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Ainda temos cerca de 800 milhões de pessoas que vão dormir com fome

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Em entrevista à Rádio ONU, a vice-chefe da FAO cita impacto de desafios na produção alimentar como alterações climáticas e superpovoamento; agência está otimista com baixa da ocorrência do fenómeno La Niña em 30%.

Foto: PMA/Rein Skullerud

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.*

A “agricultura inteligente face ao clima e a agricultura de conservação” são usadas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, para aumentar a produção devido às  alterações do clima.

A água é usada de forma sustentável e as sementes adaptadas para produzir em áreas mais afetadas, de acordo com a vice-diretora geral da agência Maria Helena Semedo.

Zonas Urbanas

Falando à Rádio ONU, em Nova Iorque, a representante disse que “menos pessoas vão produzir e mais devem consumir”  em tempos de mudanças climáticas, aumento da população e aumento de pessoas em zonas urbanas.

“Infelizmente, não obstante todos os avanços técnicos, ainda temos uma cerca de 800 milhões de pessoas que vão para cama sem terem tido uma refeição. Isso é uma questão nos preocupa a todos. Se virmos que temos novos desafios como as questões das mudanças climáticas, estima-se que a população mundial em 2050 vai ser de 10 bilhões e, dessa população, dois terços vai viver em zonas urbanas.”

Cheias

Maria Helena Semedo explicou como o cenário de superpovoamento nas cidades terá impacto na produção.

“Vamos ter praticamente 7,5 bilhões, ou 7,5 mil milhões, a viver em zonas urbanas. Vamos ter menos pessoas a produzirem e mais a consumirem. Daí, que teremos um desafio, onde sabemos que com as mudanças climáticas vamos ter mais secas, cheias e a produtividade com tendência a diminuir. A FAO tenta ajudar os agricultores a adaptarem-se às mudanças climáticas, no sentido de que temos técnicas e tecnologias que possam fazer face às mudanças climáticas.”

Cheias

Para a vice-chefe da FAO, parcerias da agência como a da Organização Meteorológica Mundial, OMM, devem ajudar na preparação para os fenómenos El Niño, marcado por secas, e o La Niña caracterizado por cheias.

A FAO também quer produzir com maior eficiência e reduzir as perdas com a notícia de que a probabilidade de que a La Niña ocorra este ano baixou de 70% para 40%.

A questão de desperdícios da produção e a necessidade de alimentação nutritiva também envolve a agência em ações com outras entidades das Nações Unidas.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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