Política

Reacção bombástica de Fradique de Menezes contra as críticas feitas pelos partidos políticos em relação a sua eleição ao cargo de Presidente do MDFM-PL

presidende-fradique.jpgO termómetro político são-tomense, indica desde o último fim-de-semana importante subida da temperatura. O Presidente da República e Chefe de Estado, decidiu antecipar a reunião do conselho nacional do seu partido o MDFM-PL, para eleger os órgãos directivos, mas também para reagir as críticas que foram feitas em relação a sua eleição como Presidente do MDFM-PL, a luz do texto constitucional.

Fradique de Menezes começou por explicar as razões da reunião antecipada do conselho nacional do MDFM-PL, após o congresso extraordinário de 19 de Dezembro, que o elegeu por aclamação Presidente do MDFM_PL. «Eu quis precipitar as coisas por causa dessas conversinhas, que eu tenho estado a assistir das comadres todas. E eu gostaria que vocês pusessem isso na televisão, pusessem essas expressões que eu estou a utilizar. Temos que ser responsáveis pelas palavras que utilizamos, como as pessoas são responsáveis por aquelas que utilizam em relação a nós. As pessoas não querem a tranquilidade. Cada coisa que um indivíduo faz, saltam logo em cima a criticarem para apontarem com o dedo.Mas se elas querem que a gente as provoque, eu provoco-as. E elas sabem bem que eu não hesitarei em provoca-las. São pessoas do partido PCD, alguns do partido MLSTP, e também o senhor secretário-geral do ADI, essas pessoas sabem como é que eu sou»,

Afirmou para depois avisar que o seu silêncio chegou ao limite. «Eu tenho estado a tentar tudo para tentar salvar a paz a estabilidade neste país. Mas se as pessoas teimam em continuar a provocar-me o silêncio tem um limite. Eu deixo aqui um aviso a essas pessoas. Porque há pessoas que já disseram na Assembleia Nacional, que nós não temos medo do Presidente, está a chegar a altura do Presidente da República Fradique de Menezes, cidadão dizer a elas que Fradique de Menezes não tem medo delas, no terreno e na política. Desafio-os para a televisão. Vocês têm que os convidar para debate comigo para eu chamar essas pessoas os verdadeiros nomes que elas devem ser chamadas pelo povo de são Tomé príncipe», declarou.

O Presidente da República e do MDFM-PL, deu destaque ao MLSTP/PSD. «Porque como é que alguns elementos de um partido como o MLSTP, se bem que há pessoas neste partido que eu tenho todo o respeito e consideração. Um partido que reinou neste país, durante 15 anos que tinha tudo na mão, presidente, chefe do governo, tinha nas mãos os cofres da nação, durante 15 anos, endividou este país uma dívida de 300 e tal milhões de dólares, vem agora dar lições de moral constitucional, dizendo que eu não posso ser presidente de um partido, porque isto é uma ilegalidade que fere a democracia, que fere o povo de São Tomé e Príncipe. O povo de São Tomé e Príncipe, elegeu-me com 60% dos votos, massacrou o candidato deles pá», acrescentou o Chefe de Estado visivelmente irritado.

No entanto em entrevista a Rádio Nacional, e que o Téla Nón publica, Fradique de Menezes, continuou a dizer que «depois vem aquela escumalha toda que vem com intervenções na rádio e no yhaoo group, como se fossem o centro da sabedoria mundial da democracia», frisou.

Fradique de Menezes diz estar convicto da legalidade da sua eleição ao cargo de Presidente do MDFM-PL, com base também na declaração de um constitucionalista português a RDP-África no ano 2007. «Eu lembro a memória curta dessa gente, que em 2007 quando eu já tinha sido eleito também por aclamação Presidente do MDFM-PL, pediu-se a opinião de toda gente e puseram na rádio rdp-África, a falar o constitucionalista que foi um dos actores da nossa constituição, e perguntou-se a ele se o Presidente da República, de São Tomé e Príncipe, podia assumir a presidência do partido, e ele respondeu que sim. Ele disse sim senhor o presidente não tem nenhum impedimento em ser presidente do partido. Agora por uma questão de ética política, era bom que o presidente não se envolva num partido, porque ele com isto estava também a tomar parte em detrimento talvez doutras correntes políticas. Mas deixou claro que não era inconstitucional» pontuou.

Na longa declaração a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes considera que as pessoas e partidos que o ataca, estão com medo. «Mas quem tem medo de Fradique de Menezes na política de São Tomé e Príncipe? Então manifesta-se e diga claramente temos medo dele. Diga isso e claramente, se não deixem-se com a minha vida», reforçou.

O Presidente da República e do MDFM-PL, disse não ser sua intenção ser Primeiro Ministro. Explicou que apenas queria sair da sombra em relação a condução do MDFM-PL. «Eu lembro ainda que o senhor secretário-geral da ADI, ou Presidente da ADI, ou o quê que ele é, dizia quando foi candidato contra mim a Presidência da República, que o senhor Fradique de Menezes, presidiu todas as comissões políticas do MDFM-PL, na favorita. Portanto não é segredo para ninguém», concluiu.

Na reunião do último fim-de-semana o MDFM-PL, elegeu João Costa Alegre como Vice – Presidente do partido e Raul Cravid, actual ministro da administração interna, como Secretário Geral.

Abel Veiga

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