos.

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    J.P Responder

    quando eu disse as pessoas que este homem não era boa pessoa alguns meus amigos ficaram chateados. agora é que estão a ver que eu tinha razão. um líder político que abandona o seu país e deixa o partido nestas condições e ainbda por cima não responde na justiça é bom líder para governar o país? estamos fodidos… isto não tem concerto possível.

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    Adeísta Convicto Responder

    Vocês em vez de se preocuparem com a tróika estão preocupados com o ADI. Este senhor não gosta do ADI. Escreva sobre a tróika que nos governa há muito tempo. Não se preocupem com o Patrice Trovoada que ele há-de aparecer em grande e em forma.

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      Vavá Responder

      Muito obrigado pelo artigo senhor Adelino.

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      Fefé Responder

      O senhor acha que aquilo que o vosso chefe Patrice está a fazer é uma coisa boa? Porquê que ele não pode vir responder no Tribunal e o povo pequeno pode? Xiê, assim também não. Temos que fazer as coisas com razão. Se fosse Zé Povinho toda a gente caia em cima como é Patrice Trovoada ninguém pode falar. Que raio de país é este?

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    Riboqueana Responder

    Valente Cassandra! É disto que o país precisa neste momento de discussão pública que aparece uma miragem. Poucos são os artigos com este alcance reflexivo. Se os partidos acomodaram-se e não querem trilhar este caminho a culpa também é da sociedade civil. Não podemos ter medo de discutir de forma saudável os problemas do país e estar sistematicamente a culpar os políticos pelos males todos.
    Agora é que é a altura de discutir até como forma de ajudar os políticos a mudarem de atitude.
    Não entrarei em detalhes sobre o assunto que trazes ao debate mas parece-me oportuno e pertinente.
    Os políticos têm de ser os primeiros a transmitirem os bons exemplos. A mutiplicação de casos parecidos relacionados com a conduta dos políticos que são criticáveis é uma má notícia e descrédito para a sociedade.
    Qual é a solução para além da penalização eleitoral? Acho que deveria ser a filiação partidária de consciências críticas da sociedade com a finalidade de empurrar os políticos maus para fora das estruturas partidárias existentes. Não podemos continuar só a criticar como coisa que o assunto não diz respeito.

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    Online Responder

    O senhor pode escrever o que quiser contra o ADI. Uma coisa é certa: ganharemos estas eleições com maioria absoluta. A troika vai para casa. O Patrice é o nosso Deus.

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      Jaca doxi Responder

      Coitado deste idólatra, tão jovem e já tão iludido. Devias estar offline, fora da via!!!

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      Original Responder

      Porra! ADI pode ganhar juízo sim,eleições nunca.

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    Teca Teca Responder

    Patrice é igual a todos os outros. Falam, falam, falam. Quando chega a vez de responderem na Justiça por crimes cometidos todos metem o rabo entre as pernas e confiam na imunidade. Estou farto destes políticos.

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    Jardim Responder

    A democracia também é respeito pelas instituições. Quando um político, qualquer que ele seja, não cumpre as suas obrigações perante as instituições do país, deveria ser automaticamente banido de exercício de qualquer cargo político nas instituições da nossa república. Isto é válido para o senhor Patrice Trovoada como para qualquer outro político deste país. Se o Patrice Trovoada tem processo em Tribunal para responder, ele não pode andar a esconder-se e criar malabarismo para evitar isto.
    Já que agora é um momento para apresentação de propostas políticas por parte dos partidos políticos e da sociedade civil, eu proponho uma alteração legislativa dos direitos e deveres dos deputados e outros membros políticos para saneamento destas práticas maléficas cá em S.Tomé.
    Artigo 1- Que seja automaticamente suspenso das suas actividades políticas, em qualquer instituição do país, qualquer político que sendo notificado para aparecer nos tribunais ou Procuradoria-Geral da república, não apareça nos termos da lei nem se digne fazê-lo por um representante qualificado.
    Artigo 2- Que seja automaticamente suspenso qualquer deputado no uso das suas funções que tente transformar a imunidade parlamentar num processo de fuga à justiça.
    Artigo 3- Que seja automaticamente suspenso das suas funções políticas qualquer membro de governo que não cumpra as exigências formais relacionadas com a defesa dos interesses públicos nomeadamente a passagem de pasta governativa, informação de interesse do país, etc.
    Artigo 4- Que seja automaticamente suspenso das suas actividades qualquer político que cometa um crime grave contra o interesse público como a compra de arroz em más condições para o povo comer.
    Artigo 5- Que fique automaticamente suspenso das suas funções qualquer político que ocupe cargo relevante que abandone o país durante o seu mandato

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    Graça Responder

    Minha gente, deixa Patrice Trovoada com vida dele. Ele não é o único que tem estes comportamentos cá no nosso país. Todos os políticos deste país são assim. É a nossa sina. O que é que podemos fazer? Só temos que dentro desta classe escolher os menos prejudiciais aos interesses do país. E eu não sei se o Patrice Trovoada é o mais prejudicial aos nossos interesses.
    Fui

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      bintoudjalo Responder

      Saia deste pessoa, Afonso Varela….a casa de repouso para os GATUNOS estão a vossa espera , P.T. e alguns da BANDIDAGEM, sr. Viracasaca, traídor, JU-DAS!

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        bintoudjalo Responder

        “desta pessoa”.

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    Triste Responder

    É preciso não ter vergonha para ainda por cima citar Mandela no seu livrinho. Muito triste. Seria cómico se não fosse tão trágico.

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    Angolar com Muito Gosto Responder

    Estas eleições do dia 12 poderão ter uma grande surpresa. Há comportamentos de políticos, de uma maneira geral, que deveriam ser penalizados. Não podemos continuar nesta coisa de falta de respeito para com as instituições do país, arrogância, eu posso quero e mando, não obedeço a ninguém pelo facto de ser político. Mas que raio de coisa. Que país é este? Se o homem foi notificado porquê que ele não aparece para julgamento? Que moral ele pode ter para vir com palavras doces quando a campanha começar?

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    Zé Faneca Responder

    QUEM ACORDA SÃO TOMÉ?
    Conheci São Tomé há dezenas de anos, ainda na altura em que o povo não sabia o que era democracia. Também durante anos tive a oportunidade de permanecer noutros países em iguais circunstâncias. Agora, de regresso, fiquei abismado com o que ainda estou a ver e a sentir porque a estada em São Tomé teve para mim um significado muito especial, mais ainda que Timor Leste onde tive a honra de participar directamente no começo da democracia; aquela forma de governo em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente – diretamente ou através de representantes eleitos – na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal, abrangendo as condições sociais, económicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política. È verdade que, muitas vezes, o eleitor não mais conhece e mal os representantes do partido em que vai votar, mas sabendo aquilo a que se propõem fá-lo sem hesitar e com mais ou menos acuidade, todos aqueles países – com os seus problemas, como hoje meio mundo tem – mudaram e estão a mudar para situações que já fazem “inveja” a muitos vizinhos.
    Aqui, nesta terra maravilhosa, onde sempre sonhei com um verdadeiro paraíso turístico, deparo-me com “uma terra parada”, à espera de não sei o quê. Parecendo despido de soberania, com uma maioria de cidadãos sem saber “o que aí vem”, se é que alguma vez soube, deparo-me igualmente com algo nos resultados das governações cujo “rótulo” nem quero tentar definir.
    Ainda conheço pouco sobre o poder santomense, passado e presente, mas num livro ou noutro tenho já encontrado coisas bem estranhas, como catorze primeiros-ministros em 20 anos e outras bem estranhas que não se vêm e creio que não se verão nas ditas ex-colónias de Portugal.
    Porquê? Quem acorda São Tomé?

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    Mé Zemé Responder

    Parabéns sr. Cassandra, o sr. escreve muito bem e tem uma grande visão em interpretar as situações e transcreve-las. Já li vários artigos seus e pude constatar que tem jeito para escrever livros de romances, tipo aqueles que quando se começa a ler não dá vontade de parar, ou quando se para fica-se logo ansioso em voltar para continuar. No nosso país temos muito pouco escritores de romances e com temas sobre a nossa realidade. Vou deixar ai uns temas ou nomes na qual acho que daria um bom romance. O mais famoso delinquente santomense O PINTA CABRAS. No meu ponto de vista seria um romance espetacular, pois este homem era um terror para a sociedade quando estava solto. Os dois últimos mestres que acabaram de falecer O CORNELHO E VARELA. E outros nomes que temos por ai que não me vem agora a cabeça. Com a tua capacidade de escrita e pelos comentários que as pessoas colocam, todos reconhecem essa capacidade, certamente não terias muitas dificuldades em arranjar patrocinador para o teu livro. Pense nisso sr. Cassandra, pois a nossa literatura agradece.

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    Ma Fala Responder

    Muito Obrigado Senhor Adelino Casandra, eu o denomino de Cicero de Sao Tome e Principe, o senhor esta constantemente e trazer-nos tematicas que muitas das vezes foge-nos por sermos destraidos demias quanto a realidade do nosso pais, e bom sepmpre que entre o povo haja uma voz que nao se cance em nos tentar colocar ao lado da verdade e dos factos!
    “Amicus Plato, sed magis amica verita”

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    Barão de Água Izé Responder

    Caro Adelino Cassandra: Dois contributos essenciais para se reverter a realidade Sãotomense:
    Presidencialismo (democrático) e Privatização das terras/empresas/roças agrícolas. Pouco?
    Um começo que mudaria e em muito o cenário da anestesia em que se encontra a nossa Terra.

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    Lelê mum Responder

    Toda esta cena do senhOR PATRICE TROVOADA não é mais nada do que pressão que ele está a fazer contra as entidades judiciais para fugir a sua responsabilidade. É inacreditável que alguém que passou a vida a criticar os outros, dizer mal de outros políticos, tratando-os como criminosos esteja nesta situação complicada e tem que pressionar a justiça para se safar. Este homem não tem moral para andar a dizer disparates nem a escrever livros arrumando em exemplo para os outros.

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    Papa Figo Responder

    Meus parabens pelo excelente artigo.

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    janota Responder

    Boa noite. Isto é jornalismo? Isto é um jornal? Isto é uma vergonha para a classe dos jornalistas. Mas este não é o único exemplo em São Tomé e Príncipe. São vários os exemplos… jornal da Transparência… tudo menos transparente. Tratar tudo e todos em igualdade de circunstâncias. O jornalismo independente deve ter a sua independência e, sobretudo financeira, para não depender de grupos ou servir interesses. Os jornais ou páginas online dos partidos podem não ser independentes. Pertencem aos partidos. Os outros NÃO. Devem ser livres e NÃO tendenciosos. Saber o que escrever e tentar reproduzir o quanto possível a verdade. PALAVRA “ISENÇÃO”. Isto seria jornalismo. Tudo o resto é …deturpar a realidade… Boa saúde a todos e muito obrigado. Post Scriptum. Sou um leitor assíduo de vários jornais digitais e até dos partidos. Foi um desabafo.

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    RODRIGO CASSANDRA Responder

    Não percebo porquê tanta preocupação em relação a solicitação para comparência de um cidadão nas autoridades judiciais. Sobretudo de uma pessoa que diz não dever e não temer. Caro irmão Adelino peço-te para continuares sempre que puderes pois conheço bem as tuas ocupações tanto familiares como laborais ,mas não imaginas o contributo que tu dás com os teu artigos a opinião pública nacional e Internacional. Quero por ultimo pedir a todos que ao comentarem façam com discernação e livre de odio mas com elevação sabedoria e imparcialidade. Eu sou fundador do ADI e mesmo dentro do ADI a minha voz já falava destas posturas no meu entender pouco clara muito nebulosa das atitudes do Doutor Patrice meu amigo e conhecido de longos anos, acho que seria de bom tom da mesma forma como no entender do Patrice ele apresentou queixa contra altos dirigentes do país no Tribunal Penal Internacional que estou convencido que os dirigentes terão que ir responder é natural que tendo no nosso Tribunal Ministério Público queixa contra Patrice ele deve responder ,, qual é o problema eu pessoalmente acho que o Doutor Patrice esta inocente. Abraços

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      bintoudjalo Responder

      O senhor Cassandra não deve ser parcial, em relação ao seu líder P.T. porque todos sabem que ele fez cambalacho, durante o mandato. Mas como é possível que mesmo os que pretendem ser + esclarecidos, tentam “taper o céu com uma peneira”, quando se trata do P.T.? Hão-de me explicar….a não ser que haja Feitiço, o que me admira, visto o personagem. Pra já, só o facto do P.T. se encontrar + no exterior do que em STP, enquanto pm, já era suspeito, e tb de utilizar a energia do país para o consumo pessoal do gerador , é abuso e êrro imperdoável, falsificar, digo, fazer burla em nome da autoridade máxima de STP, para aquisição e enriquecimento pessoal é um crime.que lhe tira todo o direito de se apresentar como candidato, e mesmo de exercício parlementar. Logo que deixou o cargo de pm, saiu de STP, por ele mesmo , ninguém o perseguiu, aliás, um homem de verdade, um Bom líder corajosa, nunca foge as suas responsabilidades, e por cima, vai difamar STP, o seu povo e os seus dirigentes…apenas calúnias. Você quer ter + detalhes sobre o seu patrão e amigo P.T. ? O Cassandra está à espera que ele queime à casa para então confirmar do que ele é capaz? É assim que pretende ser imparcial? Você gosta de STP, pensa no futuro dos seus? Em vez do P.T. acho que STP terá uma melhor direção se se lhe confiar à um estrangeiro…é óbvio. Uma última pergunta, você conheceu há muitos anos o seu amigo P.T., então dê-lhes bons conselhos, se lhe quer bem (talvez conheceu-lhe quando ele regressou à STP, nos anos 90, enfim).

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    Diogo Vaz Responder

    Patrice é só marketing e muito dinheiro de origem duvidosa. De esto vocês espreme não sai nada.

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    Verdade Seja Dita Responder

    Mesmo com múltiplos artigos anti Trovoada, o Homem político Patrice Trovoada irá ganhar com maioria absoluta! Pelo contrário, estes artigos de autoria de Cassandra está a publicitar o líder do maior partido do País! Viva a Democracia e viva o dia das mulheres são-tomenses! Fui…

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      Sereia da Ilha Responder

      Senhor Verdade Seja Dita, o facto do ADI e Patrice Trovoada ganharem ou não é menos importante do que os valores que se vão perdendo no país relacionados com o desenvolvimento de um verdadeiro estado de direito democrático. Eu sou formada em direito e sei do que falo. Não basta ganhar eleições. Há coisas mais importantes do que isto. Como é possível por exemplo que um ex-primeiro-ministro do país, que tem responsabilidades acrescidas, sendo notificado para comparecer na Procuradoria da República não se digna fazê-lo? Isto não pode acontecer num país que se pretende verdadeiro estado de direito democrático. Se ele faz isto que exemplo ele estará a transmitir aos cidadãos mais humildes? É o de desrespeito pelas instâncias judiciais. Isto é bom? Isto é ofensivo para todos os cidadãos. Como jurista não me interessa falar do facto dele estar fora do país há muito tempo nem tão pouco das suas complicações políticas. Isto é para outras pessoas falarem. Ainda por cima sendo ele que apresentou uma queixa em organismos internacionais contra o poder judicial da república deveria ter a noção de que ele deveria ser o exemplo de conduta, no contexto interno, neste domínio. Caso contrário ninguém lhe leva a sério.

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    Verdade Seja Dita Responder

    Quis dizer que …estão a publicitar o líder do maior partido do país…

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    Responder

    Eu só espero que o senhor Patrice Trovada, num clima de democracia e tendo em conta o momento eleitoral qe se vive no país, venha explicar ao povo muita coisa. Não se pode andar a dizer uma coisa todos os dias e fazer o seu contrário algumas vezes.
    Tenho dito.

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      É Preciso Fé Responder

      Eu gostaria de ver um debate entre Patrice Trovoada, Fradique de Menezes, Gabriel Costa, António Quintas, Rafael Branco, Osvaldo e o Xavier Mendes. De preferência sob batuta da Conceição Deus Lima. Mas não seria para lavar roupa suja ou para esgrimir ódios. Seria para ouvir o quê que cada um tem para oferecer ao país mas bem explicado. Alguém não está interessado neste diálogo.

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    Diasporano Responder

    Com todo o respeito por todos opinantes e pelo ADI. Não vejo nada de mal no artigo escrito por este senhor para algumas pessoas estarem a condenar o jornal. Basta ver o que faz o pasquim “Parvo” para se fazer a cmparação. Asquestões levantadas do artigo são importantes e não são ofensivas para o Patrice Trovoada e muito menos para o ADI. Eu também como um simples cidadão preferia que o predidente do ADI, senhor Emery Patrício Trovoada, sde forma educada e por vontade própria, se dirigisse a P.G.R para se inteirar sobre os processos que lhe dizem respeito. Que mal que isto tem ao ponto de se estar a condenar o jornal Tela Non? Se existe pessoa que critica o comportamento de outros politicos esta pessoa é o senhor Drº Emery Patrice Trovoada. Ningué lhe condena por isso. Porquê então que ele não dá o exemplo e se apresenta no país para responder pelos processo que caem sobre ele? Isto é pedir muito?

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    C.T Responder

    Este seria o momento para as diversas forças políticas estarem a apresentar propostas para o desenvolvimento do país, com ideias novas e também gentes novas. O que tem acontecido de facto é que só se vê listas de pessoas candidatos aos diversos cargos de primeiro-ministro, deputados, vereador, etc. Não se consegue apanhar uma ideia boa e consistente que pode contribuir para o desenvolvimento do país. Assim não vamos de facto a lado nenhum. O senhor Trovoada sendo líder da oposição deveria estar já cá no terreno a fazer palestras, conferências, reuniões para explicar ao povo o que propõe para o desenvolvimento do país. Não basta estar a dizer umas coisas sem interesse lá em Portugal. O país é de todos nós. Todos temos que ter soluções cá na terra para o seu desenvolvimento.

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    É Preciso Fé Responder

    Está confirmado que no dia 24 teremos o regresso do nosso líder ao país. Ai de alguém que tentar tocar nele. Ele não tem nada que se apresentar na P.G.R. Os outros não foram ele também não tem nada que lá ir fazer. Perguntem ao Arzemiro dos Prazeres se ele foi para P.G.R. Perguntem ao Delfim Neves se ele foi alguma vez para P.G.R. Deixem o homem com a vida dele. Deixem o homem em paz.

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      bintoudjalo Responder

      É Preciso Fé, você conhece o seu sexo? É homem ou mulher? Está pergunta é porque você é contraditório nos seus argumentos…é paradoxal, ora diz que gostaria de ver um debate de alguns homens politicos do país apresentarem os seus programas para STP, e diz, “que não seja para lavar roupa suja…”. Já num outro comentario, ameaça que se alguém tocar no seu líder P.T quando vier haverá maca..é terrivel de contar com o avanço de um país quando há gente como você… Falso, que não sabe o que quer, que não sabe distinguir o mal do bem…enfim, que vive às derivas, conforme a maré. Cresça, sê mais maduro na sua posição. Felizmente, que na sociedade, há pessoas que pensam e decidem no seu lugar…

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    Paulo Responder

    Com estes políticos, eu tenho de reconhecer isto, este país não vai a lado nenhum. É muito triste constatar isto mas é pura realidade.

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    INCRIVEL Responder

    É muito vergonho ver pessoas demonstrarem ser defensoras da legalidade e da democracia, e estarem contra o facto do Patrício Trovoada ter sido chamado para prestar contas a justiça! Só não entende como é possível que o tribunal aprovou a candidatura deste homem, sendo que o mesmo tem todos esses processos a correr no tribunal! Alguém pode me explicar??? Ajuda-me a entender quero me esclarecer como funciona esse processo…Obgdo

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    Stlijón de Ribeira Afonso Responder

    Trovoada tem ciúmes do Pinto da Costa. Toda a guerra que existe no país tem a ver com isso. Quem paga caro esta brincadeira é o povo e o país. Para quê estas coisas é que eu não sei. Isto não é política é ódio, inveja, problemas pessoais, arrogância em excesso, ego a mais, etc.

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    A Própria Responder

    Temos que ser sinceros, há coisas que eu estou a ver aqui no meu cantinho, na estratégia que o ADI está a utilizar que eu respeito mas não concordo. Já manifestei a minha opinião em lugares próprios. Não se pode concentrar toda a atividade eleitoral no período próximo das eleições. Há que informar a população, passar a mensagem política, para mostrar credibilidade e confiança. Mas quem sou eu para andar ai a dar conselhos a quem manda? Podemos até ganhar as eleições mas provavelmente iremos perder outras coisas mais importante. Deus queira que eu esteja enganado.

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    Gente Grande Responder

    Só agora pude ler o artigo tão falado. Gostei. Muitos parabens ao autor.
    Cumprimentos.

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    janota Responder

    Isenção, rigor e verdade. Pode-se falar sem insultar. É possível fazer comentários, dizendo tudo o que nos vem à mente mas com elevação e, respeitando os outros mesmo que estes não o mereçam. Podemos sempre fazer de maneira diferente. E assim, crescer, sem ódios e todo o tipo de sentimentos negativos que nutridos no nosso íntimo. Obrigado.

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    NICK Responder

    A notícia que está a correr agora é esta:
    “um grupo de cidadãos portugueses divulgou um manifesto no qual contesta a “ilegitimidade democrática” em São Tomé e Príncipe e a “perseguição política” a Patrice Trovoada, candidato às eleições de Outubro. O manifesto, a que Lusa teve hoje acesso, foi aprovado num jantar, organizado na quinta-feira, por um grupo de personalidades portuguesas, que inclui, segundo informação prestada pelos promotores da iniciativa, os ex-governantes Rui Pereira, José Lamego e Ângelo Correia, os deputados Mário Ruivo, João Portugal e Ribeiro e Castro, o juiz-desembargador Rui Rangel, o presidente da Fundação ProJustitiae, Paulo Morais e Silva, o professor universitário Jorge de Sá e o jornalista Luís Castro…”

    SÓ FALTAVA ESTA AGORA…

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      arlindo ramos Responder

      Filhos da p………….dos Portugueses.
      Bem o que eu não aceito é que estes Portugueses estejam a intrometer na nossa politica santomense.
      Espero bem que que depois das eleições os Portugueses recebam o troco da mesma maneira que foi dada por ANGOLA
      Meus compatriotas santomenses,
      Gritemos em voz alta::::

      Já não somos colónia de Portugal.

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        Pão com Chouriço Responder

        Este expediente supostamente de portugueses não passa de iniciatica de Patrice Trovoada para pressionar as autoridades judiciais cá de S.Tomé. Ele está totalmente de cabeça perdida e nunca parou de concentrar estratégias para contornar a realidade de ter de ser confrontado perante queixas que existem no ministério público contra ele.
        Uma pessoa

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    bintoudjalo Responder

    Encore un mensonge du super CONNARD Patrice Trovoada.+ uma das dele, para tentar intimidar, alias só aos pobres de espírito é q P.T. convence… É a táctica dele, a de influenciar estes “deixados por conta…que pensam apenas na vida da subsistência elementar : trabalhar, comer e dormir. Por cima, conta enormemente nos votos, porque São à maioria da população e por cima São poucos instruidos ( vê-se no espaço télé nón, o nível dos argumentos e dos êrros ortograficos dos militantes, defendedores do ADI e do seu lider P.T., que tambem não tem formação académica superior, mas tem o vício e diploma de malandro…) . Ninguém , nenhum homem politico portugues lhe apoia…é só fanfaronices do” gajometro” Trovoada (como é conhecidos seio da lusofonia, onde ele é considerado leviano, malandro,( e não inteligente), vigarista, pretencioso…. breve, um homem “pas recommandable. Vai-lhe sair um surpresa o livro sobre ele que já esta pronto e sai no dia das eleicoes ( escrito por um francês que lhe conhece muito bem, Dominique em colaboração com uma jornalista luso- africana, muito bem reputada). Vai ser un évenement bombastico. Afinal ele, o P.T. é uma grande figura política africana, donc, é normal que todos se interessam pela pessoa do ilustre cujo, que tem-se imenso a dizer-se sobre ele, com témoingnage de todos aqueles que ele conheceu, Carlos V., inclusive uma parente dele , que muito disse sobre ele em Paris (92). O livro será pela verdade sobre quem nos governa. P.T. terá o direito de responder e ate de ter um debate público. Tudo já está previsto.

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    bintoudjalo Responder

    “uma surpresa”

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    S.Tomé e Príncipe Livre e Independente Responder

    Eu só espero que estas personalidades tivessem também a elevação para dizer ao Patrice Trovoada, até pelo facto de serem amigos dele, para que ele comparecer na Procuradoria Geral da República para de forma simples e humilde responder pelo que fez. Isto é assim tão complexo? Se o cidadão humilde faz isto todos os dias porquê que o senhor Patrice Trovoada não pode fazer também?
    Muito obrigado

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    Asteróide Responder

    Tantos governos cá de S.Tomé que já foram obrigados a interromper a sua governação e eu não ouvi nem li nenhuma personalidade política lá de Portugal a apresentar abaixo assinado para remediar a situação. Isto até parece uma brincadeira. Se o homem tem de responder nos Tribunais por aquilo que fez porquê que isto está a deixar inquieto tantas pessoas? É porque ele é filho de quem é? É porque ele tem dinheiro como diz? Xiê! E os outros políticos e cidadãos que foram responder aos tribunais não são filhos de pessoas cá de S.Tomé? Sinceramente que eu nâo estava a ligar muito a esta história nem queria meter-me nisto porque achava que a política estava muito misturada nisto tudo. Mas agora eu começo a ver que isto já está a ficar um abuso. Patrice Trovoada é mais do que outros filhos de S.Tomé e príncipe? Porquê que ele tem de ter tratamento privilegiado e não pode responder por eventuais erros que ele cometeu?

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    Conóbia Responder

    Este gesto de algumas figuras políticas portuguesas na ajuda ao senhor Trovoada filho só vem demonstrar que o mesmo está numa situação complicada caso contrário não precisaria desta ajuda destes políticos e amigos. Quem não deve não teme. Eu nunca tinha visto uma coisa desta na minha já longa vida.

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    M.D Responder

    Enfim…

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    Cálu Responder

    Estou a gostar muito deste debate que se está a passar em S.Tomé. Parece que tudo estava calado, mansinho, e de repente parece que se abriu a caixa e todos saltaram para a rua a dar palpites. A democracioa agradece isto. Agora seria preciso de os partidos políticos contribuissem apresentando as suas propostas políticas para serem escrutinadas pelos cidadãos.

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    Janú Responder

    VIVA A DEMOCRACIA!!!!!!

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    D.O Responder

    Óh Cassandra os meus agradecimentos. Continua a nos brindar com estes textos. Um abraço para ti de muito longe.
    D.O

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    Medricas Responder

    Com o apoio de portugueses ou sem apoio dos portugueses o senhor Patrice Trovoada vai ter de responder pelos processos que estão a decorrer na P.G.R.
    Ele vai fazer tudo para contornar este caso. É por isso que ele só vem para S.Tomé quando as eleições começarem. Ele sabe que será difícil interrogarem-no neste altura tendo em conta que as eleições já terão começado. Isto seria o ideal para se vitimizar ainda mais. Eu contudo acho que a P.G.R deve sim senhor ouvir o Patrice Trovoada quer ele quer quer ela não queira. Ele não é mais do que os outros. Estou muito indignado com estas coisas todas. Um homem que anda por ai a insultar os outros políticos chamando-os corruptos e outros nomes não tem coragem para se dirigir a ao ministério público para saber o que é que lhe acusam. Que raio de medricas é este este?

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    seabra Responder

    Eh, oui, cher peureux, é mesmo isso, um pieguinhas, covarde …fugindo a justiça, que pretende poder dirigir um país, STP. Não acham, Sãotomenses, que o Patrice Trovoada anda a gozar com o povo, tomando-o por BURRO, incapaz de distinguir o pé direito do esquerdo. É abuso e falta de RESPEITO !

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    Eu Tenho Memória Responder

    Enquanto o Patrice Trovoada não resolver este dilema que é criticar os outros políticos chamando nome a eles sendo ele mesmo um dos maiores corruptos deste país eu não acredito nele. Se ele fosse sério iria responder na justiça antes de entrar na companha. Assim eu não acredito nele nem em nenhum deles. Só querem a nossa desgraça.

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    Lenga Lenga Responder

    Eu não preciso de rodeios e lengalengas do senhor Patrice Trovoada. Só lhe faço um pedido: venha para sua terra, S.T.P, e dirija-se ao procurador da república para explicar as suas eventuais falcatruas e negociatas. Se o senhor não fez nada e não tem nada a esconder eu serei o primeiro a agradecer o senhor por este gesto. Se o senhor fez coisas que não deveria fazer terá que pagar por seus erros. E mais nada!!!!!!!! Já estou farto destas suas lengalengas, disse que disse, fez que fez, Pinto da Costa é assado e cozido, democracia para aqui democracia para ali, e mais coisas. Venha explicar-se, por favor.

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    Motor de Aranque Responder

    Está a chegar a hora para o senhor vir explicar os cambalachos que andou a fazer quando estava no governo. bô pô Bi; bô pô Bi; un cá zugá casca fluta dá bô. Venha por favor.

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      Ele Responder

      hehehehehehehehehehehehehehehe

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    O Fugitivo Responder

    Quem tem alguma coisa para dar está fugido em Portugal por actos de corrupção e de outra natureza. Quando é que ele vem? Teremos, pela primeira vez na história do nosso país, um fugitivo como primeiro-ministro caso o ADI vença as eleições legislativas. Cada vez que ele sair para o exterior para reuniões com outros primeiros-ministros de outros países amigos hão-de lhe perguntar se ele ainda anda fugido ou se ele já explicou os crimes cometidos na procuradoria. É triste, mas é S.Tomé.

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    Arzemiro dos Prazeres Responder

    Apenas intervenho neste espaço porque o meu nome voltou a vir a baila , e sempre de forma panfletária. Sr CRS “É Preciso FÉ” , Arzemiro dos Prazeres nunca se furtou a Justiça, mesmos nos casos fabricados como o de GGA . No caso em que a sua bancado uivou, que nem lobos a procura da carniça, Arzemiro dos Prazeres esteve sempre presente aos apelos do Ministério Publico. Já o disse, na minha crónica “E se a carapuça me servisse” e repito, o Procrador Kelvin Carvalho que o diga. Foram 5 meses sunbindo e descendo as escadas do Ministério Público até que por despacho, que também ja apresentei neste forum, o digno Procurador arquivou o processo por não encontrar nenhuma conduta criminosa na minha atitude no processo em causa. Por isso Sr. CRS “É Preciso FÉ”, ninguém é mais cidadão do que eu. Se o Ministério Publica solicita a nossa presença , seja em que caso fôr, o dever patriotico de um cidadão é se fazer presente. Tem que ter os… no lugar, como eu os tenho , bem presos. Ja dizia o Levy Nazaré quem não deve não teme.
    Arzemiro dos Prazeres
    B.I, 15970
    Morador em Santo Amaro

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    Varela Responder

    O senhor ou senhora deveria preocupar menos com o ADI e o seu líder e preocupar mais com o seu partido.

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      bintoudjalo Responder

      Afonso Varela, vá dar a sua cara à justiça e aconseilha o seu kamba P.T. para vir dar contas ….quanto a sua vencha q está em Portugal no seu sustento, dorme com os outros e Varela está chifrudo como o seu ex amigo da JOTA “da Costa”….l’impuissance oblige!

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    Eu Sei Responder

    Sejamos razoáveis. Patrice Trovoada não tem condições políticas para concorrer ao cargo de primeiro-ministro da república sem que isto tenha custos políticos altos para ADI. Ele passou toda a vida dele utilizando uma estratégia muito pessoal de afirmação política denegrindo os outros políticos cá de S.Tomé, tratando-os como inferiores e iguais. Para ele os outros políticos Sãotomenses eram exageradamente corruptos e ele era o exemplo de virtude pública. Foi assim durante quase 20 anos. De repente a nódoa caiu no pano dele. Ele tinha duas soluções. Provar que a nódoa poderia ser limpa por métodos transparentes e a vista de toda a gente. E a outra alternativa era não se importar com a nódoa, tentar contornar a mesma ou menosprezá-la e tocar a vida para a frente.
    Se a primeira solução fosse utilizada ele sairia bem na fotografia porque aquilo que ele dizia que era em relação a outros políticos, sairia reforçado. A admiração por ele aumentaria no país perante outros políticos cá da praça.
    A segunda solução faz dele um político banal e igual a todos os outros para além de deixar cair o mito de homem exemplar da política cá do país.
    Sinceramente que eu não sei qual dos lados ele vai escolher. O problema é dele. Tendo em conta aquilo que se diz cá no país, se ele recorrer a segunda solução, ele pode entrar em plano inclinado com resultados desastrosos para o ADI no futuro. Vamos ver o que isso vai dar.
    Atentamente

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    janota Responder

    Não percebo nada mesmo disto. A culpa da situação crítica em que se encontra o país é responsabilidade de um partido. Não se fala nestes artigos e comentários de outra coisa. É sempre o mesmo. Ou as pessoas não querem ver o que é óbvio, ou estes autores de artigos nos querem enviar areia para os olhos. Vejo líderes de partidos na nossa terra que já mudaram de partidos como quem muda de camisa. Não sabem para onde vão, pois são muitos anos sem saber o que fazer ao país, assim que chegam ao poder. Quem sofre é o povo, e sobretudo, os mais desfavorecidos.
    Ajudemos o PAÍS. Quem chegar ao governo, olhe para o PAÍS. Trabalhe séria e honestamente em prol de todos, independente da sua cor partidária.
    Enquanto estivermos com este discurso de acusações daqui e dali, não haverá debates de ideias e esclarecimentos à população. Limitamo-nos a acusar A, B ou C e a criar intrigas e animosidades entre IRMÃOS. Pensemos primeiro em São Tomé e Príncipe. Boa noite.

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