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Investimento Direto Estrangeiro subiu para US$ 1,7 trilhão em 2015

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Relatório da Unctad mostra que resultado é o maior desde a crise, mas agência pede cautela com excesso de otimismo; no Brasil, IDE, caiu para US$ 65 bilhões, uma redução de 12%.

O Investimento Direto Estrangeiro no Brasil caiu 12% em 2015 para US$ 65 bilhões. Foto: Unctad

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório Investimento Mundial 2016 afirmou que o Investimento Direto Estrangeiro Global, (FDI na sigla em inglês), atingiu US$ 1,7 trilhão em 2015, um aumento de 38% em comparação ao ano anterior.

O documento, preparado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, diz que a principal razão para esse resultado foi a alta das fusões e aquisições de empresas, que subiram mais de 70%.

Brasil

De Genebra, em entrevista à Rádio ONU, o chefe da seção dos Países Menos Avançados da Unctad, Rolf Traeger, falou sobre as conclusões do relatório em relação ao Brasil.

“No caso do Brasil, o movimento do investimento direto estrangeiro refletiu dois fatores: o primeiro foi a crise econômica aguda pela qual o país passa atualmente e, em segundo, foi uma retração no setor das indústrias extrativas, ou seja, nas indústrias de commodities, sejam elas indústrias indústrias de mineração, de extração de petróleo e de gás, mas também da agricultura.”

O Investimento Direto Estrangeiro no Brasil caiu 12% em 2015 para US$ 65 bilhões. Mesmo assim, o país foi o que mais recebeu na América Latina e no Caribe.

No geral, os IDEs na região latino-americana, excluindo os centros financeiros offshore no Caribe, se mantiveram estáveis no ano passado, chegando a US$ 168 bilhões.

A depreciação das moedas locais, incluindo o real, pode ajudar no processo de aquisição de bens. No primeiro trimestre deste ano, houve um aumento no setor graças às altas vendas no Brasil, no Chile e na Colômbia.

Agora, o relatório mostrou que a saída dos IDEs da América Latina e do Caribe aumentou 5% no ano passado, mas no caso específico do Brasil, a saída dos investimentos diretos cresceu 38%, um reflexo da redução dos investimentos feitos pelas filiais multinacionais em operação no território brasileiro.

Maiores Investidores

O secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi declarou que os dados “dão a esperança de que os IDEs estão retornando a um caminho de crescimento sustentável”, mas alertou que o mercado ainda não está “fora de perigo”.

Os três maiores investidores mundiais são Estados Unidos, Japão e China. A Unctad prevê uma queda de 10% a 15% nos fluxos de investimento neste ano, refletindo a fragilidade da economia global e a persistente demanda agregada.

O relatório cita ainda o crescimento lento da economia em alguns países exportadores de commodities, como é o caso do Brasil. Além disso, riscos geopolíticos e tensões regionais podem agravar ainda mais a queda.

A médio prazo, a previsão é de que o fluxo de Investimento Direto Estrangeiro volte a crescer em 2017 até ultrapassar a marca de US$ 1,8 trilhão em 2018.

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