Fiscalização e controlo da zona de exploração conjunta de petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, entregue a comissão do golfo da Guiné

Publicado em 22 Jan 2009
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A proposta foi apreespaco-maritimo.jpgsentada por São Tomé e Príncipe na reunião dos 8 chefes de estado que integram a comissão do golfo, realizada no ano passado em Luanda. Ao contrário do que estava inicialmente previsto no quadro do tratado assinado entre os dois países, em que caberia a São Tomé e Nigéria criarem uma força conjunta para garantir a segurança da fronteira marítima comum, o assunto passou para as mãos da comissão do golfo, que se reúne em Fevereiro próximo na capital são-tomense para debater a defesa e a segurança a nível da sub-região.

O Presidente da República Fradique de Menezes, diz que não existe qualquer problema no entendimento com qualquer país no domínio da segurança no golfo da Guiné. A criação de uma força militar conjunta nigeriano-são-tomense, para fiscalizar a zona de exploração conjunta de petróleo, como exige o tratado assinado entre os dois países, passa a assumir uma dimensão regional. A força conjunta nigeriano-são-tomense deveria ter bases em São Tomé.

Situação que pelo que o Téla Nón apurou não agrada a parte são-tomense, que diz não ter meios nem estruturas para criar uma força conjunta com a Nigéria. Segundo o Chefe de Estado são-tomense, na reunião da comissão do golfo realizada em Luanda no ano passado, a posição de São Tomé e Príncipe de envolvimento de todos os países da sub-região no processo teve total aceitação. «Foi estabelecido na cimeira de Luanda que este assunto deveria ser tratado a nível da comissão. Vai haver uma reunião já em Fevereiro aqui em São Tomé, sobre esta questão. E ficou estabelecido que o assunto fosse tratado segundo as ideias da Nigéria. Portanto para contentar toda gente foi assim decidido, e acho que foi uma boa decisão tomada em Luanda», explicou Fradique de Menezes.

Ministros da defesa e do interior dos 8 países que integram a comissão do golfo vão se encontrar em São Tomé para definir estratégias com vista a segurança e defesa do golfo rico em petróleo. A extensa área marítima partilhada por São Tomé e Príncipe e a Nigéria, deverá ficar incluída no esforço colectivo da comissão, que inclui países como Angola, Nigéria, Guiné Equatorial, República do Congo, República Democrática do Congo, Camarões, Gabão e São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga