Política

União Europeia proíbe entrada de aviões matriculados com bandeira são-tomense no espaço europeu

A companhia de bandeira nacional, STP-Airways, está proibida de voar para a Europa. São Tomé e Príncipe entrou na lista negra da União Europeia, por causa de falhas técnicas registadas pelas equipas de inspecção nas operações da STP-Airways, disse ao Téla Nón o Director do Instituto Nacional de Aviação Civil. Marcos Conceição disse que tais falhas são de vulto. Segundo a Direcção do INAC, o facto de se ter registado também falhas técnicas nas operações de uma companhia da República Democrática do Congo, designada Executive Jet Service, que opera com bandeira são-tomense, ajudou a Comissão Europeia a tomar a decisão de proibição. O Director do INAC, disse ao Téla Nón que as falhas registadas nas operações da STP-Airways, tanto no sobrevoo como na aterragem, fruto de mais de 8 inspecções internacionais, foram determinantes para a tomada da decisão da comissão europeia. «Foram deficiências de vulto, e que agora afectam a companhia de bandeira nacional», referiu o Director do INAC.

A comissão europeia decidiu esta sexta-feira incluir São Tomé e Príncipe na lista negra. A companhia de bandeira nacional está proibida de voar no espaço aéreo europeu.

A Direcção do INAC, acrescentou que as deficiências técnicas registadas pelas equipas de inspecção no aparelho da companhia congolesa EJS (Executive Jet Service) que opera com bandeira são-tomense, contribuíram para a decisão de proibição das operações aéreas de aviões com registo de São Tomé e Príncipe no espaço europeu.

No entanto apesar da decisão da União Europeia de proibir os voos das aeronaves matriculadas com bandeira são-tomense, a STP-Airways companhia de bandeira nacional que tem a Euroatlantic como accionista maioritário, vai continuar a realizar o voo semanal entre o arquipélago e Lisboa.

O director do INAC, disse ao Téla Nón que um aparelho de matrícula portuguesa já foi fretado para assegurar a ligação semanal, aos sábados, e que os procedimentos burocráticos já foram resolvidos. Assim o voo da STP-Airways deste fim-de-semana está garantido.

Caso a STP-Airways não encontrasse esta solução de recurso, a decisão da Comissão Europeia em proibir o sobrevoo de aeronaves com bandeira são-tomense no espaço europeu, poderia devolver mais uma vez para a TAP, transportadora aérea portuguesa o monopólio na ligação aérea entre o arquipélago e a Europa.

Note-se que em 2007 a STP-Airways começou a voar para a Europa com aeronave da transportadora angolana TAAG. Pouco tempo depois, a União Europeia proibiu os voos da TAAG no seu espaço aéreo, deixando a STP-Airways sem asas, e a TAP com domínio total do tráfego aéreo entre São Tomé e Lisboa.

Abel Veiga

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