Fernanda Pontífice eleita presidente da organização feminina do PCD

Publicado em 29 Dez 2008
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A institucionalizaçãpontifice.jpgo da organização feminina do Partido da Convergência Democrática(PCD), designada Mulheres Democráticas, foi mais uma demonstração do partido liderado por Albertino Bragança de que tudo está preparado para os embates eleitorais que se avizinham. Aliás o próprio Presidente do Partido, deixou claro que o braço feminino do PCD, vai dar mais impulso as pretensões do partido em vencer as eleições que se avizinham.

Com as eleições autárquicas e regionais previstas para 2009, e as legislativas em 2010, o PCD, dá sinais claros dos preparativos para os embates que se avizinham. Bastante activo no terreno desde que se divorciou com o MDFM, a força política liderada por Albertino Bragança, já organizou a sua juventude, e no último fim-de-semana institucionalizou o seu braço feminino.

Fernanda Pontífice, ex-ministra da educação, actual reitora da universidade Lusíada de São Tomé foi eleita presidente das mulheres democráticas num congresso que reuniu mais de 1000 mulheres vestidas de camisola branca e lenço verde.

Paz e esperança para um partido que não esconde o desejo de voltar a ser a maior força política são-tomense, como aconteceu no calor da chegada da democracia multipartidária a São Tomé e Príncipe no ano 1991. «O PCD está vivo e as suas organizações se preparam para os grandes desafios que se nos aproximam. O ano 2009 é um ano pré-eleitoral e no âmbito do contacto com as populações, um partido que tem ambições eleitorais não pode dar-se ao luxo de fazer esses contactos sem que tenha uma retaguarda preparada para o fazer», afirmou Albertino Bragança.

O líder do PCD, confessou que o braço feminino do partido vai dar contributo importante para a conquista do poder nos sufrágios eleitorais vindouros.

Fernanda Pontífice na qualidade de Presidente da Organização Feminina do PCD, defende uma melhor integração sócio económica das mulheres. «A justiça passa também pela criação de condições para que as mulheres numa sociedade democrática e plural como a nossa possam exerce a sua cidadania plena, mormente o exercício do poder político participando nas decisões que lhe digam respeito», declarou a presidente das mulheres democráticas.

Despertas a consciência das mulheres para a defesa dos seus direitos políticos, económicos e sociais, é outra prioridade. Fernanda Pontífice quer ver maior equilíbrio entre homens e mulheres na ocupação de postos de decisão político-partidária e no parlamento.

Note-se que Fernanda Pontífice foi eleita deputada pela bancada da coligação MDFM-PCD, mas terá renunciado o mandato por causa dos compromissos assumidos com a universidade Lusíada de São Tomé. Por isso mesmo o parlamento são-tomense ficou com apenas um rosto feminino, na bancada do MLSTP/PSD.

Abel Veiga