Política

600 urnas novas e transparentes para as eleições de 7 de Outubro

As urnas onde os mais de 97 mil eleitores vão depositar os votos foram entregues à Comissão Eleitoral Nacional na última semana. Uma oferta do PNUD, que tradicionalmente através do sistema das Nações Unidas no país, coloca a disposição da Comissão Eleitoral Nacional, urnas novas para voto e patrocina vários outros projectos da CEN.

«Agora recebemos as urnas que o PNUD acaba de entregar a Comissão Eleitoral Nacional. Mais uma vez muito obrigado. Estamos convictos que os nossos actos vão desenrolar com celeridade, porque as urnas são materiais essenciais para as eleições», afirmou o Presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Alberto Pereira.

Acompanhado pelos membros da CEN, Alberto Pereira  recebeu a oferta que segundo ele, cria todas as condições para o exercício do poder político no dia 7 de Outubro.

Parceiro da Comissão Eleitoral na organização dos actos eleitorais, para além das urnas, o sistema das nações unidas, patrocina também programas de educação cívica eleitoral. «Isto faz parte de um apoio substancial das Nações Unidas para as próximas eleições. Vamos apoiar o Conselho Nacional da Juventude na realização de uma campanha de educação cívica, para que todos e todas são-tomenses tenham as informações necessárias. Ou seja, saber como, quando, e onde votar, especificamente os jovens e as mulheres», pontuou Zahira Virani.

A chefe do PNUD em São Tomé e Príncipe que também é  Representante do Sistema das Nações Unidas no arquipélago, destacou o papel da imprensa e dos jornalistas no processo eleitoral que se avizinha. «Vamos trabalhar com a Comunicação Social, os mídias e os jornalistas vistos que eles têm um papel fundamental  e uma responsabilidade muito importante durante este período das eleições», sublinhou, Zahira Virani.

97.342 eleitores estão inscritos para participar nas eleições legislativas, autárquicas e regional de 7 de Outubro próximo.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. Carlos Cravid

    27 de Agosto de 2018 as 16:24

    Enfim…

    Estes materiais têm um significado, simbólico, de relevância na democracia. Entretanto, não é digno de oferta para um país onde existem salários superiores a 33 mil Euros brutos anuais. Somos pobres sim, mas isso tira-nos a dignidade como cidadãos capazes de tomar conta da nossa terra. Será que não podemos comprar esses “baldes de plásticos”? é assim tão fora do nosso alcance?

  2. Renato Cardoso

    27 de Agosto de 2018 as 20:26

    Também entristece assitir esta situação de dependência crônica das instituições internacionais nesta vertente do PNUD.
    É certo que a democracia tem custos.Mas convenhamos que deveria haver limites e dignidade.
    Porque estas entidades internacionais também andam meio desfasadas do sua verdadeira missão vão entretendo—se com entrega das urnas de plástico porque precisam de provar que andam fazendo qualquer coisinha.
    Em resumo tudo isto é tão triste que deviam todos ter vergonha.

  3. José

    28 de Agosto de 2018 as 6:54

    Obrigado pela esmola! Não indo além, pergunto qual é a legitimidade deste senhor Alberto Pereira de estar mais à frente disto como Presidente (por aquilo que todos nós sabemos)? A priori, a sua presença já vicia de parcialidade todo o sistema eleitoral nacional! As próximas eleições de outubro serão um faz de conta (não esqueçamos depois das inconstitucionais estruturas jurídicas criadas)! Mas, ainda estamos em tempo de pelo menos substituir este supracitado indivíduo! Com humildade (José Pereira)

  4. Manuel Queirós dos Anjos

    28 de Agosto de 2018 as 8:15

    Carissimo Carlos Cravid

    Isto é um negocio, não vês em todas as eleições tê-se que comprar estes baldes. Será que eles partem-se tanto assim? ou são descartaveis?

    É preciso comerçar-se a fazer inventarios dos mesmos após cada pleito eleitoral. ou será que a CNE, vende isto para os N…..nos.?

  5. Frontal

    28 de Agosto de 2018 as 8:45

    Muito triste. Espero que estas eleições sejam efetivamente livres, justas e transparentes para o bem da nação Santomense.

  6. Tchau Dubai

    28 de Agosto de 2018 as 10:50

    Hoje em São Tomé criticamos por tudo e por nada , até já criticamos as ofertas que nos são feitas por instituições mundiais.
    Eu como Santomense fico feliz em saber que as eleições não correm riscos de ser adiadas por falta de material importante para que possamos exercer o nosso direito de voto.
    Eu como Santomense fico feliz em saber que não foi preciso vir a comunicação social gritar aos 4 cantos do mundo o pedido de ajuda para realização das eleições.
    Pergunto a todos que aqui se expressam, não seria motivo de orgulho no dia 7/10 todos nós podermos dar o nosso voto sem que haja constrangimentos ? Estariam feliz se por alguma razão faltasse alguma coisa?
    Eu estou ansioso que esse dia chegue mas ao mesmo tempo rezando para que não corra nada mal.

  7. Cobra branca

    28 de Agosto de 2018 as 12:01

    Nao sao transparentes, sao translucidas.

  8. Seabra

    28 de Agosto de 2018 as 19:06

    Com ou sem as URNAS a transparência é mesmo visível até aos OSSOS…PT-ADI, já estão de costas viradas e de rastos para fora de STP…irão à NADO, se preciso fôr.
    Basta! Demais é demais…toda a paciência tem limite.
    Agora , está mais do que dito :FORA, BAAAAAZZAAA !

  9. Seabra

    28 de Agosto de 2018 as 19:24

    Esperemos que o dossiê sobre o assassinato do economista sãotomense Jorge Pereira dos Santos seja tratado e solucionado contra os criminosos que lhe massacraram e torturaram, antes das ditas eleições. Houve morte ATROZ de HOMEM, que deve ter justiça. Já vamos à 3 meses deste selvagem crime odioso, num pequeno país , STP,onde todos se conhecem, mas que a JUSTIÇA tem patinado e niglegenciado…o que é que se passa ? Este assassinato está sendo cada vez mais MISTERIOSO. Quem é ou são os responsáveis neste complô? Vai-Se descobrir e justiça terá lugar. Confirmámos !

  10. Ralph

    7 de Setembro de 2018 as 0:58

    Não há dúvida de que esta é uma boa iniciativa. Mas o que importa muito mais é o que se passa atrás das cortinas dos centros de contagem. Há muitos anos tenho trabalhado como funcionário nas eleições na Austrália e posso dizer que o que importa é que os processos de contagem e contabilidade depois do encerramento dos lugares de votação sejam além de questão. Não temos urnas transparentes (são feitas de cartão não transparente), mas toda a gente sabe que os processos são seguros e que a contagem e os resultados serão de confiança. Não importa que todas as urnas sejam transparentes e trancadas se toda maneira de corrupção se realizasse atrás das cortinas depois de se ter fechado os lugares de votação. O que é necessário é um sistema fiável de contagem dos votos que seja da confiança do público.

  11. Lord

    7 de Setembro de 2018 as 8:34

    Enfim sem fim… Até uma simples urnas tem que ser oferecidas. Até quando vms deixar de ser peditentes?

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