Opinião

Elucidar sem Equivocar

É deveras preocupante a situação periclitante do Pais.

Para quilo que ouvi, vi, e li o governo do Sr. Patrice Trovoada com este  recente episódio telegrama uma sómensagem:

Estamos alegadamente a tentar implantar no Pais “O Kagamenismo e o Bongonismo”

De acordo com informações fidedignas, nestes regimes há alegações de desaparecimentos, ameaças, silenciamento e intimidações á oposição. inibição, amordaçamento da imprensa, controlo e supressão da comunicação social,  o que é caracterizado como terrorismo politico.

Consequentemente, a actual presença das tropas estrangeiras no território nacional, não está desassociada ao “copycat” destes regimes. É de recordar que o Ex-Presidente da República o Sr. Miguel da Cunha dos Anjos Lisboa Trovoada durante o exercício das suas funções alegadamente tencionava colocar no Pais tropas Marroquinas, o que fora sobejamente do conhecimento público.

Com a presença actual das botas Ruandêsas ao convite do presente governo liderado pelo Sr. Patrice Emery Trovoada, alegadamente violando o prazo estipulado por lei da permanência dos militares Ruandêses no Pais,  não é de estranhar o apetite desenfreado dos Trovoadas em relação as forças estrangeiras para operarem no Pais.  Mais sim tem sido notório, e é de questionar a integridade da soberania nacional, segurança e paz dos Santomenses, quando os Trovoadas estão no Poder.

Outrora ninguém questionava a legitimidade dos Trovoadas em usufruir um pouco do direito de governação, por terem participado na luta pela Independência Nacional. Mas da forma como o têm feito, sob os auspícios de uma vendeta e de eleição alegadamente fraudulenta,   pondo em causa a Paz e a Segurança Nacional com uma explícita falta de patriotismo, invalida esse direito.   Presidiram e governam com uma ditadura mascarada, rancor, arrogância, prepotência, opressão exclusão e intimidação. Estão cheios de astúcias maquiavélicas, expelindo veneno,  ódio visceral e vingança dividindo assim os Santomenses.

Ora, uma casa dividida em si mesma, não prevalecerá devido a insistência e a persistência dos malfeitores que abalarão as suas fundações. Assim como, contra factos não há argumentos contra força não há resistência. Mas o que é certo é que   São Tome e Príncipe é um Pais caracterizado como pacifico e não precisa das lições do genocídio Ruandês. Por outro lado, onde é que já se viu as nossas tropas receberem ordens e instruções das tropas estrangeiras-Ruandesas actuando como se fossem autênticas marionetes. Despidos de qualquer capacidade de discernimento entre o correcto e o errado em relação as nossas leis.

Isto é deveras periclitante…

O alegado nervosismo do chefe do governo, durante a comunicação a imprensa estatal,   gesticulando os membros superiores comunicando uma linguagem corporal errática, prova e projecta que o plano de exercício de segurança delineado  pelo  seu governo,  não decorreu como o previsto tendo o incidente desencadeado e desvendado algo pouco ortodoxo.

É deveras preocupante  que perante o presente cenário dizer-se que “não há problemas” “não há drama” e que o sucedido “é uma questão perfeitamente normal”. Só os sociopatas e psicopatas têm uma consciência tão cauterizada para não reconhecerem a gravidade do sucedido.

Se é genuína a intenção de proteger os dirigentes e as instituições do estado, o que se duvida pelos motivos ulteriores, porquê que os deputados não foram atempada e devidamente informados? Se o assunto fora planeado com uma informação prévia a Assembleia Nacional como alega o Sr. Primeiro-ministro,   é óbvio que alguns deputados não ficariam surpreendidos. Assembleia Nacional é um órgão de soberania, em que pela primeira vez em toda sua história estava a ser testada na matéria de segurança.

Este assunto poderia ter sido apaziguado com uma nota ou conferência de imprensa por parte da entidade competente que esclarecesse e clarificasse o assunto sem grandes alaridos.

Era imperativo, no mínimo expectável e recomendável que o Sr. Primeiro-ministro,   explicando sem complicar, aproveitasse as antenas da comunicação social estatal para pedir desculpas aos deputados visados e lesados pela ocorrência.

Se eventualmente ficar confirmada a negligência na tramitação da informação pelos serviços competentes e administrativos da Assembleia Nacional, e tendo causado todo esse pandemónio,  é  infeliz o ataque ao Reverendíssimo Bispo.   E por ser um Português, faz levantar as sobrancelhas, porque ao longo da história Portugal tem sido um aliado e defensor feroz dos Trovoadas, quer ao pai e quer o filho, apoiando indefectivelmente as suas sucessivas lideranças.

Isto faz recordar, que na política não há amigos ou inimigos permanentes, mais sim os interesses é que são permanentes.

Os registos e as evidências provam e demonstram que, aquando da campanha eleitoral para  últimas eleições legislativas ocorridas no Pais, um Euro-deputado Português acompanhou a deslocação do Sr. Patrice Trovoada a São Tome, cujos custos de viagem foram pagas por este, pese embora o mesmo ter sido alegadamente  acusado de peculato e como foragido da justiça.

Não é curial imputar culpa e responsabilidade ao Bispo pelas suas afirmações, em relação ao desajeitado e maluco exercício de segurança ao Parlamento. Quer queira, quer não, concorde ou discorde com a posição ou opinião do líder da Diocese Nacional.   Não justifica um ataque bárbaro sem precedentes ao  Bispo e ao Magistério da Igreja Católica, simplesmente por se levantar questões pertinentes tais como:

E porquê agora, e neste período, a casa parlamentar, a escolha para este tipo de exercício? E quando Assembleia Nacional por inerência de funções tem a incumbência de fiscalizar as actividades do governo.

Porquê agora, e numa altura em que, o Pais vive tempos difíceis em toda a sua história democrática,   com tensões e tumultos de crise político-constitucional?

Porquê todo esse aparato sob o subterfúgio de segurança quando o Pais caminha a passos largos para as próximas eleições autárquicas, legislativas e regionais?

É previsível  que todo esse expediente está em consonância e enquadra-se num alegado plano do ADI o partido no poder,  para prevalecer no poder até os próximos 25 anos.

Os verdadeiros filhos da Nação,  nascidos no Pais, imbuídos de espírito revolucionário “descendentes de grandes mentes e brilhantes”, cujo o sangue politico correm nas veias, são bem informados, educados, adultos e cultos que vêem para além do horizonte e não permitirão a instalação de uma nova ditadura no Pais e muito menos o engano e a opressão dos falsos messias.

Nestes termos dou por finda a minha intervenção.

Com os Cumprimentos,

Heleno Mendes

    12 comentários

12 comentários

  1. vicente

    7 de Setembro de 2017 as 1:09

    Tudo que está acontecendo em S.Tomé e Príncipe com a tendência a ditadura me faz lembrar os grandes ditadores africanos como MOBUTU, IDIAMIN DADA e outros que martirizaram o seu povo, Morreram desgraçados e sem glória e eram nacionais. Imaginem Patrice Trovoada que é filho do pai que não é pai que é filho da mãe que não é mãe. Não tem sangue nem sentimento Samtomense. Não lhe importa torturar, matar, e assassinar.
    Coitado dos ADIstas que lhe está lambendoo c… quando ele se for embora com que cara ficaram?

    • MIGBAI

      8 de Setembro de 2017 as 15:26

      Caro VICENTE.
      Quando diz “….e outros que martirizaram o seu povo….” claro que se está a referir ao ditador pinto da costa e o seu mlstp, que nos impôs uma ditadura de 15 anos em nome da independência, da qual foi o que maior proveito tirou.
      É isso que quis dizer não foi VICENTE.
      Pois se foi isso, disse muito bem!
      Saúde

      • Martelo da Justiça

        17 de Setembro de 2017 as 12:19

        MIGBAI, não se esquece que o Miguel Trovoada estava também incluído no Grupo dos criadores dessa ditadura dos 15 anos. Como ele queria ser o Primeiro Presidente de STP e não o conseguiu porque os seus pares não o deixaram, porque sabiam quem era ele, em certo momento, ele vitimizou-se e tornou-se um falso democrata. De certo modo os seus cálculos resultaram e veio a ser Presidente da Republica mais tarde. Por isso é que a primeira medida que tomou numa clara intolerância próprio de um ditador foi demitir o primeiro Governo de PCD democraticamente eleito para ter o controlo absoluto do Pais, criando o seu Partido ADI. É esse o democrata que esta a sugerir?
        Caro MIGBAI, não sei qual é a sua idade mas tem a obrigação de conhecer a nossa história bem como a dos PALOP. Lembra-se que devido o contexto politico que se vivia por ocasião da independência, todos os PALOPs instalaram um regime de Partido único nos seus Países. Porque é que se preocupa tanto o facto de termos vivido os 15 anos de governação também num regime de Partido único em São Tomé e Príncipe? Não se esqueça também que STP foi o primeiro Pais dos 5 que decidiu optar pelo regime multipartidário. Lembro-me que naquela altura os nossos amigos de Cabo Verde e Angola não gostaram muito dessa decisão. Eu pergunto, porque que não se valoriza isto?
        Pedro Pires foi um dos dirigentes de Cabo-Verde na altura de Partido único mas não se esqueça que foi um dos melhores Presidentes do seu Pais num contexto do multipartidarismo até ganhou o premio Mo Ibraim.
        Tem acontecido com este Governo de Patrice Trovoada manifestações preocupantes em relação a liberdade de expressão e de imprensa. Bufarias, intimidações, Intrigas amordaçamento da imprensa, odio, corrupção, divisão dos santomenses em pequenos e grandes, introdução de tropas estrangeiros que não tem nada a ver com as nossas realidades, quando temos já no Pais os portugueses, americanos, brasileiros, enfim, algumas das situações que nem no tempo de Partido único acontecia. Não lhe preocupa tudo isto? É preciso estarmos alerta. As grandes ditaduras começaram assim. Espero bem que de um dia para outro não acordemos numa realidade que não desejaríamos, porque essa democracia custou muito a conquistar. . Termino com as minhas felicitação ao Heleno Mendes, pessoa que conheço bem, pelo brilhante artigo. Estas longe de São Tomé e Príncipe podes escrever com todo a liberdade exercendo o teu direito de cidadania. Já eu não o posso fazer por sofreria represálias. Por isso é que vou-me mantendo no ANONIMATO. Não é uma questão de cobardia mas sim de estratégia numa fase da vida. Devo deixar muito claro que nunca aproveitarei do anonimato para insultar, caluniar, ofender ou dizer coisas não convenientes. Quero apenas exercer o meu direito de cidadania.

        • MIGBAI

          18 de Setembro de 2017 as 11:24

          Meu caro “Martelo da Justiça”.
          Estou de acordo com tudo o que o meu caro diz, subscrevo completamente tudo a partir do momento em que começa a escrever ” Tem acontecido com este Governo de Patrice Trovoada manifestações preocupantes em relação a liberdade………”
          Anteriormente noutros comentários chamei a atenção para os princípios de uma nova ditadura que se avizinhava a paços largos e fui amplamente criticado.
          Afinal já somos dois a ter a noção do que nos poderá acontecer em pouco tempo.
          Contudo e sobre a ditadura que nos foi imposta.
          Também não sei a sua idade mas dentro de mim existe uma revolta incontrolável desde esses tempos em que a ditadura a todos oprimiu, excepto a quem tomou as rédeas do poder numa independência que nos foi oferecida.
          pinto da costa fez e desfez á sua maneira em STP, com base nas ideias que carregou de um pais que até deixou de existir, pura e simplesmente desapareceu como pais, e que se dizia democrático.
          Ou seja, ele foi beber ideologias políticas num pais fantoche, e que por ser isso mesmo, desapareceu do mapa.
          Contudo, ele aplicou ao povo de STP, essas ideologias que só nos presenteou com desgraças, roubos e miséria.
          É verdade sim, que ele se apercebeu que o descalabro tinha-se abatido em STP, e mudou a ditadura para uma democracia com algum ceticismo por parte de outros países que tinham uma ditadura imposta com base na liberdade que invocavam para o povo, mas a verdade pura e simples é que, a asneira já estava feita, e a desgraça implantada para durar até aos dias de hoje em STP.
          Será que o pinto da costa com a sua formação académica não se apercebeu da inviabilidade de STP ser um pais independente? Será que era difícil verificar e entender que não se tinha estruturas empresariais suficientemente fortes para suportar o pais? Será que ele não via que as nacionalizações e o retalhar as roças era o princípio do fim de STP, e como tal devia ter impedido isso?
          Será que ele era tão burro ao ponto de pensar que podíamos sobreviver sem andarmos todos de mãos estendidas aos estrangeiros pedindo dinheiro, comida, assistência médica, etc.,etc.,etc..
          Repare que nós só somos auto-suficientes na produção de cerveja, mas até o malte e os administradores tem de vir do estrangeiro para a fabrica funcionar.
          Então afinal o que é ser, ou, pertencer a um pais independente?
          Eu, embora negro, era português e hoje, se ainda o fosse pertencia à um pais evoluído e democrático, onde os trabalhadores são muito mais protegidos pela Lei que os trabalhadores de STP.
          Se eu ainda fosse português, estaria a viver numa região autónoma, com governo autónomo de pessoas de STP, com representantes eleitos pelo povo de STP numa assembleia de STP.
          Teria representantes de São Tomé e Príncipe eleitos pelo povo na Assembleia da Republica Portuguesa, para defenderem a região autónoma de STP.
          Se eu ainda fosse português, estaria com a minha família a viver em STP, numa região que absorvia fundos europeus para o desenvolvimento das ilhas.
          Mas, como já não sou português, porque me tiraram a nacionalidade e impuseram-me uma outra, o resultado é que tenho a minha família perdida pela europa em busca de trabalho, tenho um pais cheio de buracos, podridão e maus cheiros, tenho um pais que quem quiser viver mais um pouco tem que procurar assistência médica no estrangeiro e acima de tudo, vivo num pais imposto pelo pinto da costa, que vive de misericórdia dos estrangeiros.
          Meu caro “Martelo da Justiça”, como acima lhe disse e que o meu caro também sente na pele, não me posso identificar e como tal vivo no anonimato, só que o meu anonimato é desde o dia da malograda independência.
          Teremos que ter um dia alguém no governo que tenha uma visão clara da nossa miséria e tenha compaixão deste povo, e que não olhe somente para a conta bancária.
          Quando esse alguém chegar, iremos de novo ter com quem nos deu um pais e pediremos a reunificação.
          Esse é o caminho ÚNICO para sairmos da miséria e sermos reconhecidos mundialmente como pessoas inteligentes, que sabem, que o isolamento das ilhas e a sua diminuta área ou seja, a sua pequenez aliada á inexistência de empreendedorismo dos seus pobres habitantes, será sempre um fator impeditivo do desenvolvimento.
          E quem pensar o contrário está errado, ou é mais um oportunista a explorar o pouco ou quase nada que existe em STP, como o foi pinto da costa
          Se pinto da costa é um democrático como diz o “Martelo da Justiça”, ele que devolva os imóveis que roubo aos seus legítimos donos, respeitando assim a propriedade privada, um dos pilares em que assenta a democracia.
          Um forte abraço.

          • STP Think-Tank

            19 de Setembro de 2017 as 10:52

            Sinto–me compelido a reagir a este comentário, para dizer que é veementemente repugnante, moralmente vexatório, soberana e intelectualmente anti-patriótico, quando um cidadão nacional, ataca o valor da independência do seu próprio Pais, não obstante a forma como ela teria sido conquistada.

            Expressar uma nostalgia e saudosismo da era do jugo colonial em total desprezo e desrespeito vil pelo sangue derramado dos martires da liberdade e o traumatismo dos sobrevicentes de 1953, que são testemunhas oculares das atrocidades do fascismo, racismos e cinismo e a opressão do Salazarismo, reflete a falta de conhecimento da nossa história. Não quererá voluntariamente apaga-la com uma boracha, a não ser por mera ignorancia se assim o for será perdoado.

            A sua narativa é conducente com a linha de pensamento da antiga Civica que outrora defendiam ferozmente a independência parcial. (Triste) Faço o recordar de que a independência total foi e será sempre” O Glorioso Canto do Povo”. Devido a mesma, embora ainda somente politica, precisamente hoje as nossas mulheres podem celebrar o 19 de Setembro.

            É preciso frisar que a dimensão da superfice territorial e a insularidade não devem servir de desculpas para retroceder ao passado ou ter uma visão retrograda.

            Ultimamente um deputado da bancada parlamentar da ADI numa das suas intervenções referiu-se que “o problema de São Tome e Principe é que as pessoas têm muitos filhos”, quando o próprio e o chefe do governo alegadamente também têm muitos filhos.
            É uma hipocrisia desdobrada de dupla dose. Foram eleitos pelo Povo para servir e resolver os problemas do Povo. Porém, prometem mas não cumprem, se o fizerem será aos solavancos e desculpam-se, escamoteando a verdade.

            O mesmo deputado falou enquanto jurista e escrevo enquanto economista, de que em termos economicos, por paradoxal que pareça o aumento da população, sobre tudo a activa em momento nenhum, deve ser considerada como um fardo ou entrave ao desenvolvimento do Pais. Outrossim, um elemento catalisador do seu crescimento economico dependendo da forma como o Governo fará a gestão dessa Polulação para relançar a sua economia.

            Construamos com as nossas próprias mentes uma Pátria renova.
            Um bem haja!

          • Martelo da Justiça

            19 de Setembro de 2017 as 14:00

            MIGBAI, porque é que esta assim tão agarrado ao passado. Vê-se mesmo que és muito novo e contaram-lhe a história de São Tomé e Príncipe de forma muito deturpada. É pena!!
            Peço-lhe de se preocupar com o presente porque hoje, com esse Governo de Patrice Trovoada, temos uma ditadura disfarçada em democracia e que está a comprometer o nosso desenvolvimento e o nosso futuro. Os outros foram castigados nas urna por todos os erros que cometeram. Os atuais prometeram-nos corrigir tudo e fazer o melhor. Não é nada disso que estamos a constatar. Por isso é que não devemos cansar do os criticar ainda que não gostem porque na democracia é mesmo assim.
            Sinceramente escreveu tanto e não disse quase nada. Vê-la se se explique melhor para a próxima vez. Abraços. .

          • MIGBAI

            20 de Setembro de 2017 as 12:42

            STP Think-Tank
            Quem és tu para falares em nome do povo?
            Mas alguém te passou procuração para falares em nome da população de STP?
            Tu vens falar em nome de quem ó espertalhão revolucionário indignado?
            Tudo o que aqui disseste não passa de quem tem barriga grande de tanto comer á conta da independência.
            Esse discurso de revolucionário protetor dos oprimidos é que é repugnante e revoltante.
            O que sabes tu de 1953?
            Sabes unicamente o que te disseram e te dizem e querem que tu saibas.
            Quantos morreram ás mãos do pinto da costa e da cívica após a independência?
            Não sabes dizer, não é covarde, porque tu, e tantos como tu, se arrogam possuírem o dom da verdade e de comungarem de ideias revolucionárias que surgem após Portugal oferecer as ilhas a meia dúzia de colonos pretos.
            Na verdade era Portugal que deveria ser incriminado internacionalmente pela esperteza em dar as ilhas e livrar-se deste inferno cheio de analfabetos e oportunistas como tu.
            Tu não tens culpa de ser cego, pois talvez tenhas nascido assim e como tal, para ti, tudo vale desde que mantenhas a tua dose diária de comida regada com vinho.
            Um referendo deveria ser efetuado ao povo, e tenho a certeza que nem todos, ou mesmo a maioria não concorda com essa tua lábia/conversa de indignado.
            Não venha para aqui falar em nome de quem nunca te passou qualquer procuração.
            Tome juízo pois já deve ter idade para isso.
            E já agora tu sabes o que estás a falar quando te referes á Cívica??
            Não sabes e nem deves saber o que isso foi.

            Meu caro”MARTELO DA JUSTICA”
            Só umas poucas palavrinhas.
            Sobre a minha idade, acredite que é verdade, atualmente sou dos mais velhos que já sabia o que queria em 1953.
            Espero que isto lhe diga tudo sobre a minha idade.
            Agora sobre o momento que estamos a viver.
            Eu já anteriormente tinha focado que estávamos a trilhar um caminho muito perigoso, que nos levava inevitavelmente para uma possível ditadura.
            Bom, a verdade meu caro amigo é que passado alguns meses após a posse deste governo podíamos verificar este desfecho que assistimos hoje em dia.
            E acredite meu caro ” Martelo da Justiça” que muito chamei a atenção de várias individualidades, e sabe o que aconteceu?? Alguns passaram-se logo para a ADI mantendo assim aquilo que se chama o status que possuíam até ali.
            Como está a ver meu caro, estamos num pais de oportunistas, basta reparar para a indigna indignação do coitado do STP Think-Tank, para termos a noção do que é este pais, que tanto mudou com a monstruosa e oportunista independência, sem se ter consultado o povo em referendo.
            Aquele abraço de sempre.

  2. Riboqueano

    7 de Setembro de 2017 as 8:03

    Gostei, sim senhor!!! Boa explanação.

  3. Vexado

    7 de Setembro de 2017 as 13:42

    Todos sabemos o que o senhor bala, Varela Levy, Watson dizem por aí: mais 10 anos. Agora para os 10 anos serem efectivos há que fazer batota na secretaria como outros fizeram, mas dessa vez com mais sofisticação. As leis.
    Cabe a oposição federal o seu papel e botar um stop no ditadorzinho do adi, onde ele peida, mesmo cheirando mal, não se diz nada.

    Patrice não trabalha, manda trabalhar…

  4. Alberto d' Oliveira

    9 de Setembro de 2017 as 14:13

    Excelente! Não queria que desse por finda o seu artigo- fizeste a caracterização de São Tomé e Príncipe real.
    Temos um criminoso e traficante de armas no poder, Patrice Trovoada. Sem agenda política, nem plano para o desenvolvimento, vive extorquindo o estado e cidadão são -tomense que contribui para o cofre do Estado, viagem e viagem sem retorno. De facto é preciso ver para crer, tanta doação que o país recebeu de parceiros internacionais e bilaterais para melhorar a situação de vida da população e bem-estar dos cidadãos, vive-se numa falência e ingerência total de estado. Apelidado de messias e sem formacão superior alimenta-se da corrupção e prepotência aos demais que o rodeia- abuso de poder. Tanta queixa-crime cometido pelo larápio (Patrice Trovoada ), o tribunal e Procuradoria-geral da República continua sonegando. O regime concentrado de poder sem margem de pluralidade de expressao, vive-se um clima de terror e ditadura silenciosa em São Tomé e Príncipe, perpetrado pelo Patrice Trovoada filho do ex-presidente da República de São Tomé e Príncipe Miguel dos Anjos Cunha Lisboa Trovoada. Ainda menino, Patrice Trovoada conseguiu levantar o avultado valor em cheque sem autorizacao do pai, referente ao negócio feito pela retirada da China Popular e entrada de Taiwan. O que se espera desta personalidade corrupta e prepotente para o bem-estar do povo? Alguém que me responda sobre o resultado do STPin London e donativos da União Europeia, Banco Mundial kwetiano. Os nossos parceiros multilaterais e bilaterais estão cientes e consciente disto, mas o mundo é corrupto. É um círculo. Santo Tomé e Santo António cuidai de nós.

  5. STP THINK-TANK

    21 de Setembro de 2017 as 9:31

    A forma como o “anonimo MIGBAI” comenta não se quer deveria ter mérito a resposta.
    Todavia, me apraz-me dizer o seguinte:

    1. Não preciso de procuração nenhuma, enquanto cidadão de pleno direito, adulto, culto e normal para opinar em quaisquer que sejam os assuntos atinetes ao pais de origem, muito menos para alguém que desempenhou cargos de responsabilidade; A não ser que me queira tirar forçosamente este direito.

    2. São Tome e Principe ao longo da sua história conheceu três grandes traições:
    Traição ao Rei Amador, traição do então famoso José Brigada e por ultimo a traição ao primeiro presidente da republica nos primórdios da independência.

    Como parte do nosso passado, fará sempre o nosso futuro, não me supreende, nestes tempos, observar um aumento crescente de traidores da Pátria. Estes sim são oportunistas e hipocritas! Sugerir referendar a independência nacional com um sulfrágio universal revela e demonstra uma traição a soberania nacional. Mas o que me supreende e provalvelmente me indigna, é a forma tão vigorosamente apaixonada como defende o colonialismo. Até fica-se com a impressão de que hipoteticamente, possa ser que seja um duplo agente ao serviço da secreta portuguesa. Olhe, atenção que possa ser que existam muitos por ai.. Faço-o recordar de que o proprio Povo Português fora vitima da ditadura de Salazar, por isso orgulham-se muito do 25 de Abril. Não tendo nada contra Portugal e os Portuguêses digo, não há nada que pague a liberdade…

    Não se deve ceder e retroceder, somente pelo facto de haver dificuldades, vicissitudes e peripécias no percurso ao desenvolvimento e querer vender a liberdade de um Povo. Possa ser que também seja disto que o Bispo tenha medo.

    No sentido lato da palavra, deixemos que outros julguem quem é real e verdadeiramente cego. Se é aquele que adapta-se e contorna os obstáculos ou aquele que teme, cede, e retrocede! Termino dizendo que não são para os fracos nem aos cobardes as graças e os mimos da fortuna… Um bem Haja!

    • MIGBAI

      21 de Setembro de 2017 as 11:24

      Só para terminar os diálogos que já vão longos.
      Nunca viu nem nunca poderá ver qualquer comentário meu a defender o colonialismo.
      O que pode ter visto por mim escrito é que nunca existiu colonialismo português em STP, porque estas ilhas foram descobertas por eles, e assim povoaram-nas.
      Sobre eu ser um possível “duplo agente ao serviço da secreta portuguesa” e que eu ao ” Sugerir referendar a independência nacional com um sufrágio universal revela e demonstra uma traição a soberania nacional”, só prova que és mesmo um ignorante político formatado com ideias comunistas e que revelas uma tendências para viveres em ditaduras de partidos únicos.
      Tu sim és um traidor á democracia, pois desconheces ou não queres aceitar que, em democracia não existem traidores existem sim, opiniões diferentes.
      Traidores ou essa expressão, é conversa das ditaduras do proletariado, para colocarem as pessoas em campos de concentração ou executadas em prisões ou campos de reeducação.
      Chamar-me de traidor é normal nos teus comentários subtis mas repletos de doutrina marxsista / leninista.
      E por fim dizeres que sou um agente duplo ao serviço da secreta portuguesa, só demonstra a tua ignorância e estupidez.
      Se os portugueses quisessem ficar de pleno direito com as ilhas, não as tinham oferecido de bandeja.
      Eles deram as ilhas de bandeja porque as mesmas eram inviáveis economicamente e o paludismo existente dos mais agressivos.
      STP para eles seria sempre um peso morto e como tal livraram-se com uma independência deste incomodo, para além de ficarem bem vistos internacionalmente.
      Ou tu penas que o exército português na altura não tinha poder para manter as ilhas como seu território.
      Coitado, a doutrina comunista está a dar cabo de ti, com a lavagem cerebral que te deram.
      Por fim aprende como se faz uma independência com o povo da Catalunha em Espanha, seu “STP THINK-TANK”.
      Querem que o povo da Catalunha, em referendo, se pronuncie se quer a independência, ou se quer continuar com a Espanha.
      Não tarda o teu discurso “STP THINK-TANK” a chamar traidores ao povo da Catalunha, por quererem em referendo decidir o seu futuro.
      Pela última vez APRENDE “STP THINK-TANK”, em democracia não existem traidores, existem sim opiniões diferentes, que têm que ser respeitadas, já que, o que hoje pode ser ilegal, amanhã pode ser dia de feriado nacional.

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