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As Eleições Presidenciais

Um colega meu, perguntou-me, com um tom meio sério, meio jocoso, se eu conhecia o Pinto da Costa. Sem pensar, questionei-o, de chofre, se ele se referia ao presidente do Futebol Clube do Porto. Ele riu-se, deu-me uma palmadinha nas costas e rematou: «… Não, pá! Aquele que se vai candidatar ao cargo de presidente da república do teu país». Disparei, de seguida: «Ele é presidente da república e, que eu saiba, não é, ainda, candidato à reeleição nem sei se o será». Ele, meio atrapalhado, refez-se em explicações, pois não sabia que o presidente da república do meu país era o Pinto da Costa, e remeteu as causas, para a manifestação da referida ignorância, ao facto de ter lido ou ouvido algo na comunicação social, relacionado com o assunto em causa, que indiciava uma eventual recandidatura do atual presidente da república. Aproveitei a ocasião, durante alguns minutos, para lhe informar sobre os nomes dos protagonistas dos diversos órgãos de soberania do país bem como a arquitetura básica do nosso ordenamento jurídico-constitucional.

Tudo isto vem, agora, a propósito, tendo em conta a forma como os diversos líderes partidários têm gerido a questão das eleições presidenciais que se realizarão brevemente no país.

O Pinto da Costa que alguns líderes partidários e respetivas claques, reclamam não querer, mais uma vez, como candidato, ao referido cargo, transformou-se, por paradoxal que pareça, nos órgãos de comunicação social, nacionais e estrangeiros, na principal referência destas eleições. É dele que se fala, por melhores e piores razões. É ele que, aparente e surpreendentemente, ainda coordena as tropas, como um velho capitão de Danço Congo, e condiciona os movimentos e passos alheios.

Todos os dias aparecem notícias relacionadas com a provecta idade do senhor, eventualmente inibidora para o cumprimento de obrigações relacionadas com a função em causa.

Outros, pelo contrário, nas referidas notícias, defendem que ele é, provavelmente, o adversário ideal para qualquer candidato que o ADI vier a apresentar.

Até o líder do principal partido da oposição, Aurélio Martins, que já declarou apoio, político e institucional, a uma candidatura forte e com peso eleitoral específico, como a da Maria das Neves, entrou, também, nesta festa, e, sem meias medidas, convidou, publicamente, o presidente da república, Pinto da Costa, a apoiar a candidatura da Maria das Neves, sugerindo-o que, não se recandidatasse para o referido cargo, tendo em conta que o mesmo não solicitou apoio ao referido partido para tal ambição política e eleitoral, e, cumprindo tal premissa, este facto seria uma oportunidade ímpar, para o presidente Pinto da Costa reconciliar-se com o partido em causa.

Tenho a impressão que todas estas notícias e declarações foram a fonte de inspiração que estiveram na base da pergunta que o meu amigo me fez.

Eu não consigo perceber, por mais esforço que faça, a estratégia associada a este ato, sobretudo vindo do MLSTP/PSD e do seu líder, em total desfavor de uma candidatura, aparentemente forte, como a da Maria das Neves. Não se pode declarar apoio a uma candidata e depois cometer estes disparates todos revelando total amadorismo político, estratégico e tático. Tal só se compreenderia se, o próprio Aurélio Martins estivesse, com esta atitude tão amadora e própria de um principiante, somente preocupado com o seu “dia seguinte” após as eleições presidenciais.

Em primeiro lugar, se o MLSTP e o Aurélio Martins acham que a presidência do Pinto da Costa, nestes cinco anos, foi “desgastante” (como eu também acho) compreende-se mal que venha pedir apoio político e institucional deste, para uma candidatura que se quer mobilizadora e transversal como a da Maria das Neves, verbalizando, publicamente, este mesmo sintoma de desgaste, num tom jocoso, provocatório e humilhante, que desmobiliza mais do que mobiliza, que divide mais do que une, reiterando a ideia de que, o Pinto da Costa, caso candidatasse, “não estaria a desempenhar um bom papel”. Estas coisas não se fazem publicamente nem desta forma, sobretudo porque o protagonista em causa, ainda é, neste momento, presidente da república.

A eleição presidencial que, no nosso contexto constitucional, é a única em que os eleitores elegem os candidatos de forma direta e sem necessidade de utilização de um mediador, como os partidos políticos, deveria requerer, por parte destes, algum recato, contenção e sentido de responsabilidade. Os partidos políticos podem e devem apoiar os candidatos que queiram, nestas eleições, mas não são donos da nossa democracia ao ponto de condicionarem, voluntária ou involuntariamente, a liberdade dos cidadãos, quaisquer que eles sejam.

E, com pena minha, constato, que este condicionamento e tentativa de domínio do poder partidário sobre as eleições presidenciais, muito comum na nossa terra, é contraproducente, porque sendo as únicas eleições que se vota num rosto e num nome, a possibilidade de uma candidatura, como a da Maria das Neves, crescer e atravessar todas as franjas da nossa sociedade, pode ficar irremediavelmente comprometida com este assalto partidário feroz, desadequado, monolítico, excludente e radical. E isto é fatal sobretudo para um partido, momentaneamente muito fragmentado, saído recentemente de uma disputa eleitoral interna intensa, que contribuiu para a maximização deste processo de secessão, tendo, como líder histórico carismático, exatamente, aquele que foi publicamente rejeitado e humilhado.

Provavelmente, Maria das Neves e Pinto da Costa, por razões diferentes, representam, no MLSTP, formas ou modalidades de abordagem política e de capacidade de penetração eleitoral, no interior e no exterior do referido partido, que não necessitavam de um episódio insólito e radical, por parte da referida direção partidária, de negação pública de uma destas identidades para a afirmação da outra, num contexto eleitoral em que o papel partidário deveria ser menorizado e não há garantias de que este processo de negação acrescente valor a uma das candidaturas.

Aurélio Martins acabou por fazer, voluntária ou involuntariamente, exatamente aquilo que o Patrice Trovoada e o ADI queriam que ele fizesse, ou seja, transformar estas eleições presidenciais, numa segunda volta das legislativas, dando-lhe total caráter e abordagem partidária. Não é por acaso que o ADI proibiu qualquer gesto rebelde que contribuísse para dividir o partido nestas eleições, como habitualmente acontece no referido partido, e já inaugurou a sua principal mensagem eleitoral para estas eleições, que não se afastará muito disto: “queremos um presidente que trabalhe em sintonia com aquilo que o governo está a fazer e não seja um obstáculo”.

Para o ADI, isto é verdade, e politicamente relevante, como mensagem política, para assunção de uma candidatura do referido partido nestas eleições bem como de separação de águas relativamente aos candidatos da oposição. E, quanto mais “amarrados”, de ponto de vista político-partidário, estiverem os potenciais candidatos da oposição, às referidas eleições presidenciais, maiores serão as dificuldades que encontrarão para contrariar esta tese e afirmarem uma contraposição política com objetividade e assertividade.

Ao assumir, também, publicamente, em termos de conteúdo e forma, uma abordagem político-partidária para estas eleições presidenciais, Aurélio Martins contribuiu para limitar as ambições de Maria das Neves, neste âmbito, tornando mais difícil, agora, o seu esforço de distanciamento, por um lado, e abrangência, dentro e fora do partido.

Quanto mais o Aurélio Martins continuar a falar e a assumir a candidatura da Maria das Neves como uma candidatura partidária excludente menores serão as capacidades desta penetrar, de forma transversal, em determinados sectores do eleitorado que, justamente, por razões de desilusão com os partidos políticos na nossa terra, encaram o ato de votação nestas eleições presidenciais como uma forma de expressão de liberdade sem condicionamentos político-partidários.

Resta-nos, todavia, ainda, conhecer o rosto do candidato que o ADI apresentará para estas eleições que terá, como principal encargo político, segundo o perfil traçado pelo partido em causa, “trabalhar em sintonia com aquilo que o governo está a fazer e não ser um obstáculo”. É obra! Temos, neste momento, um governo de um único partido político, com uma maioria que o suporta na Assembleia Nacional que mina, com recurso aos mais diversos expedientes, as condições de fiscalização e controlo, por parte da oposição, dos atos do referido governo. Temos o mesmo partido político que, estando no governo, controla quase a totalidade das autarquias nacionais. Temos um governo que apresenta tiques insaciáveis (como a maioria de outros governos anteriores) de controlo total e desavergonhado da comunicação social e nega arrepiar caminho neste âmbito.

É o mesmo governo que não abdica de uma atitude predatória e irresponsável de governamentalização da função pública em função dos interesses partidários em causa. Até a Região Autónoma do Príncipe não foi poupada neste expediente predatório de governamentalização da função pública com prejuízos enormes para o funcionamento de determinados serviços nesta região. O ADI quer juntar a tudo isto a presidência da república.

É legítimo que pensem assim. Todavia, tendo em conta a fragilidade das nossas instituições, acho perigoso este caminho, tendo em conta, até, os múltiplos acontecimentos recentes que podem contribuir, paulatinamente, para colocar em causa o aprofundamento de uma vivência pluralista, no contexto nacional, em detrimento de manifestação de formas encapotadas de autoritarismo.

Passaríamos a ter, então, se tal acontecesse, tendo em conta as nossas limitações organizacionais e fragilidades institucionais, a concentração de toda a responsabilidade do Estado num grupo político restrito; por outro lado, a substituição da participação e intervenção política pela obediência e, por fim, a redução do debate à comunicação unilateral que, neste caso, só admitiria como resposta a cumplicidade ou o silêncio. Estamos, sem dúvidas, a caminhar neste sentido.

É com este propósito e denúncia destes factos que qualquer candidato às próximas eleições presidenciais deveria fazer o seu caminho, criando condições para trazer para o debate e discussão pública estes assuntos. Estariam criadas algumas condições com a finalidade de contribuir para a rejeição de qualquer ação política que tenha como finalidade o exercício de neutralização da pluralidade na nossa democracia bem como a criação de mecanismos que contribuíssem para melhorar a organização e funcionamento das nossas instituições.

Quem pode fazer isto, neste momento, como candidato presidencial, com legitimidade, credibilidade e eventualmente resultados positivos, tendo em conta a desilusão político-partidária instalada no país, tem de estar numa posição de algum distanciamento partidário. E quando digo distanciamento partidário não quero, com isto, dizer, que não usufrua de apoios de partidos políticos. Usufruir de apoios de partidos políticos, nestas eleições, não deve ser sinónimo de subordinação total aos ditames, mensagem, agenda e até liberdade para escolher o dia, hora e oportunidade para fazer o anúncio de tal propósito ao país.

O ADI sabe que a partidarização desta eleição presidencial serve os seus maiores interesses e não abdica de “obrigar” os seus opositores a cometerem este mesmo erro fatal. É o ADI que escolhe o seu candidato, o dia, a hora e a cerimónia ideal para a sua apresentação ao povo, depois de um passeio do seu líder pelas bases do referido partido com a finalidade de criação de um clima emocional e político (interno e externo) com propósito supracitado.

Para além disso, é o ADI que avisa, antecipadamente, ao seu virtual candidato, qualquer que ele seja, que ele “deve ser próximo do ADI, deve trabalhar em sintonia com aquilo que o governo atual está a fazer e não ser um obstáculo, em quaisquer situações”. Que liberdade terá este virtual candidato, do ADI, submetido a este espartilho, quadro ou guia de referências, tendo em conta o caminho recente que o país está a trilhar, para se comportar como garante do regular funcionamento das instituições democráticas, cumprindo e fazendo cumprir a constituição da república?

Adelino Cardoso Cassandra

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    Flóli Canido Responder

    Grande análise Adelino Cardoso Cassandra. Concordo consigo 100%. Vivemos numa democracia que já deveria estar protegida destas coisas. As eleições presidenciais deveriam ser um momento para apresentação de candidaturas também da sociedade civil. Mas os nossos partidos políticos apropriaram-se através da nossa democracia através do banho e são só eles que têm o direito de escolher pessoas para candidatar para este cargo. Neste momento cá em S.Tomé há pessoas que não militam de forma regular nos partidos políticos mas que estão melhores posicionadas para exercer este cargo de presidente da república do que muita gente que eu já ouvi que será candidato. Só que o grande problema, na minha opinião é dinheiro. Os partidos políticos criaram esta coisa de banho para limitar as possibilidades de elementos da sociedade civil, tornando as eleições no nosso país as mais caras do mundo, para que só algumas pessoas possam ter este direito de candidatar a estes cargos. Qual é o Sãotomense que tem 4 ou 5 milhões de dólares para se ir candidatar ao cargo de presidente da república? Fazer política aqui em S.Tomé é um luxo e privilégio. É disso que se trata.
    Os meus parabéns, mais uma vez, pela lucidez e análise tão real do nosso quotidiano.

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    Trindade Responder

    Desde quando o Aurélio Martins é um estratega para ter nas suas mãos um ferrari como o MLSTP que ele nem sequer sabe conduzir. Se nós formos a ver hoje em dia, com honestidade verificamos que os líderes de alguns partidos políticos são pessoas que não têm condições para ocupar estas funções. Nas repartições é a mesma coisa. Estamos numa encruzilhada perigosa para o país. Basta olhar para os candidatos que já se posicionaram para as eleições presidenciais para se verificar a mesma coisa. O ADI quer ter um presidente corta fitas para fazer tudo o que eles querem sem respeitar ninguém nem nada. É para isso que Patrice está a trabalhar.

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      Sofredor Responder

      Meu caro amigo, desde quando um partido tão dividido pode ser um ferrari? O senhor Aurélio Martins dividiu o partido e eu tenho muitas dúvidas que o MLSTP ainda possa valer pelo menos 20% do eleitorado. Estão a imaginar os militantes do MLSTP, mais antigos e menos antigos, a serem obrigados a escolher entre o Doutor Manuel Pinto da Costa e Maria das Neves? Isto vai ser fuba com bicho. Quem viver verá.

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    Leonel Responder

    Se continuar assim o adi e patrice trovoada vai passear nestas eleições. Os candidatos são todos fracos. Eu só quero meu cumbu para votar e mais nada.

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    Mé-Zóchi é que manda Responder

    A candidatura da Doutora Maria das Neves com o apoio do seu partido MLSTP-PSD esta sendo vista com bons olhos o que não impede que outras pessoas de outras forças politicas possam manifestar o seu apoio tendo em conta o clima de matança em São Tomé e Príncipe.
    Viva Aurélio com a sua politica de oposição construtiva.

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    Lesada do ADI Responder

    Muito boa reflexão, resumindo e concluindo. a frase “deve ser próximo do ADI, deve trabalhar em sintonia com aquilo que o governo atual está a fazer e não ser um obstáculo, em quaisquer situações” = Eu Patrice Trovoada quero ser dono disto tudo.

    Pelo pouco que até agora presenciamos, um ADIsta na presidência vai ser o CAOS, CAOS, sinonimo de

    !) Fim do acesso as redes sociais para todos os santomenses, residentes no país,

    2) Fim do telanon

    3) Inicio de orações diárias na rádio nacional, TVG e em todas as escolas publicas de frases venerando o lider do ADI

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    Zetádo Responder

    Agora as pessoas estão impedidas de poder concorrer para ser presidente do país? Eu não sabia disto. Eu não percebo porquê que o senhor Aurélio Martins tem de estar preocupado com o senhor Pinto da Costa candidatar. O senhor Pinto da Costa é maior de idade, é cidadão deste país, cumpre todas as obrigações e não percebo porque ele não pode candidatar. Em vez destes dirigentes preocuparam com outras coisas estão preocupados se o homem candidata ou não. Isto é algum problema do país para preocupar o senhor Aurélio Martins? Isto não é democracia. É por isso que as coisas estão mal lá neste partido.

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    Pedro da Fonseca Responder

    Contribuir para desenvolvimento de SÃO TOMÉ E Príncipe começa em ser objectivo e directo, acho que São Tomé e príncipe esta de parabéns com respeito a actual politica desencadeada pela pessoa do Sr. Aurélio Martins com respeito a oposição construtiva e tendo a Maria das Neves como candidata com o apoio do partido, nota positiva.

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    Militante de Base Responder

    Aurélio Martins com esta atitude eu acho que ele incendiou o partido desnecessariamente. Bastava ele dizer que o partido apoiava Maria das Neves de acordo com a comissão nacional sem atacar o presidente da república. Não havia necessidade para isso. De qualquer forma o homem ainda é o nosso presidente da república e provavelmente o partido precisaria mais dele do que ele do partido. Imagina só se a Maria das Neves não passa sequer a 2ª volta e tem um resultado muito mau. O Aurélio Martins aguenta-se no partido com este resultado? Não sei não…

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    Alfaiate de Bom Bom Responder

    Não tenho nada contra Aurélio e acho que a candidatura da Maria é boa e poderia fazer um bom resultado. Mas acho que nós devemos respeitar o chefe de estado em qualquer circunstancia. Ele não deixa de ser o nosso presidente da república com todos os defeitos e virtudes. Por isso acho mal a afronta do Aurélio contra o presidente. Não havia necessidade. O partido já tinha dado apoio a camarada Maria para quê afrontar o presidente sabendo que é o próprio Aurélio que disse que o presidente não pediu apoio do partido? Se o presidente não pediu apoio do partido eu não percebo porquê que tinham que estar tão preocupados com o facto do presidente se candidatar ou não. Ou o presidente está proibido de se candidatar para as eleições neste país? Sinceramente que estas coisas não dignificam o partido nem o país. Estamos a atravessar uma fase má no país e todas as pessoas devem ser calmas e ter sentido de ponderação.

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    Mulher Sofredora Responder

    Aurélio é um político fraco. O MLSTP vai fazer uma grande travessia no deserto com esta liderença. Esta é a situação ideal que o Patrice queria. Nunca o país eeteve assim tão mal e nunca o MLSTP esteve assim tão mal também. Já fui simpatizante deste partido nos outros tempos. Mas agora isto bateu no fundo. Aguentem camaradas. Não queriam o Aurélio…

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    Qui lixe Furtado Responder

    Uma análise profunda.
    Com ideias nem sempre isentas dum crítico. Está ao serviço de quem? Do PINTO ou do Trovoada.
    Em democracia cada líder tem a sua estratégia. Aurélio Martins tem a sua.
    E a Dr a. Maria das Neves é sim uma candidata congregadora o que nem o Pinto nem o Trovoada poderão ser. Ela terá apoio de todos os horizontes politicos.
    Deus a frente ninguém a vencerá.
    Viva a Democracia!

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    Ilda Trovoada Responder

    Subscrevo totalmente este artigo. E digo mais uma coisa. Se o povo não pensar bem o que está em causa as consequências podem ser desastrosas para este lindo país. O circo estará montado para o senhor MESSIAS fazer aquilo que lhe convém, transformando o país na sua propriedade privada. Basta ver o que ele tem feito na administração pública, no banco central, na assembleia, etc.

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    J.J Responder

    Perfeito.

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    Guerra Responder

    Este país tem gente que não faz parte dos partidos mas que poderia dar um bom presidente da república. Eu não me revejo em nenhum destes candidatos já anunciados. Alguns tem casos na justiça, outros não tem qualidade nenhuma.

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    Pedro da Fonseca Responder

    Presidente Pinto da Costa vai completar dia 5 de Agosto 80 anos, foi presidente em 1975, até 1990, 15 anos. Teve oportunidade de estar mais 5 anos. Foram no total 20 anos de poder como Presidente. Esta experiência de Governar em Democracia foi uma decepção, deixou cair o Governo Legítimo do ADI, incentivou a criação do Plataforma e mandou Rafael Branco criar o PESPE.
    MLSTP, está nesta situação devido o Pinto da Costa. Basta de Pinto da Costa. Com o Pinto da Costa nunca vamos desenvolver São Tomé e Principe.

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      Tijela Responder

      Senhor Pedro Fonseca, não existe nenhuma norma na constituição que diz que alguém com 60, 70 ou 80 anos não pode se candidatar para presidente da república. Nós cá em S.Tomé temos muita maninha de discutir pessoas em vez de ideias das pessoas. Tudo isto também tem a ver com o nosso atraso económico e social. Que eu me lembre só nas ditaduras existe um regime que proibe as pessoas de se candidatar para cargos políticos. Se o homem quer candidatar o problema é dele. Ele é maior de idade, deve ter dinheiro dele e tempo para estas coisas. O que tem o senhor a ver com isto? Se ele candidatar o senhor aproveita a ocasião para criticar as ideias dele na campanha e dizer aquilo que bem lhe apetece. Agora proibir ele de se candidatar o senhor está a transformar num ditador pior do que ele. Peço desculpas ao senhor mas é a minha opinião. Fui.
      Abraços

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        Pedro da Fonseca Responder

        Quando o Senhor tirar a mascara continuaremos o diálogo porque eu nao tenho medo do Pinto nem do Trovoada todos me conhecem em Batepá.

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          Quintero Responder

          Senhor Pedro da Fonseca, eu também sou de Batepá e pelos vistos não conheço o senhor aqui. Quem usa a máscara é o senhor. Batepá não é assim tão grande nem o distrito de Mezóchi. Se o senhor não sabe, quem manda aqui no Batepá sou eu. Pergunta por senhor Quintero, pai de Felismina, Cora e Manel e esposa de dona Amélia já falecida. Se o senhor não conhece estas pessoas então o senhor é um autêntico bufado. Muito obrigado.

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        Pedro da Fonseca Responder

        Ao Senhor ”Tijela”mais uma vez o meu silencio é a resposta mais apropriada ao Senhor tendo em conta ao que se vive em SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE cada um puxando a brasa para sua sardinha a corrupção generalizada desgovernação total perda total e deterioração da família São-tomense tudo isso devido meia dúzia de individuo que são facilmente enganados e convencidos a enganar os outros, em 1953 os são-tomenses tinham uma ideia clara hoje o vício o facilitismo infelizmente toma conta da nossa sociedade fico triste.

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    Pedro da Fonseca Responder

    Enquanto Dr. Manuel Pinto da Costa está a viver e respirar, vai criar problema a todos os Presidentes do MLSTP/PSD, este artigo é uma encomenda, Pinto da Costa já começou com os seus expedientes para dar cabo de Aurélio Martins. Não vejo mal nenhum nas declarações que mesmo fez. Pinto é um intocável? 20 anos como Presidente, olha como está o País!
    Viva Democracia
    Abaixo Gorgulho Preto

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    Lima Responder

    Senhor Adelino Cassandra!

    Em primeiro lugar queria agradecer-lhe pelo texto muito bem elaborado e que deveria servir de análise para muita boa gente deste país.
    No que se concerne ao papel e forma como o nosso glorioso decidiu agir para escolher o seu ou sua candidata para este ato eleitoral só posso concordar consigo em todos os aspetos aflorados.
    Quem conhece um pouco que seja a nossa realidade política, sabe que existe muitos anticorpos e desconfianças nestes momentos atendendo a forma como se faz política cá no país. Se a minha amiga Drª Maria das Neves decidiu candidatar e conta com o apoio do partido MLSTP/PSD, os dirigentes deste partido não deveriam transformar este apoio que manifestaram a sua distinta militante como arma de ataque em relação aos outros candidatos nem como forma de pressão para impedir Sua Excelência o senhor Presidente da República a não recandidatar. A minha amiga Drª Maria das Neves não pode ser culpabilizada neste processo porque a direção do partido resolveu transformar esta candidatura dela num processo de consolidação da liderança que tem encontrado dificuldades para se afirmar no seio do partido.
    Se a própria Drª Maria das Neves precisa de apoios e solicitou estes apoios a todos os partidos políticos, manifestando abertura e espírito de inclusão, eu acho que a direção do partido deveria seguir os seus passos e não ter uma postura de afrontamento com ninguém que não ajuda a abrir portas nenhumas. Eu acho que deveria ser assim tendo em conta que se trata de uma eleição para presidência da república e quem deveria estar a comandar este processo deveria ser a própria candidata e não a direção do partido.
    Imaginem que o PCD ou outros partidos quisessem responder positivamente ao pedido da Drª Maria das Neves como é que poderiam fazê-lo quando constatam que próprio dentro da casa do seu partido o MLSTP/PSD há afronta e desrespeito da direção deste partido para com o outro potencial candidato. Bastava o senhor Aurélio Martins ter dito o seguinte: nós da Direção tomamos a iniciativa de apoiar a Drªa Maria das Neves tendo em conta que ela solicitou este apoio ao partido. Não era necessário entrar em guerra com Sua Excelência o senhor Presidente da República tendo em conta que ele próprio afirmou que o Presidente da República não solicitou apoio ao partido.
    Eu também sempre achei que esta era a melhor altura para que uma candidatura da sociedade civil aparecesse e se impusesse. E podes crer meu caro amigo que alternativas da sociedade civil é o que menos falta neste momento. Só que eu também acho que a própria sociedade civil tem dificuldades em se mobilizar para estas causas. Vivemos um momento de divisões não só ao nível dos partidos políticos mas também no seio da sociedade civil.
    Um grande abraço
    Lima

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    Santana Responder

    O meu voto em princípio era para a Maria. Mas eu como militante antigo do partido não percebo também a forma como o camarada Aurélio Martins tratou o presidente da república. Não era necessário esta atitude precipitada e arrogante. De qualquer forma ele ainda é nosso presidente e devemos respeitar as instituições e a própria pessoa. Se nós tratamos assim aqueles que são os nossos eu não sei como é que devemos tratar os outros. Eu não vejo outros partidos a tratarem assim os seus dirigentes históricos. Peço desculpas a qualquer pessoa que eu ofendi com esta declaração. Mas não é minha intenção. A própria camarada Maria também não deve estar confortável com esta atitude da direcção do partido.

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    FCL Responder

    “Ereções presidenciais”

    Candidatos
    Pinto da Costa
    Fradique de Menezes
    Evaristo de Carvalho

    Quem será o vencedor?

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    Cauê Livre Responder

    Maria está com muita má companhia neste episódio todo. É Aurélio que é um incompetente, é Danilo Salvaterra que é um fala barato e confusionista, etc. Ela só vai atrair problemas com esta gente. Duvido que ela consiga arrancar com sucesso. Mas enfim cada um sabe de si. Eu também vou me candidatar. Fui.

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    Candidato Responder

    Este pedaço de artigo é que eu acho importante:
    «…Para além disso, é o ADI que avisa, antecipadamente, ao seu virtual candidato, qualquer que ele seja, que ele “deve ser próximo do ADI, deve trabalhar em sintonia com aquilo que o governo atual está a fazer e não ser um obstáculo, em quaisquer situações”. Que liberdade terá este virtual candidato, do ADI, submetido a este espartilho, quadro ou guia de referências, tendo em conta o caminho recente que o país está a trilhar, para se comportar como garante do regular funcionamento das instituições democráticas, cumprindo e fazendo cumprir a constituição da república…»
    É disto que ninguém está a falar ou interessar e pode nos sair muito caro. Tenham cuidado meus amigos. Eu já vi muita coisa por este mundo.

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    Joana da Mata Responder

    A história do MLSTP e do seu Líder fundador sempre teve vários momentos, uns altos, baixo, com traição e honestidade. Eu quero com isso dizer, que a desconfiança existente entre a família Trovoada e o Pinto da Costa é de longa data. Assim sendo, próprio o Pinto já disse em várias ocasiões que está farto de engolir Sapo. Eu acho que, este Sapo das eleições de 2016, pode até trazer enfarto ao Velho de 80 anos. Pois, esta disputa com o filho do seu antigo Compadre Miguel, vai ser tudo ou nada. Patrice vai jogar o seu melhor para ganhar este Jogo. Pinto, reflete bem. Deixa o miúdo, correr. Mundo está muito difícil.

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    Genoveva Pires Responder

    Se o Pinto ainda não candidatou ele está a incomodar tanta gente assim eu não sei o que irá acontecer quando o homem declarar se é candidato ou não. Por alguma razão falam do homem. Ou ele incomoda muito, ou estão com medo, ou há qualquer coisa que eu não consigo ver. O Estanislau Afonso já declarou que é candidato mas ninguém fala do rapaz. Nem sequer ligam o rapaz ou escrevem uma linha sobre o rapaz. A camarada Maria das Neves já apresentou a sua candidatura e está a acontecer a mesma coisa. Quase que não ligam o que a camarada Maria das Neves diz. Toda a gente só quer falar do Pinto da Costa. Há alguma coisa que eu não percebo nisto tudo.
    Meus cumprimentos a todos.
    Genoveva Pires

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    santomense Responder

    Espero que o Manuel Pinto da Costa volte a candidatar, o meu voto será dele. Mais 5 anos para Pinto da Costa.
    Viva a Democracia.

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    Joana da Mata Responder

    Temos que ter consciência de que o homem nasce, cresce, reproduz e morre. Temos também está preparado a velhice é um fenómeno da natureza que todos vamos lá chegar. Uns até não chega por razões diversas da vida biológica e de fenómeno diversos.
    Mas, quero com isso dizer que o nosso querido Presidente Manuel do Pinto da Costa, está Velho. Necessita descansar, tem dificuldade em andar, esquece durante a conversa de 5 a 10 minutos. Já estar a ter doença de ALZHEIMER. Meu povo não insiste com este Presidente. Foram cinco (5) anos de atraso. Vamos pensar noutro Presidente, porque a vida é uma dinâmica.

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      Sacramento Responder

      Joana da Mata, compreendo o que diz. Como compreendo. Só que eu vou lhe fazer outra pergunta tendo em conta aquilo que a senhora diz. O atual governo está cheio de gente nova e formada. Já viu as dificuldades que alguns ministros têm em falar mesmo sobre coisas dos respetivos ministérios? Já reparou nisto? Já reparou que cada vez que o deputado Levi Nazaré abre a boca parece um velho com noventa anos a falar? Ainda hoje ouvi o ministro de agricultura a falar sobre milhos e outras coisas e parecia um homem de 90 anos tendo em conta que não conseguiu ter um discurso articulado que as pessoas compreendessem minimamente aquilo que ele estava a dizer. Meu caro amigo, o nosso problema não é a idade dos nossos dirigentes. Tomara a Deus que fosse. O nosso crónico problema é da incompetência e corrupção.

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    Ferreira Responder

    Na minha humilde opinião por incrível que pareça Pinto da Costa aparece agora como aquele que está mais independente das jogadas politicas dos partidos.

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