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A Cultura de Segredo

Paulatinamente, vai-se instalado em S.Tomé e Príncipe, uma cultura de segredo relacionada com assuntos de natureza pública, sob guarda governamental, que nenhum cidadão, minimamente informado, pode compreender e muito menos tolerar. Aliás, esta é uma das práticas que eu mais abomino, em contexto supostamente democrático, na medida que, simbolicamente, configura a passagem de um atestado de estupidez a todos os cidadãos em geral.

É verdade que este comportamento não é exclusivo deste governo em particular mas, nos últimos tempos, esta prática tem ganho contornos insuportáveis com consequências graves, do ponto de vista político, económico e mesmo social, no futuro. E o pior é que a mesma tem sido defendida, ciclicamente, pelos representantes, assessores e defensores do atual governo, de forma patética e infundada, com a velha citação “segredo é a alma do negócio”.

Não sei onde é que estas pessoas foram buscar a ideia de que o governo da república, decorrente da expressão maioritária e vontade dos Santomenses em eleições legislativas, tem legitimidade, também, para fazer negócios e torná-los num segredo, sob sua guarda, a sete chaves, e transformar os cidadãos em estúpidos e tolos que devem ser alimentados, aqui e acolá, com papas e bolos resultantes das migalhas destes mesmos negócios que não conhecem a proveniência nem nunca ouviram falar.

É bom relembrar a estas pessoas que o governo da república não é uma propriedade privada de um determinado grupo de pessoas que, sob expediente coletivo ou sacrifício pessoal, presta um favor ao povo, debaixo de uma cortina de silêncio relacionada com a sua proveniência, e que devemos estar todos satisfeitos com este ato e, eventualmente ajoelhar e rezar, em agradecimento; ou, em alternativa, caminhar como bois adestrados, sem questionar a origem e consequências, para gerações presentes e futuras, destes favores.

Compreendo que, em determinadas situações, se justifique alguma prudência e silêncio, por parte do governo ou instituições similares, para salvaguardar as exigências negociais ou contratuais no âmbito de interesses das partes envolvidas. Mas este silêncio ou segredo não pode ser a regra tem que ser, sempre, a exceção. Infelizmente, não é isto que se tem verificado ultimamente na nossa terra.

Que situação excecional, pode justificar a assunção, para um segredo de Estado inviolável, por parte do governo, a explicação relacionada com a dotação orçamental ou origem financeira para a aquisição de uma quantidade de barcos, alguns dos quais com a finalidade propagandeada de ligação inter-ilhas?

Que situação excecional, pode justificar a assunção, para um perigoso segredo de Estado, por parte do governo e/ou do Banco Central, eventualmente comprometedor da nossa existência como comunidade, ao ponto de nem o senhor presidente da república ter tido acesso às informações relacionadas com o referido assunto, o processo de uma reforma monetária que acontece em qualquer país do mundo e deveria recomendar, em qualquer circunstância, um processo de sintonia entre todos os órgãos de soberania?

Que situação excecional, pode justificar a assunção, para um segredo de Estado comparável aos planos para a declaração de guerra a outro país, todo o processo de criação de condições para um pedido de empréstimo, no valor de 30 milhões de dólares, a uma empresa Chinesa, com o objetivo de construção de uma cidade administrativa na ilha de S.Tomé e alojamentos para funcionários públicos e jovens que, até a Assembleia Nacional, é indiciada como inimiga neste processo e, como tal, não pode ser informada sobre o referido assunto para não prejudicar os planos da referida guerra?

Estes são os segredos do governo, guardados a sete chaves que, felizmente, viemos a conhecer, fruto da investigação do jornal digital “Téla Nón” e que, segundo declarações do próprio, até o presidente da república desconhecia. O mesmo acontece com deputados da oposição na Assembleia Nacional. Quantos mais segredos governamentais não conhecemos?

Como é que os deputados na Assembleia podem fazer o escrutínio político dos atos do governo se vivemos, atualmente, num contexto supostamente democrático onde prevalece, contudo, uma cultura de segredo relacionada com coisas banais como aquelas que mencionei acima? É razoável um Estado, representado pelo atual governo, pedir um empréstimo, que nos compromete a todos no futuro, equivalente a vinte por cento do atual orçamento geral do Estado, para construção de uma cidade, sem que nenhuma outra instituição da república tenha conhecimento deste ato?

Todos temos o direito de saber coisas relacionadas com estas opções políticas. Cinco barcos para quê? Quanto custaram? Quais são as formas e condições de pagamento? Qual é o enquadramento funcional, de gestão e manutenção dos mesmos? Por que razão são cinco e não três? Por que razão são estes e não outros, tendo em conta as motivações relacionadas com a aquisição dos mesmos? Por que razão são trinta milhões de pedido de empréstimo e não dez ou sessenta? Quais são as condições e contexto temporal de pagamento? Justifica-se tal empréstimo, na atual situação do país, para construção de uma cidade e construção de casas para funcionários públicos e jovens em detrimento de uma política de investimento em bens produtivos com a finalidade de melhorar a nossa agricultura, pesca, turismo ou mesmo a capacidade de organização e dinamização empresarial do país para que, paulatinamente, no futuro, possamos ser menos dependentes?

O país vive um estado de total anestesia. Primeiro acabou-se com a livre opinião e expressão nos espaços públicos como a rádio e televisão públicas, agora são os próprios órgãos de soberania que não têm direito ao exercício das suas funções de fiscalização ao governo e mesmo de informação sobre assuntos importantes da nossa vida coletiva.

Se os deputados eleitos para a Assembleia Nacional não têm o direito de acesso às referidas informações, que constituem autênticos segredos de Estado, por parte do governo, nem tão pouco tais informações são mobilizáveis para o espaço público onde deveriam ser objeto de reflexão e debate, configurando, desta forma, a opinião e vontade comunitária, pergunto, então: para que servem as eleições legislativas e o estatuto da oposição? É só para termos um governo e respetivo primeiro-ministro?

Em democracia não deve existir ação política fundamentada que não tenha em conta os outros. Só em ditaduras as opções e decisões políticas são simplesmente comunicadas, mesmo despois de mantidas por muito tempo em segredo, ignorando-se os outros atores ou tratando-os como peças decorativas dispensáveis.

É também por isso que temos uma sociedade excessivamente crispada, episodicamente, sobretudo em contextos eleitorais, porque o espaço público é amputado da sua principal função que é tornar inteligível, racional e saudável a conflitualidade inerente ao tratamento de temas e polémicas tendo como referência o contexto político-partidário prevalecente.

Causa-me alguma estranheza e preocupação que um governo que se autoproclamou, desde o início da sua formação, defensor da liberdade e de direitos cívicos e políticos e até criou, em conformidade com esta proclamação e em aparente contradição com práticas anteriores, um ministério de Justiça e Direitos Humanos, possa agir desta forma, transformando todas as suas ações em segredos de Estado impedindo, assim, os cidadãos de terem acesso à informação sobre assuntos que lhes dizem respeito, de acordo, aliás, com o artigo 19º da declaração dos Direitos Humanos.

A organização da nossa sociedade, atravessada atualmente por complexos problemas de índole política, sociocultural e económica que requer mobilização, vontade e contributo de todos para a sua resolução, exige um dispositivo democrático de responsabilidades inclusivo que não pode ser assegurado por qualquer instância autoritária messiânica imbuída de propósitos de natureza secreta.

Em altura nenhuma, no contexto democrático, como agora, a próxima eleição presidencial terá um significado tão importante para a definição do nosso futuro coletivo. É também, por isso, que o investimento governamental nestas eleições é tão agressivo e indisfarçável como se de eleições legislativas se tratasse.

Adelino Cardoso Cassandra

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    Desabafo Responder

    Já viajei por alguns países sobretudo da América do Sul e da Europa e alguns poucos da áfrica. Angola e Gabão. Mesmo na América do Sul que normalmente associa-se muitos casos de corrupção e desorganização eu não vi isto que dizem que está a acontecer em S.Tomé, terra que me viu nascer. Como é possível que um governo ou primeiro-ministro pode pedir 30 milhões de dólares emprestado e não diz nada a Assembleia nem ao presidente da república e só ele e os ministros é que sabem disto. Nunca pensei ver S.Tomé nestas condições. As pessoas que estão lá fora, as embaixadas estrangeiras quando souberem desta notícia vão pensar que nós somos uma desorganização completa. Eu não consigo perceber uma coisa desta. Se é normal pedir-se dinheiro emprestado, como qualquer país faz, deve-se seguir as regras que cada país tem. Os deputados, o presidente da república e o Tribunal de contas, acho eu que tem de saber esta informação. O país não pode estar só a endividar-se sem ninguém ter conta deste gau de endividamento. Eu acho que S.Tomé está a bater no fundo. Isto está demais. É uma falta de respeito para as pessoas que votaram neste governo. Estou envergonhado como Sãotomense. Sinceamente que está demais estas coisas todas.

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    Ralph Responder

    Parece que o vosso governo tem perdido o seu caminho e precisa de ser removido para que possa aprender a sua lição em boa governância. Nestas situações, nas quais o cheiro de corrupção surge à superfície, o papel de jornais como o Tela Non fica cada vez mais importante para brilhar uma luz aos espaços escuros. É apenas quando estes problemas são expostos que um governo seja forçado a ser honesto com o seu povo e explicar o que é que tenha feito. Até então, os políticos tendem a acreditar que podem continuar a esconder todas as suas atividades nefastas debaixo do tapete, fora da visão do povo. A presença de uma prensa livre fica cada vez mais importante nestes tempos. E quando chega as eleições, os eleitores então podem exercer o seu direito de punir os desonestos e incompetentes.

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      MIGBAI Responder

      Meu caro e estimado “Ralph”
      Esteve o meu amigo arredado por algum tempo destas discussões e comentários.
      Bom, o Ralph conhece a minha posição em relação a estas ilhas, que são somente ilhas, e que nunca deviam ser um país.
      Os resultados de uma independência falhada, estão à vista de todos os Sãotomenses, bem como da comunidade internacional.
      São Tomé serve unicamente para estas situações de aproximação dos fundos por parte dos governantes, que em total desrespeito pela população, engorda a olhos vistos.
      Mas Ralph, não venha dar os parabéns ao tela nom, pois este jornal, não é tão isento como o pode imaginar.
      Este jornal digital, também, tem a sua tendência partidária.
      Nem imagina o meu caro Ralph, quantas vezes os senhores do tela nom, censuraram os comentários, somente porque chamei o pinto da costa pelo seu verdadeiro nome.
      Porque exigi certos comportamentos cívicos a essa pessoa (pinto da costa)que deveria estar a jogar ping pong com o josé eduardo dos santos em Angola.
      Meu caro Ralph, estas ilhas não terão futuro nunca, e mais lhe digo, quando a comunidade internacional se fartar de doar dinheiro, só nos resta virar as costas a TAIWAN e ficarmos todos à espera sermos comidos pelos chineses do continente.
      Mas sabe quem são os grandes culpados disto tudo?
      Eu digo-lhe, assim em traços largos, em São Tomé foram essencialmente pinto da costa e o paizinho do atual primeiro ministro, e em Portugal, foram o alvaro cunhal do partido comunista e o mário soares do partido socialista.
      Escrevi de propósito o nome destas criaturas em letra minúscula, pois não merecem que se inicie os seus nomes em letra maiúscula.
      Se estas três criaturas não tivessem nascido, STP estaria muito melhor.
      Um abraço meu caro Ralph e continuação de boas leituras.

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        Clemente Sousa Responder

        Senhor MIGBAI, eu não percebo a sua tese sobre a independência de S.Tomé. O senhor nunca a explicou porque razão não devíamos tomar a independência para além de palpites sem argumentos válidos em prol da sua tese. Agradecia que o senhor nos explicasse esta sua posição para travarmos um debate sério sobre este assunto. Agradecido.
        Clemente Sousa

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          MIGBAI Responder

          Meu caro concidadão “Clemente Sousa”
          Nem sabe como me sinto, ao ser questionado da forma correcta e educada com que o faz.
          Mas para se iniciar o debate sério, temos que esclarecer uma essencial definição, que é a seguinte:
          O que é a INDEPENDÊNCIA DE UM TERRITÓRIO, ou melhor, o que é um TERRITÓRIO INDEPENDENTE!
          Após definirmos o que é ser INDEPENDENTE, então, estamos em condições de se iniciar um dialogo sério e construtivo, ou, simplesmente, ficarmos a meditar sobre os erros políticos cometidos.
          Se me disser o que entende por Independência, saberemos se estamos em condições de dialogar.
          Como o “Clemente Sousa” deve saber, para uma parte da população com visão deturpada, porque assim sempre interessou aos políticos, independência, é expulsar o colono, o branco, o dono das roças, o explorador.
          Espero que não seja essa a sua visão de independência, pois caso o seja, estamos falados e esclarecidos.
          Assim, queira o “Clemente Sousa”, dizer-me o que entende ou entendeu por independência de STP, e os objetivos da mesma independência.
          Após a sua exposição, fique sabendo que terei tempo suficiente para o senhor, pois sempre adorei um bom dialogo.
          Só mais uma coisa meu caro “Clemente Sousa”, ao longo de muitos comentários meus, sempre fiz questão de mostrar as enormes lacunas do nosso sistema governativo (independentemente dos governos), faço questão também de falar da vergonha que é o nosso sistema de saúde, ensino, etc., etc., pelo que dizer que a minha posição contra a forma cozinhada/interesseira da independência que possuímos são “palpites sem argumentos válidos” é uma inverdade que urge reparar.
          Bom, eu aceitei o seu desafio para o dialogo sério e construtivo, agora aceite o meu repto, e explique o que é ser independente e os objetivos da independência alcançados em STP.
          Fico aguardando então.
          Receba um abraço.

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            Clemente Sousa

            Meu caro MIGBAI, a independência, em termos gerais, pode ser definida como a conquista, por parte de um país ou de um determinado território da sua soberania em termos políticos e económicos, podendo esta ser de âmbito absoluto ou relativo. Nenhum país ou território no mundo é absolutamente independente, sobretudo neste contexto de globalização que vivemos. Não sei se a definição lhe satisfaz.

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            MIGBAI

            Meu caro “Clemente Sousa”.
            Como pode verificar “in loco”, a estrutura/organização do site tela nom, não permite que eu faça comentário/resposta ao que o meu caro “Clemente Sousa” escreveu.
            Assim o meu comentário estará no fim desta página.
            Seria interessante direi mesmo muito interessante que o Tela Nom, fizesse uma pequena alteração ao site, para que fosse criada uma sala para debates.
            Se o Tela Nom o fizer, pode acreditar, que estarão a prestar um excelente serviço à comunidade.
            Assim, a minha resposta ao seu comentário está no fim da página.

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            Mandela X

            O senhor falou alto e com plena liberdade:”Nunca deviam ser um pais”. La ve-se que o senhor tira mais para o fascismo. Não se pode negar a soberanía e liberdade a nimguem, meu amigo. Viva STP independente!

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    Salmarçar 2 Responder

    Caros Amigos,

    Entendo que, já não há mais espaços para segredos em São Tomé.O nosso Governo deve ir ao público e dar explicação. Mas além disso, tenho que dar parabéns ao Jornal Téla Nón,(Abel Viegas) um grande trabalho de jornalismo de investigação, muito bom,isto sim é contribuir para a nossa democracia.

    Bem haja a todos.

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    Senhorita Responder

    É mesmo uma cultura de segredo que não serve ao país mas deve servir aos que a praticam. S.Tomé está numa situação muito difícil com estes dirigentes. Ninguém pode compreender uma coisa desta. Gerem o país como se estivessem a gerir as suas roças. Não dão satisfação a ninguém, fazem o que querem, como querem e quando querem.

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    Maria silva Responder

    Este assunto acredito que deve deixar de ser FARDO ( Patrice trovoada )so do Presidente da Republica e passar a ser nosso tambem , até porque somos os mais prejudicados e consequentemente os mais interessados !
    Temos é que ruar Patrice emery trovoada de nosso STP antes que seja tarde, não podemos ficar so a espera que o Senhor Pinto da Costa resolva esta desgraça ( Patrice trovoada ) , temos que fazer algo!
    Ao inves dos trinta milhoes estar no cofre do estado , não , foi parar na conta de sei la quem e outras coisas mais etc etc …

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    Filipe Responder

    Brilhante senhor Adelino Cardoso Cassandra. Simplesmente brilhante. os meus parabens.
    Filipe

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    Triste Responder

    Se existe tantos segredos em 2 anos deste governo e imagino no final o que nos espera. E lembrem-se que estes são os segredos que conhecemos, deve haver muito mais coisas escondidas. Sinceramente que eu estou desiludido com tudo isto. Há coisas que se pode compreender ou tolerar mas isto também já é demais. Nenhum país aguenta estas coisas por muito tempo sem rebentar totalmente. Não se vislumbra nenhuma luz ao fundo a não ser anarquia, cada um faz o que quer, falta de sentido de estado, malabarismos, cada um a cuidar da sua vida, etc. Tudo isto entristece qualquer pessoa que gosta do seu país.

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      Ralph Responder

      Exatamente. Pode ter a certeza que haverá muitos outros segredos que a imprensa ainda não conseguisse descobrir. E ainda mais, o governo vai fazer tudo o que pode para prevenir que você ou qualquer outro cidadão alguma vez saiba o que tenha acontecido. A verdade é que isto é como governos funcionam em volta do mundo. É nada menos que uma desgraça.

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    Trindadense Responder

    Tudo isto é muito preocupante. Extremamente preocupante. Temo muito por aquilo que nos vai acontecer no futuro depois de nos terem prometido mundo e fundos. Se tratam assim os deputados que foram eleitos em representação do povo bem como o senhor presidente da república é natural que o povo mereça desprezo total.

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    Vexado Responder

    Resta saber se a empresa que deu emprestado o dinheiro não é a mesma que “ofereceu” os ditos barcos.
    Os referidos barcos desapareceram da orla maritima e não se sabe onde estão.

    Se o primeiro-ministro não comentar este assunto é porque é verdade.
    Acho que deviam ter investigado se o dinheiro, realmente, foi ou não depositado no referido banco e a conta em nome de que entidade, para dar mais sustentabilidade a investigação.

    No entanto, há uma campanha do partido no poder alimentando que o Pinto da costa quer derrubar o Governo.
    Se o governo tem maioria parlamentar e o povo, porquê tamanho medo? O pinto da costa tem bloqueado que actividade do Governo?

    Gualter vera cruz uma vergonha de pessoa.

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    Insastifeito Responder

    As coisas vao mal.
    E se for mesmo verdade, estamos muito mal.
    Mesmo que o dinheiro n tenha sido usado de forma ilegal ou coisa do genero, o desrespeito as leis em STP esta na ordem do dia!
    Com todo o respeito pela sua figura PR, eu em si ja n voto mais.
    Mesmo que isso lhe custa-se o cargo ou algum desconforto, o sr deveria fazer algo em prol da transparencia.
    Um pais como o nosso, atrasado e com um povo extremamente ignorante na sua maoria precisa de um PR forte, mesmo sem o poder administrativo.
    Esse leve-leve, esse partidarismo, segredo é a alma do negocio (na politica), ou mesmo eu sou pobre contentando(povo) é uma coisa que ja mete nojo, e na minha opinhao deveria ser irradicada de STP.
    Sr PT, o sr prometeu, prometeu, e agora nos somos brindados com isso!!!
    Nao houve santos em toda a historia polica de STP, mas hoje em dia…
    Eu ja nem quero mais falar, olhem so para os nossos irmaos cabo-verdianos, olhem como trabalham, agora olhem para nós, VERGONHOSO!!!!

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    Panela Velha Responder

    Aquilo que eu vejo a correr hoje em dia em s.tomé parece coisa que o país está a afundar e cada um está a saber de vida dele com medo de não poder aproveitar numa próxima ocasião e quer tirar o maior partido possível agora e bater com a porta. O último é que fechará a porta aproveitando-se de migalhas. Isto está pior que eu imaginava nos meus piores sonhos.

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    Gonga Responder

    Aleluia!!! Aleluia!!! Aleluia!!!! S.Tomé está muito mal. .

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    Homero Responder

    Isto é uma autêntica brincadeira de criança. Quem diria que S.Tomé iria estas numa situação desta. Que viu este primeiro-ministro comn tanto estilo a criticar os outros, chamar nomes aos outros nunca pensou que estávamos em presença do maior fracasso em termos de governação na história do país. Uma tristeza meu povo.

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    Felisberto Bandeira Responder

    Meus Senhores não percam O tempo com MIGBAI este menino , esta fora de si não sabe o que fala, nem o que afirma fazer debate com ele é perca de tempo

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    Ralph Responder

    Caro Migbai,

    É sempre bom debater consigo porque é óbvio que pensa muito na situação enfrentada pelo seu país e que coloca as suas posições com paixão. E para além disso, responder a si dá-me uma oportunidade de praticar o meu português com um adversário merecido. Como o Migbai sabe, concordo com a sua posição em relação à independência de STP. O facto é que o seu país, tais como muitos outros em situações semelhantes, nunca deveria ter sido concedido a sua independência no primeiro lugar. Nos anos 1970, era na moda para os poderes coloniais concederem a independência aos seus territórios, mesmo se aquelas terras não estivessem bem preparadas para serem independentes. Porém, seria quase impossível retirar o que tenha sido atribuido. Por isso, o desafio essencial é encontrar uma maneira para se tornar mais sustentável e menos dependente das doações de outros.

    Um problema que eu vejo é que não há nenhuma falta de países, pessoas e empresas que alegam querer ajudar a STP mas todos também exigem a sua parte dos lucros dessa ajuda. Por isso, é muito difícil realmente atingir algum progresso sem primeiro ter de sofrer os danos de os consultores e interesses exteriores tirarem uma fatia da suposta solução. E os políticos sempre se metem na mistura, enriquecendo-se no processo. Vejo a mesma coisa a acontecer em muitos dos países pacíficos na minha região e isto revolta-me. A desgraça é que por todas as boas intenções dos países ricos (incluindo o meu próprio da Austrália) para assistir nações pobres, os mesmos só parecem fazer mais estragos. No entretanto, pelo menos os sãotomenses têm o poder de fazerem o que podem por removerem os políticos corruptos e os substituirem com outros.

    Até a próxima vez, caro Migbai!

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      MIGBAI Responder

      Meu caro colega “RALPH”.
      Muito obrigado pela suas gentis palavras.
      Muito obrigado, por se preocupar com os problemas do meu STP.
      Consegui encontrar em Portugal, onde fui tratar de problemas de saúde, muita e boa leitura na FNAC e na Bertrand.
      Vamos ter que tirar um dia só para a gente falar, de algumas obras que consegui encontrar, e que os meus filhos fizeram questão de pagar, isto é claro para ver se conseguem ter aqui o velho mais ocupado com aleitura, e deixar de pensar no bem de todos os STP.
      Segundo os meus filhos, cada um por si, e como tal, quem está mal que se cuide.
      Trata-se de uma visão e posição tão egoísta dos meus filhos, que me custa a acreditar que a sua educação tenha seguido este rumo.
      Mas a realidade é que STP está a fazer as pessoas assim, cada um por si.
      Acredite “RALPH”, eu estou velho para mudar, e se me resignei com o silêncio estes anos todos, com o medo da represália sobre os meus filhos pequenos, hoje, estou aqui para falar de coração aberto, denunciando as situações e mostrando a realidade social de STP.
      Caso é para se dizer, quem gosta, gosta, quem não gosta, ponha na borda do prato!
      Um grande abraço para si “RALPH” e até á próxima.

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      MIGBAI Responder

      Caro “Clemente Sousa”
      Cá estamos nós no nosso dialogo sério, e espero que também seja construtivo e instrutor.
      Embora a resposta ao meu repto, sobre o que é ser independente e os objetivos da independência alcançados em STP, não me tenham satisfeito minimamente, pois o que nos disse, não é a sua opinião.
      Eu estava interessado em ler a sua opinião e não o que escreveu, que afinal não passou da definição de Independência do WIKIPEDIA. ORG, e ainda por cima, com o Wikipedia a chamar a atenção, que a definição era oriunda de fonte não confirmada e que não serve de referência.
      Para esclarecermos uma coisa que convém ser esclarecida, quando usamos uma fonte de informação, devemos sempre, mas sempre, colocar os ” texto “, e no final mencionar a origem da recolha de informação.
      Mas como lhe disse, não me satisfez a “sua” explicação, mas a verdade é que não entrou pela técnica do branco e do colono, técnicas tão usadas pelos nossos políticos, e pelos fracos comentadores políticos que existem na nossa terra.
      Mas caro “Clemente Sousa”, já que consultou o Wikipedia, também podia ter aberto a página do Independentismo ou separatismo, e verificado o que é.
      Na página do independentismo, esta sim, com fonte confirmada e que serve de referência, reza assim a definição:
      “O independentismo, também chamado por vezes separatismo, é um conjunto de ideologias nacionalistas que têm a ver com a reivindicação dos direitos nacionais por parte de um povo sem Estado face a um Estado de expansão maior. Nas aplicações normais em português, muitas vezes o termo separatismo recebe uma denotação pejorativa.

      Se opõe ao unionismo (também denominado unitarismo), que é a corrente ideológica que defende o contrário, a união de todo o estado originário.

      Há diversas formas de independentismo, que podem aparecer misturados:
      de base política, cívica ou administrativa
      de base étnica ou “racial”
      de base religiosa
      de base social

      Existem ainda movimentos independentistas de diversos significados políticos, alguns com base na reivindicação por livre exercício de autodeterminação reconhecido pelas principais instâncias internacionais, outros promovidos de maneira mais ou menos “artificial” com base em interesses econômicos de elites poderosas…..” fonte: Wikipédia.org.

      O “Clemente Sousa”, compare agora o que é independência com o independentismo, e verá, espero, que o que se passou em STP foi INDEPENDENTISMO e não INDEPENDÊNCIA!!!!
      O que esteve em causa, foi interesses de elites e de políticos (pseudo-políticos) de STP, e não mais que isso!
      Ora tendo por base o independentismo/separatismo sofrido por STP, podemos agora entrar pelo tecido social e empresarial existente, e começar a analisar o mesmo com o fim de chegarmos a alguma possível solução, que nos explique o problema do subdesenvolvimento de STP a todos os níveis.
      Como pode constatar, ilhas pequenas, perdidas e rodeadas por mar, terão que estar com os continentes, ou seja, não se consegue fazer nada de bom e de útil, sem estarmos encostados politicamente ao continente.
      Constata-se também que o independentismo efetivamente veio isolar STP e as suas populações, que deixaram de ter acesso aos diversos tipos de desenvolvimento, ficando estagnados no tempo.
      Mas, enquanto a população mais carenciada de STP, fica a marcar passo no seu obscurantismo forçado pelos independentistas, estes, enriquecem com os seus esquemas montados em princípios falsos da autonomia de STP.
      Estes continuam a comer à grande e a gozar da mordomias que a falsa independência lhes proporciona, encostando-se para tal a ditadores que proliferam em outras partes do mundo, nomeadamente em Angola, onde a família eduardo dos santos tomou o pais como seu quintal.
      Ora chegados aqui, e tendo tanto ainda para conversar, gostaria de conhecer a sua opinião, para a confrontar com a minha, que como sabe e fez questão de dizer será séria e eu direi mais, será de todo desprotegida de vestes hipócritas.
      Agora tenho que ir descansar um pouco, pois a minha proveta idade, impõe que eu tenha que parar um pouco.
      Fico aguardando o seu precioso contato meu caro “Clemente Sousa”.
      Bem haja.

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        Clemente Sousa Responder

        MIGBAI eu já não o consigo compreender. Primeiro disse que era contra a independência de S.T.P. Eu, em contradição, sugeri que argumentasse os seu ponto de vista para aprofundarmos a discussão em relação ao assunto em causa. O senhor replicou sugerindo que eu explicasse o que entendia por independência. Enviei-lhe uma definição básica de independência que o senhor acha que a origem é a Wikipédia. Poderia ser reflexo da flexibilidade e diversidade de múltiplas fontes de consulta que normalmente faço. Entendo que para si é mais saudável falar sobre conceitos avulsos sobre independência, independentismo e outras coisas do que desenvolver o debate em função das suas ideias sobre a independência de S.T.P. Como esta é a sua perspetiva torna-se difícil nós debatermos sobre o que quer que seja. Caso contrário o senhor passaria a sugerir, de forma continuada, questões relacionadas com conceitos avulsos. Isto não é debate é uma brincadeira.

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          MIGBAI Responder

          Clemente Sousa.
          Por favor, deixemo-nos de hipocrisia, OK!!
          No meu último parágrafo da minha resposta de 20 de Junho, às 16:44 eu lanço-lhe o repto para me dizer ” explique o que é ser independente e os objetivos da independência alcançados em STP”.
          O senhor responde-me da forma que o fez: ” a independência, em termos gerais, pode ser definida como a conquista, por parte de um país ou de um determinado território da sua soberania em termos políticos e económicos, podendo esta ser de âmbito absoluto ou relativo.”
          A wikipedia define a independência da seguinte forma:”…
          independência de um país ou território é a conquista e manutenção da sua soberania política e econômica, que pode ser absoluta ou relativa.”
          Por favor, não me atire areia para os olhos, e agradecia somente um pouco mais de respeito, OK?
          Leia o que eu escrevi com olhos de ler e entender, e verá que nunca lhe pedi uma DEFINIÇÃO de Independência.
          Se não sabe bem, o que é isto de um TERRITORIO INDEPENDENTE, não fique aborrecido Clemente Sousa, pois grande parte, senão a maioria da população de STP, também não sabe bem o que isso é, por isso não fique triste em ser mais um no meio de tantos.
          Alega o Clemente Sousa que eu passarei a “sugerir de forma continuada, questões relacionadas com conceitos avulsos”, puro engano o seu.
          Eu unicamente pretendi entender a sua perspectiva de ,” …o que é ser independente e os objetivos da independência alcançados em STP.” para perceber a profundidade de um possível debate consigo.
          Como pode imaginar, eu não dou hipóteses a qualquer um que tenta meter conversa comigo. Sou muito seletivo meu amigo Clemente Sousa.
          Já tenho idade mais que suficiente para escolher quem pode dialogar comigo e nos entendermos, embora por vezes não o pareça, mas eu tento nos primeiros contatos, saber até onde poderá ir a outra parte.
          Agora não fiquei saber o que pensa o meu amigo da concretização objectiva das intenções independentistas levadas a cabo em STP.
          É que depois de ler a sua opinião, era minha intenção colocar-lhe o panorama atual de STP em relação à comunidade internacional, falar-lhe dos sectores económicos existentes em STP e seu desenvolvimento.
          Iria demonstrar-lhe a triste situação financeira, social, educacional, etc., etc..
          Mas estou convicto que a sua última resposta, como que, a jogar a toalha ao tapete, dá por findo o nosso “embrião” debate sério.
          Deixe-me ponderar mais um dia ou dois, para saber a quem devo dar o benefício da duvida.

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            Clemente Sousa

            Definitivamente o senhor MIGBAI não quer debate. Quer exibir-se ai, fazer manifesto de fé em vez de debater as suas convições. É pena.

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    Quilixe Furtado Responder

    Primeiro: Migbai, quem hoje fala mal da Independência por causa da situação atual é um reacionário e até, atrasado mental. Desculpas se ofendi sensibilidades.
    Segundo: Se ninguém (PR, Autoridades Judiciárias, Tribunal de Contas, Partdios Políticos, ONGs…)fizer nada perante tamanha desgovernação e propaganda barata, isto poderá a qualquer momento vir a cheirar mal.
    A fla santopé modê mantchi, tlabadô viju Ubuêdê!

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      sotavento Responder

      Meu caro usar palavras por usar também tem o seu qualificativo.
      Pensar contrário em relacao ao proximo nao quer dizer que seja reacionario ou atrasado mental.

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    Guida Gostosa Responder

    Lembro de no início da democracia em São Tomé e Príncipe (1991) ter havido um slogan nesses termos: “Povo põe, povo tira!”, que deu um empurrão á queda do governo do PCD-GR, liderado por Daniel Daio, quando o pai do actual Primeiro-Ministro era Presidente da República.

    Então, onde anda agora o povo que deu a maioria absoluta ao ADI? Ou será que esse slogan morreu?

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    Jaca Dóxi Responder

    Estamos a subir!!! Sempre a subir. Tanto secretismo num país tão pequeno que ninguém compreende.

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    Manel Responder

    Acerca deste assunto , Recomendo vivamente o livro com o titulo
    original “The Farm ” em Portugues com o titulo
    ” O Triunfo dos porcos” este livro faz uma alegoria muito bem feita
    e da o exemplo perfeito de a quem favorece este genero de secretismo
    depois é só procurar quem beneficiou ….

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    Hojiaenda Responder

    Bonito serviço. De segredo em segredo até a vitória final. Estamos tramados. Que Deus ajude este país.

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