Política

OGE de contenção e de sacrifício para economia crescer 5% 

O Projecto do Orçamento Geral do Estado para 2018, foi aprovado na generalidade pela maioria parlamentar que sustenta o Governo, e com votos contra das bancadas da oposição.

O parlamento prossegue com a análise do projecto de orçamento nas comissões especializadas.

Avaliado em 133 milhões de euros, o Primeiro Ministro Patrice Trovoada, defendeu que o projecto de orçamento de Estado para 2018, avança com medidas para a contenção das despesas correntes. O aumento dos salários também não faz parte do projecto. Segundo Patrice Trovoada, os salários não podem ser alterados, de forma a colmatar necessidades prioritárias «nos sectores da educação, saúde e segurança».

No fundo o OGE para 2018, não se diferencia dos anteriores em matéria de conteção das despesas. «Este orçamento de 2018, à semelhança dos outros, procura alinhar as contas públicas a conjuntura internacional e as recomendações do FMI», sublinhou o Chefe do Governo.

O Primeiro Ministro acredita que o periodo de 2018 – 2019, será marcado pelo fortalecimento da economia mundial, facto que deverá proporcionar o aumento das exportações do cacau, e influenciará o fluxo de turistas ao país, assim como o investimento privado.

Com esses três indicadores para 2018, Patrice Trovoada, manifestou-se confiante de que o desempenho da economia será melhor, e que a taxa de crescimento será de 5% neste ano.

97% dos recursos externos, ou seja, da ajuda financeira internacional, vão garantir o financiamento do Programa de Investimento Público. São Tomé e Príncipe, já foi alertado pelo FMI, de que atingiu o limite da capacidade de endividamento, Patrice Trovoada explicou que dos 97% dos recursos externos que serão atraídos para o programa de investimento público, 85% serão em donativos e 2% em créditos .

Do bolo orçamental, o Ministério das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente recebe a maior fatia, com 28%. O sector da educação absorve 13,2%, e a saúde fica com  11,4%.  «Sacrifícios continuarão a ser exigidos, consentidos e partilhados por todos em 2018, as reformas das instituições vão continuar para modernizar os procedimentos e o país, para sermos cada vez mais competitivos na atração do investimento estrangeiro», pontuou o Chefe do Governo.

O Primeiro Ministro reconheceu que a inflação continuou a subir no ano 2017, tendo atingido 7,7%.

Os argumentos apresentados pelo Primeiro Ministro, não convenceram a oposição, que viu no orçamento para  2018, os mesmos erros cometidos pelo Governo em 2017. Segundo a oposição, Patrice Trovoada e o seu Governo, não realizaram nenhumas das acções, que inscreveram ou que anunciaram nos anos anteriores.

É importante que o leitor conheça as normas que regulamentam o OGE para 2018. Clique – 2-OGE 2018-LEI E RELATÓRIO_16

Téla Nón

    6 comentários

6 comentários

  1. Adriano Lamartine

    13 de Fevereiro de 2018 as 18:30

    133M é orçamento de um pais! E desses 133M 97% vem do exterior e 85 % em donativos e 2 em crédito! O que se deve concluir? Que a capacidade de gerar dinheiro de São Tomé e Príncipe num ano é de menos de 4M (cerca de 3%).
    Não choca à ninguém ?
    Pega-se numa empresa num pais desenvolvido que parte de zero com uns 10/20 empregados desenvolvendo atividades ligadas à tecnologia e a capacidade é de gerar fala-se em milhões de euros. Quando é que São Tomé vai primar pelo conhecimento e estratégia com vista a ser economicamente independente ? Conceber produtos, explorar a terra, reduzir importação, aumentar exportação, incentivar turismo, incentivar criação de empresas, parar de desviar dinheiro publico, punir desvio de impostos, apostar na industria de transformação agrícola e um largo etc, para quando ? Isso tudo é muito complicado ? Ou não querem fazer ?

    • Maria Silva

      15 de Fevereiro de 2018 as 10:44

      Isto tudo que o senhor citou, é muito complicado dá muito trabalho e demora muito tempo… andar a pedir é mais rápido e prático!
      Mas também se podemos pedir ( e há quem nos dá uns trocos ) por que ter o trabalho plantar , construi, etc etc?

  2. Cansada

    14 de Fevereiro de 2018 as 8:52

    SÃO tantas coisas negativa desse governo k já cansa dar alguma opinião…

  3. Nuno Menezes

    14 de Fevereiro de 2018 as 13:05

    OGE de contenção e de sacrifício para economia crescer 5% isso seguinifica que o (PIB) produto interno bruto vai crescer ou cresceu 5%,o meu tempo de estudante na Casa Pia de Lisboa Pina Manique PORTUGAL EU estudei Administracao e comercio…
    O crescimento da economia a 5% que assim informa essa noticia o balanco do crescimento ‘e positivo mais no entanto a Divida externas qual ‘e a percentagem? Atravez desse dados ‘e que devemos ver o Ganho dos 5% para contrabalancar com um crescimento que podemos classificar crescemento acelerado ou como nao.
    Os calculos nao ‘e apenas feitos no investimento interno investimento interno temos 5% em crescimento mais no entanto a divida interna um exemplo estamos com a divida de 6%, 5% cresceu mais nao ganhamos nada, apenas aplicamos a filosofia para acalmar os animos que apenas a economia cresceu 5%.
    Normalmente quando cresce a economia temos tambem despesas dentro dela e tambem divida interna como externa,divida interna o governo fica a dever os funcionarios Publicos, divida Externa o dinheiro que assim outros Paises emprestam ou da fiado.
    Podemos dizer que a economia cresceu 5% ganhamos 0%.

    PIB = 5%
    Divida = 6%
    —————
    O resultado temos 1% por pagar e nao ganhamos nada

    Nuno Menezes
    Lincoln,Reino Unido

    PS- Nao estou a pedir trabalho se alguem quizer investigar ‘e contactar Casa Pia de Lisboa Pina Manique Portugal se estudei ou nao Administracao e comercio e outros mais cursos. Existe sempre alguem que gostam de inventar antes de abrirem a boca se informe primeiro.

  4. Original

    14 de Fevereiro de 2018 as 16:46

    A economia só cresce quando Vosso queixo tornar ossudo igual a muitos coitados que andam por aí.

  5. SEABRA

    15 de Fevereiro de 2018 as 13:12

    Quem é o economista nas três pessoas presentes na foto?
    O Patrice Trovoada tem ZERO DIPLÖMA, o Afonso Varela fez direito em França, a Clermont Ferrand (nivel DEA= MASTER II), o outro camarada nao sei quem é e qual é a sua formaçao.
    Porque nao entregam este assunto nas maos dos peritos e qualificados no dominio da Economia, como por exemplo o camarada Jorge Pereira dos Santos? E tem muitos outros economistas em STP.

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