Sociedade

Covid-19 provoca o nascimento do “Observatório Transparência STP”

Observatório Transparência STP é uma iniciativa da sociedade civil que integra entidades e cidadãos interessados e contribuir para maior transparência das acções públicas e participação social, através da elaboração de conteúdos técnicos, a partir dos dados, informações e análises, referentes às comunicações e acções no âmbito do actual contexto pandémico.

O Observatório Transparência STP COVID-19 propõe-se apresentar as suas comunicações, dados e análises de forma clara e de fácil compreensão para o acesso do maior número possível de cidadãos.

Objetivo
Acompanhar as acções tomadas pelas entidades públicas e outras instituições que participam no combate à COVID-19 e os seus efeitos, com vista a uma melhor comunicação e aplicação dos recursos.

Informar com rigor e responsabilidade em matéria dos factos e informações sobre a COVID-19
Promover a divulgação da verdade e participar no combate às fake news e outras formas de desinformação, através da análise e confirmação das informações junto a fontes credíveis.

Congregar, localmente, representantes da sociedade civil organizada, e profissionais liberais de todas as categorias, dispostos a contribuir para a boa governação dos recursos públicos, servindo a seu grupo profissional e à sociedade em geral.

Actuar nas mais diversas áreas e actividade consideradas adequadas e pertinentes para o cumprimento da sua missão e promoção da transparência e da boa governação.

Missão
Promover o rigor, a transparência e a responsabilidade na tomada de decisão e gestão dos recursos públicos, bem como nas comunicações das autoridades em tempos de COVID-19.

Visão
Uma iniciativa, um novo paradigma organizacional, um olhar atento e responsável, para o melhor desempenho e efetividade das acções de combate à COVID-19 e mitigação dos seus impactos.

Valores
Rigor; Responsabilidade; Integridade; Efetividade; Transparência; Apartidarismo; e Parceria.

Neste momento particularmente difícil para São Tomé e Príncipe e para o mundo, mais do que nunca, é-nos exigido, como cidadãos de nação que se posiciona como inclusiva e participativa, a responsabilidade para que a execução das políticas públicas e o seu acompanhamento, sejam realizados com eficiência, eficácia e efectividades requeridas, onde cada um possa, no âmbito das suas competências e valências dar o melhor de si para São Tomé e Príncipe.

É neste contexto que surge o Observatório Transparência STP, enquanto iniciativa da sociedade civil, sem quaisquer fins lucrativos ou político-partidários, que visa, no essencial, promover o rigor, a transparência e a responsabilidade na tomada de decisão e gestão dos recursos públicos.

Em tempos de COVID-19, o nosso foco é acompanhar as acções tomadas pelas autoridades públicas e outras instituições, com vista a uma melhor comunicação e aplicação dos recursos, no sentido de permitir que o cidadão esteja devidamente informado e implicado no combate a esta pandemia e os seus efeitos socioeconómicos. Como objectivo, não menos importante no cumprimento da nossa missão, pretendemos de igual modo, participar no combate às fake news e outras formas de desinformação, que nos últimos tempos têm-se proliferado com particular acutilância nas redes sociais.

MANIFESTO SOCIAL N.º 02/2020
(Necessidade de garantias de segurança na produção, comercialização e consumo de medicamentos tradicionais)

Ao nível mundial, cientistas, médicos e terapeutas tradicionais têm desdobrado esforços para encontrar medicamentos e vacinas para combater a COVID 19, tendo-se já registado alguns avanços ao nível da vacina, mas a previsão da sua disponibilização ao público, apenas está prevista para o ano 2021. Também no continente africano, existem vários países que têm experimentado medicamentos e chás feitos com as plantas locais, sendo o exemplo mais divulgado os chás produzidos em Madagáscar.

Em São Tomé e Príncipe a população, de uma maneira geral, tem utilizado chás tradicionais para reforçar a imunidade e aliviar alguns sintomas tais como febre e tosse. No mesmo sentido constata-se o aparecimento de empresas e pessoas que começaram a produzir «pseudo xaropes», «vacinas orais» e «remédios da terra» feitos com recurso a plantas medicinais consideradas como “soluções locais” para a COVID-19.

De acordo com um artigo noticiado pelo Jornal STP-Press no dia 05 Maio 2020, um dos especialistas da medicina tradicional são-tomense, lançou um xarope de plantas tradicionais locais denominado “Xarope Antivírus-Covid-19” com capacidades medicinais, segundo o mesmo, para atender os sintomas do novo coronavírus (a COVID-19).

Sem qualquer base científica, o praticante da Medicina tradicional São-tomense explicou que o seu xarope resulta de um composto de quatro plantas medicinais locais, designadamente, “o gueguê, a [«atlimija»], o quiabo e a quina, contendo, propriedades, “antiviral, anti palúdica, combate a bronquite, tosse, dor de cabeça e outros males”.

No artigo da STP Press é ainda referido que “a [«atlimija»], uma das quatro plantas que compõem o xarope produzido pelo referido terapeuta tradicional, é a base principal de um remédio tradicional fabricado em Madagáscar e que tem sido aplicado para o tratamento do novo coronavírus (a COVID-19).”

De igual modo, segundo uma peça noticiosa recentemente passada no Telejornal da Televisão Pública São-Tomense, foi amplamente divulgado por esta Estação Publica o lançamento por um empresário nacional, de um produto que funciona como “vacina contra doenças respiratórias”, composto essencialmente por uma planta localmente designada «cundú muala vé». O referido empresário afirma que o produto em causa “previne doenças respiratórios, embora não saiba se tem o mesmo efeito perante a COVID-19.”

Entretanto, segundo Maria do Céu Madureira, investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, conhecedora científica de plantas medicinais de São Tomé e Príncipe, os «xaropes» e a «vacina oral» que estão a ser produzidos e vendidos em São Tomé e Príncipe com o rótulo de “MEDICAMENTOS TRADICIONAIS”, NÃO CUMPREM OS REQUISITOS DE SEGURANÇA PARA A SUA COMERCIALIZAÇÃO COMO SOLUÇÕES PARA COMBATER A COVID-19.

Assim, atendendo a vários alertas da OMS sobre a necessidade de evidência científica em relação à eficácia e à segurança das «soluções», e “curas milagrosas” para o tratamento do novo coronavírus (COVID-19) e considerando que a administração de chás, «xaropes» e a «vacina oral», sem respeitar nenhuma prescrição ou dosagem poderá acarretar perigos adicionais para a saúde pública, e havendo por conseguinte a necessidade de serem definidas regras claras quanto à produção e comercialização desses produtos, o Observatório Transparência STP, vem ALERTAR O GOVERNO E A POPULAÇÃO SOBRE O SEGUINTE:

1º – DE MODO A PRESERVAR A SAÚDE PÚBLICA, O MINISTÉRIO DE SAÚDE E O DEPARTAMENTO COMPETENTE DE FARMÁCIAS DEVEM REGULAMENTAR A PRODUÇÃO E A COMERCIALIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS TRADICIONAIS E ALERTAR A POPULAÇÃO SOBRE OS POSSÍVEIS EFEITOS SECUNDÁRIOS QUE PODEM SURGIR NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NÃO VALIDADOS PELAS AUTORIDADES COMPETENTES.

2º – PROIBIR OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE PROMOVEREM A DIVULGAÇÃO DE MEDICAMENTOS TRADICIONAIS DESTINADOS À COMERCIALIZAÇÃO, SEM QUE PREVIAMENTE O MINISTÉRIO DA SAÚDE VALIDE A SUA COMPOSIÇÃO, UTILIDADE E SEGURANÇA NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS ESPECIFICADAS.

3º – INFORMAR A POPULAÇÃO QUE NÃO EXISTEM SOLUÇÕES TRADICIONAIS MILAGROSAS PARA CURA DA COVID-19, E QUE TODOS DEVEM EVITAR O CONSUMO DE XAROPES OU VACINAS TRADICIONAIS PARA O EFEITO.

4.º – ALERTAR AINDA A POPULAÇÃO QUE OS CHÁS DOMÉSTICOS PARA ALIVIAR A TOSSE E A FEBRE DEVEM SER CONSUMIDOS COM MODERAÇÃO, DE MODO A EVITAR POSSÍVEIS EFEITOS SECUNDÁRIOS QUANDO UTILIZADOS EM EXCESSO.

O Observatório Transparência STP esclarece que não opina contra o uso moderado de medicamentos tradicionais e de alternativas locais para aliviar os sintomas da COVID-19 (febres, tosse e problemas respiratórios), mas sim manifesta a sua preocupação face à divulgação de actividades de produção e comercialização de pseudos produtos terapêuticos, sem a prévia certificação das autoridades competentes dos serviços de saúde.

Conheça os membros da sociedade civil que criaram o “Observatório Transparência STP – Covid-19” – MEMBROS FUNDADORES (1)

São Tomé, 14 de Maio de 2020

O Observatório Transparência STP

+ transparência > efectividade.

    8 comentários

8 comentários

  1. Chá de macabalí

    18 de Maio de 2020 as 21:50

    já que é uma associação de transparência, gostaria de saber porquê que em São Tomé apesar das pessoas recorrem hospitais que deveria dar resposta positiva em recuperação estão a morrer mais do recuperar? é difícil acreditar que num país corrupto e cheios de gatunos agora aparece associação sem fins lucrativos.Temos cidadãos que se trataram com chás e limão e ficaram curados, talvez se fossem ao hospital teriam morridos como outros. Hospital existe para dar respostas precisas e confiantes, só assim poderá evitar as propagandas e usos tradicionais. Isso é o que eu acho,

  2. Ralph

    19 de Maio de 2020 as 5:42

    Este deve ser um serviço valioso. Haverá sempre quem de morais duvidosas que vão querer iludir as pessoas vulneráveis e/ou ignorates para que se possa vender um tal produto aos mal-informados. São chamados a tubarões. E isso tende a acontecer cada vez mais numa altura na qual o mundo está no meio de uma crise e pessoas estão assustadas. A produção de informação fiável é uma das melhores maneiras para combater este tipo de engano. Deveria ser um governo nacional que cumpra este papel mas, se o governo faltasse de credibilidade ou de vontade de desmentir as falsidades, cabe a uma organização como esta.

  3. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    19 de Maio de 2020 as 7:37

    Faltou um membro…”Patrice Trovoada”,,,Transparência essa equipa têm muito a informar a população…

  4. Paulo Cruz

    19 de Maio de 2020 as 8:06

    Muito bem carissimos senhores/senhoras.

    Também é verdade, que a dita investigadora, está a trabalhar sobre STP, a mais de 30 anos, mas alguém conhece alguma publicação desta?
    Eu nunca vi. É bom que se monstre por A+B que isto não serve. Então minha senhora estabelece normas para uso dos chãs(ex:gramas)

  5. Ana Graça

    19 de Maio de 2020 as 8:44

    pelos nomes dos fundadores, já dá para ver o objectivo desse tal observatório.Mais uma forma camuflada de se fazer politica e já sabemos ao serviço de quem…Jonas, Ilza, Medeiros, Jete Moniz, Gualter vera Cruz… Só faltou o Gege. Qual observatório qual quê. Isso é mais uma artimanha financiada pelo Patrice. Metram lá o Olivio e Deodato só para disfarçar. Deixem de enganar o povo pá. Onde é que voces andavam há 4 anos atrás? Estavam todos bem instalados a comer dinheiro do povo. Cansado dessa gente pá.

  6. Lucas

    19 de Maio de 2020 as 13:23

    Cadê dos dotores ou dotoras?

  7. sem assunto

    19 de Maio de 2020 as 16:46

    Não sabem de nada, logo fiquem quietos, evitem exporem se ao ridiculo.
    Pelo manifesto apresentado a vossa única iniciativa, pelo menos aberta, é a de denigrir esforços conjunto não ocidentais, que visam solucionar o Covid 19.
    Ignorantes vocês, digo eu, parem de olhar a europa e o ocidente como principio lógico e racional do mundo, o conhecimento e criatividade esta em todo luagar. É consensual e está provado de que o covid organico criado em Madagascar serve de paliativo, se não de cura integral ao virus, porem por ser uma descoberta africana, a corrupta OMS, sob supervisão da obscura sociedade cientifica ocidental, recusa a reconhece-la, dado que a estimativa destes goges e magoges eram de ter milhões de mortes no continente, todavia o que assistimos é um continente que está sabendo dar uma resposta eficaz e pontual a m.da de virus que eles criaram com fins de balanço ecologico.
    No vosso pouco elucidatorio manifesto, questionam os trabalhos dos nossos mestres saotomenses por não terem “cunho cientifico”, engraçados,saibam de que a descoberta ciêntifica é de caracter temporario, ali nada é definitivo, tudo é objeto de questionamento, analise e de estudo continuo passivel de refutação , por isso que saímos da teoria heliocentrica para geocentrica, sendo assim não podemos olhar para a ciência como infalivel e imaculada.
    Oportunistas arrumados em intelectuias, razão de o país ser a porcaria que é.
    É assim que vocês vendem o país ao desbarato, caixas de ressonâncias.

  8. sem assunto

    19 de Maio de 2020 as 16:49

    Ordem trocada. Teoria geocentrica para heliocentrica, assim pretendia escrever.

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