Cultura

Festa Junina regressou com muita “sumptuosidade” ao Bom Despacho

Noite do dia 13 de Julho de 2019 entrará para a história de uma das maiores manifestações culturais do Brasil, a festa Junina, que quatro anos depois voltou a ser festejada em São Tomé e Príncipe com muita “pompa” e “circunstância”, numa organização tripartida entre Embaixada do Brasil, Centro Cultural Brasil São Tomé e Príncipe e Associação dos Formados no Brasil.

A histórica noite, que teve lugar no Arraial do Largo do Bom Despacho, começou com a subida ao palco do Embaixador do Brasil, Vilmar Coutinho Júnior; da Ministra da Cultura e Turismo, Maria da Graça; do Ministro da Juventude, Vinicio Pina; da Directora do Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe, Dona Leila Quaresma; do Representante dos Formados no Brasil, Gabdulo Quaresma; e do Representante da Diocese de São Tomé e Príncipe, Bispo Dom Manuel António, com os mesmos a agradeceram o público pela presença e desejando-os uma óptima celebração dos três santos, António, João e Pedro, que caracterizam esta festa, onde não faltou danças, músicas, barracas de comidas e bebidas típicas, jogos e brincadeiras, com um tradicional terreiro junino.

Em seguida, a noite deu lugar a apresentação “arrepiante” do grupo de capoeira, com a exibição de algumas danças como gongo, maculelê e capoeira propriamente dita, para os primeiros grandes aplausos do dia.

Mas quem pensou que os aplausos ficariam por aqui, engou-se redondamente, porque em seguida, o grupo Coral Infantil da Igreja da Sé subiu ao palco para interpretar três canções, sendo duas (Asa Branca e Vida de Viajante) em homenagem ao grande rei do Baião, Luiz Gonzaga, e a música Cai-cai Balão, para mais uma ovação do grande público.

A hora avançava, e com ela, os brindes também iam sendo sorteados, para a expectativa do público, que implorava por sua sorte, mas nem todos tiveram a dita sorte, apenas alguns conseguiram levar para casa os aliciantes prémios como guarda-sol, ferro de engomar, cafeteira eléctrica, secador de cabelo, máquina de barbear, t-shirts, entre outros.

A noite estava deslumbrante, mas o melhor ainda estava para vir, e foi quando entrou em cena a quadrilha Pé de Chumbo (sénior), para a última tirada do repertório cultural, antecedida pela apresentação da quadrilha Mirim do Centro Cultural Brasil São Tomé e príncipe (os mais novos), que dançou e encantou os presentes com os seus toques de quadrilha.

Mas ainda não era o fim, porque a festa viria perpetuar pela noite fora com momentos gastronómicos e musicais, onde foram exibidos diversos forrós (um ritmo e dança típicos da Região Nordeste do Brasil praticada nas festas juninas e outros eventos. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica).

No final falando ao Tela non, muitos não esconderam a sua satisfação com a realização desta festividade.

“Foi uma noite memorável. Amei muito, foi uma das melhores festas que já participei neste ano”- Paulo Sousa;
“Não tenho palavras para expressar o que estou a sentir. Foi muito bom passar essas horas aqui”-João Cruz;
“Valeu a pena esperar todos estes anos. A organização está de Parabéns”- Juliana Mendonça;
“Sem palavras. Quem não veio perdeu” -Bruno Martins;
“Divertir-me muito, a minha família amou o espectáculo” – Maria João.

Seguindo a mesma linha, a de satisfação e realização, esteve a comissão organizadora, que em oito letras descreveu o seu balanço, POSITIVO.

Ainda na roda junina, para além de retratar a parte cultural, gastronómica e lazer, o evento também teve um carácter social, com arrecadação de alimentos não perecíveis (que foram entregue na portaria por cada participante), que serão doados para entidades que desenvolvem e apoiam trabalhos com os mais necessitados.

Para a realização desta 7ª edição, a organização contou com o apoio, ONG Marapa, Igreja da Sé, Cruz Vermelha, Direção do Turismo, Câmara Distrital de Água Grande, Ong Tese, e patrocinio de BGFI-Bank, Ciem, Globaltec, Unitel, Intermar, Almar, Sep    , Estaleiro Manuel Roque, H7.

Gil Vaz

    10 comentários

10 comentários

  1. Jonathan M

    16 de Julho de 2019 as 20:48

    E so sambar! E so “festar”! E so Comer! E so beber! Trabalhar que e bom, niet! Pesquisar que e bom, niet! Um pais cercado por Mar, continua a importar sal”. Isto depois de 44 anos a sêr dirigido por quadrados. Um pais arquipelafico continua sem ter uma empresa nmaritima nacionalforte para ligar com seguranca as suas ilhas. Isto depois de 44 a sêr dirigido pelos imbumbaveis. Um pais onde chove torrencialmente durante 9 meses ao ano, continua gastar 4 milhoes de dolares anualmente em importacao de agua de Mesa. O fornecedor esta mais preocupados em dinamizar xadrez, quando deveria incentivar e acarinhar o arranque da fabrica de Agua ja instalada no pais a fim de evitar a sangria desses 4 milhoes de dolares anualmente. Seus quadrados cheios de banga, armados em academicos.

  2. STP em frente

    16 de Julho de 2019 as 22:00

    Grande festa. Foi máximo.

  3. Amigo do Brasil

    16 de Julho de 2019 as 22:02

    Parabéns. Foi muito fixe, amei, adorei e divertir imenso. Tem mais no próximo ano?

  4. Junina

    16 de Julho de 2019 as 22:03

    Sem legenda. Grande festa, ainda mais sabendo do lado social.

  5. Martins

    16 de Julho de 2019 as 22:05

    Top, top, top. Foi de arromba.

  6. Castro

    17 de Julho de 2019 as 5:54

    Quais serão instituições que beneficiarão com esses alimentos arrecadados? Seja qual for, o importante é ajudar. Foi muito boa a festa da noite 13.Bem organizada e emotiva. Para o ano haverá mais?

  7. Luiz Gonzaga

    17 de Julho de 2019 as 6:00

    Já há anos que não sentia este calor da festa junina. Muito boa organização, tudo foi top, o som perfeito, o vosso mestre de cerimónia foi top, soube animar e interagir muito bem com público, as danças magníficas, grupo de capoeira espectacular, corro fantástico. Deveria ter mais jogos, de preferência para adultos, como nos outros anos. Mas fora disso de 0 a 10, devo dar nota 10.

  8. Toninho

    17 de Julho de 2019 as 19:21

    Não haja as dúvida meus amigos.
    Brasileiros são imbatíveis nestas coisas…

  9. Calisto Pontes

    18 de Julho de 2019 as 21:14

    So festas. Ahi que Liiindo! Hai que maravilhaaaa! Aih que docuuuuraaaa!!! Preguicosos! Ate para construir uma simples vedacao de alvenaria (“de meia duzia de metros) ao long da pista do aeroporto a fim de impedir a travessia de cabras, Gatos, caes, bois e veados de duas patas, tiveram que contar com a boa vontade financeira e Mao de obra dos Marines Americanos! Fogo?! Isto “doi no coracao” de tamanha “imbumbumbalidade” dos dirigentes ao longo destes 44 anos. Ladroes, incompetentes e mafiosos.

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