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Os “Neurónios Espelho” e a Política Santomense

No início da década de 90, em Itália, mais concretamente na Universidade de Parma, alguns neurocientistas descobriram os “neurónios espelho”, através de pesquisa em macacos Rhesus. Constataram, através do referido estudo, que a simples observação de certas ações nos outros ativava, no referido observador, as mesmas regiões do cérebro estimuladas durante a ação que ocorria no indivíduo que estava a ser observado. Ou seja, é como, se, num contexto de observação de alguém que estivesse a executar uma ação qualquer, fossemos tomado pelo desejo involuntário de fazer a mesma coisa, motivados pela estimulação dos tais “neurónios espelho”.

Em termos práticos, transferindo tais constatações para a espécie humana, embora ainda sem paralelismos científicos explicáveis, totalmente equiparados, isto quer dizer que o nosso cérebro funciona como um “reprodutor de ação de outrem”, ou seja, imitamos mentalmente toda a ação que observamos ou, melhor, ainda, podemos converter-nos, num contexto específico de visionamento de uma manifestação emocional que nos toca, em autênticos “prisioneiros” da mente de outrem.

Esta especificidade de alguns neurónios, denominados “neurónios espelho”, está intimamente relacionada com o processo de socialização e estudos recentes têm fornecido evidências que demonstram que, num futuro não muito distante, se possam desenvolver terapias, nos vários domínios da Ciência, que contribuam para o tratamento de perturbações relacionados com problemas de socialização.

Este processo de contágio emocional, decorrente da ativação dos “neurónios espelho”, numa determinada situação, não é indesejável nem perturbante. Muito pelo contrário! Basta perceber os benefícios deste processo associados, por exemplo, ao facto de sentirmo-nos tristes ou alegres quando alguém, próximo de nós, vive estas mesmas experiências emocionais. Ou seja, segundo Donna Hicks (2013:124) “… estes neurónios permitem ligarmo-nos aos outros pela empatia primária”.

Mesmo em política, como aquela que se faz um pouco entre nós, num micro estado insular onde predomina o excesso de personalização do político; onde o lado humano das questões políticas como o estilo, simpatia, confiança e outros têm primazia sobre a competência, ou seja, onde os principais instrumentos da ação política são a emoção e a simulação de autenticidade, o papel e importância dos “neurónios espelho” deveria constituir uma ideia a explorar, no sentido positivo.

Todavia, temos, hoje em dia, em S.Tomé e Príncipe, uma sociedade caracterizada pelo negativismo extremo, sobretudo no contexto político, onde a tentação de responder aos ataques e ameaças com outros ataques e outras ameaças, exponencialmente maiores, com a finalidade de neutralizar ou destruir os adversários, tende a prevalecer.

Vivemos, há algum tempo, por razões variadas, num clima generalizado de manifestações de ódios, intolerância, traições, vingança, raiva e retaliações num contexto social onde medra alguma ignorância associada, episodicamente manifestada com recurso àquilo que temos de mais fiel e sagrado como mecanismo de autoproteção: o nosso curandeirismo.

Não há ministro que não tenha um curandeiro, pago a peso de ouro, com a finalidade de neutralizar ou destruir um hipotético adversário ou oponente ao referido cargo e/ou retaliar uma pequena maldade anterior.

As instituições do Estado converteram-se, há algum tempo, em autênticos “paços”, onde predominam caveiras, ovos, cruzes e outros artefactos, de acordo com a receita momentânea do curandeiro de serviço.

Não há decisão importante, de âmbito estatal ou partidário, que não passa pelo crivo dos melhores curandeiros do país.

Os mortos já não têm descanso, pois, há leilões, entre curandeiros, para a aquisição de caveiras alheias que, proliferam, num mercado competitivo, como instrumento essencial de neutralização ou destruição do adversário político ou de negócios.

O desejo primário de vingança e retaliação tem cumprido a sua função no nosso contexto comunitário, ao ponto de ficarmos cegos e, com tal, perdemos a capacidade de racionalização e de relacionamento interpessoal e político em prol da defesa dos nossos maiores interesses coletivos. Debate-se pouco, digladia-se por futilidades e, não raras vezes, as ofensas, vinganças e agressões apresentam um rosto não identificável como uma seita de bruxos num contexto medieval.

Há claques partidárias, em todos os suportes ou veículos de manifestação político-partidária, que se comportam como rebanhos de carneiros, prontas para molestar, atacar, vingar, agredir, destruir ou crucificar qualquer ato insurreto reflexivo. Estamos, paulatinamente, a transformarmo-nos em escravos dos mais primários instintos humanos, apesar da herança evolutiva neste âmbito.

O slogan, no crioulo forro, “Suba cú monhã Damion, Lexande pô te cétu”, atribuído a um deputado do PCD, cujo nome não me recordo, caracteriza, de forma fiel, o contexto político e social em que vivemos.

O caso recente, de violência gratuita, que culminou com a morte de um cidadão nacional, envolvendo um ex-ministro da Justiça do governo anterior do ADI e conselheiro do atual primeiro-ministro, Patrice Trovoada, é demonstrativo do caminho que escolhemos para viver em comunidade.

Ele é a expressão maior do negativismo na sua forma mais abominável e concentra tudo o que de pior temos, momentaneamente, na expressão de autoridade e vivência em comunidade: manifestação abusiva do poder (real e/ou simbólico); ódios, tentativa de retaliação, perseguição e/ou destruição de vida de outrem, com recurso aos curandeiros, pelo contacto com partes do corpo humano (neste caso as caveiras); violência extrema, brutalidade e morte e tentativa de encobrimento e impunidade generalizada.

Se os “neurónios espelho “constituem uma autêntica dádiva, tendo em conta que nos faz ligar aos outros, criando um clima de contágio emocional, os danos hipotéticos resultantes deste nosso comportamento momentâneo em sociedade podem configurar um autêntico suicídio coletivo porque contribuem para generalizar o incitamento ao ódio, à raiva, à vingança e todo o negativismo decorrente da manifestação destes comportamentos nas pessoas que nos rodeiam. Isto é já, bastante evidente, no contexto político, com impacto no contexto social. Não me recordo, desde a instauração da democracia no país, de constatar a manifestação transversal de um clima de retaliação, vingança, ódio e raiva, como aquele que vivemos neste momento, suscetível de desencadear um processo cíclico de violência generalizada, no futuro, com consequências incalculáveis.

Todos somos, de uma forma ou de outra, com maior ou menor participação, culpados pela situação que o país enfrenta e o pior que poderíamos fazer é deixar de denunciar estes atos ou desvios comportamentais em sociedade, quer de políticos ou de qualquer outro membro da nossa comunidade, por razões de natureza político-partidária ou outra, ou contribuir para a criação de condições, voluntária ou involuntariamente, para a sua manifestação.

Não devemos permitir que o comportamento inaceitável dos outros determine a forma como nos comportamos para com eles, empurrando-nos para a raiva, ódios, agressividade, vinganças e retaliações, gerador de um clima generalizado e crescente de violência na comunidade. Não é este o país que queremos deixar para as gerações futuras.

Adelino Cardoso Cassandra 

P.S – Recebi, recentemente, várias mensagens de amigos e familiares, informando-me que um senhor, de nome Danilo Salvatera, que, supostamente, eu não conheço, criou uma conta no facebook e colocou na mesma, como forma de identificação autoral, a minha fotografia existente num jornal digital (Duplo Insular) para qual escrevi recentemente. Aos leitores e todas as outras pessoas informo que não tenho nada a ver com aquela conta no facebook e acho inqualificável um ato desta baixeza.

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    explicar sem complicar Responder

    No passado 21 de Outubro de 2014 escrevi neste fórum sobre o processo diabólico em que estava envolvido o Patrice Trovoada, em que durante a campanha ele dormia num determinado distrito, e todas meias noites se deslocava ao cemitério local para seus expedientes diabólicos, na surgiram alguns questionando o facto como sendo coisa normal, pelo facto de Patrice Trovoada ter origem gabonesa e isto faz parte da sua tradição.
    Mas o certo é que no dia 14 de Outubro obteve uma maioria absoluta.
    Os resultados estão à vista.
    É só ver o dia dia em S.Tomé e com os Santomenses. Alterou tudo e em todos os aspectos.
    Só têm surgido coisas estranhas nesta terra.

    Aí sim pode-se DIZER :

    “É pela primeira vez há 40 anos”

    Que tudo isto está acontecendo em S.Tomé e Príncipe.

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    VM Responder

    Caro Adelino Cassandra,

    Da leitura do seu texto, pode dizer-se, “mais do mesmo”. Mas neste caso, não no sentido pejorativo que normalmente acompanha a expressa, mas no sentido de que, uma vez mais, acertou de forma brilhante no objectivo. Na verdade, o Sr. tem uma forma muito perspicaz de descrever e evidenciar as situações sociais deste povo que considero ter iniciado um processo de deriva desde que Patrice Trovoada assumiu o comando do partido ADI. É impressionante como o Sr. expõe as suas ideias e, quer queiramos quer não, quer concordemos ou não, uma conclusão é certa: é árdua a tarefa de encontrar argumentos sustentáveis para contrariar a assertividade das suas conclusões.
    Realço, em especial esta passagem do texto: “Debate-se pouco, digladia-se por futilidades e, não raras vezes, as ofensas, vinganças e agressões apresentam um rosto não identificável como uma seita de bruxos num contexto medieval.”, para afirmar que esta é das minhas maiores preocupações com o estado de coisas a que o país chegou, onde se vive um clima generalizado de medo, ainda que inconsciente. Non çá non ni prison kú póto bétu! E já temo pelo futuro imediato.

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    joao Pinto Responder

    Ho, senhor Adelino Cardoso Cassandra, ninguém não te perguntou o que aconteceu em Italia, nem na Universidade de Panama. Um artigo deve ser coeso,o senhor não tem poder de síntese. Eu nem leio as palhas que escreves.

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    Gustavo Furtado Responder

    O país está a percorrer um caminho sem bilhete de regresso. Desde que eu vi alguns deputados a sacar arma em plana Assembleia para matar colegas e depois vi com os meus próprios olhos um grupo de deputados a enxovalhar o primeiro-ministro Gabriel Costa, quase que agrediam o homem, eu só posso concluir que estamos numa caminhada perigosa. Estes acontecimentos últimos como espancamentos de cidadãos no quartel, depois espancamento de guarda costa de próprio primeiro-ministro com palada de manchim, depois morte de homem por causa de areia e agora morte de um pobre homem pelo senhor Elísio Teixeira vem confirmar que o país bateu no fundo. Isto está muito complicado para todos os habitantes desta terra. Não sei onde vamos parar com tudo isso.

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    Francisco Ambrosio Agmelo Responder

    Nem todos sabem manter o boa qualidade do patrimonio herdado.Se nao vejamos: A senhora Margarida antes vavia com o seu primeiro marido que que tratava lindamente. Por infelicidadee a rezao de ser das coisa essa vivencia foi interrompida com a morte do marido. a nso depois, essa conheceu um fulano que, a partida, pararecia um santo e parante a familia jurou fazer de tudo por ela. De facto nao lhe faltava o comer, mas a violencia are constante.A senhora que era de respeito e que transbordava de beleza, em curto espaco de tempo ficou infezada, feia e sem valor. Os irmao da mesma pergutavam o individuo: Porque da violencia ? Este os respondiam com algumas bebidas, bisca e alguns pratos. A agressoa era tanta ate que este perdesse uma vista. A margarida veio a falecer muito mais tarde do que o santo homem, mas com a marca eterna sem uma vista.
    O Patricio disse que vai mudar Sao Tome e Principe. Essas mudancas estao a ser a pouco e pouco verificada. Nunca antes no Pais, Pessoas eram mortas por que razao for. Porem, tem se verificado um numero cresscente de mortes nos ultimos anos sem qualquer explicacao.

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      Trindadense Responder

      Desculpe-me meu caro, mas eu não percebi nada daquilo que o senhor escreveu nem a relação que existe com o artigo postado. Com todo o respeito.

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    Puita São Marçal Responder

    O que me preocupa não é tanto a ignorância que existe na classe mais baixa deste nosso país. Isto sempre existiu e não é muito preocupante. As pessoas recorrem aos curandeiros, fazem a sua vida particular, têm as suas crenças etc. O que me preocupa é a transformação do próprio estado numa espécie de instituição que favorece e promove estas coisas de curandeirismo. Isto é que mais me preocupa. E ultimamente é isto que tem acontecido no país. Na minha opinião isto só acontece porque a qualidade de pessoas recrutadas para trabalhar nas altas funções do estado são elas mesmo muito ignorantes e pouco cultas apesar de andarem a gabar por ai que têm um curso superior e até doutoramento. Grande parte destas pessoas nunca deveriam ir ocupar altas funções no estado porque não têm bagagem cultural para isto. Levam tudo de mau para as áreas do estado, desde crenças, feitiçarias, corrupção, malcriadez, estupidez, mau caráter, etc.

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    Denda Lobito Responder

    Todos os dias abrimos mais um buraco para a nossa própria cova. Estamos no bom caminho. Eu nuca vi S.Tomé nesta situação que estamos a viver de agressões, mortes, abusos de poder, justiça com as próprias mãos, coisas esquisitas só…

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    Fef Responder

    Este Elísio Teixeira nunca deveria ser governante de país nenhum. Eu vejo hoje em dia para categoria dos nossos ministros e primeiros ministros e tenho muita pena do país que nós estamos a construir. Num país civilizado este senhor e muitos outros ministros deste e outros governos seriam no máximo servente ou moço de recados. Nós andamos a baixar de nível desde a independência e os resultados estão a vista de todos. Temos analfabetos nos governos, pessoas sem qualquer qualidade como diretores, etc. Isto é um país?? Sejamos sérios, minha gente.

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      Ferreira Responder

      Subscrevo plenamente as suas palavras senhor ou senhora Fef. Eu sempre defendi isto em muitos sítios. Eu, por exemplo, sempre disse que não tenho condições para ser ministro nem primeiro-ministro muito menos presidente. Vejo pessoas piores do que eu, que nem sequer sabem escrever bem os seus nomes, como diretores, ministros, etc. Este é para mim o maior mal que estamos a fazer ao país. Se o senhor primeiro-ministro quer dar trabalho a estas pessoas, porque são do partido dele, ele poderia fazer de forma diferente. Por exemplo, dava estas pessoas terreno, crédito, material para investirem na agricultura. Ou para fazerem outro tipo de empresas como contabilidade,mecânica, etc. Gente ouve um ministro de Cabo Verde, por exemplo, abre a boca e começa a falar sobre saúde, educação, finanças ou outro ministério qualquer a pessoa fica orgulhosa de ver um africano falar desta forma. O mesmo acontece com Moçambique, Angola e até Guiné Bissau, neste último governo. Há dias ouvi o ministro das infraestruturas a falar e não percebi nada que ele quis dizer. Já tinha ouvido o ministro da agricultura a falar e quase que desligava a televisão no facebook. O ministro da educação a mesma coisa. Finanças pior ainda. É este país que estamos a construir?
      Um abraço a todos.
      Ferreira

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    Mulher Sofredora Responder

    Todos nós os Sãotomenses somos culpados destas coisas que estão a acontecer. E não digo mais nada para não me matarem também. Somos muito culpados na escolhas que fazemos e na nossa postura no dia a dia. É triste. Muito Triste o país estar a seguir este caminho de indignidade total.

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    Jerónimo Responder

    O senhor Danilo Salvaterra também anda nesta coisa de criar perfis falsos no facebook? Eu não acredito?

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    Vavá Fernandes Responder

    Só seremos grandes e respeitados quando merecermos respeito e grandeza. Estes políticos não têm condições nem capacidades para a tarefa de transformar este pequeno país numa terra respeitada.Muitos nem sequer deveriam ser governantes como alguém já disse em comentários anteriores.
    Agradeço ao articulista pelo conteúdo e forma do artigo. Bem haja.
    Abraços a todos e uma boa semana de trabalho.

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    Gente Grande Responder

    Os meu parabéns por mais este fabuloso texto. Que Deus lhe proteja e proteja todos os Sãotomenses de boa vontade e patriotas. Atravessamos uma hora difícil neste país. É preciso reflexão, pensamento, respeito, consideração, humildade e espírito patriótico.

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    Júlio Neto Responder

    Parabéns, pela importância e lucidez do artigo.
    Já Theodore Roosevelt dizia: “Educar uma pessoa apenas no intelecto, mas não na moral, é criar uma ameaça à sociedade. Nenhum homem é justificado em fazer o mal pelo fundamento da utilidade. A morte é sempre e em todas as circunstâncias uma tragédia, pois, se não o é, quer dizer que a própria vida passou a ser uma tragédia. Muito melhor é ousar grande feitos, ganhar gloriosos triunfos, mesmo salpicados de falhas, do que se alinhar com aqueles pobres espíritos que nem se alegram muito nem sofrem muito, porque eles vivem no crepúsculo cinzento que não conhece vitória ou derrota. Obediência à lei é exigida como um direito; não pedida como um favor”.
    Um abraço

    Júlio Neto

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    Iró Responder

    Infelizmente é esta a nossa perfeita realidade. Muda governo, toca o disco e é sempre a mesma coisa. No entanto a qualidade técnica dos atuais governantes deixa muito a desejar para além de terem uns tiques que para mim não devem existir em democracia. O senhor primeiro-ministro comporta-se como coisa que o país é uma propriedade privada dele. Não respeita ninguém, não passa cavaco a ninguém, passa a vida a perseguir pessoas pelo facto delas não concordarem com ele. Nenhum país pode aguentar esta petulância. Se ele pelo menos fosse assim e estivesse a resolver os múltiplos problemas que o país atravessa era compreensível. Agora, o país parece que está cada vez pior. É só propaganda política na televisão e casos como estes de mortes e abuso de poder não são debatidos nem mostrados na televisão. Isto parece mais uma quinta privada do que um país.

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    Figueiredo Cruz Responder

    Bonito serviço. Onde vamos parar com todos estes problemas no país?
    Um país pequeno, onde todos poderiam viver sem problemas e lidar com respeito e humildade passa a vida a matarem-se uns aos outros por banalidades e politiquices. Eu não percebo de onde é que vem estes ódios, intrigas, perseguições e agressividade que está a dar cabo das pessoas e meter o país na lama. Misericórdia minha gente.
    Que Deus ajude estas duas ilhas.
    Os meus cumprimentos.
    Figueiredo Cruz – Marselha

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    Sacramento Responder

    No ritmo que este país está a ir nem daqui por 500 anos vamos desenvolver. Como é possível ainda continuar-se a falar de caveiras, almas, cemitérios, djambi e estas parvoices todas em s.tomé, ainda por cima envolvendo o estado? Eu nunca pensei que o país estivesse neste estado de atraso económico, social e cultural. Misturar coisas de estado com caveiras, mortes e outras superstições só pode ser muita ignorância. Estas pessoas nunca deveriam desempenhar funções no estado. Que raio de atraso é este meu povo???? Em plemo século XXI.

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    Záua Responder

    Só porcarias que acontecem no país. Uma vergonha autêntica.

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    Farto Disto Tudo Responder

    Depois de tantas promessas, tantas falas, tantas viagens, tantos encontros e reuniões estamos no mesmo ponto de partida ou pior. O que fazer, então? As presidenciais se aproxima e vão aparecer as mesmas promessas, perseguições, ódios, disse que disse, acusações e depois tudo vai ficar igual ou pior. O que fazer, então? O povo já está farto disto tudo.

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