249 crianças biafrenses em São Tomé (1968-70)

O 10 de Janeiro de 2013 passado, o Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe (AHSTP) começou a dar a conhecer ao mundo o importante legado documental que dispõe em versão digital. Isso é graças à plataforma “Casa Comum” que se está a implementar em parceria com a Fundação Mário Soares (Lisboa) num projeto de tratamento técnico e de publicação em internet dos fundos documentais de arquivos nos países da CPLP.

249 crianças biafrenses em São Tomé (1968-70)

Documentos resgatados do Arquivo Histórico Nacional

Xavier Muñoz-Torrent

Geógrafo

O 10 de Janeiro de 2013 passado, o Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe (AHSTP) começou a dar a conhecer ao mundo o importante legado documental que dispõe em versão digital. Isso é graças à plataforma “Casa Comum” que se está a implementar em parceria com a Fundação Mário Soares (Lisboa) num projeto de tratamento técnico e de publicação em internet dos fundos documentais de arquivos nos países da CPLP. Esta é, com certeza, uma obra de excelência que valorizará enormemente o papel dos arquivos africanos na reconstrução da memória histórica nacional e internacional, pois vá disponibilizar documentos aos que até agora era muito difícil aceder, já seja pelo estado da catalogação, da sua manutenção ou simplesmente por razões físicas de falta de espaço e condições para a sua consulta ou exposição.

Entre a primeira mostra do fundo do AHSTP publicada na plataforma digital, sobressai o capítulo dedicado à participação das ilhas no conflito do Biafra. Na mostra de “Casa Comum” aparecem publicadas as fichas de identificação de 249 crianças biafrenses refugiadas na ilha de São Tomé, entre setembro de 1968 e o fim dessa cruenta guerra, na qual os mortos por inanição superaram aos combatentes.

A documentação exibida prove dos expedientes da chamada Comissão de Evacuação, Tratamento e Recuperação das Crianças Vítimas da Guerra, também conhecido entre os cooperantes como “Committee of Children”. Consiste de 249 fichas de identificação dessas crianças refugiadas, que contem informação básica sobre a sua filiação: data de evacuação do Biafra (chegada a São Tomé), nome e apelidos, nomes dos pais (quando se conhece), idade da criança à chegada, sexo (as fichas das meninas são de cor rosa, enquanto os dos meninos são cinzentas), e o lugar de origem, entre outras anotações úteis. As fichas se complementam ademais por uma fotografia da criança, que dá informação nalguns casos do estado de saúde ou o seu caráter, quando essas foram tiradas (com certeza algumas foram feitas mais tarde que na chegada).

Infelizmente, essas 249 não são a totalidade das fichas de todas as crianças refugiadas, e, por tanto, a informação publicada não é a coleção completa (como já nos tem assinalado oportunamente George Enyoazu, que foi um desses meninos, hoje residente em Irlanda). Na realidade desse expediente falta por reproduzir (ou encontrar) como mínimo outras 189 fichas, o que elevariam a 438 as referências sobre menores biafrenses refugiados em São Tomé durante o conflito.

Das fichas reproduzidas no site da “Casa Comum”, um 47% corresponde a meninas. Havia crianças com idade menor ao ano, mas alguns ultrapassavam os 10. Com tudo, a maior parte do grupo a constituíam criancinhas que não tinham cumpridos os 4 anos de idade, que eram mais da metade. As mais velhas eram mulheres: Theresa Anyanwu, de 11 anos, e Essien de 12, esta última órfã, sem pais conhecidos e, por tanto, sem constância do seu apelido.

Segundo a documentação, a primeira evacuação desde Biafra aconteceu o 4 de setembro de 1968, num dos Superconstellation de carrega da frota da Joint Churches Aid (JCA) que regressava do aeródromo de Uli. Os pais das crianças, com grave risco para as suas vidas, desafiando os bombardeios indiscriminados e franco-atiradores, se apresentaram por surpresa em baixo do avião e insistiram em entregá-los à custodia do pessoal do voo.  Nessa ocasião, foram uma vintena de crianças, que embarcaram praticamente nuas, cena amplamente relatada pelas crônicas do momento e por documentários posteriores.

A esse primeiro grupo seguiram 23 mais. O último foi o de 27 de dezembro de 1969, poucos dias antes da queda do aeródromo e o início do desenlace. Aquele deveu ser o mais numeroso, pois se pressagiava um massacre final, que, por fortuna, não aconteceu.

A chegada desses pequenos refugiados representou para a JCA e para as autoridades coloniais das ilhas um novo frente de atuação, pois inicialmente o dispositivo aéreo era apenas para enviar víveres e medicamentos, e não para evacuar pessoas. Os responsáveis da JCA deveram criar rapidamente um sistema de acolhimento sanitário para essas crianças (muitos estavam afetados por desnutrição e mesmo pelo terrível síndrome do kwashiorkor) e também educativo e de assistência social, pois o tempo que alguns iam ficar em São Tomé seria superior a um ano. O sistema foi organizado principalmente ao redor das estruturas das ordens religiosas destacadas na ilha, com a logística de Caritas Internationalis e o decisivo apoio financeiro dos outros parceiros da JCA, que mesmo incluía o pago de uma espécie de “pedágio” às autoridades coloniais portuguesas por permitir manter as crianças na ilha.

Há outros pormenores a estudar. Um é a relação de parentesco de algumas das crianças refugiadas. Há certeza de alguns irmãos, e alguns dos apelidos concordam, ainda que não se possa fazer deduções diretas sem confrontar com detenção as fichas. O apelido que mais abunda é Opara, que deve ser muito frequente na região.

Outro dos aspetos são as assinaturas das pessoas que integravam a Comissão de Evacuação, Tratamento e Recuperação das Crianças Vítimas da Guerra. Uma delas, perfeitamente reconhecível nos cartões, é a do padre Anthony Byrne, irlandês, diretor de Caritas em África.

Depois da guerra, as crianças foram repatriadas, ainda que, como nos explicou a madre Angelina de Almeida (Ordem Canossiana em São Tomé), “nenhuma criança queria ir embora!”.

A informação é muito relevante porque arranca do anonimato a esses miúdos protagonistas do drama. Em efeito, estão a visualizar imagens e nomes a essas pessoas. Tiveram sorte, pois a maioria puderam recuperar-se das suas doenças e sobreviver em São Tomé nas mãos de curadores atentos, alguns religiosos, alguns civis. Nessa altura é que as autoridades São-tomenses têm mais uma vez a oportunidade de honrar essas pessoas e fazer memória de um dos mais tristes episódios da história contemporânea de África.

Será interessante conhecer o que aconteceu nas suas vidas depois do seu regresso e o impacto emocional da sua estada em São Tomé. Isso é uma tarefa a fazer, pois os mais novos estariam agora ao redor dos 44 anos de idade e a da mais velha dos 55. Com todo, é agora que vê à luz a documentação, e a primeira vez que as crianças têm imagem e nome das quais se fala na extensa literatura escrita sobre esse terrível episódio da história africana.

Sobre a entrada em cena de São Tomé no conflito do Biafra já há tempo que iniciamos uma série de artigos e entrevistas publicadas nos meios de comunicação de São Tomé [vid o relatório “Biafra e a ponte aérea de São Tomé”, 2011, consultáveis on-line na sua versão portuguesa no site da Associação Caué-Amigos de São Tomé e Príncipe, Barcelona: http://saotomeprincipe.eu/caue_projetos/caue_activitats/caue_biafra2011.htm], tendo como principal objetivo conhecer as vivências das pessoas, cada uma de elas desde a sua própria perspectiva. Agora temos a oportunidade de conhecer mais um bocado sobre os protagonistas direitos da história.

A lista completa das referências de localização das fichas pode-se consultar no repositório de documentos da Associação Caué, no endereço eletrônico: http://issuu.com/saotomeprincipe/docs/249biafrachildren1968_1970

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    Manuela de Ceita Responder

    Isso é obra divina. STP foi e tem sido mãe para muitos paises do mundo, mas de quando em vez esquecemos. Deus Poderoso não dorme. Viva STP.
    Um dia vamos ter bons dirigentes.
    Slogan ” Um dia Vomos ter bons Dirigentes” Bis

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    ZÉMACÚLÚ Responder

    O sujeito da capa se parece com Patrice Trovoada. E o que está sentado no mocho é de certeza Delfim Neves… Os que vieram dar cabo do País…
    Z.M.

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    ze maria gomes Responder

    Hum… tou a pensar que tu “Manuela de Ceita”… biafrence!!!

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    O patrimonio não merre Responder

    o patrimonio de STP, poderia ser aproveitado como atrativo para os estudiosos, historiadores, Anprológos, e turista que se enteressam pela historia do mundo…A direção do turismo deve aproveitar esta discuberta para o fomento do turismo de investigação.
    e para os nossos leitores terem mais conhecimento…

    Historia da GUERRAS ESQUECIDAS (3): A GUERRA DO BIAFRA (1967-70)

    Sir Abubakar Tafawa Balewa. Serão poucos os que hoje se recordam de quem era, mas lembro-me de ler um artigo extremamente elogioso a seu respeito publicado na Reader´s Digest*. Ao contrário do imprevisível Kwame Nkrumah**, Sir Abubakar aparecia como um líder de um futuro país africano em que, tanto a potência colonial britânica, como a própria superpotência norte-americana, depositavam confiadas esperanças para o futuro. Tanto parecia ser assim, que a imprensa o designava usando o título britânico Sir (genuíno: resultante de uma condecoração britânica que recebera) acrescentado ao seu nome… O país era a Nigéria, o mais populoso país africano, situado no Golfo da Guiné e o ano 1960.

    A Guerra do Biafra (1967-70) foi uma – e é também designada por – Guerra Civil Nigeriana e é por isso conveniente dar uma explicação, ainda que simplificada, da complexidade do enorme país que Sir Abubakar iria dirigir. Como se pode observar no mapa acima a rede dos dois rios principais da Nigéria (o Níger, que lhe dá o nome, e o Benué, o seu afluente, que vem de Leste) desenha uma figura que faz lembrar um gigantesco Y. A organização da Nigéria colonial estruturava-se em três grandes regiões separadas pelas pernas desse hipotético Y: na de Sudoeste predominavam os Yoruba, na de Sudeste os Ibo e na do Norte os Hausa.

    Mas a história das três regiões era completamente distinta: enquanto as duas primeiras já tinham tido contacto com os europeus (a começar pelos portugueses) desde o século XV, tendo-se desenvolvido um intenso comércio com eles desde aí (sobretudo de escravos…), o protectorado que estabelecera a supremacia britânica no Norte da Nigéria datava de 1901… O Norte era maioritariamente muçulmano mas no Sul predominavam os cristãos. Mas o historial dos estados dos Yoruba (como o do Benin***), que habitavam junto àquela que os portugueses designavam por Costa dos Escravos, era muito mais evoluído e distinto dos Ibo, que dominavam as zonas da Costa da Pimenta.

    E há que ter em conta que esta descrição apenas pretende dar organização a uma realidade muito mais complexa: na verdade, a Nigéria tem mais de 250 grupos étnicos distintos e sensivelmente o dobro desse número em idiomas e dialectos e a indicação das suas regiões de origem não pode fazer esquecer como as etnias se acabam por misturar nas regiões mais férteis e nas grandes cidades, como acontece em quase todos os países africanos. A maior complexidade nigeriana advém apenas do facto de ser o mais populoso país do continente. E para a gerir, os britânicos tinham criado para o novo país uma Constituição cuidadosamente cheia de equilíbrios políticos regionais, para ajudar Sir Abubakar.

    Sir Abubakar era um nortista. Por imperativos demográficos (a região continha cerca de metade da população nigeriana), o primeiro-ministro nigeriano teria de o ser. Mas o funcionamento das instituições obrigaria a que o partido predominante entre os Hausa se coligasse com outra organização de outra região. Assim se fez: durante os primeiros cinco anos o país foi governado por uma coligação entre o NPC (Congresso Popular da Nigéria) dos Hausa e o NCNC (Convenção Nacional dos Cidadãos Nigerianos) dos Ibo. A oposição era composta pelo AG (Grupo de Acção) dos Yoruba. Depois, toda essa estrutura não resistiu a uma mudança de alianças no governo federal e tudo explodiu…

    O exército imiscuiu-se na política e a situação começou a degradar-se por causa de um golpe de estado dado por um grupo de oficiais, onde predominavam oficiais de origem Ibo, que derrubou o governo federal, assassinando o primeiro-ministro, Sir Abubakar, em Janeiro de 1966. Houve um contra golpe, seis meses depois, onde predominavam os oficiais nortistas, que foi acompanhado de manifestações populares e de perseguições contra os Ibo residentes fora da sua região. O exército acabou por se fracturar etnicamente, considerando os Ibo que podiam declarar a secessão da sua região da Nigéria, contando com a riqueza das jazidas petrolíferas que entretanto haviam sido descobertas no delta do rio Níger.

    Foi o que veio a acontecer em Maio de 1967, com a proclamação da independência da República do Biafra. O governo federal nigeriano opôs-se e começou a Guerra do Biafra (1967-70). Em sentido estrito não se trata de uma guerra esquecida; pelo contrário, terá sido uma das guerras mais vistas, com as suas emblemáticas fotografias de crianças de ventre inchado pela fome. Mas isso não era a guerra propriamente dita, antes uma consequência do bloqueio que os federais haviam instalado à volta do Biafra. E a sua divulgação mundial, a suscitar simpatia e comiseração pela causa biafrense, era uma excelente manobra mediática até então inédita.

    Só que já serão poucos os que conhecem o que podia vir a estar em causa com o sucesso da secessão do Biafra e quem apoiava, de forma aberta ou encapotada, cada um dos lados então em conflito. É que os apoios cortavam transversalmente o bloco Ocidental, escavacando a lógica da Guerra-Fria e isso era coisa difícil de explicar. Os apoios ao governo federal nigeriano eram assumidos, enquanto o apoio à secessão do Biafra era muito mais discreta. E quase tudo se podia explicar através da questão do petróleo: começando pelos britânicos e pelas suas companhias petrolíferas que, reforçados pelas norte-americanas e pelos norte-americanos, apoiavam o governo federal da Nigéria.

    Mas os fornecimentos de material militar de origem ocidental eram cuidadosamente ponderados por aquelas duas potências para que servissem para a supressão da insurreição do Biafra sem que pudessem colateralmente pôr em causa o equilíbrio militar de toda aquela região para insatisfação do governo federal da Nigéria. Foi essa brecha que a União Soviética se apressou a suprir, fornecendo os nigerianos com material sofisticado para os padrões da época como o Mig-17 e o Il-28 fotografados acima. A esmagadora maioria dos países africanos também apoiavam politicamente os federais, dado que o precedente da secessão do Biafra poria em causa a coesão de todos eles.

    Do outro lado estavam, descaradamente, aqueles países que questionavam o status quo africano da época da pós descolonização, como eram os casos da África do Sul e de Portugal (apoio logístico a partir de São Tomé) e, de forma encapotada, os interesses das petrolíferas francesas e, de forma mais genérica, um bloco que se pode identificar como o eixo franco-alemão que prosseguia em África uma estratégia frequentemente distinta da das duas potências anglo-saxónicas. Essa distinção é visível no apoio material que aqueles dois países davam ao equipamento do exército português em África: a G-3, os helicópteros Allouette III, os Fiat G-91, as Berliets e os Unimogs…

    O peso dos números e dos apoios, no entanto, estava do lado federal e o auxílio que chegava ao lado biafrense tinha de ser dissimulado, como os mercenários que instruíam e enquadravam as forças rebeldes ou os voos clandestinos que as reabasteciam em artigos vitais. Pelo contrário, os novos aparelhos fornecidos pelos soviéticos à Força Aérea Nigeriana eram pilotados por egípcios destacados por Nasser para esse efeito. Mesmo assim, entre os federais não havia capacidade de pôr fim directamente à rebelião e houve que esperar que os efeitos do bloqueio se fizessem sentir. Por outro lado, sendo certa a vitória federal no desfecho da Guerra, o seu prolongamento perdia todo o sentido.

    A Guerra do Biafra terminou em Janeiro de 1970. Parecia haver, de facto, uma vontade genuína entre os Ibo em criar uma nação separada, uma causa mais aproveitada do que fomentada por quem os apoiou na criação da República do Biafra. Como acontece com os Confederados da Guerra Civil Americana (1861-65), o estatuto de parte mais fraca no conflito granjeou ao Biafra a simpatia natural de certa parte da opinião pública que gosta de torcer por ela. Essa predisposição foi muito bem aproveitada nas manobras montadas na comunicação social expondo na comunicação social mundial as consequências do bloqueio provocado pelos federais. A causa do Biafra ainda tem defensores românticos – fora da Nigéria…

    Só que o problema das consequências do hipotético êxito da secessão do Biafra seria a abertura de uma verdadeira Caixa de Pandora à escala continental: além da implosão imediata da Nigéria, o efeito multiplicado de múltiplas secessões que poderiam acontecer em quase todos os países africanos é arrepiante de imaginar… A Nigéria é hoje uma federação de 36 estados, suficientemente pequenos para que a secessão de um deles não seja levada a sério. A presença dos militares na vida política nigeriana faz parecê-la uma espécie de Turquia africana: em caricatura, ou eles estão no poder, ou acabaram de estar, ou preparam-se para dar um golpe de estado para o recuperar…

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      Xavier Responder

      Caro Património, Decerto a herança documental tem-se que valorizar, e não só para estudosos e investigadores, senão também para geral conhecimento da memória histórica são-tomense. E, depois de saber da existência dessas fichas e doutros documentos que agora foram publicados no site “Casa Comum” (Fund. Mário Soares, FMS), todo faz pensar que lá dentro, no Arquivo Histórico há verdadeiros tesouros para ser estudados, analizados,… valorizados. Em qualquer caso, acho que a cooperação com a FMS é um bom caminho para pôr esse conhecimento (e também o bom trabalho dos arquiveiros/ras santomenses) à disposição do mundo.

      Os primeiros em agradecer pelo caso das fichas das “Crianças do Biafra” são as próprias crinaças, agora já muito adultos (entre 45 e 52 anos de idade), e muitos deles ainda vivos. Os documentos lhes fazem lembrar essa “salvação in extremis” em São Tomé, até nomear os aviões Superconstellation (que ainda estão no aeroporto, agora como restaurante e disco) como de “Jesus Christ Airlines”, porquê lhes salvaram a vida!! Para eles fazer essa memória histórica é confrontar-se com os seus fantasmas antigos, e lembrar da gente com boa vontade que os ajudou a superar situações de saúde quase irrecuperáveis (a maioria estavam doentes, desnutridos, num estado lamentável)… Agora estão a revivir que a fortuna apareceu nas suas vidas, e que tem o nome de São Tomé!

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        Xavier Responder

        A valorizaç4ao também pode ser em forma de publicações, a vender-se, ou em forma de museus ou mesmo de recuperação de elementos históricos en forma de monumentos, como o que nós, há uns anos, estabamos a propôr para os aviões Superconstellation do aeroporto. Vid: http://stpxbiafra.saotomeprincipe.eu/ (Por certo, essa campanha ainda não teve resposta formal das autoridades). Essos elementos não são unicamente património de STP, são patromónio do mundo

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    feliz Responder

    muito bom gostei…nice

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    geraçao esperança Responder

    Na foto é LEVY NAZARÉ.Clicatá.

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    Féde ká Dóxi Responder

    É mesmo Levy Nazaré. Lembro-me bem dele

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    mande Responder

    Biafra é hoje um local de muito petroleo e gente muito poderosa. Quer em termos financeiros, quer em termos de recursos. Não brinquemos com coisa seria. neste momento estas fotos valem preço do ouro. É pena que a nossa diplomacia não faz o seu trabalho, historiador trabaçlha em petroleo e não dedica ao saber, passado. temos défice, muito grande.

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      Xavier Responder

      Acho que o trabalho do Arquivo Histórico está por fim a ser valorizado internacionalmente. Devem seguer assim, pois esse trabalho de excelência profissional honra ao país inteiro!

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    PLIGUITO! Responder

    Será que estas crianças, hoje homens ainda vivem em S.Tomé?
    Esta história dava um livro!

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      Xavier Responder

      Caro Pliguito, nenhuma dessas crianças vivem hoje em STP. Depois da guerra foram todas restituidas aos seus pais, familia ou tutores legais. Algumas dessas pessoas vivem agora em Europa, e já alguns contataram… Com certeza, muitos deles vivem, pois têm idedes de entre 45 e 52 anos. Para eles apanhar esta documentação é muito emotivo, pois é lembrar momentos felizes em STP. Alguns deles confessaram que STP lhes salvou a vida, decerto!

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