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“Nigéria enfrenta pior crise humanitária da África” alerta Ocha/O.Fagan

Afirmação foi feita pelo vice-coordenador humanitário em exercício da ONU, Peter Lundberg; quase 400 mil crianças estão passando fome no país africano.

Criança severamente desnutrida recebe tratamento em clínica em Banki, no nordeste da Nigéria. Foto: “Nigéria enfrenta pior crise humanitária da África”,

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Com quase 400 mil crianças passando fome na Nigéria e cidadãos sofrendo com pouca ou nenhuma proteção, segurança, comida ou acesso à água limpa, o país está enfrentando “a pior crise humanitária do continente africano”.

O alerta foi feito nesta quarta-feira pelo vice-coordenador humanitário em exercício da ONU, Peter Lundberg.

Compromisso

Em comunicado emitido pelo Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, Lundberg assegurou o governo nigeriano do compromisso da comunidade internacional de cooperar para acelerar a resposta coletiva à situação.

Ele também elogiou o anúncio recente de uma força-tarefa e um grupo de coordenação humanitária, além de um comitê para resposta humanitária no estado de Borno, esperando ver “impacto tangível” nas próximas semanas e meses.

Assistência humanitária

Segundo Lundberg, assistência humanitária continua a ser fornecida aos milhões que precisam desesperadamente, apesar de restrições relativas a insegurança e acesso.

Apesar de contribuições do Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU, Cerf, e de doadores, o Plano de Resposta Humanitária 2016 para a Nigéria, que precisa de US$ 484 milhões, só recebeu um terço dos recursos necessários.

Inocentes

Lundberg alertou que sem a verba, “meninos, meninas, mulheres e homens inocentes morrerão”. Ele afirmou que a maior prioridade para a resposta permanece sendo a segurança alimentar, que está apenas 25% financiada.

Ele citou ainda os ataques a um comboio humanitário em 28 de julho e o recente bombardeio suicida em Maiduguri em 12 de outubro como “fortes lembretes” de que não se pode baixar a guarda em um ambiente de risco tão alto”.

Lundberg destacou que a segurança dos atores humanitários é uma das prioridades da comunidade humanitária”.

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