Sociedade

Militares transformam zona circundante do quartel das forças armadas num celeiro hortícola

O espaço que durante anos scouve-repolho.jpge transformou num mato, é hoje jardim em que as flores são longos canteiros de couve-repolho. Feijão verde em estacas ornamenta o espaço, onde milhares de viveiros de cebola, esperam o momento para serem transplantados. Noutra zona do grande terreno diante do quartel-general, fileiras de tomateiros carregados de frutos, confinam com árvores de fruto recentemente plantadas, nomeadamente goiabeiras. O sector de produção das forças armadas está a renascer, a dieta alimentar do militares está mais nutritiva, com menos despesa para os cofres do estado.

O tenente Virgílio Pontes, é o responsável do sector de produção das forças armadas. A experiência acumulada por ele no ramo da horticultura, uma vez que desenvolve esta actividade há alguns anos, está a ser fundamental para o renascimento da produção nas forças armadas.

Qualquer pessoa que hoje passa pela zona do quartel que confina com o cruzamento de oque-del-rei, fica encantada com o campo de cultivo verde que parece um jardim defronte ao edifício do quartel.

Antes era um autêntico matagal. A desorganização, a falta de apoio do estado, mas também a preguiça, contribuíram para que o estado gastasse vários milhões de dobras todos os meses, para alimentar centenas de homens, quando mesmo diante do quartel o mato comia terrenos que podem dar comida aos militares e aliviar a pressão sobre os cofres do estado. «Quantenente.jpgdo entrei no exército na década de 80, conheci aqui a produzir. Depois ficou uma área encapoeirada. Sentia-mos mal com isto», desabafou o Tenente Virgílio Pontes(nafoto).

Para além do espaço para cultivo, a zona tem unidades para criação de gado. Dezenas de galinhas poedeiras, devidamente tratadas pelos militares já estão a produzir centenas de ovos para nutrir as forças armadas.

O tenente responsável pelo sector diz que nada antes era feito, porque o estado reclamava sempre por falta de dinheiro. «Era sempre a reclamação da falta de dinheiro. Mas agora pedimos apoio financeiro ao governo que cedeu. Estamos a fazer uma experiência mas os resultados estão a vista. Porquê que deixaram isto perder?», interrogou o Tenente.

O chefe do sector da produção das forças armadas, diz que fala de experiência, porque enfrenta muitas dificuldades para irrigar o campo. A zona não tem água. «As plantas poderiam produzir muito mais, e a área deveria estar toda cultivada, se tivéssemos água. Não temos água», frisou.

Mesmo com pouca água que consegue, o espaço está transformado num celeiro. Agradável aos olhos, centenas e centenas de couve repolho enfileiradas como militares nos canteiros longos, abrem as folhas para receber o sol. Feijoeiros trepam as estacas alinhadas, e tomateiros carregados de frutos anunciam a fase de maturação. «O propósito é melhorar a dieta alimentar campo-repolho.jpgdas praças, e depois os excedentes não vamos deixar estragar, vamos vender ao público», declarou Virgílio Pontes.

Realmente é muita hortaliça. Só os militares não conseguirão consumir toda a produção, que preenche apenas uma parte do terreno. As forças armadas provam que no país de terra fértil e chuva abundante, basta arregaçar as mangas para comida chegar a mesa com fartura. «Tudo na praça custa um balúrdio de dinheiro. É assim que a partir de agora já temos condições de enriquecer a dieta das tropas com hortaliças», concluiu.

A produção de hortaliças e a criação de animais no mesmo espaço, poderão reduzir consideravelmente as despesas do estado com a alimentação das forças armadas.

Abel Veiga

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