Sonangol dá início a construção de porto petrolífero no norte de São Tomé

Publicado em 02 Fev 2009
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Após a aprespaco-maritimo.jpgesentação do projecto no final do ano passado, a petrolífera angolana, assinou no último fim-de-semana o acordo com o governo são-tomense, com vista a materialização do projecto. As obras que se iniciam nos próximos 15 dias terminam em 2010. O porto petrolífero designado de Bunker visa abastecer com combustível os navios de pesca e de carga que circulam no golfo da Guiné.

É a primeira zona franca de São Tomé e Príncipe. As actividades da petrolífera angolana no porto petrolífero ao norte da ilha de São Tomé, estarão livres de impostos e o estado são-tomense tem direito a 5% das receitas.

O Bunker a ser construído na cidade de Neves, vai custar mais de 23 milhões de dólares. O armazenamento e venda de combustíveis para os navios que circulam na zona do golfo da Guiné sustentam o negócio. A companhia angolana que já fez os estudos de viabilidade económica e financeira, pretende atrair centenas de embarcações que diariamente circulam a zona. O porto petrolífero de São Tomé só terá um concorrente na região. A posição estratégica do arquipélago na zona oferece vantagens ao negócio.

A Sonangol e o governo são-tomense através da autoridade da zona franca assinaram o acordo a porta fechada. 50 postos de trabalho estão garantidos para os são-tomenses, e muitas centenas de pessoas sobretudo as que vivem na zona norte da ilha poderão tirar proveito da actividade franca.

Segundo Arzemiro dos Prazeres, que dirige a autoridade da zona franca, as embarcações que virão abastecer no porto precisarão de outros serviços, que a população local poderá oferecer. O estado são-tomense vai arrecadar 5% das receitas resultantes da venda de combustíveis para as embarcações. «Temos 15 dias para que o projecto esteja de forma física implantada no terreno. Esperemos que o ano 2010 seja de arranque efectivo das actividades do bunker», assegurou Arzemiro dos Prazeres.

Abel Veiga