Opinião

45 anos depois, uma vez mais, o Diálogo Nacional – A busca de Consenso

Alguns compatriotas me perguntam sobre o porquê de tanta insistência minha sobre o Diálogo Nacional.

Sou filho legítimo da geração da utopia, gente que olha o passado com orgulho e para o futuro com esperança e confiança. Gente que não desanima, que luta melhor porque sonha.

Sonho com um São Tomé e Príncipe, a transformar-se “num cantinho da terra onde dê gosto viver”.

Até lá não tenho dúvidas que será uma difícil a caminhada sobre estradas de terras batidas feitas por cidadãos que não aceitam o fracasso como obra do destino.

Um jornalista santomense me perguntou se eu acreditava mesmo que a nova geração iria ver nascer e viver nessa sociedade dos meus sonhos, se todo o meu esforço valeria a pena? Seria compensado?

Uma pergunta semelhante havia sido feita, a um activista brasileiro Eduardo Moreira. Perguntaram-no se acreditava que o seu filho iria viver num Brasil do seu sonho. Num Brasil melhor…se valeria a pena tanto esforço na luta contra as desigualdades, e se ele esperava vir a colher algum fruto desse seu esforço.

Do mesmo jeito que o brasileiro, respondi ao jornalista santomense, que a minha única certeza é que a nova geração irá continuar a me ver lutando a vida inteira por um São Tomé e Príncipe melhor, com a certeza de que :

Se não houver frutos

Valeu a Beleza das Flores ;

Se não houver flores…

Valeu a sombra das folhas ;

Se não houver folhas…

Valeu a intenção das sementes.

Vivemos todos num país, as duas ilhas que mesmo antes da independência até o momento actual, sempre conviveu com a instabilidade sobretudo política e social.

Já não deve ser novidade para ninguém que o nosso país atravessa há já algum tempo situações difíceis a nível económico, político, e social. Trata-se apenas de uma constatação dos factos e não encerra em si qualquer crítica, muito menos um dedo acusador a quem quer que seja.

No que concerne aos partidos políticos, todos com ou sem assento na Assembleia Nacional, atravessam um periodo difícil de crises multiformes.

São Tomé e Príncipe encontra-se mergulhado numa profunda crise de múltiplas facetas, económica, política, social, cultural.

A quando do último encontro do conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, foi dado a conhecer ao público, através da imprensa, que o Conselho constatou que no geral, as instituições da República Democrática de São Tomé e Príncipe, funcionam com múltiplas deficiências graves.

O facto mais preocupante é que os órgãos de soberania estão de costas viradas. A indispensável interacção que deveria existir entre os mesmos, vem sendo substituída, ao longo desses últimos anos, por confrontos publicitados de competências e de militâncias.

O sistema institucional santomense demasiadamente partidarizado, corre por conseguinte, sérios riscos de perder credibilidade, perdendo a legitimidade.

OS PARTIDOS POLÍTICOS

Os partidos políticos os mais importantes pilares do sistema democrático, por conseguinte carecem de reformas profundas. Ainda não estão devidamente preparados para garantir um funcionamento adequado de um regime democrático. Tentativas de reformas levadas a cabo neste ou naquele partido, não tiveram sequências.

Como dizia alguém muito acertadamente, a reforma é como andar de bicicleta. Se você para de pedalar, cai. Parou ..caiu.

Os partidos tem que se aproximar mais ao povo, abrir-se mais à sociedade civil.

Pilares indispensáveis do sistema democráticos, os partidos políticos deveriam estar permanentemente conectados à sociedade. É aliás nessa ligação é que deveria residir a sua força. Essa deve ser uma preocupação primordial na sua organização interna e na forma como como relacionam com o exterior.

O seu carácter estruturante exige uma interacção permanente com os cidadãos, que são, ou deveriam ser, a principal referência na forma como se organizam.

Os partidos políticos em pleno século XXI perderam no terreno o monopólio da mobilização. O avanço tecnológico dos últimos tempos, sobretudo a evolução da internet dos últimos anos, colocou a disposição do indivíduo, novas formas de comunicar e de intervir directamente no espaço que o rodeia, sem qualquer tipo de intermediações.

Os partidos políticos santomenses, todos, conhecem uma situação de crise preocupante. As oposições no interior dos partidos vão se estremando e conflitualizando cada vez mais. A concertação vai perdendo valor, enquanto instrumento que facilita o esbater das diferenças. Cada interesse prefere permanecer autêntico, específico e não deixa espaço para a interpretação e apaziguamento.

Em São Tomé e Príncipe convive-se com um sistema democrático onde o desejável confronto democrático do contraditório é inexistente. Assiste-se no interior dos partidos políticos uma luta de clãs, e entre os partidos políticos a oposição ainda não é feita com propostas de projectos alternativos, mas quase sempre com ataques pessoais em comunicados de imprensa e abundantemente nas redes sociais.

A situação se torna ainda mais preocupante porquanto as relações conflituosas no interior dos partidos políticos, e entre os diferentes partidos são projectados através das suas militâncias, nas comunidades e nas famílias santomenses, favorecendo deste modo o surgimento de um clima gerador de conflitos, destruidor do necessários espírito de solidariedade comunitário, dificultando muitas vezes a mobilização dos moradores na busca de solução aos problemas comuns.

Que fique aqui bem claro desde já que não questiono o papel central e fundamental dos partidos políticos no regime democrático. Não há democracia sem partidos políticos, é repetitivo.

A Sociedade Civil e a Diáspora

Defendo no entanto que o sistema partidário não pode asfixiar outras formas de participação cívica dos cidadãos.

Entretanto a sociedade civil santomense incipientemente organizada, ainda frágil nas suas estruturas, directa ou indirectamente infiltrada pelos partidos políticos, convive pacificamente com os atropelos do poder instalado, não faz ouvir a sua voz, optando pela luta clandestina através das redes sociais.

A diáspora santomense uma importante comunidade, quer pela sua extensão, quer ainda e sobretudo pelo seu valioso olhar crítico sobre o país, não é tida nem achada. Até a data nada foi feito para além de promessas a quando das campanhas para que a diáspora nacional se sinta integrada no processo de desenvolvimento do país.

Pouco a pouco a diáspora santomense, sobretudo os seus descendentes vão perdendo o que ainda resta do sentimento de pertença à santomensidade.

Acerca das Chamadas Organizações de Massas

Mais do que a metade dos habitantes de São Tomé e Príncipe é jovem. É pois evidente que o desenvolvimento permanente do país estará comprometido se não forem criadas condições para garantir à juventude uma formação adequada, em consonância com as diferentes fases dos objectivos estratégicos que devem ser previamente e obrigatoriamente definidos e consensualmente aprovados para o país.

Se assim não for corre-se o risco de matar no ôvo os sonhos da juventude. Quem não sonha não luta com afinco para alcançar os objectivos. Seria ilusório esperar-se que a juventude não sonhe, que viva sem utopias.

Durante o período de luta de libertação nas colónias portuguesas, “os jovens revolucionários” eram viciados em utopias. Lutar pela independência e construir, num país livre e independente, uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, uma sociedade onde o homem fosse amigo do homem, era a utopia, o sonho da maioria dos jovens nas colónias.

A juventude no período da luta de libertação nacional alimentava-se com sonhos e utopias, é verdade. Mas não era viciada, não era drogada, embora na altura já houvesse drogas. Como diria o frei Beto, citando, ” estou convencido que quanto mais utopias menos drogas. Se o sonho da juventude não é social, não é político, não é solidário, tem que ser químico” fim da citação.

Em São Tomé e Príncipe existem várias organizações juvenis. Cada partido político tema sua organização da juventude, pelo que consta são viveiros dos partidos. Não me parece evidente que a partidarização das organizações juvenis, seja no contexto actual, a forma mais acertada de mobilização da juventude.

Uma única organização nacional da juventude, tendo em conta que os objectivos das organizações juvenis santomenses, são no essencial idênticos, seria não só mais representativa, como também estar-se-ia perante uma força política de equilíbrio no sistema democrático. Cada militante da organização de juventude poderia estar filiado num partido da sua escolha.

O mesmo se pode dizer das organizações políticas das mulheres, que são não se sabe por que razão são designadas pelos partidos políticos de organizações de massas. A mulher e o homem, ambos têm um papem importante a jogar no processo de desenvolvimento do país.

A mulher não deve continuar a aceitar ser colocada na boleia do processo. Tem que se libertar definitivamente da tutela machista. A mulher bíblica já não tem espaço em pleno século XXI.

Integrada numa única organização política nacional, a mulher estará em melhores condições políticas para assumir com sucesso sem paternalismos, a sua responsabilidade no processo de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.

Governos Instáveis

Num país com menos de 300 mil habitantes, outro aspecto digno de reflexão, é a pulverização de frças partidárias, de partidos políticos, cujo elevado número dificulta a obtenção de maiorias estáveis, e duradouras na Assembleia Nacional, que permitam legislaturas de 4 anos.

Desde que em 1991, se realizaram as primeiras eleições livres e multipartidárias, São Tomé e Príncipe teve dezoito primeiros ministros. Dezoito Primeiros Ministros em vinte e oito anos. Quer dizer em média cada chefe do Governo governou durante pouco mais de um ano.

Este facto, deve no entanto suscitar uma reflexão profunda a todos os agentes políticos e aos cidadãos em geral. Esta crónica instabilidade política, a falta de tempo, variável tão importante para quem governa, tem inviabilizado a implementação com princípio, meio e fim de programas de governo coerentes, qualquer que seja a força política no poder.

Salvo os anos de 1991, 1998 e 2014 em que os partidos políticos vencedores obtiveram maioria absoluta, só vem sendo possível garantir a governabilidade com alianças entre os partidos políticos.

E para garantir a governabilidade os partidos optaram por comprar o apoio parlamentar. Assiste-se então, isso virou moda, a um verdadeiro balcão de negócios. A formação de governo de coligação se tornou numa autêntica feira à ceu aberto. Este tipo de prática faz com que as pessoas estejam cada vez mais descrentes da política.

O Eleitor e o Poder

Com o actual modelo de governabilidade, o eleitor assina um cheque em branco para os partidos políticos. Com efeito uma vez conhecidos os resultados eleitorais, o cidadão eleitor fica durante 4 anos completamente afastado de todo o processo de tomada de decisões sobre assuntos que têm a ver com a sua vida.

O poder constitucional do povo só é exercido num domingo abundantemente banhado. Por conseguinte o sistema democrático vigente  não permite a participação activa do cidadão santomense no processo de decisão sobre questões fundamentais para a sua vida presente e futura.

Segundo Dr. António Guterres, Secretário Geral da ONU, o que é evidente é um “défice crescente de confiança das pessoas no sistema político. O Secretário Geral voltou a defender o respeito pelos direitos humanos, e lembrou que as pessoas, querem ter uma palavra a dizer nos processos de decisão que afectam as suas vidas e querem condições de igualdade nos sistemas sociais, económicos e financeiros”.

Em suma se não houver uma democratização efectiva do poder, o que significa reduzir o poder dos políticos e vamos ficar sempre reféns de um modelo que afasta o povo do poder. Há que trazer o povo para o centro do jogo político, com referendo, com formas de participação directa.

Num país com a dimensão de aumentar o poder dos cidadãos criando ferramentas de participação popular, onde a governabilidade passa também pela escuta do povo, passa por mecanismo de decisão do povo, São Tomé e Príncipe, poder-se-ia implementar a prazo a democracia directa, o que reforçaria o sistema democrático vigente e fortaleceria o cordão umbilical que deve existir entre o deputado eleito e a comunidade que o mesmo pretende representar.

A permanente «dança das cadeiras» torna quase impossível levar a cabo políticas estruturais e a acção dos sucessivos governos demasiado permeável a aspectos meramente conjunturais que em nada contribuem para a correcta resolução dos problemas.

Os políticos como disse acertadamente o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, transformam-se em bombeiros que se limitam a apagar fogos(quando têm água), sem tempo para atacar as suas causas.

O permanente clima de campanha eleitoral, em que o país tem vivido empobrece a dimensão nobre da política, transformando-a muitas vezes numa mera questão pessoal impedindo, dessa forma, que o debate se faça saudavelmente, a volta de ideias e soluções diferentes.

A excessiva fulanização da luta partidária é uma caminho perigoso. Afasta os cidadãos dos seus representantes, alimenta a indiferença, promove o descrédito na classe política e impede a afirmação de diferentes programas e ideias, podendo mesmo gerar sintomas de claustrofobia.

O Cartão Partidário

É necessário combater também a ideia, instalada nos últimos anos entre nós, que  cartão partidário é uma espécie de passaporte para subir na «hierarquia» social e ter acesso às correntemente chamadas «benesses» do Estado. A possibilidade de cada um ascender socialmente é uma característica natural de regimes livres e democráticos, baseados no indivíduo e na possibilidade da sua realização pessoal.

O filho do pobre não pode nascer condenado a ser pobre, assim como o filho do analfabeto à ignorância. Qualquer um sem o direito ou mesmo o dever de aspirar a uma vida melhor.

Para que essas legítimas aspirações não se transformem apenas em frustrações, a sociedade tem de ser estruturada de modo a atenuar as desigualdades e a promover a igualdade de oportunidades, cabendo ao Estado, nesse aspecto um papel insubstituível.

A possibilidade de cada um ascender ou não social e economicamente não deve depender do seu cartão partidário, mas sim do seu mérito. Daí que o Estado tem por obrigação através da educação preparar o cidadão para o exercício pleno e correcto da cidadania.

A introdução da cultura da meritocracia no curriculum escolar a partir do ensino básico, pelo ministério da educação, seria a meu ver, uma valiosa contribuição à formação do tão desejado homem novo que há 44 anos, vem sendo alegremente propalado nos invariáveis discursos políticos.

Os Deputados do Povo

É também habitual dizer-se e a Constituição da República confirmando, que os deputados eleitos são representantes do povo, na Assembleia da República. Todavia a forma como eleitos, os deputados santomenses, mais parecem militantes deputados dos partidos políticos do que representante do povo.

Os deputados para melhor e mais acertadamente representarem e defenderem os interesses nacionais deveriam estar umbelicalmente ligados à vida nas comunidades. Os deputados deveriam ser, por isso, eleitos directamente pelos eleitores nas comunidades. Daí o apelo do Secretário Geral da ONU, dr. António Guterres aos líderes mundiais para “ouvirem os problemas reais das pessoas reais”.

No entanto convém aqui desde já alertar que no mundo de hoje em pleno século XXI, para exercício de um cargo de representatividade na Assembleia Nacional, ou de direcção, sobretudo lá onde são tomadas decisões vitais que têm a ver com a vida das pessoas só o patriotismo não é atributo suficiente. Precisa-se de cidadãos com conhecimentos suficientes e apropriados. E para liderar precisa-se de alguém que tenha conhecimento técnicos suficientes para liderar uma equipa.

As vezes para vermos mais a frente, é preciso olharmos mais a trás. Tudo que conquistamos até agora, a independência, a democracia, nada é definitivo.

Temos que analisar desapaixonadamente e sem complexos no posso passado. Como disse Tocqueville «quando o passado não ilumina o futuro, o espírito o espírito vive em trevas».

É pois mais do que evidente que a modernização e o desenvolvimento não estarão garantidos em país nenhum do mundo sem um adequado investimento na educação e na formação de quadros.

No domínio da educação, para um país que na data da independência registava uma elevada taxa de analfabetos há que assinalar progressos importantes. A verdade é que passado a fase de alfabetização o país não soube compatibilizar a estratégia da educação com a estratégia nacional de desenvolvimento a longo e médio prazos. Essa estratégia para a maioria dos são-tomenses ainda não existe.

Mudar de Paradigma

Passados que são os 44 anos de uma tempestuosa travessia temos que nos interrogar. Iremos continuar com o mesmo paradigma ou teremos que mudar a forma como percebemos ou equacionamos os problemas deste país tão pequeno de superfície, mas com um nome tão extenso?

Pode-se , no entanto, afirmar que uma mudança de paradigma no nosso desenvolvimento só será possível, se todos os partidos políticos, a sociedade civil, as comunidades santomenses no país e na diáspora, forem chamados a participar num debate nacional harmonizador das diferenças, em busca de uma saída consensual que nos assente seguramente no carris do desenvolvimento desejado.

Só um diálogo franco, aberto, construtivo e sem trincheiras está em condições de assumir o carácter instrumental que se pretende atingir. Evitar esse diálogo será fugir à responsabilidades. Impedi-la seria ignorar a ética da missão.

Só Dialogando

A situação actual de São Tomé e Príncipe ultrapassa normalidade. Os desafios que se colocam, a sua complexidade, e grau de dificuldade reivindicam entendimentos que ultrapassam as maiorias simples e algumas vezes até efémeras. Consensos alargados, amplos, perduráveis e que superem a legítima lógica partidária.

O caminho para esse máximo denominador comum não é fácil…….mas é possível percorrê-lo através do DIÁLOGO entre todas as partes políticas e nã políticas. Entre instituições e destas com a sociedade, entre partidos e suas direcções.

Dialogar para a mudança, na situação em que o país se encontra, tem de ser interpretado como um apelo autêntico e genuíno que vai para além de uma mera declaração voluntarista de boas intenções. Um apelo a mobilização, solidariedade e responsabilidade. Uma derradeira convocatória pública dirigida, a todos aqueles que como eu, pensam que não é possível perder mais tempo e muito menos lavar as mão perante a situação de miséria da maioria da população.

Essa mudança estará em marcha, logo que seja possível definir, de uma vez por todas, uma estratégia nacional para o desenvolvimento, que seja coerente, estruturante, hierarquizada com prioridades exequíveis e sobretudo com objectivos de longo prazo e que possa sobreviver aos mais variados tipos de vicissitudes conjunturais.

Tornam viável, económica e socialmente, São Tomé e Príncipe livre e independente, vencendo a pobreza e a miséria que a séculos castigam o seu povo deve constituir o ……fundamental dessa estratégia. Na construção deste quadro de referência todos os contributos serão bem vindos.

Manuel Pinto da Costa 

    14 comentários

14 comentários

  1. Sem assunto

    11 de Julho de 2020 as 7:43

    Valha me,meu Deus, outra vez este senhor?
    Camarada Pinto da Costa, o senhor não é nunca foi “gente que olha o passado com orgulho e futuro com esperança e confiança”, mas sim um dom casmurro, presunçoso, e melogomaniaco, que pensa tudo saber, tudo pode fazer em que os 15 anos no poder encantou o para sempre, és único primogénito na governação pós colonial no PALOP que ainda incomoda a nação outrora governada. Credo!
    Este é o século XXI, os pedagogos passaram a defender de que os novos iletrados serão os que não conseguem largar os velhos hábitos, e dendender novas diretrizes. Farás parte desta franja?
    Sugerito a resguardar te ao direito do silêncio, ninguém mais suporta as tuas crónicas vazias.
    Acreditas de que estás em condições de liderar algo frutífero para esta nação?
    Se a quando da tomada da independência ao teres todos os poderes absolutos nas mãos não o fizeste, volvidos 45, quase meio século, e com a sociedade totalmente fragmentada, fruto das más políticas tuas e dos teus sucessores, ainda te vês como solução.
    Dizeste bem no princípio, pertences a uma geração utópica, e pelos vistos ainda vives e és alimenta por ela.

  2. Pedro Costa

    11 de Julho de 2020 as 11:41

    “Sonho com um São Tomé e Príncipe, a transformar-se “num cantinho da terra onde dê gosto viver”.
    Este tempo todo, 45 anos depois teria muito para perguntar, mas ficam aqui estas perguntas:
    -Mais de 15 anos de governação não foram suficientes para concretizar o que agora sonha?
    -Alguma vez prestou conta ao povo santomense? Nunca
    -Porque agora o diálogo Nacional a busca de Consenso? Para quê?
    O mal deste país já está identificado há muito tempo: corrupção, inveja, o compadrio, o desvio da coisa pública e a incompetência.
    O senhor encabeçou a luta pela independência, foi presidente e pegou no país e ele estava maravilhosamente bem. Durante a sua presidência sempre se queixou do preço do cacau, etc, etc e que tínhamos de trabalhar, etc.Poucos eram os bolseiros que não regressassem ou mesmo nenhum.O senhor nunca prestou contas; as finanças do país estavam nas suas mãos. E agora?
    O Consenso seria entreguem tudo que roubaram ao país.
    Haveria muito para dizer e escrever. Não quero ser demasiado longo e maçador.
    A radiografia que faço do nosso país é esta: O PAÍS ESTÁ MAL. O PAÍS REGREDIU em tudo.
    Com todo este desmando, anarquia, injustiças, talvez o melhor teria sido a autonomia e não a independência, porque o país não tem rumo nenhum. O povo está a sofrer há décadas e nada se ganhou. Só não isto quem sempre fez parte da classe política e responsáveis neste país
    Como curar este mal?
    Ter pessoas mais competentes a trabalhar para o bem de todos e não de uma minoria.

  3. Andorinha

    11 de Julho de 2020 as 14:57

    Isso são palavras ao vento que este senhor nos traz outra vez.
    O senhor poderia dar início ao seu sonho em 12 de julho de 1975 mas com a idade que tenho tenho bem presente os 15 anos do partido unico onde vocês criaram uma elite que só vocês viviam bem so vocês é que viviam bem só vocês é que viajavam.

    A maninha de cartão de militante para ter benesses do estado foi o senhor que que criou na época do partido único MLSTP era preciso ser militate do MLSTP para trabalhar principalmente no setor do estado ou na governação.
    A televisão TVS STP PRESS Radio Nacional foram sempre partidarisado e faramenta da propaganda governamental quem criou isso foi o senhor e o MLSTP
    Vocês pegaram país nas mãos de branco e fizeram isto que é hoje destruíram.

  4. Sotavento

    11 de Julho de 2020 as 17:38

    Em vez deste palavreado todo do sr Pinto da Costa melhor seria um pedido de perdão oficial mesmo através do Tela Non ao povo de STP.Muitos dos males que até hoje paira em STP a culpa a tem este sr.Estas palavras todas de bom politico tolerante,acessor, conselheiro,já nao cola na sociedade são-tomense.Este sr. foi muito mau governante durante os primeiros quinze anos de STP como país.Este bla bla todo é para miudos de 10 ,11 anos que não viveram os primeiros anos de independencia.A opressão,o medo que se vivia era o selo deste periodo de ditadura em STP.Diria uma coisa a este sr. – faça uma introspeção e peça desculpas a este povo que hoje tanto manifesta interesse para que viva condignamente.Tinha eu 15 anos em 12 de Julho de 1975.

  5. Sénior

    11 de Julho de 2020 as 18:13

    Boa reflexão, senhor presidente. Aos críticos, convoco, façam o mesmo em vez de andarem a criticar sem fundamentação. Temos de deixar desta mania de criticar por criticar, sem fundamentação. A crítica é sempre desejável, em democracia, mas não deve ter propósitos levianos com intuito de, simplesmente, provocar agressão. Isto reflete, em parte, imaturidade e falta de cultura democrática. O país está como está fruto desta postura. Vivemos numa comunidade onde impera a crítica por crítica com motivações pessoais que fazem aumentar o ódio entre nós. Façam como o senhor presidente ou, pelo menos, deixem-no refletir sobre a nossa sociedade.Bem haja, senhor presidente.

  6. Fuba cu bixo

    11 de Julho de 2020 as 20:08

    Pinto da Costa olha Cabo Verde também teve a independência em 1975 também fizeram 45 anos de independência olha Cabo Verde ja é um País que da gosto de viver Cabo Verde é um País exemplo de boa governação esta a nível de um País Europeu com companhias aéreas frotas de barcos em condições que faz ligações entre ilhas.
    Senhor sabe porque que Cabo Verde esta assim por causa de políticos honesto comprometidos com o desenvolvimento do país e bem comum
    Agora o nosso problema esta identificando é políticos desonestos ladrões que entram na política para roubar e comprar casas na Europa e país ficou desgraçado a cair aos pedaço.
    Tomaram independência destruíram tudo nem a ponte de praia PM que o senhor gostava de tomar banho senhor foi capaz de reparar caio aos pedaços e desapareceu.
    Senhor acha que era preciso dialogo para reparar ponte da praia PM.
    O resto de vocês do partido único ainda anda ai a fazer estragos o Posser da Costa faz-nos um favor tira o Posser do alcance da coisa pública assim não vai restar pedra sobre pedra.Não é nada de diálogo de canvin não.

    • Como será

      12 de Julho de 2020 as 21:48

      Muito mal mesmo,regrediu, ate de dar vergonha de santomense que conheceu pais de ontem, e hoje ja nao tem nada para se ver, pais esta feio tudo partido, cidade suja, lixos por todo canto, animais a vadiarem por toda cidade, estradas esburacadas, jardins deixaram de existir, santomense tornou um povo preguiçoso, querendo vida facil , situação que os politicos foi mostrado fruto de tantas ofertas que o pais recebe por ser considerado pais mais pobre do MUNDO, entao tudo ai esta no lema de Levê,levê, um povo” MORNO “

  7. Boa

    12 de Julho de 2020 as 5:59

    A independência foi a pior coisa que nos aconteceu. Não vejo isto como um Estado.

  8. Sempre atento

    12 de Julho de 2020 as 12:52

    O shr Pinto da Costa fez um grande discurso sem quaisquer fundamento ou sustentabilidade. Não se esqueça que dos 45 os primeiros 15 de má governação foi do shr e mais a elite. Devia ter hoje orgulho e autoridade para falar,mas infelizmente o shr faz parte do fiasco e o declínio do país. Não pensa que o povo se esqueceu das histórias do passado. Opinar no Téla-Nón criticando atual situação do país está a criticar a si próprio. Sinceramente.

  9. Vanplega

    13 de Julho de 2020 as 3:39

    Viveu e comeu do bom e melhor, que Sao Tome e Principe, lhe ofereceu

    Em troca, foi um desatre enorme. Agora, fica quieto, ja deu.

    O povo de Sao Tome e Principe, lhe agradece, mais temos muita tristeza no coracao.

    Toma-la conciencia e diga.

    Poderia ser melhor, esse nosso Sao Tome e Principe

  10. Pumbu

    13 de Julho de 2020 as 13:47

    Coitado do Pinto.
    A Demagogia não nos levou nem levara a parte nenhuma senão para o abismo. Devemos trabalhar, produzir muito e poder exportar produtos de alta qualidade a preço aceitável.

  11. Artur Almeida

    13 de Julho de 2020 as 21:34

    Para quem puder e tiver tempo, sugiro ler o perfil que a Jornalista Carllile Alegre escreveu em 2011 sobre a figura de Pinto da Costa, parece que Pinto da Costa continua igual a si mesmo. Eis o artigo:

    https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2011/03/14/6525/manuel-pinto-da-costa-o-homem-que-luta-para-salvar-a-si-mesmo/

  12. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    14 de Julho de 2020 as 9:17

    Caros comentadores,, Façamos críticas com educação,, Um dos nossos males ,,,quem não teve passado triste. tenho orgulho daqueles que reconhecem as falhas e tem esperanças num futuro melhor. “Bué naxi molê fá ê ka tomá lábu bana mósca” nem sistema prevalece com um único homem, todos os participantes directo ou indirectos tem sua cota parte.

  13. SEMPRE AMIGO

    14 de Julho de 2020 as 12:14

    Artur Almeida…………..Trovoada.

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