A necessidade de cultura de boas práticas agrícolas…..

A necessidade de cultura de boas práticas agrícolas, na transformação e comercialização dos produtos e o controlo dos produtos importados/exportados.

Agricultura metodologias utilizadas para cultivar plantas de modo a obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, para embelezamento, jardinagem, conservação das espécies, parques de lazer.

Agricultura – Agropecuária processo de produção vegetal e animal.

Agricultura familiar o cultivo da terra realizado por pequenos agricultores, tendo como mão-de-obra o braço familiar, em contraste com a agricultura empresarial em que a mão-de-obra utilizada são os trabalhadores contratados, fixos ou temporários, em propriedades médias ou grandes.

Seguranças Alimentar quando seres humanos têm a qualquer momento acesso físico e económico a uma alimentação saudável e nutritiva que lhes permitem satisfazer as suas necessidades energéticas.

Transformação-mudança, qualquer tipo de alteração que modifica ou dá uma nova forma a um produto, a um bem, acrescento de mais-valia comercial.

Comercializar- ação de vender, de por a venda.

Quando observamos as nossas paisagens agrícolas, apercebemos da pratica de uma agricultura de subsistência de caris familiar, em que os agricultores dispõem de uma parcela de terra, onde cultivam produzem legumes frutas cereais ao céu aberto sem vedações, para a comercialização nos diversos mercados municipais para o sustento familiar, onde há presença e convivência com animais, cães, porcos, galinhas, patos, cabras, animais soltos, onde há presença passagens de pessoas estranhas dentro da propriedade parcela agrícola em que alguns urinam e defecam ao ar livre, por vezes existência de latrinas perto das áreas de cultivo, parcela, observa-se a utilização de cestos, caixas para colheita e transporte de produtos agrícolas no chão junto ao pó/terra/lama, agricultores sem luvas, mão sem higienização na colheita, agricultor descalço, sem utilização de botas, utilização de enxadas, machins, enferrujados, a regas feita com latas de agua, etc., etc.,…salvo exceções, todo o processo de cultivo produção agrícola feito sem observação mínima organização e observância de regras de segurança e boas praticas agrícolas, de transportes e armazenamento e comercialização.

Temos as roças que foram distribuídas em parcelas a alguns senhores com influência politica, aos pequenos empresários, médios empresários, mas que pouco cuidado ou preocupação têm com que está debaixo do solo, do subsolo, cuidados com a fauna e flora nacional de nada percebem ou querem perceber, assim temos o caso dos rios, em que a água que correndo leito nada sabemos sobre a sua qualidade/características, muitas vezes aproveitadas pela população a montante e jusante para lavar roupa, beber, cozinhar, tomar banho, para rega, para urinar e defecar e pelas empresas para descargas indústrias, etc.,…temos o caso muitas vezes de não controlo, falta de conhecimento das pragas, temos o corte abate indiscriminados das arvores, com consequências a nível do desaparecimento do substrato solo, a fauna e flora nacional, juntando a falta de produtividade agrícola, casos de abandono das roças, ou parcelas.

Na reforma fundiária 2007 foram distribuídas 28367,48 hectares de terra arável no País.

Sendo que 69,7% foram distribuídos para os pequenos agricultores, 0,2% aos médios empresários e outros cidadãos 30,1%

O fraco aproveitamento que se tem verificado ao longo dos anos últimos nas parcelas terras, das antigas roças coloniais tem a ver com ausência de registos de propriedades das terras distribuídas, a falta de boa gestão de poder económica nas empresas, o facto de algum proprietário provirem da esfera elite politica nacional mas que de nada percebem de gestão trabalho agrícola agro-industrial virada para a economia do mercado, lacunas na legislação de terras devido a fraca organização dos serviços de cadastros, instituição vazio legislativo na modalidade de concessão temporária de titulo de terra, o que leva à falta de garantias e baixos investimentos de terras, juntando a ausência de planos ordenamentos do territórios local, distrital, regional, nacional, quer urbano, quer agrícola, quer pecuário, quer pesqueiro, quer industrial, tanto no mar como na terra, pois que torna-se imperioso que nos organizemos neste sentido.

Somos um País (Território/População/Administração), pobre onde mais de metade da nossa população vive com menos de um dólar euro dia, logo necessidade de produzir alimentos com qualidades e obter uma alimentação equilibrada é fundamental para a nossa saúde, para o desenvolvimento e segurança alimentar na nossa sociedade, neste sentido a qualidade/quantidade dos alimentos que produzimos, que importamos (razão para efetuarmos o controlo), que exportamos, que ingerimos é de importância extrema.

A falta de determinados alimentos proteicos, nutrícios a nascença, durante a fase de crescimentos das nossas crianças leva carência de determinadas vitaminas ao desenvolvimento de doenças como as anemias, frequente nas nossas crianças e na Africa de forma geral.

As doenças como a obesidade, o cancro e o AVC/Trombose, tensão alta, diabetes etc.,… estão ligadas muitas vezes a má alimentação, consumo elevado de gorduras (principalmente as saturadas) colesteróis, álcool, tabaco, sedentarismos, etc., etc…

O nosso País (Território/População/Administração) tem potencialidades agrícolas, marítimas ainda exploráveis,…para fazer do sector agrícola, pecuário e marítimo fontes de rendimentos, sectores prósperos sustentáveis e rentáveis para a economia nacional.

Segundo dados do Banco Mundial

-2014-produzimos 720 toneladas de cereais essencialmente milho

- 2013 – 3.500 Toneladas de óleo de dendê

-2013- 41.120 Toneladas de bananas,

-2013-2.617 Toneladas de grão de cacau

Para outras culturas como citrinos, batata, soja, chá, óleos de girassol, hortaliças, as frutas, etc.,… os dados serem desconhecidos, o que implica que nada sabemos sobre os mesmos para referidas datas.

Segundo ainda dados do Banco Mundial-FAO, a superfície utilizada para cultivo produção de cereais-milho em hectares em 2013, foi de somente 1350 hectares, 1 hectare equivale a 10.000 metros quadrados, “1 hectare equivale a aproximadamente 1 campo de futebol” sendo que o rendimento de produção cereais- milho (kg-hectare) foi de somente 575 kg.

De frisar de temos um país Território/População/Administração, com uma área de superfície equivalente a 1002 km2, exceto mar.

A contribuição do sector agrícola – valor acrescentado para o PIB no ano de 2014, foi de somente 23.18%, segundo dados do Banco Mundial-FAO.

Segundo dados do Banco Mundial-FAO, a percentagem da população empregada do sector agrícola em 2012 era de 26,10%.

Uma abordagem aos dados do INE-STP para recenseamento da população habitação 2012;

Nível e repartição da população empregada por ramo e setor de atividade

“… mais de metade da população empregada com 15 anos ou mais, ou seja, 52,7% trabalha no sector terciário, com uma grande diferença entre os sexos (Gráfico 4.5.1). Entre as mulheres 67,6%, estão empregadas neste sector contra 43,5% no seio dos homens.”

“ Por outro lado, o sector secundário é pouco relevante entre as mulheres, pois apenas, 9,8% trabalham neste sector. Já entre os homens regista-se uma percentagem importante (21,4%).”

“ O setor primário abarca 24,2% dessa população, sendo 29,7% entre os homens e 15,4% entre as mulheres.”

O que reflete a necessidade de formação, qualificação, a falta de rendimento, a falta empregos, vocacionado para classe feminina no sector agrícola nacional. A transformação pode e deve ser o eixo de ligação.

Na pecuária de vacas e búfalos para alimentação de uma população estimada em 186 342 habitantes, segundo dados do Banco Mundial-FAO a produção no ano 2014, foi de somente 1200 por cabeça, a produção de ovinos e caprinos foi de somente 8900 por cabeça, aves domesticas a produção foi de somente 302 (1000) por cabeça, o que espelha bem o caminho que temos pela frente, na ausência de empresas e empresários (falta de incubação de empreendedorismo) de média dimensão na produção Agro-Horto-Frutícola, para a satisfação das necessidades alimentares, segurança alimentar de uma população ainda em crescimento.

O cultivo e produção de frutas, jacas, carambolas, framboesas/hortaliças, flores, plantas com propriedades medicinais (utilizadas nos laboratórios internacionais para incorporação de mais valias-para fazer medicamentos, medicamentos estes que voltam a ser-nos vendidos a preços de ouro tal qual os chocolates) cacau, chás, cafés, os cereais, milhos, arroz, etc, etc,… deve envolver diversas fases, a higiene do local do cultivo, do terreno de plantio e colheita, as escolhas das matérias-primas, sementes para o cultivo, a escolha de adubos/fertilizantes, a preparação do terreno, a exposição a radiação solar, a salinização dos solos, desmineralização ou mineralização dos solos, modos de regas, os modos de aplicação de adubos, fertilizantes, pesticidas, os fatores de clima, a chuva, agua, vento, a temperatura, seguidos de processos da venda, comercialização final do produto, quer em forma natural fresco ou por associação de valor acrescentado/transformação.

De frisar que em cada uma destas fases, podem ocorrer contaminação, quer química, quer física ou micro­biológica que levam ao aparecimento de doenças a putrefação detioração dos alimentos e por conseguinte põem causa à saúde dos nossos consumidores, da população, logo por em causa a saúde pública nacional, durante o cultivo produção de alimentos podem ocorrer diversos tipos de contaminação.

A contaminação mi­crobiológica esta relacionada com a utilização da água contaminada para regas, para a lavagem dos géneros alimentícios após a colheita, durante a manipulação dos alimentos nas colheitas e durante a manipulação na comercialização, enquanto a contaminação química é resultante de processos de má aplicação de adubos agrícolas, pesticidas, fertilizantes químicos, etc.,… juntando as causas naturais, as alterações climáticas, a subida do nível do mar, as secas, as chuvas acidas, a contaminação dos solos e subsolos, as pragas etc.,…

Perante estes desafios, a introdução de boas praticas agrícolas, planos de ações, regras, rigor, incremento de medidas de controlos no cultivo produção de alimentos, o controlo fitossanitários, o controlo higio-sanitários, tais como segurança higiene no cultivo, a segurança ambiental na produção de frutas e hortaliças, bananas, mandioca, a matabala, flores, plantas com propriedades medicinais (utilizadas nos laboratórios internacionais para incorporação de mais valias-para fazer medicamentos, utilizadas muitas vezes na nossa culinária), do cacau, chás, cafés, cereais, milho, arroz, etc., etc.,… no País (Território/População/Administração), requer a utilização de conhecimentos metodologias e técnicas procedimentos de boas praticas no cultivo produção agrícola inicial a montante para a garantia dos processos de transformação, de vendas/comercialização, exportação, a jusante tendo como pano de fundo a segurança alimentar, a qualidade dos alimentos produzidos, o bem-estar a saúde pública da população dos consumidores nacionais, bem como organização o fortalecimento da qualidade do mercado interno em termos de procura/oferta, de produtos primários agrícolas, vantagens na criação de empregos agrícolas, benefícios na conquista/exportação dos nossos produtos agrícolas para os mercados internacionais para suprimento das necessidades/procura alimentar da região da qual estamos inseridos, a Africa Central e da Africa no geral,…dos mercados como, EUA, EU, China, Japão, India, Brasil, etc.,…mercados mais exigentes nas boas praticas agrícolas, nas boas praticas na comercialização, na questão da qualidade dos produtos agrícolas, poderá implicará isenção de tarifárias económicas abertura de mercados para a produção nacional, mais-valias na captação de divisas.

Nesse sentido há toda necessidade de munir o País (Território/População/Administração), os agricultores nacionais, as empresas agrícolas, as associações de agricultores, as cooperativas agrícolas de novas técnicas, novos modos de fazer, novos procedimentos de cultivar, novas metodologias de cultivo produzir, saber e saber fazer, implementação de estratégias, de planos de ações, de legislação código de boas práticas de cultivos agrícolas, adoção de planos de higiene e segurança no trabalho, segurança dos produtos hortícolas produzidos, boas praticas ambientais, para diferentes etapas de cultivo, colheita, classificação, transformação, embalagem, transporte até a distribuição, venda, comercialização, com o intuito de au­mentar a segurança alimentar, aprimorar a qualidade e segurança dos produtos nacionais produzidos, transformados e comercializados, dando garantias de equilíbrio segurança ambiental, social, apelando a saúde dos consumidores, a saúde pública para a conversão utilização das boas praticas de cultivo agrícola, de comercialização e venda dos produtos frescos nos nossos mercados, nas lojas, nos nossos supermercados, na confeção transformação dos alimentos, em casa, nas barracas, nos bares, nos cafés, nos hotéis, etc., etc….

Imperioso a importância de implementarmos, os códigos de higiene e segurança alimentar na produção primaria de alimentos, as técnicas, estratégias de monitorização/ exigência desafio de mutação do modo do saber fazer, de saber agir, para a garantia da qualidade, introdução de boas praticas, junto a intervenientes agricultores, produtores, que cultivam, que produzem, que processam, que transformam, que comercializam estes produtos.

É bom que os cidadãos nacionais, a sociedade civil organizada, os consumidores, as autoridades nacionais, todos estarmos cientes de que as contaminações microbiológicas, químicas e físicas, propagam, no tempo e no espaço, sofrem mutações de uma propriedade agrícola para outra propriedade agrícola, de uma parcela terra arável para outra parcela terra arável, de uma cultura para outra cultura, de uma empresa para outra empresa e podem-se modificar/evoluir dentro da mesma propriedade empresa, parcela de terra, variam consoante o uso de diferentes metodologias, matérias-primas, utensílios utilizados, modos de fazer e em propriedades com diferentes dimensões e tamanhos. Convém ter em conta as condições naturais micro climáticas de cada local, a aérea do cultivo, tipo do solo, a qualidade da agua para regas a higienização das mãos e dos produtos, os fatores de riscos, como os animais, ratos, pulgas, pragas, presença de plásticos, metais, químicos, no solo, etc.,…as vedações das propriedades, as interdições as pessoas estranhas, o tipo natureza das sementes e as metodologias usadas na produção inicial cultivo de frutas, legumes, flores, de plantas com propriedade medicinais, produção de cacau, chás, cafés, tomate, feijão-verde, no nosso País.

Numa parcela de terra numa propriedade, os cuidados físicos que se deve ou deveria ter sempre em conta na pratica agrícola antes de começar o cultivo de uma cultura, deve ser a inspeção das condições do solo, características do terreno se existem os vidros, os objetos metálicos, pedaços restos os garfos, facas, os pregos, os arames farpado, agua contaminada, existência de latrinas ao céu aberto por perto, restos de madeira, restos de plásticos utilizados nas estufas das plantas, os pedaços de mangueiras de regas, as latas velhas enferrujadas, etc.,… os dejetos humanos e animais, os cuidados biológicos de natureza microbiológica, a ter em conta, as bactérias, as toxinas, os fungos, os vírus, as pragas,…as suas origens, causas e consequência bem como os cuidados químicos a observar no uso dos pesticidas e os adubos, nitratos, metais pesados, cumprimento das recomendações restritas de usos dos pesticidas e fertilizantes químicos, ter atenção cuidado a contaminação do solo e da água, risco para o consumo, risco para a saúde, na utilização excessiva deste agentes químicos.

A água, o solo e os fertilizantes são fontes de contaminação dos alimentos, a utilização da lixivia por exemplo para a descontaminação da agua que é utilizada para rega, pode levar infiltração no solo e provocar contaminação do solo de cultivo.

Por exemplo na plantação cultivo produção de batata-doce, mandioca, matabala, para o consumo no mercado interno e para exportação, se um agricultor semear um deste tubérculos e no seu desenvolvimento subterrâneo este envolver vidros, quem diz vidros diz pedaços de pau, plásticos, de garfos, etc…. no seu interior e no processo de transformação/confeção, não for verificado este vidro, se um consumidor o consumir ferir ou morrer estaremos perante uma questão de segurança alimentar de saúde publica, agora imaginemos que um destes tubérculos nas mesmas condições, foi exportados e a situação descrita acima tenha acontecido, pois é o selo e designação de origem que estará em causa, o País produtor, a empresa/empresário, agricultor e o mercado produtor, razões mais que suficientes para termos em conta a implementação de código de boas praticas agrícolas, a certificação, controlo, a qualidade, a segurança alimentar na produção de alimentos

Dentre os fatores de risco que podem levar ao aparecimento de microrganismos ou substâncias nocivas nos produtos agrícolas hortofrutícolas, temos a falta higiene ambiental, a falta controlo da circulação de pessoas e animais nas propriedades de cultivo, a falta de controlo da água para lavagem das mãos, para regas e para lavagem dos produtos após a colheita, a falta de controlo dos fertilizantes químicos, dos produtos fito farmacêutico, a qualidade das instalações e equipamentos, a colheita, o manuseamento, o armazenamento e transporte, limpeza e desinfeção, estado de saúde e higiene pessoal, a formação, manutenção dos registos atualizados.

Muitas das doenças que ocorrem na nossa sociedade,os vómitos e diarreias, a cólera, dores abdominais, dor de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados, dentre outros são sintomas de doenças observadas nos centros de saúde e nos Hospitais nacionais, têm a ver com a falta de observação uso boas práticas de higiene e segurança alimentar, a falta implementação de boas praticas agrícolas e ambientais, a falta de implementação de código de higiene e segurança no trabalho, no nosso País (Território/População/Administração).

As Boas Praticas Agrícolas, as Boas Praticas de Fabricos, as Regras de Higiene e segurança no Trabalho, as Boas Praticas de Comercialização dos Produtos devemconstituir, estratégias, deontologias modos de fazer agrícolas, procedimentos enquadrados na legislação nacional, as obrigações que os agricultores devem adaptar nos modos de cultivar e produzir dentro das suas explorações agrícolas, as metodologias a utilizar para cultivar produzir alimentos frescos, as frutas/hortaliças, flores, plantas com propriedades medicinais, cacau, chás, cafés, cereais, milho, arroz, etc.,… alimentos seguros para a garantia da qualidade e segurança dos alimentar da população de acordo com os princípios/regras nacionais.

A formação juntamente com a fiscalização/regras estritas de controlo a nível de higiene do ambiente de produção, das sementes, a escolha do material utilizado na plantação e colheita, as matérias-primas, a qualidade da água, dos adubos orgânicos e minerais, as caracte­rísticas dos solos quanto ao potencial de contaminação por microrganismos ou produtos químicos, uso correto de fertilizantes e pesticidas, a saúde e higiene dos trabalhadores, instalações sanitárias apropriadas, o manuseamento, a fase de ar­mazenamento, de transporte e tratamentos pós-colheita, o embalamento, a classificação, a rotulagem, todos estes processos etapas devem estar escrito visível e afixadas nas infraestruturas das empresas, nas propriedade agrícolas, nos armazéns onde se guardam os matérias de cultivo, nos espaços de processamento transformação dos produtos, as regras de saber e como fazer. Pois que o rigor nestas etapas constitui um passo, para o preenchimento dos pré-requisitos para a próxima fase, as auditorias internas, a fiscalização, a identificação dos perigos prevenção dos riscos que poderão comprometer a inocuidade dos alimentos, ações de fiscalização controlo, medidas preventivas/corretivas nas diversas etapas da cadeia produção de alimentos,etc.,..a aposta na prevenção, na formação é deveras fundamental, para se conseguir objetivos extensível e sustentável a todos agricultores, propriedade agrícola do território local, regional, nacional, o envolvimento da sociedade civil organizada neste conhecimento processo é primoroso, pois que estas inovações agrícolas devem envolver conhecimentos envolvimentos da sociedade civil, bem como das comunidades e consumidores.

A fase seguinte;

Este processo deve ser a base da legislação agrícola nacional, de modo que os consumidores possam saber todo trajeto da produção dos alimentos quer a nível local, regional, nacional, internacional, sua transformação acrescento de mais-valia,… segurança alimentar interna/externa do produto final, alimentosseguros destinadas ao consumo.

Desta forma comprometemos com os requisitos de excelência de exigência de mercado para a formalização dos contratos de im­portação/exportação, compra e venda de alimentos a nível do mercado interno, para os mercados regionais da região central africana, para mercados internacionais Europeus, Asiáticos, Americanos.

Este processo deve ser abrangente aos produtos de importação alimentar para o consumo no mercado interno, sistema de controlo e leituras dos rótulos, a origem e proveniência dos produtos, nas alfândegas, nos portos, estamos a referir a segurança alimentar e saúde pública, segurança ambiental, a saúde dos consumidores.

Hoje várias tecnologias são utilizadas para o controlo de hortaliças/frutas, legumes alimentos frescos, cereais, milhos, arroz, etc.,…produzidos, importados/exportados, o sistema de leitura por códigos de barras por meio de leitora laser infra vermelhos.

Os códigos de barras são dígitos números que identificam os produtos produzidos num determinado País ou região, para a Grã-Bretanha os códigos de barras começa com 501…….Outros códigos e números existem para países da Europa, da América, da Asia, países organizados a este nível, assim se sabe que um artigo é produto Inglês, ou Alemão, ainda que tenha sido produzido na China, ou no Japão, ou na Indonésia, etc.,… ou seja é o registo certificação nacional internacional de um determinado produto. A organização da nossa economia a este nível tecnológico faz-se sentir necessário quem sabe um dia um código de barras nacional sistema de leitura por códigos de barras dos nossos produtos artigos agrícola, cultivados ou com associação de mais-valias, nas nossas superfícies mercados locais de vendas, para tornar mais célere o desenvolvimento socio económico-financeiro nacional.

Também pode ser feito a identificação leitura por meio do sistema de rádio frequência em que as etiquetas dos produtos embalados podem ser lidas a distância pelas antenas aplicadas nos pórticos de controlo. Por exemplo, é possível identifi­car produtos que vão dentro de uma carrinha ou de um caminhão quando este passa por uma pórtico de controlo alfandegário, sem necessidade de fiscalização controlo unidade por unidade, ou produto por produto, ou caixa por caixa.

A utilização destas tecnologias traz ganhos de eficiência e rapidez nos pontos de cargas/descargas ou de entregas, nos postos de controlos, portos, aeroportos, portagens, no destino final, logo a organização dinamização comercial/económica, os ganhos logísticos, tanto para as empresas quanto para os consu­midores para o País.

Hoje vivemos na era digital, é fundamental a implementação uso de tecnologias de comunicação e informação que permitem a aplicação de Boas Práticas Agrícolas/Ambientais e o controlo de todo processo cultivo produtivo através de meios adequados informatizados, de acompanhamento dos procedimentos agrícolas e de controlo em todas as etapas, desde a utilização dos instrumentos alfaias agrícolas, a escolha das sementes, o controlo de pragas, os cuidados com a agua, o sistema de regas, a colheita, classificação, embalagem, transporte até a distribuição, com o intuito de au­mentar a segurança alimentar (isenção de resíduos físicos, químicos e biológicos) de modo a manter qualidade do produto produzido até a comercialização/venda ao consumidor final dentro dos princípios de res­ponsabilidade social e sustentabilidade presente futura meio ambiente, pois que tudo se faz por meio de um clic.

A incubação de parceria estratégica entre o sector público e privado de curto médio e longo prazo é deveras fundamental na produção sistematizada informatizada dos alimentos, de modo a criar sinergias tendo como objetivos, planos, estratégias de produção de alimentos seguros, o aumento da qualidade das frutas/hortaliças, bananas, mandiocas, matabalas, batatas-doces, flores, plantas com propriedades medicinais, chás, cafés, cereais, milhos etc…aumento da produtividade agrícola, o zelar pela segurança alimentar, pela saúde pública, salvaguarda do meio ambiente, a comercialização, exportação e dar respostasconcreta a demanda da satisfação das necessi­dades básicas da alimentação da população, no que se refere à produção de alimentos, produtos industriais, à criação de empre­gos agro- rural no campo para população de baixa escolaridade logo de pouca renda e suster o êxodo rural para a cidade capital São Tomé, para a cidade da Trindade, para Guadalupe, para Stº António, etc., etc…importação consumo interno dos alimentos.

Temos o CATAP, devemos aprimorar as suas capacidades de escola técnica formação agropecuária, estender a sua base de execução formação ensinamento á outros distritos, à região autónoma do Príncipe. Necessárias mais escolas técnicas, conhecimentos agropecuário.

Os produtores, que aderirem, devem ser capacitados por meio de formação/ certificação de cumprimento rigor de boas práticas agrícolas e ambientais que devem estar previstas na legislação, devem ser galardoados com selos de cumprimento de rigor nas boas práticas agrícolas que passam a utilizar nos seus produtos o que vai permitir controlo/certificação confiança dos seus produtos.

Os selos de rigor nas boas práticas agrícolas, além de distinguirem os produtos que proveem de cultivo por meios de cumprimento das boas práticas agrícolas induzem ao consumidor a população em geral a obter informações sobre a origem dos produtos, os procedimentos técnicos, as técnicas utilizadas, as metodologias usada o modo de produção, as alfaias agrícolas uti­lizados no processo de cultivo produtivo primário de alimentos, garantindo assim segurança a confiança nos consumidores bem como a garantia de qualidade confiança ao nosso mercado interno/externo. O controlo do produto deve ser feito por meio do número identificador cravado no selo, o chamado código de garantia de segurança/qualidade, o que reflete implica os registros obrigatórios das atividades em todas as fases desde a produção, as condições em que foram produzidos, processados/transformados, embalados e transportados.

Sem esquecer a informação nutricional, o prazo de validade, o código de barras, a informação do peso nos casos das embalagens, o código da legislação, etc…,etc.,…

O cultivo a produção em rede por utilização das tecnologias de informação e comunicação mediante ações de capacitação/formação tem como propósito obtenção resultados culturais, agrícolas, económicos, financeiros sociais de criação de empregos, de criação de rendimentos, estímulos a transformação da base produtora familiar agricultura de subsistência em cooperativas de produtores, o fortalecimento preparação dos produtores para atuação mais implícitas nos merca­dos tem por base a alteração de comportamentos, de saber e saber fazer, introdução de novas metodologias de cultivo, de transporte, de transformação, de comercialização, ligados ao processo de transforma­ção dos meios de produção nacional.

Todo este processo deve envolver diversos agentes o Estado, Ministério da Agricultura, Ministério do Comércio Industria e Economia Azul, Ministério da Saúde, o Ministério da Justiça, Ministério da Ordem e Administração Interna, as autoridades fiscalizadoras a Policia Nacional, os Serviços Inspeção Económica, a Guarda Costeira, os Serviços de Migração e Fronteira, as autoridades da Região autónoma do Príncipe, os agricultores, as empresas, as universidades, o CATAP, o cidadão comum, a sociedade civil organizada, as associação dos produtores, as cooperativas, os consumidores etc.,..de modo a conseguirmos o aumento da produtividade e da quali­dade no cultivo, transformação, exportação, frutas/hortaliças, legumes, flores, plantas com propriedades medicinais, chás, cafés, cereais, milho, arroz, a redução no consumo de energia elétrica, a redução do consumo da água sua qualidade na prática agrícola, introdução de diversidade de inimigos naturais das pragas, dimi­nuição da aplicação de pesticidas, redução de resíduos quí­micos nos produtos, racionalização de insumos, melhoria do meio ambiente, da qualidade do produto consumido, da saúde do trabalhador rural e do consumidor final.

Nas imagens que temos do campo agrícola, ainda temos condições de cultivo, de produção, de classificação, embalamento, de transportes e comercialização dos produtos horto frutícolas, cereais, muito rudimentares e arcaicas, deixam muito a desejar, para evolução progresso que se verifica nesta área hoje no mundo, de salientar que temos um potencial agro-pecuário, pesqueiro, de introdução de aquacultura que devemos saber tirar partido, sem esquecer a mais-valia da transformação, por exemplo a cultura cultivo de fruta para sumos, compotas, doces, utilização nas sobremesas e doces na culinário nacional/internacional, transformação atum em conservas de atum, quem diz atum diz polvo etc., etc….Tudo isto constitui focos de rendimento oportunidades de negócio, de emprego de criação de riqueza interna, a organização é fundamental, bem como a mudança de hábitos pela formação qualificação, saber e saber fazer.

A imagem de um agricultor com a caixa de colheita e transportes no chão junto a terra, para colher tomates, juntando a imagens do mercado municipal, feira do ponto, em que os alimentos, legumes, hortaliças, frutas, peixes, carnes são comercializados, vendidos no chão, ou em mesas pouco ou nada higienizadas, mãos poucos higienizadas devem nos fazer refletir, o que andamos a comer, como vai o estado da nossa saúde publica.

A imagem das palaiês descalças a comprar peixes que chega as praias, por canoas (transporte sem acondicionamento/conservação/frio) em que os mesmos é colocado em cima de um saco de rafia no chão, em gamelas sem frio para conservação do pescado, a venda no mercados municipais em gamelas sem frio, a vendas do pescado no chão onde a convivência com moscas animais, mãos sem ser higienizadas, sem luvas, deve-nos fazer refletir na nossa saúde.

Para um Território/População /Administração, com pouco recursos, em que mais de metade população vive com menos um dólar dia, em que os gastos com a saúde, faz-se sentir nas juntas médicas por causa dos doentes renais, qualidade da água, com doenças como disenteria, vómitos, anemias, qualidade dos alimentos etc., etc.,… em que os gastos com importação dos alimentos condicionam a balança de pagamento, logo o orçamento, as divisas, as receitas, há que refletir ajustar a realidade ao novos tempos.

Num País com pouco recursos, em que mais de metade população vive com menos um dólar dia, devia-se implementar a as boas metodologias de conservação comercialização de um determinado produto, quer seja agrícola, pecuário ou pesqueiro, as técnicas de colheita, de transporte, de calibração separação classificação, conservação, armazenamento, transformação, transporte venda, consumo, deviam estar devidamente assente em códigos de boas praticas.

A título de exemplo imagina uma pinha de banana pão, (podia ser mandioca, matabala, uma determinada espécie de peixe- exemplo atum), tem bananas de vários tamanhos e calibres, para um comercializam-te vendedor palaiê feirante ter mais rendimento e a população, ter mais ofertas e escolhas mediante possibilidade de cada um, seria primoroso, separar as bananas por tamanho num determinado grupo-valor- preço, sendo que as bananas mais grossas tinham um preço mais elevado, está mais criada, tem boa textura aparência, depois outro grupo de bananas de valor-preço intermédio, não estão bem-criadas -preço intermédio, e por ultimo as bananas de tamanho pequenos, outro grupo valor-preço, preço mais baixo, assim toda a população tinha acesso a compra da banana, ninguém passaria fome, todos compravam mediante possibilidade que tinham, diminuía-se a fome e miséria, por está técnica e opção, a calibração dos produtos.

O controlo proteção de plantas com propriedades medicinais catalogadas, bem como de toda a flora e fauna terrestre e marítima nacional torna-se crucial, por quanto elas podem sair do seio País (Território/População/Administração), para laboratório externos que as replicam por meio de processos de cultivo, criação, para incorporação de mais-valia económicas medicamentos, alimentos, cremes, pomadas, que depois são vendidos exportados ao local de origem neste caso a nós a preços de ouro, pois que desta maneira incutindo ainda mais a nossa pobreza e dependência territorial, económica e financeira externa.

O mundo mudou as exigências dos mercados internos/externos obrigam a adaptação e melhorias constantes, inovações e acompanhamento.

Faz sentir urgente a implementação dos planos de ordenamento do território incluindo o mar a nível local, distrital, regional, nacional.

Hoje tudo se transforma nada se desperdiça.

É uma questão de organização, rigor, regras e critérios internos, pois que jamais há países ou Território/População/Administração, pequenos…há sim os mal organizados, os mal administrados, a nível social, cultural, ambiental, desportivo, energético, a nível de água, a nível político, económico e financeiro.

Danilson Malheiro

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