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OMS: poluição do ar pode causar derrame e ataque cardíaco

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Campanha global “Respire Vida” foi lançada durante Habitat III, conferência das Nações Unidas em Quito; segundo agência da ONU, nove em cada 10 pessoas respiram ar que não é seguro.

Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Laura Gelbert, enviada especial da Rádio ONU a Quito.

Nove em cada 10 pessoas no mundo respiram ar que não é seguro, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. E a poluição do ar pode causar derrames e ataques cardíacos. O alerta é da agência da ONU.

Para enfrentar o desafio, a OMS lançou a campanha “Respire Vida”. A iniciativa global da agência da ONU lançada durante a Habitat III. Em Quito, o coordenador de políticas públicas e saúde da OMS, Carlos Dora, explicou à Rádio ONU os riscos causados pela poluição do ar.

Infarto

“A gente está lançando essa campanha global, OMS e parceiros, porque não existe ainda uma conscientização da importância que o ar limpo tem para a saúde das pessoas. Até 15 anos atrás a gente achava que o problema da poluição do ar, a contaminação, era mais a causa de uma doença respiratória, câncer de pulmão se conhecia. Mas não se conhecia a dimensão completa do problema da poluição do ar que é, na verdade, uma das maiores causas de doença do coração, de ataque do coração, infarto do miocárdio, e doença cerebrovascular.”

Segundo Dora, hoje se sabe, através de “inúmeros estudos” que as “partículas entram no pulmão, mas também na circulação”, causando inflamação nos vasos sanguíneos, em um fenômeno semelhante ao colesterol e à pressão alta.

Soluções

Ele citou algumas soluções práticas, mencionando, por exemplo, andar de bicicleta, onde for seguro, e que em alguns locais da África e da Ásia, queimar lixo é uma das grandes causas de poluição.

“E também a poluição dentro das casas. Ainda há países africanos onde 95% da população usam lenha para aquecer a casa no inverno, para cozinhar, usa querosene para iluminar a casa, todos esses combustíveis são muito sujos. Até agora os serviços de saúde não estão aconselhando os indivíduos como eles poderiam reduzir o seu risco a poluição. E a gente devia e poderia.”

Dora afirmou que, a pedido dos governos dos países, que fizeram uma resolução na Assembleia Mundial da Saúde, a OMS aumentou muito a resposta à questão da poluição do ar.

Segundo um relatório da agência da ONU, 3,7 milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças ligadas à poluição externa. Em 2012, a OMS calcula que o número de mortes chegou a 6,5 milhões, incluindo poluição interna e externa, o que corresponde a 11,6% do total global de óbitos.

Leia mais sobre a Habitat-III:

Habitat III renova “compromisso político” sobre urbanização sustentável

 

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