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Ifad: 2,5 mil milhões de pessoas dependem da agricultura para viver

PARCERIA – Téla Nón Ráio ONU

Relatório da agência sobre desenvolvimento rural sugere que pequenas plantações garantem 80% dos alimentos consumidos na Ásia e na África Subsaariana; países africanos a lutar contra declínio do sector manufactureiro.

Foto: FAO/Riccardo Gangale

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O crescimento económico não está a ser suficiente para salvar vidas ameaçadas, todos os dias, pela fome. Por isso, os governos devem adaptar seus investimentos e políticas para transformar as áreas rurais de países em desenvolvimento.

O alerta faz parte do Relatório de Desenvolvimento Rural do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola, Ifad. A agência afirma que 2,5 mil milhões de pessoas dependem da agricultura para sobreviver.

Prosperidade

O documento, publicado esta quarta-feira, revela ainda que essa receita serve para eliminar a pobreza, segundo o presidente da agência da ONU, Kanayo F. Nwanze.

Para ele, o relatório demonstra a necessidade de uma abordagem mais abrangente e holística da economia para assegurar a prosperidade a milhões de pessoas que vivem em áreas rurais. Nwanze confirma que ao investir no desenvolvimento agrícola os governos acabam por investir em toda a economia de seus países.

O Ifad também destaca a demanda crescente por alimentos agravada pelas migrações para grandes cidades e o impacto da mudança climática sobre a degradação ambiental.

Conta bancária

O chefe da agência lembra que a transformação rural não é automática, mas sim uma escolha de governos e de políticas de desenvolvimento.

A pequena agricultura é ainda responsável pela geração de 80% dos alimentos consumidos na África Subsaariana e na Ásia.

Ainda de acordo com o relatório, 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso aos serviços financeiros e 73% dos pobres não têm uma conta bancária, dificultando assim a concessão de empréstimos.

*Apresentação: Monica Grayley.

 

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