Opinião

Maquiavélica estratégia na atribuição de nacionalidade santomense aos estrangeiros

 

DENÚNCIA PÚBLICA 

MAQUIAVÉLICA ESTRATÉGIA NA ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE SANTOMENSE AOS ESTRANGEIROS – O QUE SE SABE E O QUE NÃO SE SABE DESSE PROCESSO.

 

Caros Leitores,

Sou um santomense inconformado com tudo que tenho vindo a assistir e, forçosamente, a conviver, na sociedade santomense.

Curiosamente “malgré la situation” como dizem os franceses, os Partidos Políticos e seus verdadeiros autores demitiram-se do seu papel. Sinceramente, não sei se por mera frustração ou por desencanto se alheiem das coisas que respeitem ao país.

Ainda gozamos da natural faculdade a todos conferida para que, depois de muito trabalhar em prol do nosso património político, depois do despedimento de incomensurável esforço, sem sucesso, se percam nas labaredas do “deixa andar para ver como é que irá ficar”, deixando-se ludibriar pelas determinações de quem manda e decide sobre todas as questões de interesse nacional de um hipotético “patrão”. Isto é pura ingenuidade. Em política, nada é eterno!…

Se os verdadeiros políticos da minha terra, da minha nação, se encobrem nas profundezas de um desaire e navegam nas águas dessa perspectiva é porque não querem continuar a ser homens livres, capazes de lutar pelo bom e pelo belo que a nossa terra pode oferecer. Então, não foi para isso que ao longo dos anos andamos a combater, na esperança e certeza de que o nosso futuro e o dos nossos filhos e de todo o povo santomense, será melhor?

Devo infelizmente dizer que os santomenses deixaram de pensar no país e no seu povo, deixando que se protejam os estrangeiros em detrimento dos nacionais.

Apesar de ser um derrotado, a minha preocupação sobre o nosso amanhã revela-me coisas muito nebulosas. Por isso vejo-me imensas vezes a reflectir sobre a política que está a ser praticada pelo actual Governo de Patrice Trovoada. Todos os políticos devem conceder um tempo para pensar na estratégia que foi implementada e que o Governo iniciou a sua execução.

Sobre o assunto que agora ocupa o meu pensamento, convido também os militantes do ADI, os membros do Governo e da Assembleia do referido partido a olhá-lo com atenção, se são santomenses, se todos amam o nosso país, se não quiserem servir-se somente dele e querem evitar o pior, acautelem-se e protejam a terra porque, de contrário, teremos um inferno em S. Tomé e Príncipe.

A antes da independência nacional, em 1975, os santomense eram acusados de intriguistas, falsos amigos, mentirosos, traidores e invejosos mas, a apesar de todos estes adjetivos pejorativos havia um importante elo de ligação entre eles que era a unidade e o orgulho de serem de S. Tomé e Príncipe.

Na construção do país, pós-independência, por declaração da nacionalidade, assente na Lei Fundamental, o então partido único, o MLSTP e o seu líder tentaram unificar muito mais os santomenses, aproximando-os dos cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos, que, como é do conhecimento geral a relação entre os santomenses e estes povos amigos e irmãos, era diferenciada, com alguma razão, já que o colono, na sua política de dividir para melhor reinar, atribuiu aos santomenses, embora tão negros como os outros, um estatuto superior.

Entretanto, o Sr. Dr. Manuel Pinto da Costa, com a sua política de proximidade e união, fez uma integração equilibrada entre os santomenses e os povos amigos e irmãos de Angola, Cabo Verde e Moçambique, facto indiscutível, razão pela qual hoje verifica-se claramente uma salutar relação de amizade e familiaridade, sem diferenças, inclusive a participação ativa sobretudo dos filhos Cabo-verdianos na sociedade civil e política santomense.

Foram concedidos Registo e Bilhete de Identidade às pessoas oriundas desses países, sem publicidade nem demagogia; exigiu-se o que era exigível, concedeu-se dupla cidadania e vivíamos todos em paz e harmonia!

Agora com objectivos menos claros senão mesmo maquiavélico vem o actual Governo com a campanha publicitária de atribuição de nacionalidade aos cidadãos estrangeiros, num modelo completamente fora da norma ou seja “ ne porte qui ne porte comem” como dizem os franceses.

Eu pergunto a mim próprio o que está por de trás deste fenómeno? Não consigo encontrar respostas que me convençam, talvez por ser ainda inocente pese embora a minha avançada idade nas casas dos sessenta, não dominar todos os malabarismos políticos.

Hoje a fórmula está a ser politizada e associada a acções delicadas. Nota-se um desequilíbrio de benefícios de todo intolerável. Senão vejamos:

Quando o país precisar como sempre de apoio financeiro para sustentar o OGE, o recurso do Governo é, prioritariamente, Angola; mas quando se decide atribuir benefícios aos estrangeiros e seus descendentes, os angolanos e seus filhos são esquecidos! Isto é notável. Significa que ainda subsistem preconceitos e diferenciação. Podemos tomar como exemplo:

Desde 1975 a 2015, podemos perguntar e conferir quantos santomenses de origem angolana ou seus descendentes ascenderam ao patamar do poder em S.T.P. Porém, se compararmos com os de origem Cabo-Verdiana e seus descendentes a diferença é igual àquilo que se usa na gíria portuguesa: “ noite para dia”. Se a comparação for feita com os descendentes moçambicanos, ai nem noite nem dia, total escuridão.

Não está em causa a questão da formação porque existem santomenses filhos dos angolanos, moçambicanos tanto a quanto cabo-verdianos formados. A diferença é apenas a facilidade de oportunidade que se dá a um grupo em detrimento dos outros.

Mas essa diferença até acontece com os filhos dos próprios santomenses, pois podemos comparar de igual modo, neste mesmo período, quantos filhos de outras etnias santomenses como angolares e lunguíes tiveram estas facilidades.

Para ver que mesmo entre os santomenses de origem existem grandes diferenças entre eles, o chamado forro comandava a lista. Digo, comandava porque se eu já era inconformado hoje sou muito mais, porque na verdade quem tem vindo a comandar os destinos do país deixou de ser os santomenses, passou a ser os estrangeiros, quer a nível político, económico e social.

Tudo isso acontece a barba dos santomense e ninguém diz nem faz nada. Os Partidos Políticos de oposição como eu dizia demitiram-se das suas atribuições; o Partido do poder faz das suas e o Presidente da República vai pestanejando fazendo de contas que não está nem ai ou seja ““laissez faire laissez passé” tal como dizem os franceses.

Senhor Presidente da República!

Cabe-lhe, Senhor, como legítimo representante do povo santomenses agir, nos limites da Constituição, e ser um Presidente activo. Não pode estar aí, sentado no seu poleiro e fazer de conta que está a mandar no país e a fazer quase nada de importante.

Como Chefe de Estado, tem de defender o Estado e a sua cultura, para dar sentido à UNIDADE, DISCIPLINA e TRABALHO. Senão, não é nada e o Senhor Presidente não está aí a fazer nada!

S. Tomé e Príncipe é um pequeno país de África, onde a intervenção do Presidente deve ser visível e não coisa amorfa disposto e cumprir o seu mandato e a borrifar-se para os males que são planejados e postos em execução por pessoas sem escrúpulos e ávidas de poder total. Isto de democracia com todos os seus quês é para os países onde a cultura política está avançada.

O Senhor Presidente da República tem de deixar de se sentir refém dos seus primeiros quinze anos de governação. A conjuntura era outra e todos entendemos isso muito bem. É para isso que foi eleito.

O seu longo silêncio leva algumas pessoas como eu, a ter saudades do Fradique de Menezes, pese embora a ausência de alguma lisura de linguagem e alguns erros cometidos durante o seu reinado como Presidente da República. Mas, antes assim que nada!

Senhor Presidente da República, ninguém sabe de tudo como ninguém é perfeito. Não pense que sabe de tudo! É por isso que a lei lhe confere poderes para recrutar assessores sérios e competentes para acções políticas que possa-lhe ajudar.

O que infelizmente não se tem notado. A caravana está e vai passando sem que os cães pelo menos ladrem para despertar a atenção dos vizinhos. Isto é grave!

Hoje, há um jogo que, se calhar, o Senhor Presidente ainda não se apercebeu. Vejamos:

A atribuição de cidadania ao estrangeiro carece de uma lei, como foi feito anteriormente e que existe efetivamente há vários anos. As facilidades, se o governo assim entender, como é o caso do atual governo isentar de todas as taxas e despesas administrativas para o efeito, tem de ser a coberto de pelo menos um Decreto e a manifestação de desejo e as opções devem ser expressas pelos interessados.

Ao que se sabe a revogação das taxas foi feita por declarações de “boca a boca” e através dos Órgãos de Comunicação Social. Está a acontecer um caso inédito. Organizou-se a campanha de atribuição de nacionalidade santomense aos estrangeiros, gastando elevado erário público, não obstante a isenção concedida, adicionando com as brigadas que se deslocam ao terreno quase obrigando as pessoas a se nacionalizarem mesmo sem qualquer peça documental.

É coisa de outro mundo! Não estarão adulterar a idade de jovens menores para terem direito a voto já nas próximas eleições? Só isto poderá justificar tanta pressa nesse processo? Isto é alguma prioridade na longa lista das necessidades prementes dos santomenses? Se a defesa que se faz é dos estrangeiros residentes em STP a data da independência por que razão está-se a deslocar funcionários ao estrangeiro para fazer registos? E no estrangeiro, quem serão os registados? Serão mesmo os santomenses? Ou Gaboneses, Nigerianos, Angolanos, portugueses e outros? O que fazem as nossas Embaixadas?

Há quem diga em voz baixa que é uma estratégia para conseguir mais eleitores que possam votar a favor do candidato do partido no poder às eleições presidenciais de 2016. Outros dizem que é apenas uma actividade populista provinda da promessa eleitoral. Mas, nem um, nem outro argumento me convenceram. Não me convenceu mesmo!

Fica por esclarecer a razão do interesse do governo nesse movimento. É coisa que não se percebe!

Por outro lado fala-se que é por necessidade de aumentar a demografia santomense. Se com o número da população que existe há dificuldade em emprego, saúde, abono pré-natal e pós-natal, escolas superlotadas e sem carteiras suficientes, livros escolares, alimentos para os de maior dificuldade, porquê esse argumento de aumentar o número demográfico?

No entanto, independentemente da estratégia do governo, sou um homem inconformado, não por atribuição de nacionalidade aos estrangeiros, sobretudo aos nossos irmão cabo-verdianos angolano, moçambique e outros, mas a forma é manifestamente incorreta e de todo inaceitável.

Espero que esta via não seja aproveitada a oportunidade para atribuir a nacionalidade aos outros cidadãos que nada tem a ver com a CPLP, numa estratégia eleitoralista e depois seremos confrontados com mais 5 a 10 mil cidadãos que de português nada falam e aparecerem no dia de voto com cartão eleitoral e com nomes falsos em português votarem para um determinado candidato, já que para o efeito não há necessidade de falar para que as pessoas se apercebam da verdadeira sua língua e por tal serem descobertos que são estrangeiros!

Mas, ainda que as pessoas se apercebam desse acto ilícito “ fraude eleitoral” o que fazer no próprio dia? A minha preocupação é tão-somente para todos refletirem e quem de direito tome as medidas necessárias e urgentes para evitar o pior, porque esta situação tem acontecido nas eleições em alguns países da nossa sub-região e a forma como o partido no poder está a conduzir este processo é manifestamente impossível ser inocente!

Lembrem-se de que a Administração Central do Estado, em especial os serviços encarregues de implementação da estratégia (serviço de Identificação Civil e Criminal bem como a Comissão Eleitoral), estão completamente controladas pelo partido no poder. E quando é assim, tudo é possível. O risco é iminente depois não digam que faltou aviso.

Por esse andar, o país vai de vento-a-popa desaparecendo a cada dia.

Caros leitores,

Não estou contra o estrangeiro que cá labutam connosco e muito menos aqueles que já têm estatuto de santomense mas, convenhamos! O que tenho vindo a assistir é caso inédito no mundo moderno, democrático e globalizado! STP é caso único. Nos países organizados abre-se excepção para a legalização dos estrangeiros no sentido de adquirirem o cartão de residência permanente, já que para o direito a nacionalidade tem que haver fundamentos legais e por maioria da razão deve ser por livre e espontânea vontade dos interessados.

É UMA QUESTÃO OPCIONAL. Nunca através de campanha de mobilização de atribuição de nacionalidade aos estrangeiros, deslocando funcionários ao terreno com bonés e t-shirts publicitários obrigando as pessoas a aderirem o processo mesmo sem qualquer peça documental “ne porte qui ne porte comem” como também dizem os franceses. Na ausência de qualquer outro objectivo menos claro ou obscuro da parte do partido no poder, o que sinceramente não acredito de tudo, a forma como este processo tem sido conduzido é no mínimo absurdo.

José de Sousa Bastos

    30 comentários

30 comentários

  1. Iluminado

    16 de Março de 2015 as 0:45

    Completamente de acordo com o autor do texto. Parece que existe uma estratégia de patrice trovoada para fazer os santomenses perderem a sua identidade. Senão vejamos, os ministros da administração interna, do desporto, do emprego e segurança social, o próprio primeiro ministro, presidente da federação de futebol, Vítor Monteiro, António Monteiro, e muitos outros diretores e altos funcionários públicos são estrangeiros e a sua maioria de origem caboverdiana. Os verdadeiros santomenses aos poucos vão sendo afastados e ninguém tem – se apercebido disso. Depois mudam o local de comemoração do 3 de Fevereiro como forma de apagar o seu significado da memória colectiva dos santomenses. Os santomenses têm de acordar para a realidade, deixem de sonhar e acreditar em contos de carochinha, e cuidado com o vendedor de ilusões que se apoderou do país, temos de combater essa nuvem negra que assaltou o país devido a ganância de alguns e desespero e miséria de outros. Vamos zelar pela nossa terra.

    • C.S.

      17 de Março de 2015 as 15:40

      Caro “iluminado” quem são os verdadeiros santomenses?

  2. LÔÇÔ TLÊZÊ CONTO - IRMÃO P.TROVOADA

    16 de Março de 2015 as 4:10

    Felicito o sr. José bastos pelo artigo. O problema é q a situação parece ser muito mais grave! O sr. P.Trovoada, com a avidez de se chegar as cadeiras presidenciais o mais rapidamente q possível, tem estado já, segundo algumas fontes a confirmar, a conceder nacionalidades com a emissão imediata do B.I aos cidadãos q nada têm a ver com os PALOPs ( Gaboneses, Nigerianos…). Agora,perante este facto, resta-me saber como intervirem os partidos políticos da oposição, qdo as antenas da TVS e da Radio Nacional estão vedadas a todos da oposição? Pode-se considerar q uma meia DITADURA se nos espreita, lamentavelmente com apoios inequívocos dalguns “meninos Bonitos” deste país! É pena, mas o bom de tudo isso, é q mais tarde ou cedo todos apanhamos pela tabela, incluindo os ADEISTAS q correm atrás do ARROZ e das migalhas do Patife. Termino, deixando esta frase na língua Criola: QUÁ CÁ DÁ NÍ UÊ, LICHE CÁ CÔLÊ ÀUA!

  3. José de Susa Bastos

    16 de Março de 2015 as 7:33

    Errata
    Caros leitores ao parafrasear provérbios da língua francesa para dar graça ao texto, por lapso escrevi com erro, queiram por favor corrigir.
    Onde se lê: ” ne porte qui ne porte comem” devem ler-se: ” n’importe qui n’importe comem”. Aproveito a oportunidade para pedir minhas desculpas, pelos eventuais erros de português e mesmo das outras piadas escritas em francês. Obrigado.
    Gratos pela atenção.

    • Seabra

      16 de Março de 2015 as 23:32

      Senhor Bastos, o seu artigo é EXCELENTE. Nada afeta a sua boa análise, muita justa, sobre a situação de STP.
      A expressao francesa :”n’importe quoi,,n’importe comment”.
      Compreendeu-se bem o que quis dizer, apesar de 1 pequeno êrro, sem importância.
      Conto com mais bons artigos
      esclarecidos.
      Boa continuação…estámos juntos pelo combate comum ” ne pas laisser passer cet ESCROC et sa bande de voleurs ADI à ces élections présidentielles…NON il ne passera pas….pas question !”

  4. Tito

    16 de Março de 2015 as 7:53

    Li o artigo/denuncia e sinceramente não vi o motivo para tanto alarido…Nota-se que o autor envez de chamar atenção sobre a forma como se está a levar a campanha de nacionalidade, perdeu tempo a dizer coisas com coisas e muitas delas sem nexo. Uma campanha de sencibilização não implica a obrigatoriedade das pessoas em aderir ao object da mesma. Todas as campanhas sobre a saude, educação, meio ambiente, etc, os tecnicos/funcionarios deslocam-se ao terreno convencendo as pessoas das importancias dos assuntos. Isto não constitui obrigatoriedade. CONVENCER NÃO É OBRIGAR.

    • É?

      16 de Março de 2015 as 17:03

      Por que convencer as pessoas a terem a nacionalidade do nosso país?
      Por que propósitos e por que critérios?
      Num país já de si com tanta atropelia na ordem púbblica, não era melhor avaliar os critérios dos interessados em vez de suscitar o interesse de qualquer um de qualidades cívicas dúbias?

  5. pinderco

    16 de Março de 2015 as 8:54

    isso um dia vira o problema igual a de costa de marfin,onde era um bom pais organizado e civilizado mas devido a sua hospitalidade os estrangeiros se instalaram ai com toda passividade do povo e autoridade,criou se confusao veio guerra,Chegaram ao poder e os nativos simplesmente se perderam no tempo e na soberania,nao duvido q amanha todos os nigerianos e os Camais fora do palop venham ser saotomense de pleno direito, o q nunca eles aceitariam no pais deles estamos a compactuar com td passividade,isso so prova falta de amor a patria por parte de PM

  6. Filósofo

    16 de Março de 2015 as 10:12

    Desculpem dizer isto mas tenho de concluir que Patrice Trovoada não tem condições de liderança, de projeto, de ideais, de defesa dos interesses nacionaos para este povo. Tenho muita pena de dizer isto. Ele é um autêntico catavento, não tem espinha e tenho dúvidas que ele goste mesmo de S.T.P. Acreditem que é com pena que digo isto. Eu tenho a sensação que ele faz tudo o que lhe passa pela cabeça, sem pensar nas consequências futuras, só para conseguir os seus objetivos políticos e pessoais. Ainda por cima apanhou meia dúzia de seguidores fiéis que estão dispostos a morrer por ele em troca de migalhas e também fazem tudo perante suas ordens sem pestanejar. O país pode vir a sofrer no futuro com os erros que este maluco está a cometer. Quer Deus nos ajude. Eu começo a acreditar que este homem é perigoso.

  7. maguita

    16 de Março de 2015 as 10:54

    O que me choca é o facto do Carlos Gomes ser ministro do emprego em S.tomé e ao mesmo tempo ser deputado suplente do MPD Cabo verde. Par mim isto é chocante. Acho que ele devia optar por ser ministro ou ser deputado em Cabo Verde, isto é uma autentica brincadeira. Quando é que um deputado santomense será ministro em Cabo verde, nunca.O Carlos Gomes devia ser mais honesto.

    • Forro com Muito Orgulho

      16 de Março de 2015 as 15:30

      Como é possível este senhor ser deputado por Cabo Verde e ministro em S.Tomé? A culpa não é dele. A culpa é do senhor Patrice Trovoada e destes políticos cá de S.Tomé que estão a transformar o país numa autêntica merda. Vocês acham que Cabo Verde iria dar a um Sãotomense estes privilégios? É muito bem feito. Desde que este estúpido de Patrice Trovoada veio para governo que estas porcarias começaram a acontecer. Os Caboverdianos defendem os seus patrícios, a sua terra e os seus interesses. Nós como somos parvos e burros não defendemos os nossos interesses, nem do nosso povo e temos ainda a lata de defender os interesses dos Caboverdianos fazendo com que eles sejam deputados em Cabo Verde e ministros cá em S.Tomé. Já estou farto desta merda toda. Que mal é que fiz a Deus para estar a aturar estas porcarias na minnha própria terra? Jé temos ministros de Cabo Verde que defendem interesses dos Caboverdianos, qualquer dia será primeiro-ministro de Cabo Verde e depois presidente. É para isto que o Patrice Trovoada está a trabalhar.

      • Riboqueano

        17 de Março de 2015 as 8:53

        A culpa não é do senhor Carlos Gomes. A culpa é nossa. Tratamos estas pessoas como coitadinhos, que não têm nada, que são explorados e depois eles é que ficam com privilégios e qualquer dia serão eles os Caboverdianos a mandarem no país. Eu tive muitos colegas Caboverdianos que sofreram as mesmas condições que eu. Nalguns casos eles até tiveram melhores condições do que eu. Alguns viviam melhor do que eu. Isto nunca foi um problema de Caboverdianos contra forros ou contra Angolanos ou Moçambicanos. Este é um problema do país em que todos os que cá vivem sofrem de forma transversal os nossos problemas. Agora o que eu não compreendo é que se queira dar privilégios aos Caboverdianos em detrimento dos sãotomenses. Este senhor é Caboverdiano mas é ministro cá em S.Tomé. O Chalino é Caboverdiano mas é ministro cá em S.Tomé. Este senhor ainda é deputado lá em Cabo Verde. Qual é outro Sãotomense que é ministro lá em Cabo Verde? Ainda por cima vão dar nacionalidade a todos os Caboverdianos de forma global. Eu não concordo com isso. Há uma lei de nacionalidade e os Caboverdianos que quiserem ser Sãotomense podem pedir a referida nacionalidade. Porquê que o governo de Cabo Verde também não dá nacionalidade a todos os Sãotomenses que vivem em Cabo Verde. Eu já estou farto destas brincadeias todas. Não se pode andar a brincar com o país.
        O que é que este Carlos Gomes já fez para o país para ter mais direitos do que os Sãotomenses verdadeiros? O Patrice mas é que vai para Pu……………

        • Seabra

          17 de Março de 2015 as 17:03

          Riboqueano não se apercebeu q é uma,estratégia de politica amaldicoada do PT+ADI para criar conflito uns contra os outros e enquanto esta polêmica vão enchendo os seus bolsas….roubar à vontade sem incomodo.
          Abram bem todos os sentidos, é importante!

      • Trindadense

        17 de Março de 2015 as 9:51

        É para as pessoas saberem e aprenderem quando votaram no Patrice Trovoada. Agora aguentem. Todos os países defendem os seus interesses e o seu povo. Não conheço nenhum país do mundo que de uma vez só dá nacionalidade a toda a gente. Se existe uma lei para aceder a nacionalidade, as pessoas devem de forma normal e individualmente pedir esta mesma nacionalidade. É assim que se faz em qualquer parte do mundo. Agora andar praticamente a obrigar as pessoas a terem nacionalidade de S.Tomé só para puderem votar parece-me uma coisa perigosa. Quem começou com o banho cá em S.Tomé foi Patrice Trovoada. O banho nunca mais parou. Agora o Patrice descobriu outra coisa que é obrigar as pessoas a terem nacionalidade para votarem.
        Se a lei existe quem quiser pedir nacionalidade pode pedir sem qualquer problema. Agora, andar em todos os sítios a obrigar as pessoas a terem nacionalidade é um exagero.
        Os Caboverdianos nunca fariam isto em relação a nós. Já temos ministros Caboverdianos qualquer dia será primeiro-ministro e até presidente. Quem viver verá. Uma escumalha de dirigentes burros, vende pátria e mediocres.

    • C.S.

      17 de Março de 2015 as 15:50

      Mas Carlos Gomes não veio das fileiras do MDFM/PCD? Mas se ele é caboverdiano e também é santomense, então Cabo Verde tem um caboverdiano ministro em STP e STP tem um santomense deputado em Cabo Verde. Motivo de alegria e consanguinidade entre dois povos amigos e irmão… Vamos deixar de politiquice, toda moeda tem duas faces. Vamos analisar este processo de nacionalidade de uma forma mais desapaixonada e deixemos de politiquice e mesquinhez.

  8. Maria silva

    16 de Março de 2015 as 11:46

    Sentimentos de revolta e desespero, em ver patrice trovoada com uma polícia nunca visto num estado democrático , e em saber que existem pessoas com plena consiencia de que é errado as atitudes catastróficas deste tipo ( patrice trovoada) e não falam nem fazem nada pelo facto de estarem a defender seus próprios interesses, é muita tristeza !!!!
    Minha gente vamos sair a rua vamos lutar juntos pelo oqui é nosso , vamos manifestar o nosso descontentamento , temos que mostrar a oposição e ao Presidente da República o nosso apoio, tendo em conta que este pilantra ” patrice trovoada” tem a maioria absoluta deixando a oposição sem margem de manobra!!
    Temos que fazer alguma coisa antes que as coisas cheguem uma situação irreversível …

    • Maria Ricardo

      16 de Março de 2015 as 15:25

      Maria Silva, estou de acordo contigo. Temos que sair à rua para manifestar o nosso total desacordo. Isto é urgente.

  9. Duarte

    16 de Março de 2015 as 13:27

    MAGUITA
    Não tens nada mais importante? estas a sentir incomodado com que afinal? Queres ficar tu, Ministro de Trabalho em stp? ou deputado suplente em Cabo – verde? inteira melhor antes de estar por ai a fazer comentário descabido.

  10. maguita

    16 de Março de 2015 as 14:08

    A verdade dói senhor DUARTE.

  11. DUARTE

    16 de Março de 2015 as 22:43

    MAGUITA
    se a sua intenção é a provocação, posso lhe garantir que estas longe de conseguir o seu intento.Pois o assunto é conceder a Nacionalidade as pessoas de outrem nacionalidades e nesse caso cada um pode ter o seu ponto de vista e seu não me interessa. Só quero chamar atenção no que concerne algumas opiniões que não ajudam em nada. Nós dividimos esse espaço geográfico desde sempre e sempre fomos de varias origens. O Importante é que todos congregamos a volta de o mesmo projeto que sera construção desta Linda Terra. A PESSOA CITADA NUNCA TOMOU POSSO COMO DEPUTADO EM CABO VERDE” faça uma boa leitura.

  12. Seabra

    16 de Março de 2015 as 23:16

    Li atentamente o seu excelente artigo…quero agradece-lo pela sua transparente e inteligente lucidez.
    É exactemente a situação política,social…de STP. Mas note, o primeiro dos estrangeiros é o próprio vagabundo, aldrabao, mentiroso, corrupto do Patrice Trovoada, o maior MAL ambulante do país.
    Aqueles sãotomenses menos esclarecidos, graças a este artigo informativo e bem analizado já não têm mais desculpa sobre a situação actual de STP ….poderão saber em quem NAO VOTAR. Quer dizer, não votar ADI e muito menos no seu líder P. Trovoada.
    No país amigo, Guiné Bissau, houve este cambalacho com senegaleses, gambianos …naturalizados bissau-guineenses para votarem, em 1998, resultado: guerra civil, seguida de instabilidade até à data ( a instabilidade é frágil na GB).
    É um grande Bandido, o PT…não compreendemos que volta que ele deu (para além de feitiço e do forcing que ele fez, violando o solo Sãotomense com vadio como ele…mercenários, deputados fascistas e corruptos ),para não ser julgado dos crimes, roubos cometidos enquanto pm…só mesmo em STP.
    Concordo com a Maria Silva…a única solução é de SAIR à RUA, uma vez por todas. Deve-se ousar REVOLTAR , pôr os pontos nos “is” e acabar definitivamente com esta situação podre, que só aguenta por um fio. Deitar tudo e recomeçar tudo. É imprescindível, é de uma importância capital….tomem o exemplo do Brasil.
    Creio ser a única e a boa resolução para o país. FORÇA!

    • secretaria

      17 de Março de 2015 as 12:14

      Seabra assim? Fica calmo, assim não vás conseguir chegar os 4 anos., para ver o sucesso do PT. Leve Leve, devagar, calma homenzinho, daqui a 8 anos terás a tua chupeta de volta. Quem sabe!

      • Seabra

        17 de Março de 2015 as 20:42

        Secretaria(digo parasita da sociedade, “boquita “de pernas ao leu) , porque responde-me à mim? Ora que comentei apenas o que fora dito pela Maria Silva. Qual é o seu problema? Será que passei alguma vez por si (talvez estando bêbado, o q é raro) sem lhe pagar…? Só pode ser a razao.
        Seja como for , PT não dá mesmo é um vagabundo….como voce, vagabondage!

  13. Fruta Pão

    17 de Março de 2015 as 10:25

    Apelo ao TELA NON que faça um jornalismo investigativo de modo a apurar se realmente Carlos Gomes, Ministro do trabalho é deputado suplente do MPD em Cabo Verde. Caso seja é muito grave. Uma pessoa não pode representar os interesses de dois países ao mesmo tempo. Força TELA NON.

  14. Mira Cardoso

    17 de Março de 2015 as 11:19

    Não sei se entendi bem, mas pelo que li e ouvi, a nacionalidade são-tomense só vai ser atribuída a aqueles que vivem em São Tomé e Príncipe antes de 1975 e aos seus descendentes directos, independentemente de serem cabo-verdianos, moçambicanos ou angolanos. Acho que o são-tomense tem um grande problema: complexo pessoal. Todos dizem que a culpa é desse ou outro governo, a culpa é desse ou outro individuo, mas todos foram lá colocados por esses mesmos são-tomenses. O povo que permite que um estrangeiro governe na sua terra é porque não tem capacidade de governar a sua própria casa. Encaremos as coisas como elas são e deixemos de comportar-mos como uns coitados a quem o ladrão tira a chupeta.

    • C.S.

      17 de Março de 2015 as 16:03

      Mira Cardoso, não cansa tua vida não está gente que esta aqui a reclama atoa não ta preocupada com nacionalidade nada só, problema deles é politica só, é chupeta que eles perderam e outro esta a chupa agora e eles estão a procurar pé di vento só pa arranjar confusão atoa pa povo revolta, governo cai e eles volta pa poder di novo.. è tou cansado dessa gente já. Fica reclama só toda hora. Ocês mesmo é que no dialogo nacional vieram com essa coisa de nacionalidade, no sei se era pa enganar sô padre, de origem caboverdiana que foi palestraste, e agora oc~es ta a reclama atoa porque, essa coisa no é goza cu nossa cara. Vão todos trabalha mas é e deixem de fitcxin vonvon…

  15. H.N

    18 de Março de 2015 as 8:14

    Afinal foi ou não foi uma das concuhões do Foro?
    Se o Governo anterior não implementou, de quem é a culpa?
    Isto demostra que o ADI esta preocupado com todos aqueles que vivem em São Tome e Principe e que deram tudo de se para esse País.

  16. Jose Manuel

    18 de Março de 2015 as 13:44

    Caros leitores vou ser muito breve nesse assunto fazendo uso das palavras do autor do artigo. Caro senhor de facto a sua mente esta muito NEBULOSA partidarizada caduca imperfeita despromovida.
    tire as sua conclosois.

  17. Ma Fala

    18 de Março de 2015 as 18:53

    Esta questao nao so e inevitavel, mas como necessario, nao e linear mas como tambem contraverso, no que concerne ao caracter pouco esclarecedor do Patrice Trovoada e imperativo o ganho da consciencia no sentido de evitar-mos eventuias proximos erros, pois erar e Humano , a repitividade do erro pertence aos Burros, e nao creio que o somos!

  18. Justino Matos

    19 de Março de 2015 as 9:33

    Li e reli este Artigo. Tudo isto pra dizer o quê? O Autor deste Artigo pensa que escrevendo asneiras (só pode ser) estará a contribuir para o bem do País. O seu Artigo é uma fonte de desunião, de intrigas e de muito baixo teor. Para um País CRIOULO como é o nosso caso (e quiça que vive de mão estendida) o Autor induz em erros muita gente e arranja uma guerra desnecessária. Há tanta coisa (boa) por/pra fazer neste lindo País e aparece-me gente com energia e jeito de escrever (reconheço) mas que só escreve asneiras e barbaridades. Tenham um bom dia.
    Força Tela Non

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