Sociedade

Mais de 65 países criminalizam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo

Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia é marcado esta sexta-feira; Programa Conjunto da ONU sobre HIV/ Sida pede fim de leis discriminatórias contra populações Lgbti.

As leis de mais de 65 países ainda criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, afirma o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida, Onusida.

A agência faz o alerta no Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, marcado esta sexta-feira, 17 de maio.

Moisés Maciel da Silva, 19 anos, de São Paulo, Brazil, descobriu que tinha o vírus VIH quando tinha 18 anos, by Unicef/ Danielle Pereira

Discriminação

Em nota, a agência pede aos países que que removam leis discriminatórias contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais, Lgbti.

Segundo as Nações Unidas, o estigma contra estas populações “é reforçado por uma legislação penal” que “alimenta a violência, a exploração e o clima de medo, dificultando os esforços para disponibilizar serviços às pessoas que mais necessitam.”

A diretora executiva do Unaids, Gunilla Carlsson, disse que “para acabar com a epidemia, as pessoas precisam de ser protegidas contra danos e é necessária justiça e igualdade para todos.”

Grupos de risco

Entre os mais de 65 países que criminalizam relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, existem pelo menos oito nações que impõem a pena de morte.

Em todo o mundo, gays e homens que têm sexo com outros homens apresentam probabilidade de contrair o vírus 28 vezes maior do que o resto da população e menos acesso a tratamentos. Em 2017, estes homens foram responsáveis ​​por 18% das novas infecções.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, OMS, disse que “é extremamente importante criar um mundo onde todas as pessoas possam ter acesso aos serviços sociais e de saúde de que precisam.”

Para Tedros Ghebreyesus, “a cobertura universal de saúde significa atingir todas as pessoas, e as minorias sexuais e de gênero têm os mesmos direitos que todos os outros.”

Objetivos

As pessoas transexuais, que representam entre 0,1 e 1,1% da população global, muitas vezes enfrentam estigma, discriminação e rejeição social em suas casas e comunidades. Estes problemas impedem as pessoas transgênero de ter acesso aos de que precisam. As mulheres transexuais têm 13 vezes mais possibilidade de contrair o vírus. Cerca de 16,5% dessas mulheres são portadoras.

Sobre este tema, o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, disse que “justiça e proteção para todos são fundamentais para impulsionar o progresso da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.”

Achim Steiner afirmou que “promulgar e fazer cumprir leis e políticas não discriminatórias, revogar leis punitivas e garantir o acesso à justiça é essencial para cumprir o objetivo de não deixar ninguém para trás.”

PARCERIA -TÉLA NÓN / RÁDIO ONU

 

    13 comentários

13 comentários

  1. Fusoê

    18 de Maio de 2019 as 19:59

    Que aumente o número de paises que trave tal aberação.
    Que sejam extreminados como Sodoma e Gomora.

    • Alligator

      20 de Maio de 2019 as 12:16

      Apoiado, apoiado, apoiado e mil vezes apoiado.

  2. STP Terra linda e gente boa

    19 de Maio de 2019 as 10:17

    Isto é uma lei que põe em perigo o valor da família. A família é constituida por um homem e uma mulher em união. Esse mundo está mesmo perdido com esta onda de imoralidade e pessoas doentes. Eles que se arrependem dos seus males. Não deveria ter lei alguma no mundo que favorecessem essa união vergonhosa. Mas eles o fazem, porque os próprios dirigentes desses países também são gays. Essa lei só foi também aprovada em Portugal porque na altura, o Sócrates também tinha essa inclinação. Um mundo pedido que está a chegar o limite da paciência de Deus. Maldição. No dia em que essa lei chegar em STP, vai ser o fim completamente cumprido.

    • STP Terra linda e gente boa

      19 de Maio de 2019 as 10:32

      Coisa vergonhosa e chocante que a propria ONU defende e diz que; o contrário é discriminação. Dirigentes sujos e sem vergonha. Deviam preocupar-se com muitos dos problemas graves que esse mundo enfrenta em vez de defender união do mesmo sexo. Vão socorrer esses coitados que sofrem e inocentes das crianças que morrem nesses conflitos armados, como na Síria, Iraque, Afeganistão, Mali, Somália, Sudão e outros. Pessoas exploradas e escravizados no trabalho nos países de potência económica, para grandes marcas.
      O juízo de Deus está por vir. Tristeza

  3. STP Terra linda e gente boa

    19 de Maio de 2019 as 10:43

    Erro aí não está nessas pessoas. Eles devem ter algum problema psiquiátrico que esses governos ainda não tentaram avaliar para descobrir. O maior erro são esses mesmos dirigentes que aprovam leis que conflitam diretamente contra a lei da natureza humana. Dois homens ou duas mulheres a se cadarem; tristeza. É uma pura violação ao valor familiar. Mas como a imoralidade invadiu o mundo, estão todos cegos e surdos. Vivemos num mundo que está a chegar o limite da paciência de Deus.
    Que se arrenpendam das vossas maldades.

  4. Vici

    19 de Maio de 2019 as 18:58

    O maior ciclone do mundo é a ONU. Com as suas leis e as suas propostas que têm vindo a destruir a humanidade aos poucos.

  5. Alligator

    20 de Maio de 2019 as 12:21

    Todos os paises do mundo deviam criminalizar a união entre pessoas do mesmo sexo e com pena maior, ou seja, prisão perpetua ou pena de morte.

    • Amar o o que é nosso

      20 de Maio de 2019 as 20:04

      Patético!

      • Ralph

        21 de Maio de 2019 as 7:51

        Normalmente leva muito tempo para se mudar atitudes como aquela. Porém, normalmente acontece aos poucos quando situações mudam e as pessoas afetadas se apercebem de que o céu não, de facto, cairá como resultado.

  6. Ralph

    21 de Maio de 2019 as 2:55

    Dou elogios ao editor por ter a coragem de publicar artigos como este e sensibilizar o assunto aos olhos do público. Embora um país como STP possa não estar pronto agora para aceitar uma mudança como esta, a altura virá.

    É triste ler alguns destes comentários mal-informados. Embora toda a gente tenha o direito de acreditar em queira o que quiser, não há dúvida nenhuma de que o mundo está a mudar a sua opinião em relação a assuntos como este. Há um sentido crescente em volta do mundo de que a sexualidade de uma pessoa é algo nato, não uma escolha, sendo todas as pessoas merecidas de respeito, a despeito da sua sexualidade. Não é uma loucura ou um sinal de que se esteja a viver contra a vontade de deus. Quase todos os países desenvolvidos já tenham adotado essa posição à medida que se apercebam de que a discriminalização em base de sexualidade deixa de fazer sentido. É apenas uma questão de tempo até que a mesma decisão seja tomada em países como STP.

  7. antonioaserrano@yahoo.com.br

    22 de Maio de 2019 as 1:31

    “As mulheres transexuais têm 13 vezes mais possibilidade de contrair o vírus. Cerca de 16,5% dessas mulheres são portadoras”.
    Das anteriores palavras transcritas do texto parece-me que está tudo dito…

  8. Santomenses estão muito atrasados, vão plantar cacau

    29 de Maio de 2019 as 2:36

    Liberdade de expressão é um direito de todos, sem dúvida. Liberdade no geral, é um direito. Porém, por algum motivo, certas pessoas, acham que têm o direito de dizer ao outro o que deve ou não deve fazer. “mulher não casa com mulher”, “homem não casa com homem”… devem ter “algum problema *psicologico” por favor!
    Cuidem das vossas vidas e deixem os outros serem felizes.

Deixe um comentário

Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo