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Reassentamento da população da Roça Sundy

500 pessoas, representando 6,6% da população total da ilha do Príncipe habitam a roça Sundy. Após 5 anos de espera a população da Roça onde se comprovou a teoria da relatividade, vai ser reassentada.

O projecto de reassentamento será lançado esta quarta – feira na ilha do Príncipe. Desde que foi assinado o acordo de investimento, entre o Governo Regional da ilha do Príncipe e o grupo privado sul-africano HBD, que o reassentamento das 130 famílias da roça Sundy, num total de 500 pessoas, tornou-se numa prioridade para promoção do investimento privado.

O grupo HBD financia o processo de reassentamento, sob uma metodologia participativa, que respeita os direitos humanos e que foi elaborada pela UN – Habitat (organismo das Nações Unidas).

Segundo a UN – Habitat, os 500 habitantes da Sundy vivem nas sanzalas degradadas, construídas em 1920. «A justificativa para o engajamento do UN-Habitat neste reassentamento dá-se pelas condições atuais de moradia da comunidade nas sanzalas. Os edifícios, que contaram com pouca ou inexistente manutenção ao longo dos anos, oferecendo riscos de desabamento do detalhado e reduzidas condições para a instalação de saneamento. Além de ocupação acima do limite máximo recomendado para habitação, a tipologia da senzala não possibilita a expansão e requalificação das unidades residenciais», descreve a UN – Habitat num comunicado enviado a redacção do Téla Nón.

sundy1A metodologia participativa para o reassentamento da população de Sundy, já permitiu a criação de um Comité Comunitário designado “ Terra Prometida”.  O Comité composto por 12 elementos, conta com a participação, de jovens, mulheres, idosos, e deficientes físicos, todos moradores da roça Sundy. «O Comité Comunitário – Terra Prometida, também selecionou membros da comunidade Sundy interessados para participar de um ateliê sobre soluções de infraestrutura focado no abastecimento de água e estradas para o reassentamento nos últimos dias 14 e 15 de Setembro junto a representantes do governo e da HBD», explica a UN – Habitat.

Um projecto de reassentamento inovador, e pretende proteger o ecossietma da ilha do Príncipe. «A ilha do Príncipe é um ecossistema único e frágil, por isso a sustentabilidade no uso de recursos é essencial para que o projeto esteja em harmonia com o ambiente», pontua a UN – Habitat.

O comité comunitário joga um papel determinante em todo o processo, que inclui a capacitação dos habitantes «para algumas funções profissionais relativas ao projeto, como construção e carpintaria por meio de treinamentos», explica a UN-Habitat.

O governo Regional do Príncipe e os representantes do Grupo HBD, juntam-se a população da Roça Sundy esta quarta – feira para o lançamento do projecto de reassentamento dos 500 habitantes da roça.

Leia o comunicado da UN-Habitat que tem mais pormenores – Comunicado de imprensa_Reassentamento Sundy_25-09-2017 (1)

Abel Veiga

 

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    7 comentários

7 comentários

  1. CNN

    29 de Setembro de 2017 as 6:17

    Negócio da China. Um dia STP saberá toda verdade da corrupção reinante na ilha do Príncipe. Tó zé e a sua família são “donos disto tudo”.

  2. Afoncina

    29 de Setembro de 2017 as 6:24

    A nossa ilha as nossas praias, estão toda ela privada aos estrangeiros. Nem a roça infante escapou. Na quarta-feira o Tó Zé recebeu a sua parte/flay e entregou a roça infante a um forasteiro.

    • Amcy

      16 de Novembro de 2017 as 17:24

      Os habitantes que devem abri os olhos e tentar cortar as« asas» dos políticos.
      «Povo põe povo tira»…

  3. Apocalipse

    29 de Setembro de 2017 as 20:36

    De facto o Tó zé julga se dono do Príncipe.

    Segundo a bíblia, “tudo tem o seu tempo determinado” O fim disto tudo é que vão ser elas. Quem viver, verá.

  4. 12 anos é suficiente

    1 de Outubro de 2017 as 9:08

    Meus caros não preocupam, desta vez eu não votarei para UMPP. Só se o meu pai ressuscitar fazer esse perdido.

    Um homem não pode querer morrer no poder. Até porque Tó Zé disse me pessoalmente em 2014 que estava a concorrer para último mandato. Acho que 3 mandatos está bom deixa isso para outros também mostrarem quanto valem. São 12 anos no poder, para mim chega…

  5. Observador

    2 de Outubro de 2017 as 7:48

    Só estou a observar. O Patrice Trovoada adiou a coisa, contudo estou áspera daquele dia. O dia que pela primeira vez irei votar contra Tó Zé. Chega de mais é molesta.

  6. olivio cardoso

    3 de Outubro de 2017 as 9:33

    tenho uma firma certeza que a ilha de principe esta a crescer,
    ja lansamos a primeira perdra para construçao de casas aos moradores desta empresa a energia eletrica para praia das burras e Belo monte, pergunto? onde estava aqueles que hoje so sabi creticar
    do Governo da UMPP

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