Cultura

“Puku Kambundu e a sabedoria” uma fábula do escritor angolano José Luandino Vieira lançada em São Tomé

luandino-vieira.jpgO escritor angolano que veio para São Tomé para rever os seus amigos da juventude como a poetisa Alda do Espírito Santo, contou para o país a história de Puku Kambundu. Uma fábula que conta a história de um negro e um branco. Dois personagens situados na era colonial. O tempo em que Luandino Vieira e Alda do Espírito Santo, utilizaram a escrita para derrotar o colonizador.

Dois personagens estão no centro da fábula. Um é colonizador português e outro é Puku Kambundu. O negro que não tinha bens materiais. Um pobre sem dinheiro, mas rico em sabedoria.

É um desafio entre uma mente sábia e uma cabeça oca com bolsos cheio de dinheiro. «O mais sábio(Puku Kambundu) provou a outro que mesmo que se tenha tudo materialmente falta sempre qualquer coisa, ganhou a aposta porque demonstrou que o outro tinha tudo mas faltava-lhe a sabedoria que é uma coisa que não se vende», explicou Luandino Vieira.

Segundo o autor a fábula por si só gera várias interpretações, contribuindo para a moralização da sociedade e a formação do homem.  A história desenrola-se em plena era colonial. «Havia uma certa arrogância da parte do colonialismo de que eles sabiam fazer tudo. Tinham tudo logo sabiam tudo. Afinal por muito que tivessem havia sempre qualquer coisa que não tinham  que era a sabedoria para pôr fim aquilo que é tradicional», concluiu.

As receitas da venda da obra vão servir para financiar projectos de solidariedade, sobretudo para as crianças mais desfavorecidas.

Abel Veiga

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