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O espreitar da democracia a acontecer

Um país em que um político com cerca de 20 anos de poder continua a almejá-lo um outro que todos garantem ser pau mandado, embora o negue veementemente, também o quer e imagine-se lá uma mulher em pleno século XXI também entrou na luta. Neste caso particular, pode não ser por obra do acaso, nem baseado num qualquer programa de emancipação do sexo feminino, mas talvez apenas porque as mulheres também podem e têm o direito de se candidatarem ou então simplesmente parte de uma nova moda, já que no todo poderoso Estados Unidos da América uma mulher está também na corrida à presidência.

No entanto, é em São Tomé e Príncipe que as coisas acontecem. Lá entraram em jogo das eleições uma tal Comissão Eleitoral Nacional, que devia ser o primeiro garante do bom funcionamento do processo eleitoral, e um tal poder assumido como independente denominado Tribunal Constitucional para baralhar tudo e deixar a situação política do país mais confusa do que nunca. Primeiro, vem um que diz que o processo está concluído à primeira volta e que temos um vencedor. A seguir, o mesmo reaparece e desdiz-se quando aventa que afinal não houve vencedores nem vencidos e que se calhar pode haver uma segunda volta. Depois, vem o outro que garante que sim, teremos uma segunda volta.

Perante tudo isto, enquanto eleitor no meio de tanta reviravolta, ainda procuro entender como decorreu todo o processo eleitoral e imagino que a maioria dos são-tomenses também estarão a tentar fazê-lo. Para complicar ainda mais, aqueles senhores que vieram com pompas para vigiar as eleições, os tais observadores internacionais, fizeram uma comunicação ao público em que basicamente não disseram nada. A frase que toda a gente queria ouvir era: “as eleições foram justas e transparentes”, no lugar disso, ouvimos qualquer coisa como “decorreram conforme a carta africana da democracia, blá blá blá”.

No final das contas houve reclamações aqui e acolá e parece que uma vez mais o “Banho”, ou a compra de consciência, continua a dominaruando já vamos em mais de duas décadas de democracia. Essa pode ser para já uma das conclusões, tendo em conta que, logo após a divulgação dos resultados preliminares, tanto o segundo mais votado como o terceiro uniram-se num pedido conjunto de impugnação do pleito. Essa ilação é ainda reforçada pela mea culpaa Comissão Eleitoral Nacional, que ao mesmo tempo que tentou negar a sua propalada incompetência para conduzir todo o processo reconheceu que houve algumas irregularidades.

Mas há outra vertente a ser considerada, que nos remete para o pensamento de que se calhar não houve na verdade algo de significativo que pudesse beliscar os resultados do escrutínio. É a razão defendida pelo Tribunal Constitucional, que não só fixou a segunda volta para 7 de Agosto como indeferiu liminarmente o recurso de impugnação intentado pelos segundo e terceiro classificados no apuramento geral de votos.

Em que ficamos afinal? Houve ou não fraude? Pode o candidato Evaristo de Carvalho ir sozinho à segunda volta de acordo com o n.º 15.º da Lei Eleitoral?

Já enraivecido com a forma que tudo isto ganhou, o segundo classificado Manuel Pinto da Costa, o tal político são-tomense com 20 anos de poder e que almeja continuar a tê-lo, já garantiu publicamente que se retira da corrida. Pinto da Costa diz que “participar num processo eleitoral viciado seria caucioná-lo”, só que, de acordo com a Lusa, parece que a candidatura do mesmo esqueceu-se de formalizar a sua retirada junto do Tribunal Constitucional, o que o configura ainda candidato à segunda volta. Será que foi mesmo esquecimento?

Já o “pau mandado de Patrice”, (vêdê-cu-mintxila), não sei se é mesmo verdade, estou a falar de Evaristo de Carvalho, já começou a sua campanha para a segunda volta. Foi à roça histórica de Batepá tentar continuar a convencer os são-tomenses de que afinal é um homem independente que pensa pela sua cabeça. Ou seja, que não é controlado pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada e o mais importante que é o homem certo para comandar os destinos do país. Por fim, a tal senhora que queria o título de primeira mulher são-tomense a ganhar uma corrida presidencial, ou seja, Maria das Neves.

Vai ter de se contentar apenas com o rótulo de segunda mulher são-tomense a tentar atingir tamanho feito, mesmo que nos Estados Unidos da América as coisas pareçam estar bem encaminhadas para a democrata Hillary Clinton. Digo bem encaminhadas porque nunca se sabe, não venha o Trump convencer o equivalente à Comissão Eleitoral Nacional e o Tribunal Constitucional americano de que é ele o melhor para a América.

Brany Cunha Lisboa

 

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    Admirado Responder

    Caro escritor, o ultimo paragrafo deveria iniciar apartir de:Por fim… Obrigado pelo testo!

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    eleitor Responder

    Grande observação do panorama eleitoral Dr Cunha Lisboa. Continue, aprecio muito o seu trabalho. Força e bem haja.

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    Oliveira Responder

    Aonde fica Roça Batepa? Nunca ouvi falar de tal Roça

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    vicente Responder

    Meu caro Brany, é tanta a confusão nestas ultimas eleições que vi juristas catalogados como bons em S.Tomé e Príncipe confuso.se não for por egoísmo e os bilões de dobras gasto gasto em BANHO, o próprio Evaristo querendo as coisas claras devia pedir a repetição desta eleição para que realmente seja um presidente eleito com brilho.
    Nunca vi nenhum ladrão dizer que roubei e entra em mil desculpas e o tribunal o iliba como o estão fazendo agora. O Presidente da República tendo os CULHÔES a frente da calça que usa, deve tomar a melhor decisão política possível. Um decreto presidencial a anular estas eleições e marcar a outra para uma data possível.
    Evitemos as duvidas e as confusões na Democracia.

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    Eusebio Neto Responder

    Caro Sr Brany Cunha Lisboa
    Não tenciono tecer quaisquer considerações sobre seu legitimo trabalho. Interesse acrescentar e corrigir duas passagens do mesmo. Primeiro para convidar os leitores a reflectirem sobre o facto do Sr Dr José Bandeira ser Presidentes, repito Presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional. Por isso, tendo o Presidente do Tribunal Constitucional validado a realização das eleições, jamais o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça poderia validar as reivindicações dos outros candidatos. A correcção que me se oferece fazer é que a Maria das Neves é terceira mulher a concorrer as eleições presidenciais em S. Tomé e Príncipe. Alda Bandeira e Elsa Pinto também já tinham sido candidatas.

    Para terminar, dizer muito sinceramente que tenho rezado para que num futuro muito brevemente promessas e banho nenhuns consigam impedir-nos a experimentar ter uma senhora como presidente da república.

    Deus nos acuda.

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    victorino de oliveira ande Responder

    triste e saber que um pais pequeno com poucos habitantes com grande porporcao pra crescer, mas so aparece interesseiros para irequecer ilicitamemte fazendo tantas tramoias para ganhar, com banhos, lavagem de cnciencia, fraudes. objectivos e o que se ve la em sao tome uns muito ricos outros muitos pobres.~um pais disigual e injusto~mas Deus vai mudar a historia do nosso belo Pais, porque os santomenses merecem uma vida melhor
    Victorino Andre

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    escola Responder

    Rapaz (Brany Cunha Lisboa) você estudou aonde ? Em que País ? Que Universidade ? Volta para escola por favor. Tens que aprender mais. Ainda estás muito fraco. Por favor. Você é Doutor ? Doutor de verdade ? verdade mesmo ? Com este tipo de doutores não vamos a lado nenhum. sinceramente.

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      Diasporano.cv Responder

      Sr “escola”, quanta pobreza! Participar para mão dizer ” literalmente” nada,é melhor não fazer. O feitiço volta contra o feiticeiro – em escola o Sr estudou ou melhor, alguma vez estudou em alguma escola?.
      Cá por mil, é bastante interessante a reflexão do Brany, apesar de algumas falhas conceituais e de tecnica de escrita, se é a crónica que pretendia fazer.
      O Sr não acha que as eleições presidenciais, pela forma com tem decorrido, pelo sim e pelo não, não é um fato do quotidiano que merece ser refletido?
      Boa Brany,continue!

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    Awó Responder

    Dr Brany Cunha Lisboa, sua análise é interessante, mas eu estou mas de acordo com alguém que já comentou aqui, que essas eleições deviam ser anuladas e marcada uma nova data. Quanto ao texto propriamente dito está muito bem escrito. Tem algumas falhas, mas creio que é normal e mas deve melhorar continuando a escrever mais textos porque vejo que tem jeito para isso. Batepá é vila, mas para muitos é considerada uma roça também. Elsa Pinto uma vez mostrou intenção de ser candidata, mas depois desistiu da corrida, por isso pode-se considerar que não foi candidata às presidenciais. Continue a escrever, está no bom caminho. Não se preocupe com as críticas porque elas devem servir para fortalecer e melhorar as suas habilidades. Fui!

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    Nuno Menezes Responder

    Mais uma vez ca estou eu, logico e’ dar erro a escrever por falta de atencao, mais a forma de expressao deixa de ser erro, exemplo da vossa propria noticia.

    Um país em que um político com cerca de 20 anos de poder continua a almejá-lo um outro que todos garantem ser pau mandado

    Pau mandado… isso normalmente falo quando estou em casa com os amigos no trabalho com os colegas.

    Leio todos os dias jornais de Portugal Online como por exemplo:

    - http://www.correiodamanha.pt
    - http://www.Publico.pt
    - http://www.aeiou.pt

    E outros mais…

    O termo Pau mandado nunca vi ou li nestes mesmos jornais.
    A minha critica fica aqui para a melhoria,’e logico que existe bons jornalistas em sao tome, mais sim a forma de escrever, deixar de escrever a forma da nossa terra ser mais profissionais.

    Como assim?
    Em Portugal se vamos ver conheco pessoalmente jornalistas de nasceram e viveram no alentejo, e foram viver em lisboa trabalhar no mesmo ramo (jornalista).
    A forma de expressao de um alentejano, se o mesmo escrever a sua forma de expressao ou a falar nos os leitores nao percebemos, isso tambem acontece na Madeira que tambem pertence a Portugal, e Por fim somos todos Portugueses e com forma de expressao completamente diferentes.

    O Tela Non, jornal Online tirando essas situacoes, ‘e um bom jornal.
    Criticar ‘e apenas para a melhoria, tambem existe critica para danificar, neste caso escrevo para a melhoria.
    A personalidade mais alta do que a minha, ou mesmo a minha personalidade entra em choque,a forma apenas de expressao. Exemplo deixei mais em cima; em Portugal tambem existe forma de expressar da Madeira,algarve,Alentejo.

    Um abraco a todos.

    Fica aqui a dica.

    Nuno Menezes
    (Londres Inglaterra)

    Again ca I am, logical and ‘give error to write for lack of attention, plus the form of expression is no longer error, example of your own news.

    A country where a politician with about 20 years of power continues to crave it another guarantee that all be stooge

    Stooge … I usually talk when I’m at home with friends at work with colleagues.

    I read daily newspaper Portugal Online such as:

    - http://www.correiodamanha.pt
    - http://www.Publico.pt
    - http://www.aeiou.pt
    And other more …
    Pau warrant term never seen or read these same newspapers.
    My criticism is here to improve, ‘and logical that there is good journalists in sao tome, but rather how to write, not to write the form of our country to be more professional.

    As well?
    In Portugal if we see for conheco journalists born and lived in the Alentejo, and were living in Lisbon working in the same branch (reporter).
    The form of expression of a Alentejo, if the same write their form of expression or tell us readers not realize, this also happens in Madeira which also belong to Portugal, and finally we are all Portuguese and form of completely different expression .

    The Tela Non, Online newspaper taking these situations, ‘and a good newspaper.
    Criticizing ‘and only for improvement, there is also critical to damage, in this case writing for improvement.
    The higher personality than mine, or my personality clashes, the form only of expression. Example left longer on top; in Portugal there is also a way to express Madeira, Algarve, Alentejo.

    A hug to everyone.

    Here is the tip.

    Nuno Menezes
    (London, England)

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