Cultura

Panorama musical numa roça no sul de São Tomé : Ribeira Peixe antes e depois da independência

Magdalena Bialoborska
Resumo
Através da análise do panorama musical de Ribeira Peixe, localidade no sul da ilha de São Tomé, observam-se as mudanças nas fronteiras, territoriais e sociais, visíveis e invisíveis.
As transformações da situação política e social do arquipélago no período do colonialismo moderno e nos primeiros anos de independência do país refletiram-se na música interpretada e criada por vários grupos socioculturais que habitavam o mesmo espaço.
O aumento de porosidade de fronteiras resultou no surgimento de zonas fronteiriças, notáveis nas atividades musicais e de lazer após a independência. Porém, enquanto ocorriam processos de integração social na zona, agudizou-se a sua marginalização.Tal poderá ter estado relacionado com o distanciamento dos demais ilhéus face à comunidade desse lugar, composta de angolares e ex-serviçais.

Os depoimentos das pessoas ligadas à criação musical e dos demais habitantes transmitem o sentimento da condição de marginalizados pelas autoridades e pela restante população islenha.

Magdalena Biabolorska

É antropóloga (Universidade de Varsóvia), mestre e doutora em Estudos Africanos (Iscte-Instituto Universitário de Lisboa), concluiu Conservatório Nacional de Música em Torun (piano e flauta transversal).

Tem como principais áreas de interesse a música, os instrumentos musicais e as manifestações culturais em São Tomé e Príncipe e na Guiné-Bissau, e ainda a história e as transformações socioculturais de São Tomé e Príncipe.

Na sua tese de doutoramento, intitulada “Dêxa puíta sócó(m)pé. Música em São Tomé e Príncipe do colonialismo para independência”, analisou a música criada nas ilhas entre o último quartel do século XIX e os anos 1990.

Clique no link em baixo para ler na íntegra o recente artigo sobre ” O panorama musical numa roça no sul de São Tomé : Ribeira Peixe antes e depois da independência”, que foi publicado na revista “Africana Studia”.

https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10511/9602

 
    3 comentários

3 comentários

  1. Lima

    23 de Junho de 2021 as 7:40

    E depois qual foi o interesse desse estudo?O que propoes?O teu link nao permite letura entao.Nao estas interessada em saber o que se pensa dessa digamos tese?Tu nao es santomense,tu nao estiveste numa universidade de STP,para que objetivo foi feito essa tese?Que sugestoes,para ameliorar o que?Que relacao entre essas musicas e a foto desse espaco todo degradado?Estou com grande sinceridade fazendo as minhas perguntas porque nao pude ler o seu trabalho.Sera que as respostas estao ditas no conteudo do seu trabalho?O teu estudo é sobre os foklcoros no mundo?Sera que é um estudo comparativo?Fico agradecida se puderes dar-me respostas a essas pequenas questoes.

    • Mepoçom

      23 de Junho de 2021 as 17:07

      Meu caro tantas interrogações p’ra nada. A verdade é que tudo demonstra o nosso espírito destruidor. Ao menos que honrassemos os escravos massacrados para existência dessa obras na sua preservação, fazer valer para sucessivas gerações.

  2. Sem assunto

    23 de Junho de 2021 as 11:01

    Abre olho São Tomé, uma senhora europeia embedida da ideologia eurocentrica, esta explorando a nossa cultura.
    Para os tempos vindouros todos que pretenderem falar sobre a nossa música cientificamente terá que basear do ponto de vista desta senhora que nunca viveu cá, não entende a nossa língua e nem senti a transcendência do nosso ritmo.
    Se alguém for solicitar apoio das nossas instituições para efetuar um estudo cabal sobre estas matérias, hão de dizer no temos dinheiro mas para m.das vocês têm avultadas sumas, medíocres, palhaços.
    É assim que se rouba e falsifica uma cultura, uma identidade.

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