São Tomé e Príncipe – um Estado de Direito

São-tomé e Príncipe – um Estado de Direito cuja constituição é compatível com a autorrepresentação do sistema económico como economia social de mercado, economia mista e economia concertada, mas que cujas desconformidades especificas culturalmente relevantes, não nos permitem em instantes de reflexão evitar perscrutar os princípios caraterizadores do sistema liberal clássico europeu. Talvez deve-se a influência portuguesa.

Porém, consciente de que os objetivos primordiais do Estado são-tomense continuam sendo os de garantir a independência nacional; promover o respeito e a efetivação dos direitos pessoais, económicos, sociais, culturais e políticos dos cidadãos; promover e garantir a democratização e o progresso das estruturas económicas, sociais e culturais e preservar o equilíbrio harmonioso da natureza e do ambiente que me ressalta a vista, face as informações que vamos tendo na diáspora através dos nossos meios de comunicação social, a existência de desequilíbrio desnecessário entre os três sistemasgarantedo nosso Estado de direito: Sistema político, sistema económico e jurídico, que urge ultrapassar sob pena de continuarmos a fazer figuras tristes nas nossas políticas domésticas e no cenário internacional num mundo já pós-capitalista, no qual tudo aponta para a substituição da grande maioria dos pressupostos do capitalismo.

Estamos na era do conhecimento, pelo que se não formos capazes de ultrapassar tais clássicas divergências dimanantes dos princípios do Estado-Nação, das revoluções francesa e americana, que já ficou obviamente para história, então andamos todos a apanhar água com cesto.

Agradeço desde já a TVS pelas suas edições online, ao Tela Non, ao jornal o Parvo, a ANDIM LIFE, e em particular a STPTV pelas excelentes reflexões que tem trazido à luz nestes últimos tempos. Sois indubitavelmente um dos sustentáculos quer para a melhoria e consolidação da intelectualidade são-tomense como para o desenvolvimento da nossa sociedade, e por efeito do nosso país no seu todo.

Não obstante, na nossa Constituição defende-se por um lado a propriedade privada, estabelece-se a liberdade de empresa, favorece-se a concorrência, define-se a posição central do sector privado no processo económico e permitem-se as privatizações.

Por outro, atendendo as necessidades de garantir a democracia económica e social, faz-se assentar a organização económica e social na subordinação de poder económico ao poder político, na pluralidade de sectores de atividade económica a partir de formas de iniciativa privada, pública, cooperativa e social, na propriedade pública de meios de produção e de recursos naturais de acordo com o interesse coletivo, no planeamento democrático da economia e na intervenção democrática dos trabalhadores nessa mesma economia.

Atribuem-se ao Estado incumbências em matéria de orientação e controlo de atividade económica, de redistribuição de rendimentos e de salvaguarda dos direitos fundamentais dos cidadãos na esfera económica enquanto limites ao poder económico privado ou público. Estamos pois perante uma constituição explícita na definição e restrições objetivas ao livre funcionamento de mercado.

Restrições estas que derivam não só da capacidade de Estado para enquadrar e limitar a atividade económica privada ou para concorrer com ela na produção de bens ou serviços, mas também pelo fato de a Constituição reconhecer e garantir direitos eventualmente conflituantes com o livre funcionamento do mercado, como podem sê-lo os direitos dos consumidores ou dos trabalhadores. Nesta ótica, ela revela-se relativamente aberta, pelo que a sua concretização depende do livre jogo da luta política, sendo compatíveis com orientações de políticas económicasmais ou menos liberalizantes ou socializantes.

Nesta sequência, é possível perceber-se que os acontecimentos mais recentes, em especial as reformas tendentes ao Estado de bem-estar social, enquanto forma de organização politica que situa o Estado como agente promotor, defensor da sociedade e organizador da economia, não se tem compadecido com a nossa forma de ser e estar e ou de lidar com responsabilidades.

Toda via, aconselha-se a devida prudência tendo em atenção a profunda internacionalização e/ou regionalização dos fenómenos económicos, que cada vez mais transcendem os espaços delimitados por fronteiras político-jurídicas que traduz também em limites a autonomia das autoridades nacionais na definição e aplicação das suas políticas macroeconómicas.

Estou convencido que quando as estratégias internacionais resultam na simples manutenção e na asfixia das estratégias nacionais de crescimento e do desenvolvimento, a consequência será sempre esta – o desequilíbrio e ou disfuncionamento das mais variadas formas de poder instituído no país e consequentemente fonte dos males da pátria; por isso aconselha-se cautelas com as ofensivas internacionais, sobretudo quando as evidências nacionais por si só contrastam as proposições emribalta, embora tudo leva a crer que há no país um extraordinário desejo de romper com o atual ciclo económico e politico que em nada tem servido os dignos interesses dos são-tomenses na procura incansável dos melhores padrões da vida moderna.

A atual forma de fazer politica e de tomar conta dos bens que a todos nós pertence, é no mínimo diversa aos princípios do bom senso, chegando mesmo a influenciar a nossa vivência cá fora, enquanto continuarmos a amar a nossa pátria.

Um dos exemplos: a atual taxa que se paga por cada minuto das chamadas que se efetua de França para São-Tomé e Príncipe, é tão exorbitante que chega mesmo a assustar muitos dos agentes ligados as telecomunicações em França. Mesmo até em termos comparativos com os demais países da África Subsariana ou com os países membros dos PALOP, ficamos na lista das taxas mais elevadas.

Chama-se atenção para a necessidade de se começar no momento das nomeações acima de tudo para os cargos públicos e semipúblicos o abandono dos nossos interesses pessoais, relevando a razão com o devido respeito pela conceção moderna do direito que é tão moral quanto jurídica.

Nesse sentido, torna extremamente perigosa numa economia como a nossa, nomeações por conveniências pessoais, familiares e ou partidárias, principalmente quando se trata de nomear os agentes das entidades reguladoras nacionais, atendendo as exigências que emergem das problemáticas de regulação economica e da concorrência no mercado, nos tempos que correm.

E como é óbvio, não podia deixar de frisar a perceção que tenho mesmo a distância da existência de dois grandes grupos que parecem deixar marcas na historicidade do Estado são-tomense nos finais no século XX e princípio deste século, pelo que esperemos que os efeitos das suas condutas não estejam alicerçando tal desequilíbrio permitindo que os comportamentos dos agentes económicos sejam lesivos dos interesses socialmente legítimos e desejáveis.

Assim, temos por um lado os conservadores – que resultam das exóticas ideologias de defesa e manutenção dos seus interesses pessoais instalados, sustentados pela fobia da competitividade e da concorrência e os neoliberais, estes se revelam imbuídos de um espirito que parecesse adequar-se as atuais tendências, e supostamente a altura dos desafios dimanantes da atual ordem económica global.

Mesmo para estes, adverte-se para as problemáticas da relação entre o Estado e a economia, realidade que nos obriga a estar preparados e dispostos para a eventual necessidade de configuração do nosso modelo regulatório.

Face a crescente complexificação dos supracitados fenómenos e as imbricações subjacentes num mundo globalizante em que aparentemente tendemo-nos posicionar como uma das referências, pelo menos na nossa sub-região, pergunta-se: é possível avançarmos nas condições atuais, com as iniciativas privadas a quem das espectativas, quando despomos de tanta mão-de-obra sem o que fazer; iniciativas cooperativas quase que inexistentes; as iniciativas públicas desequilibradas clamando sistematicamente pela consistência, responsabilidade e bom senso dos agentes públicos?

Estas preocupações, quando confrontadas com o dia-a-dia da grande maioria dos habitantes das ilhas, é possível que se compreenda tratar-se de um país mais das formalidades do que da prática ou no mínimo das incompatibilidades.

A apoquentação que desta situação emana diminui inexoravelmente o Estado e obscurece um dos mais importantes princípios da tradição liberal clássica – a igualdade perante a lei.

Um bem-haja a todos os meus compatriotas la no Golfo da Guiné, sobretudo aquela gente guerreira do Distrito de Caué (os Angolares) que parecem cada vez mais deixados a sua sorte pela ironia do destino ou até mesmo a aversão pela história e pela cultura que parece caraterizar o nosso escol.

E porque uma não aposta séria e responsável no plano histórico-cultural é suscetível de resultar no desfalecimento do sistema, atrevo-me desde já a propor o Distrito de Caué como Distrito da Cultura tendo em conta a importância histórica e culturalmente relevante que representa para São-tomé e Príncipe, numa altura em que urge a necessidade de se adequar as instituições e articular as ações do Estado face as desconformidades axiológicas pragmaticamente caracterizadoras da nossa conjuntura.

Eugénio Domingos

Paris

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    Atento Responder

    Meu caro Eugénio Domingos.
    O que se passa consigo??
    Atirou-nos um texto extenso para a frente, onde só com alguma paciência conseguimos chegar ao fim do mesmo.
    Acredite que o estive a ler 4 vezes, a tentar conseguir entender o seu raciocínio, e acredite não consegui!!!
    O meu caro Eugénio, mistura tudo e mais alguma coisa, desde politica, constituição, poder/actividade económica, comunidades locais, contextos internacionais, sistemas produtivos, cultura etc.etc.
    Sinceramente duvido que alguém consiga entender o que escreveu e onde quis chegar, pois termina no seu ultimo paragrafo com algo que nada tem a ver com a salada de temas e fracas tentativas de ligação entre os temas que aborda de forma tão leviana, digo mesmo sem conhecimento.
    Por favor TÉLA NÓN, faça alguma triagem dos temas que aqui colocam, para discussão e análise, pois senão, é a desgraça que temos aqui neste momento.
    Por favor Sr.Eugénio Domingos, leia o que escreveu e veja se não tenho razão sobre a miscelânea de temas e a sua fraca exposição.
    Desculpe-me Sr.Eugénio, mas não posso deixar de fazer esta observação, pois sinto-me defraudado pelo tempo que gastei a tentar compreender o que escreveu, bem como tentando entender em vão, onde pretendeu chegar com este seu role de disparates.

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      Eduardo Responder

      Sr. Eugénio Ja lhe tinha dito uma vez e volto a dizer: não se preocupe com este. Pelos vistos este homem invisível, é um dos que aqui anda armado em licenciado e que não percebe nada. Se calhar é um alto dirigente deste pais, as vezes um dos tais conservadores que referiu. Você mexeu com os homens.homens. Tacho começa a ganhar outra dimensão. O problema não é texto, são os interesses. Como é que o senhor Atento pode pretender debate se é invisível? Isto é mesmo somente em São-Tomé. Nos aqui de Caué ficamos muito contente. Na Europa também é assim? Os intelectuais tornam-se primeiro invisíveis para em seguida solicitarem debate? Que coisa!Li o texto todo e bem compreendi.

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      Eugenio Domingos Responder

      Bom dia senhor Atento!
      Espero antes de mais nada que esteja tudo bem consigo, porque a maioria vai de mal ao pior.

      Como deverá compreender, na Europa não se tem muito tempo para brincadeiras nem tão pouco para andarmos a ler um texto de pouco mais de duas folhas e não se perceber nada. Cá, trabalha-se para ajudar o país no aumento da produtividade e, quando eventualmente chegar o desemprego o Estado paga aos desempregados um salário por mês, até ao seu reingresso no mundo de trabalho e muito mais, tendo naturalmente em conta os descontos efetuados – isto resulta de uma boa organização do Estado e num bom desempenho do sector privado em articulação com os demais.
      Sabe o que isto significa?
      É uma das razões que me leva a escrever como escrevo – tocando em tudo um pouco. Não vejo confusão e ou desconhecimento nenhum. Talvez a forma como escrevo e as matérias em causa, confundiram-lhe a cabeça.
      Porém, ao aderirmos a invisibilidade, é de esperar que tenhamos reações análogas e demasiadamente emotivas.
      Não obstante, eu gosto de São-Tomé e Príncipe por isso faço este esforço para continuar a contribuir. Estou em crer que STP precisa de jovem mais enérgicos e que dêem a cara assumindo os seus ideias, visando naturalmente o bem-estar social de todos.
      Todavia, em 2013 visitei a Ilha de São-Tomé e tive oportunidade de percorre-la de norte ao sul e vice-versa, varias vezes. E sabe qual foi a ideia que me passou pela cabeça, assim do nada: deveríamos fazer o povo passar ferias pelo menos uma semana na Europa ainda que fosse apenas em Portugal para que pudesse ter alguma base de comparação concreta, porque não se admite tanta paz dentro de tamanha pobreza e de tanto abuso de direito, sem que tivéssemos ouvido que Sr. Atento está devidamente atento. A pobreza, a miséria o sofrimento das gentes das Ilhas e com destaque para a região de Santa Catarina e de Caué, para não falar da Região Autónoma do Príncipe que não conheço, é preocupante.
      Sabe de quem é a culpa de tudo isto?
      Isso mesmo que leu – dos políticos, dos operadores económicos e dos agentes da justiça. Fica-se farto de ler, ouvir e de se perceber a existência de tanta disparidade, tanta confusão, tanta formalidade sem fim a vista: mau!
      Para finalizar, desejo que compreenda, que cada telefonema que recebo dos amigos e familiares abordando os mais variados tipos de bloqueios existentes, não consigo redigir um artigo em função do seu desejo ou de uma meia dúzia de indivíduos que querem que isto fique na mesma porque sinto-me também atingido, embora como deve calcular, o senhor é muito mais afetado com os problemas do país do que eu. Logo deveria preocupar-se muito mais com os problemas concretos do país como procuro fazer ao invés de se isolar na invisibilidade.
      Desculpe, mas ainda faço questão de, enquanto estiver vivo, mesmo distante de dispensar um pouco do meu tempo escrevendo por pensar nas vítimas, nos homens e nas mulheres que por culpa do desequilíbrio que mencionei no texto, com relevo para a falta de emprego (eis aqui outro dos motivos desta forma de escrever – a problemática da falta de articulação entre os sectores privado, publico e cooperativo), se vêem obrigados a prostituir para garantir a sua sobrevivência, dando lugar ao aumento de poligamia – um dos males que prometo abordar por se configurar também num dos factores da desgraça no país. Acredito, pela sua aparente personalidade, que é capaz de achar normal que o marido saia por aí traindo a sua mulher e fazendo filhos a torta e direita, na maioria dos casos sem condições para garantir um crescimento digno e saudável a essas crianças. Percebe porque escrevo assim? A situação nos obriga.
      Deixemos de nos preocupar demasiado com formalidades e com as aparências, porque não me parece que os doutores da escuridão, estejam nos dias de hoje em condições de fazer o que quer que seja.

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        José Pereira Responder

        Santo Deus! Vamos ser humildes e democráticos, aceitando a opinião contrária a nossa! Não me diga que para reagir a opinião do outro (neste caso Sr. Atento), o Sr. Eugénio ainda redige um texto quase do tamanho do primeiro! Que no tema exposto não haja uma concatenação contestual e um fio condutor, é uma realidade!!! Não vamos confundir as coisas…! Com humildade

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    Bala Responder

    Este Senhor não tem tempo a perder.
    Quando tem oportunidade fala de tudo um pouco. Eu acho bem. Tenha paciência e volte a ler o texto. Afinal tudo deste país é prioridade. Percebe o que aconteceu? O tipo deixa cair o projeto de alargamento da cidade porque acha que não é prioridade.
    Eugénio é mesmo assim, escreve tudo que sentes. Este pais esta num buraco, que quando começamos numa ponta, nunca mais acabamos. Alias, fez muito bem falar dos Angolares. Este senhor Alguma vez se preocupou com os Angolares? Sabe que chegamos a dormir as vezes com fome? Nem oportunidade de emprego há. Os tipos estão sempre no gabinete com ar condicionado ainda dizem Angolar atrasado. As vezes nem lhes apetece pisar cidade, por não se sentirem São-tomense. Eu gostaria estar la naqueles pais, nunca mais me preocupava com este país. Senhor tem razão, estamos num país de formalidades. Obrigado meu compatriota. Pelos vistos Sr. Gosta mesmo disto. Já viu, ele é tão intelectual que pensa que é mais inteligente que toda a equipa do tela non. Tem razão, cá em São-Tomé os tipos vêm e dizem que são licenciados doutores, primeira coisa que fazem é meterem-se na politica para resolverem os seus problemas pessoais. Alguns são veterinários e estão a trabalhar é na Administração Publica. Talvez pensa que somos Bovinos. O mais engraçado é que as vezes remedeia melhor do que gentes formadas na Administração publica. Eu confirmava mesmo que herdaram dos portugueses.Como senhor sabe Portugal hoje é um dos países mais atrasados da Europa ocidental. Põe-nos aqui carros bombeiros e materiais velhos e ninguém diz nada. Ele quer vir mostrar o Sr. que sabe mais que o senhor como já fez contra a equipa de tela non, é pena que é invisível.

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      Atento Responder

      Meu caro sr.BALA.
      Em primeiro lugar e para ficarmos esclarecidos, estou a responder ao seu comentário não para defesa própria, mas sim, para demonstrar a sua ignorância perante factos que o Sr. BALA desconhece e por fim mostrar como é incongruente com o que escreve.
      Passemos então á incongruência.
      Diz o senhor BALA no seu último paragrafo “é pena que é invisível” referindo-se á minha pessoa, porém olhe para o nome BALA e verá que o Sr. é tão invisível quanto eu, pelo que demonstra só ai o seu fraco espírito. Contudo não sou obrigado a identificar-me pelo meu nome, assim como todos os que aqui chegam e comentam, também não o são.
      Passemos então á sua ignorância gritante e estupidificada em conceitos, pelo que me dá a entender, racistas.
      Diz o Sr.BALA também no seu último paragrafo; ” Como senhor sabe Portugal hoje é um dos países mais atrasados da Europa ocidental. Põe-nos aqui carros bombeiros e materiais velhos e ninguém diz nada.”
      Bom, vamos esclarecer aqui um assunto, eu sempre fui grato a quem nos apoia sem qualquer tipo de intenções. O que Portugal pode tirar do nosso pais para seu proveito próprio? Diga-me Sr.BALA, o que é que Portugal e o seu povo tira, para seu proveito próprio da nossa terra?
      Se eles nos dão material em segunda mão, para colmatar as nossas deficiências, eles dão, mas os outros países não nos dão nada.
      O Sr.Bala, vem para aqui morder em quem, com grandes dificuldades que estão a passar, mesmo assim estão dispostos a dar alguma coisa ao nosso pais, para bem do nosso sistema de segurança contra incêndios e assistência hospitalar.
      E por fim, deixe dizer-lhe que se eles nos dão as viaturas é porque as trocam por novas, e agradeça a eles por nos darem algo que um dia lhe pode ser muito útil em particular.
      Por favor seja modesto mesmo na pobreza, pois só lhe fica bem.
      E finalmente a sua frase, que define o seu grau de desconhecimento da realidade do nosso povo irmão de Portugal.
      Diz o Sr.BALA que ” Portugal hoje é um dos países mais atrasados da Europa ocidental”, porém não sabe mesmo o que está a dizer.
      Nunca deve ter saído do nosso pais para ir ao estrangeiro, o que nada abona nos seus conhecimentos e muito menos na sua observação/afirmação, pois quem não conhece não deve falar do que desconhece.
      Olhe Sr.BALA, para sua informação informo-o que tenho provavelmente idade para ser seu pai, ou quem sabe avô, e o desconhecido sempre me fez muita curiosidade, e para deixar de ser desconhecido eu tento sempre informar-me e estudar, o que, o Sr.Bala não faz, por isso fala á toa.
      Vamos comparar os portugueses com os franceses, e bem que podia ser um outro pais qualquer europeu.
      Em Portugal, os serviços camarários recolhem o lixo doméstico todos os dias, em França recolhem duas vezes por semana.
      Em Portugal um buraco na estrada que origine uma anomalia na viatura, o município responsável pela manutenção da estrada tem que suportar imediatamente a reparação da viatura, em França o dono da viatura tem que suportar com o seu dinheiro a reparação da mesma ( os seguros em França não assumem tal despesa).
      Em Portugal o ensino começa a ser gratuito desde a pré-primária, em França somente a partir da Primária e é necessário o agregado familiar apresentar prova de dificuldades financeiras.
      Em Portugal em todas as escolas eles têm turmas especiais para inclusão dos alunos com dificuldades educativas especiais, com salas estruturadas, com terapeutas de diversas especialidades e sistemas informáticos com análise sobre a evolução das crianças com dificuldades, em França tal não existe, quem tiver um filho diferente dos outros, isto é deficiente, simplesmente não tem apoio nenhum.
      Em Portugal o ensino do inglês passou a ser obrigatório desde a primária, em França não.
      Em Portugal eles têm um sistema nacional de saúde com taxas moderadoras, em França não existe um sistema nacional de saúde, pelo que pagam as consultas por inteiro.
      Em Portugal, existe um sistema integrado de bancos, em que através de um cartão de débito, pode levantar em qualquer caixa multibanco dinheiro da sua conta independentemente do seu banco, em França não existe o sistema multibanco integrado.
      Em Portugal quem não tiver dinheiro e se veja numa situação de processos em tribunal, o estado suporta a despesa dos advogados para o defenderem, ( e aqui os nossos compatriotas a viverem em Portugal têm usufruído deste serviço muitas vezes), mas em frança não tens o serviço de apoio judiciário a 100%.
      Sr.BALA, estaria aqui um dia inteiro a enumerar situações de comparação que derrubam o seu infeliz comentário, mas acho que não merece. Mas sabe porque eu posso enumerar e descrever tantas situações que lhe provam que Portugal não é um dos países mais atrasados da Europa ocidental, como o Sr.BALA afirmou, somente porque eu leio, estudo, analiso e chego ás minhas conclusões, não esperando que os outros me venham dizer aquilo que eu posso verificar.
      O Sr.BALA, tem que modificar o seu modo de vida, indo mais vezes á biblioteca, recorrer-se da internet para estudar e analisar, para não vir dizer as asneiras que diz, pois só lhe fica mal!
      E por fim, deixe-me dizer-lhe que se eles nos dão as viaturas é porque as trocam por novas, e agradeça eles nos darem algo que um dia lhe pode ser muito útil em particular.
      Dei-lhe somente alguns exemplos e muitos mais poderia continuar a dar-lhe, mas acredite que eu entendo que o Sr.BALA é mais um dos tantos que temos aqui no nosso pais, e que por um ou outro motivo são a nossa vergonha.
      Assim e da próxima, escreva somente o que sabe e não invente.
      Um abraço.
      Atento

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    Ledi di Alami Responder

    Desde 2008 que o Capitalismo chegou ao fim….Os protagonistas da Sistema capitalista estao enganando o mundo com impressao de notas para resgatar economias.

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    lucumi Responder

    Esse rapaz quer gozar conosco. São Tomé esta muito longe de ser um Estado de Direito. O governo não cumpri as decisões dos tribunais.

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    Alberto Responder

    De pois de leur o comentario do Senghor Atento e dos emais comentadores que lhe sucederam; nao posso deixar de solicutar ao Senhor Atento que aprenda a ler e acima de tudo a respeitar as diferaças. Nao ha neu entender razões para a deplorável apreciação. Assim nao arrancamos. Sinseramente.

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      Atento Responder

      Senhor Alberto.
      Os meus sinceros cumprimentos,
      Sobre o seu comentário, deixe-me dizer-lhe o seguinte e por favor perdoe-me caso seja um pouco rude de mais.
      Assim deixe-me dizer-lhe que sei ler muito bem, e talvez acima da média, como também sempre fui um homem que respeita as diferenças existentes entre quem quer, quem pode e quem ambiciona.
      Agora fique sabendo de burro não tenho nada, talvez a minha idade e o meu interesse em pensar por mim, e dai tirar as minha ilações, por vezes são manifestadas de uma forma que não agrada a toda a gente, mas paciência.
      Neste nosso pais, as ambições políticas começam por se manifestar com escritos como este que foi publicado.
      Escritos sem pés nem cabeça, com o único intuito de se mostrar, tipo grito, “eu também escrevo, não sei bem o quê, mas escrevo”.
      Assim meu caro Alberto, se entendeu o que acima foi escrito, dou-lhe os meus parabéns.
      Por fim, deixe-me dizer-lhe que para “arrancarmos”, de certeza absoluta que não é com este tipo de escritos.
      Quem quer se mostrar, não pode seguir este tipo de exposição, confusa e cheia de conceitos inexplicados e como tal longe do entendimento do cidadão comum.
      Repare que tenho quase a certeza que grande parte dos conceitos jurídicos, económicos, socias ali explanados não são sequer do conhecimento do autor.
      Mas vamos ficar por aqui, pois quero evitar a todo o custo altercações desnecessárias.
      Mais uma vez os meus sinceros cumprimentos,

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    Eduardo Responder

    Pois é! Apetece-me clamar – VIVA O SENHOR EUGÉNIO, viva as diferenças. E pedir ao senhor Eugénio que nos apresente os seus textos um pouco mais pequeno – é tudo.
    Ainda dizem que neste país deve-se contar com gentes de maturidade e ou experiências. Acredito que o Sr. Atento é um dos perigosos da pátria, por aproveitar a sua invisibilidade e perder-se na desordem e na amoralidade. Estou em crer que num verdadeiro debate (visível)não teria a coragem para emitir tal opinião. No mínimo seria moralmente prejudicial para a sua própria imagem e para a do país, é contra producente. Debates nestes moldes exige de nos educação e bons modos.Como posso acreditar que o senhor sabe efectivamente ler e é possuidor de tanta experiência como deixa entender. Até o texto do professor Leopoldo, senhor se envolveu numa tentativa de culpabilizar os país pelo estado da educação; e o pior é que faz o mesmo contra Portugal. Percebe-se que o senhor anda na lua convencido que a solução para os problemas do país se encontram no seu umbigo. Por amor de Deus! O senhor Eugénio, embora a dimensão do seu texto, revela ser muito mais inteligente que o senhor, porque uma verdadeira opinião para resolver os problemas deste país tem de ser global, tem de partir da miscelânea como senhor próprio diz, porque este país do que isto. O texto do meu compatriota revel . Finalmente lamento que venha responder o senhor Alberto que as ideias não pertence ao senhor Eugénio. Que complexo! Da para todos perceberem que mente é sua. Fui….

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    Trigueiro Responder

    Pois é! Apetece-me clamar – VIVA O SENHOR EUGÉNIO, viva as diferenças. E pedir ao senhor Eugénio que nos apresente os seus textos um pouco mais pequeno e talvez de mais facil compreensão – é tudo.
    Ainda dizem que neste país deve-se contar com gentes de maturidade e ou experiências. Acredito que o Sr. Atento é um dos perigosos da pátria, por aproveitar a sua invisibilidade e perder-se na desordem e na imoralidade – isto é mesmo dos “cajumbis”. Estou em crer que num verdadeiro debate (visível)não teria a coragem para emitir tal opinião. No mínimo seria moralmente prejudicial para a sua própria imagem, é contra producente. Debate nestes moldes exige de nos educação e bons modos.Como posso acreditar que o senhor sabe efectivamente ler e é possuidor de tanta experiência como deixa entender? Lança-se em acusações: Senhor Eugénio tem pretensões de ser politico! Tem algum medo? Esta terra é de todos. Até o texto do professor Leopoldo, senhor se envolveu numa tentativa de culpabilizar os país pelo estado da educação quando o problema é conjuntural; e o pior é que faz o mesmo contra Portugal. Percebe-se que o senhor anda na lua convencido que a solução para os problemas se encontram no seu umbigo. Por amor de Deus! O senhor Eugénio, embora a dimensão do seu texto, revela ser muito mais inteligente que o senhor, porque uma verdadeira opinião para resolver os problemas deste país tem de ser global não deve ser específica, tem de partir da miscelânea como senhor próprio diz, porque o nosso país é isto mesmo, miscelânea, confusão – tem razão o senhor Domingos. Enquanto o texto do meu compatriota revela a realidade do país, independentemente da forma, senhor e os teus apoiantes parecem dormir nas formalidades. Finalmente lamento que venha responder o senhor Alberto que as ideias do texto em causa não pertencem ao senhor Eugénio. Que complexo! Da para se perceber que mente é sua. Meus senhores é também hora para que tenhamos cuidado com os intelectuais que aparecem em primeiro lugar dizendo: eu sou, eu sou, porque podem ser é Judas. Fui….

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      Atento Responder

      Que triste figura fez o EDUARDO ou seja o TRIGUEIRO.
      A mesma pessoa a surgir com dois nomes, mas para sua desgraça com o mesmo texto.
      Gente pequena mesmo.
      Fui

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    Paulino Responder

    Venho apenas para dizer o seguinte:
    Nestas páginas realmente o texto quando é estenso cria alguma confusão. Mas nada que justifique a incompreensão nem tão pouco onde o Senhor Eugénio quer chegar. Antes pelo contrario.
    Espero que a partir d’este texto o senhor Domingos passe a apresentar textos mais pequenos. Eu entendi. Lamento o comentário do Senhor Atento e a respectiva reação. Eugénio ficou muito bem nisto tudo. Alias é um jovem pelo que percebi résidente fora do país. O que faz é de lovar atendendo a escassaz de informação concreta para a nossa diáspora. Preocupem-se com eles, abram as portas, deixemos de ignorancias. Abraços a todos

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    trigueiro Responder

    Senhor Atento!
    Também dei por conta tal erro, pelo que peço desculpas.
    O que se passou foi o seguinte: antes mesmo de escrever o texto,coloquei os dados e no momento estive a ler os comentários do Senhor Eduardo.Pois, espero que entenda que o primeiro texto foi publicado sem querer e o nome do senhor Eduardo apareceu ai por acaso – como pode notar o primeiro ainda apresenta alguns erros que procurei evitar. Espero que não lhe seja difícil compreender isto.
    Felicidades

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      Atento Responder

      Sr.Trigueiro.
      O assunto está esclarecido.
      Como pode calcular foi algo estranho ter surgido o mesmo texto com dois nomes diferentes, mas ok, está tudo esclarecido e isso é que importa.
      Os meus cordiais cumprimentos e um bem haja.
      Atento

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