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7 firmas comerciais sócias da STP-Trading exigem intervenção da Procuradoria Geral da República de São Tomé e Príncipe e das instituições judiciais brasileiras para investigar o caso da importação de produtos alimentares no valor de 5 milhões de dólares

trading.jpgO Téla Nón apurou que o ministério público são-tomense já começou a trabalhar no sentido de investigar a alegada corrupção no processo de importação pela STP-Trading de bens alimentares do mercado brasileiro. As recentes declarações da cidadã brasileira Mércia Radicchi terão precipitado a investigação judicial. Para complicar mais a situação um grupo de 7 sócios da STP-Trading, numa nota de imprensa, pede a intervenção das instituições judiciais de São Tomé e Príncipe e do Brasil para apurar a veracidade dos factos. O mesmo grupo vai dar uma conferência de imprensa esta sexta-feira para vincar a sua posição.

A STP-Trading, é uma empresa criada pelos operadores económicos de São Tomé e Príncipe para gerir os produtos importados do Brasil. É composta por 14 membros nomeadamente, D & D Produtos Alimentares Lda, Sogeco Lda, Hull Blyth Lda, Quintas e Quintas Lda, ADAC Lda, Arco – Íris Lda, Cuaco Lda, DFL Lda, Eduardo Luís – Lucumy Lda, Jacudi Lda, LL Bem Estar Lda, Martins e Azevedo Lda, Pereira Machado Lda, e Sousa e Filhos Lda.

A empresa com um capital social de 150 mil dólares, tem como Director Geral o Intendente Armando Correia, Director Administrativo e Financeiro Delfim Neves (Firma D & D Produtos Alimentares), e Director Comercial, Osvaldo Santana (Firma Hull Blyth). A STP- Trading assumiu a responsabilidade de negociar com operadores comerciais brasileiros a importação dos produtos alimentares, na base de uma linha de crédito concedida pelo governo brasileiro a favor de São Tomé e Príncipe num total de 5 milhões de dólares.

A chegada tardia dos produtos no mercado nacional, e mais grave ainda o facto de alguns deles serem impróprios para o consumo humano, outros com prazo de validade a beira do fim, nomeadamente a manteiga e um alegado leite, fizeram explodir a polémica. Uma polémica sem fim a vista e que a justiça já entrou no meio para saber o que é que efectivamente está a passar. Isso mesmo foi exigido por um grupo de 7 firmas comerciais integrantes da STP-Trading.

As 7 firmas comerciais deram ultimato a direcção da Trading, para « que num prazo máximo de 48 horas apresente um relatório anexando todos os documentos legais que suportam os custos da importação de mercadorias provenientes do Brasil», lê-se numa nota de imprensa distribuída pelos 7 sócios.

O grupo vai mais longe e exige que « deligências sejam feitas junto a Procuradoria Geral da República, PIC (polícia de investigação criminal), e a Inspecção das Finanças para a devida sindicância», refere a nota. O grupo que exige esclarecimento do caso, acrescenta na nota que a polícia federal brasileira deve ser convocada a intervir «para apurar a veracidade dos factos junto as instituições competentes no Brasil», cconclui o documento assinado pelas administrações das 7 firmas comerciais, nomeadamente, Arco íris Lda, Quintas e Quintas Lda, ADAC Lda, LLBem Estar Lda, JACUDI Lda, Martins & Azevedo Lda e DFL LDA. As outras 7 firmas integrantes da STP-Trading não subscreveram a nota que pede intervenção da justiça no caso.

Abel Veiga

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