Forças armadas dos Camarões, da Guiné Equatorial e do Gabão criam unidade marítima conjunta para combater pirataria no Golfo da Guiné

Publicado em 24 Nov 2009
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militares-camaroneses.jpgActos de pirataria estão a ameaçar a segurança marítima na região do Golfo da Guiné. Preocupados com a situação três estados da sub-região decidiram criar uma força conjunta para combater a pirataria no golfo. Segundo a imprensa camaronesa, para dentre os actos de pirataria que têm marcado a sub-região o destaque vai para um petroleiro Ucraniano, que em Agosto passado apareceu na região sem nenhum membro da tripulação até agora dada como desaparecida.

No mês passado o Téla Nón pubblicou um artigo dando conta de um caso de pirataria contra uma embarcação na região do golfo da Guiné, mais concretamente na península de Bakassi, pertencente aos Camarões. A rápida intervenção das forças especiais do país vizinho, neutralizou os 9 piratas armados.

No entanto a imprensa da sub-região do golfo da Guiné, onde São Tomé e Príncipe está situado, dá conta de várias outras acções de pirataria na zona rica em petróleo.

Para combater o fenómeno que começa a ganhar dimensão preocupante, as forças armadas dos Camarões, Guiné Equatorial e do Gabão, criaram uma força naval conjunta. A unidade militar conjunta entrou em actividade desde o dia 15 de Novembro.

Segundo a imprensa camaronesa a onda de pirataria no Golfo da Guiné tem sido movimentada por alguns grupos de delinquentes armados, bem como algums organizações, nomeadamente os “Lutadores para a Libertação de Bakassi, e a guerrilha nigeriana que combate pela emancipação do Delta do Níger(MEND).

De acordo ao governo Camaronês, cada um dos países disponibilizou três embarcações para a força conjunta. O contingente camaronês na força conjunta é coordenada pelo coronel  Sylvestre Fonkoua.

Camarões já tem no seu efectivo 200 homens treinados para operações especiais na zona costeira e nos próximos tempos vai recrutar mais soldados para combater a pirataria.

Segundo a imprensa camaronesa, desde 14 de Agosto passado que as equipas de vigilência marítima do golfo da Guiné, estão a busca de 12 tripulantes de uma navio petroleiro Ucraniano designado “Fly Boat”, que foi encontrado nas águas do Golfo da Guiné sem nenhum tripulante, mas no entanto os seus documentos estavam na embarcação.

Actos de pirataria tendem a agitar o Golfo da Guiné. São Tomé e Príncipe que está localizado no centro do Golfo africano, não deve prestar atenção aos acontecimentos que têm ocorrido a sua volta.

Abel Veiga