Economia

Dinheiro cada vez mais difícil para financiar o OGE 2011

O mundo está em ebulição, a crise financeira internacional se agudiza, e países dependentes da ajuda financeira como é o caso de São Tomé e Príncipe, cada vez mais parecem estar em maus lençóis. O Banco Mundial já anunciou que só vai dar 2 milhões de dólares para o OGE 2011:

O Orçamento Geral do Estado para 2011 está avaliado em 153 milhões de dólares. 93% do financiamento depende da ajuda internacional. Esta segunda – feira, a representação do Banco Mundial em São Tomé e Príncipe anunciou que tem apenas 2 milhões de dólares para financiar o OGE são-tomense.

O Ministro das Finanças e Cooperação Internacional, Américo Ramos, reconheceu que é muito pouco. «A alocação do Banco Mundial ao país não é suficiente para fazer grandes investimentos», assegurou o ministro.

O valor de 2 milhões de dólares, que o Banco Mundial disponibiliza ao estado são-tomense, faz parte de um pacote financeiro de 6 milhões de dólares que a instituição financeira internacional atribuiu ao país, há cerca de 3 anos, ou seja, o pacote financeiro de 6 milhões foi repartido em 2 milhões por ano. A última parcela de 2 milhões deverá ser aplicada no OGE até Junho próximo.

No entanto para além de financiador directo do Orçamento Geral do Estado, o Banco Mundial, é também importante parceiro de São Tomé e Príncipe na angariação de financiamentos junto aos credores internacionais. Mas para angariar mais financiamentos para o OGE, o Banco Mundial, exige que o país tenha um plano de estratégia para a redução da pobreza.

O ano económico 2011 já entrou no segundo trimestre e São Tomé e Príncipe ainda não elaborou o tal plano estratégico, fundamental para atrair investimentos de credores internacionais sob o patrocínio do Banco Mundial.

O Governo anunciou que está a elaborar o plano de estratégia para redução da pobreza, e que deverá estar concluído antes do final do ano. Por sinal muito tarde para convencer os principais financiadores internacionais. «É necessário criar um mecanismo de mobilização de outros fundos para financiar as acções previstas pelo governo», declarou o ministro das finanças e cooperação internacional.

A conjuntura internacional é difícil. Está em causa a execução do orçamento geral do estado para 2011 avaliado em 153 milhões de dólares em que São Tomé e Príncipe só garante 7% do financiamento.

Abel Veiga

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    41 comentários

41 comentários

  1. Celsio Junqueira

    29 de Março de 2011 as 8:53

    Caros,

    A execução orçamental em risco e os possiveis financiamentos dependente da elaboração do plano de estratégia para redução da pobreza. O Governo ainda não constituiu uma “task-force” para tratar disso o mais rapidamente possivel?

    A situação internacional está muitissimo complicado, os países desenvolvidos e boa parte deles doadores de Ajuda Publica ao Desenvolvimento estão com problemas de Finanças Públicas.

    Temos que ser muito diligentes e dar o nosso melhor para conseguir o máximo possivel do minimo que vão disponibilizar.

    Está na altura de os Partidos com assentos parlamentar e toda a Sociedade Civil ajudar o Governo a conseguir o financiamento para o OGE 2011.

    Boa sorte ao Governo,

    • E.Santos

      30 de Março de 2011 as 7:54

      Carissimo,

      Isto é coisa de sociedade civilizada e gente não mesquinha. Achas mesmo que alguém vai estar interessado em unir esforços com o governo para o bem de todos. Era bom, era.
      Se conseguirem atrapalham mais ainda para ter como dizer que o governo não fez. Vão preferir ver o povo a morrer de fome (aliás, dane-se o povo porque não é isso que os move) do que darem as mãos para minimizar o impacto da crise mundial no nosso país.
      Ainda por cima, quando vem por aí eleições presidenciais. Coitados de nós, isso sim.
      A sociedade civil poderia ter um papel importante, mas infelizmente, a sociedade civil não existe.

      • 1982

        31 de Março de 2011 as 18:27

        Meu caro.

        Está em jogo a sobrevivência do coletivo. Com a crise bancária nas economias avançadas, sobretudo depois do colapso do Lehman Brothers, em setembro de 2008, os fluxos bancários para as economias emergentes caio a pique e a tendência é para que esta situação se prevaleça a longo prazo (ver o relatório do FMI, Capítulo 4, Transmissão da crise financeira dos países riscos para os emergentes).

        A maioria de especialistas em políticas económica e financeira no mercado mundial defende a aplicação de uma boa resposta política como elemento fundamental para se debelar as principais repercussões negativas sobretudo nas economias mais frágeis e dependentes.

        Isso implicará responsabilidade acrescida da classe política. Acabou-se a hora de intrigas e do egoísmo exacerbado.

        Não há outra saída. O alarme já suou. Vem ai o Tsunami.

  2. Juliana Brandão

    29 de Março de 2011 as 9:15

    Estamos de mal ao pior. Em queda livre. Líbia em guerra, Japão contra catástrofe, Portugal em banho Maria e agora ao invés de 6 milhões o BM só dá 2 milhões.
    Só há uma saída. Trabalho. Mas não há semente que se lança hoje ao solo para colher fruto para contrabalançar os 153 milhões do OGE. A saída imediata é a China Taiwan. Pedimos-lhe para financiarem a maior indústria de transformação de N produtos na nossa sub-região para começarmos a vender em 2012.
    É uma sugestão de quem não tem o dossier do país nas mãos.
    Obrigada Tela Non.

  3. Obama

    29 de Março de 2011 as 10:16

    A questão n se coloca no financiamento para o OGE2011. A questão trata-se da nossa independência. Neste momento, eu as vezes pergunto-me…será que valeu mesmo a pena termos tido a nossa independência em 1975??
    Nós n conseguimos libertar-nos do estrangeirismo, dependemos 100% da ajuda externa. Como é que ainda nos deparamos com isso?? Meus senhores, vamo-nos mobilizar todos e encontrar o caminho que nos levará a nossa independência total. Libertemo-nos do nosso egoísmo, excentricidade e valorizemos mais o lado bom do homem: a simplicidade, a humildade e o espírito de entre-ajudas.
    É tempo de arranjarmos uma estratégia de desenvolvimento sustentável, com menor dependência da ajuda externa e começarmos a olhar para os nossos próprios recursos naturais. Vamos tentar dinamizar a sociedade a mudar os hábitos e começar por resolver os problemas mais pequenos e fáceis de resolver antes de se preocupar com os problemas maiores.
    Abram o País a diáspora, aos quadros que estão no estrangeiro para que os mesmos possam dar o seu contributo e direccionar o País no caminho certo.
    Um bem haja ao Povo de STP!!

    • Celsio Junqueira

      29 de Março de 2011 as 13:12

      Carissimo Obama,

      Completamente de acordo com a solução que preconiza. Pode ser uma forma de invertemos a tendência actual fazendo uma inflexão radical.

      Mas parece que o pessoal ainda não se deu conta da gravidade da crise internacional.

      Abraços,

    • erremixio

      31 de Março de 2011 as 7:41

      Parece que o “Mundo” nos está a cair em cima: não há dinheiro para o orçamento;
      os estudantes, no estrangeiro encontram-se desamparados; o cabaz familiar
      enche-se de poeira… E nós, os outros, aqui, discutindo sobre o que os estudantes
      escreveram, com falhas, se um deles tem como apelido Costa, se tem que se
      apresentar um orçamento rectificativo, se a culpa deste mal-estar deve-se ao
      MLSTP, (bode expiatório para tudo), se Taiwan será capaz de nos retirar deste
      atoleiro, etc….
      O problema é muito mais grave: A crise do sistema ou a “ Crise do capitalismo”.
      Na realidade, estamos assistindo ao resultado da especulação do sistema
      financeiro das últimas décadas, poderoso (politicamente falando) e o poder
      predeterminado que manietou todos os governos do mundo.
      Neste momento através das suas influências, obrigam a medidas de austeridade
      (Grécia, Irlanda, Portugal e ….), apesar dos grandes benefícios que
      obtiveram durante décadas.
      Por isto tudo, e em presença desta crise, faz falta ideologias que
      submetam o sistema financeiro mundial às necessidades dos governos democráticos
      e participativos.
      É necessário que nos questionemos sobre o tipo de desenvolvimento que desejamos, que
      tipo de sociedade que se deseja.
      Inclusive se queremos desfazer, ou não, deste capitalismo selvagem.
      Lenine dizia, que este capitalismo, ao contrário das populações mais pobres do
      mundo, sobreviveria enquanto os trabalhadores assim o permitirem.
      Por conseguinte a única saída sustentável e real consiste em interrogarmo-nos e
      abandonar o tipo de sociedade neoliberal, consumista e de guerras
      deliberadamente provocadas.
      São Tomé tem que pensar também num outro tipo de sociedade, os partidos e os
      cidadãos tem que pensar nisso. Temos que analizar os nossos verdadeiros recursos e criar uma sociedade consequente.

  4. benavides pires sousa

    29 de Março de 2011 as 12:08

    estou pra ver pra onde isso caminhará!

    • António Veiga Costa

      29 de Março de 2011 as 21:35

      Santomense, não fique a ver, trabalhe!

      • benavides pires sousa

        30 de Março de 2011 as 4:59

        correcao: nao quis com isso dizer, mantimento do nosso país, meu contacto pessoal,

  5. Tia Joana

    29 de Março de 2011 as 12:40

    O Orçamento deve voltar ao parlamento para ser de novo ratificado. Um ajustamento estrutural.
    93% vindo de fora é muito. 93% corresponde a percentagem das terras em STP que pertenciam as grandes empresas agricolas do Estado. Apenas 7% eram dos chamados foros, roça do foro.

  6. De Longe

    29 de Março de 2011 as 16:26

    Não será boa altura para os diferentes poderes cobrarem às pessoas que têm avultadas somas adquiridas de forma indevida?

  7. Leoter Viegas

    29 de Março de 2011 as 17:36

    É pena não termos dados da execução orçamental dos anos anteriores. Lembro-me que o Governo anterior também elaborou, em 2009! ou em 2010!, um OGE avaliado em mais de 150 milhões de dólares. Qual foi o grau de execução daquele OGE. É muito fácil elaborar um OGE de 100, 200 ou 300 milhões de dólares. Basta para isso acrescentar mais ou menos receitas e mais ou menos despesas, será sempre aprovado no Parlamento. O mais difícil é mobilizar recursos para financiar um OGE naquele valor. Isso é que tem faltado STP. Prefiro um OGE realista em que o Governo consiga um grau de execução satisfatório a um OGE completamente irrealista em que nem sabemos se quer o grau de execução e, não é difícil imaginar que o grau de execução será baixíssimo.
    Os nossos principais financiadores atravessam graves problemas económicos e financeiros, aliás, o dinheiro está cada vez mais escasso. O melhor que o Governo tem a fazer é apresentar um orçamento rectificativo na Assembleia da República.
    Mais, o que o Governo deve fazer, na minha opinião, é elaborar um PLANO DE CRIAÇÃO DE RIQUEZA, porque é com a criação de riqueza e uma boa redistribuição desta riqueza que se minimiza a pobreza.

    Leoter viegas

  8. Digno de Respeito

    29 de Março de 2011 as 18:26

    Não ajuda que seja eterna. Já alguém dizia “camarão que dorme a onda leva”. Quando os que perteceram a lutas de libertação, pensaram em liberta o país em “sei lá de quê?” Até hoje não consegui entender tal diferença entre a ala que defendia a ideologia da Associação Cívica, outros a ideiologia da Frente Popular Livre e outros ainda que dizem por ai, não pertencia nem uma ala nem outra saltitando de malas não (viagens-a-viagens). Prante o cenário actual acompanhada da minha santa ignorância, alguém poderá ajudar-me a perceber qual a diferença de tais correntes ideológias ou filosófica de então?!

    Quem afinal está a dormir é o tempo ou as pessoa que fazem do tempo o resultado pretendido?!

    Bem me parece que o Banco Mundial, já ia dando o “pisca-pisca” aos seus maiores dependentes. E hoje, a casmurisse ainda leva-nos a não dispertar para a verdade das coisas: DISCIPLINA – ORDEM – TRABALHO = PRODUÇãO, PRODUÇÃO, PRODUÇÃO.

    Pessoal, vamos todos trabalhar a gleba que é a melhor oferta que a natureza(enquanto não se zanga connosco) ainda hoje deposita confiança em nós. Porque no dia que tudo se inverter contra nós, nem sei pra onde vamos parar……..

    Que tal apostarmos na indústria de transformação de pescado, de frutos secos, arte decorativa (flores) para exportação em massa……?!?! Pensem nisso porque ainda vamos à tempo de recolhaer a mãozinha que continua estendidas pra terceiros.

    • geração 75

      30 de Março de 2011 as 15:44

      Uma das pessoas que te poderá explicar sobre a Associação Cívica é o Filinto Costa Alegre. Na Sexta feira 25/03/2011 no ISP ele foi o orador da palestra a “Importancia da Civica para o Nacionalismo Sãotomense”.

  9. Digno de Respeito

    29 de Março de 2011 as 18:27

    Digo: “Não há ajuda que seja eterna”

    • Osama bin Laden

      30 de Março de 2011 as 10:21

      GGA, STP Trading, um milhão do Japão, 30 mil Barris, dinheiro de Marrocos caso Ovideo Piqueno com amigo Fradique, dinheiro de Governo espanhol- projecto pimenta, dinheiro de Portugal, o seca final chama-se Libia.. Meus senhores agora a fontes estão a secar… agora só vos resta uma alternativa, trabalhar…..

      • José Silva

        30 de Março de 2011 as 17:10

        Carissimo Osama

        Não achas que é destas falcatruas que acabas de mencionar que o Estado deveria pôr mãos em cima, buscar os cumplices e julgar? Só deste casos sairia um bom orçamento para financiar o ONG. Acho que este governo anda a dormir na forma ou até perguntaria mesmo; “sera que existe alguma cumplicidade entre eles?”

        • Comedor de Dinheiro.

          31 de Março de 2011 as 13:39

          Claro que há, são todos cúmplices um do outro…

    • Mimi

      30 de Março de 2011 as 10:35

      E ainda bem que e assim! Talvez agora finalmente o santomense se desligue do conceito muito moderno e aceite nesta sociedade de que alguem vai ajudar/apoior e interiorize a necessidade de por maos à obra. “Ponha as maos que eu te ajudo”…

  10. Deus é Grande e Seja Louvado

    29 de Março de 2011 as 18:30

    Por favor meus compatriotas , não se deixam enganar…………….
    Alguêm consegue me explicar aonde para os 30.000 barris de petroleo que a Nigéria dà a S.tomé e Principe?…………
    Com a venda deste recurso, o dinheiro não daria para apoiar o nosso orçamento geral de estado?
    Os navios que pescam na nossa zona maritíma,nenhum recurso se reverte ao estado?…………….
    Há muitos exemplos por aí fora, e mais não digo, o nosso povo é que tem que começar a abrir o olhos………….
    Há muito recursos financeiro de S.tomé e Principe a ser desviado para fins pessoais, e não para o bem da nação………
    Viva S.tomé e Principe
    Viva telanon
    Até já.

  11. PUMBO

    29 de Março de 2011 as 19:34

    … Estamos no momento de apredermos a “pescar” nos mesmos. Em vez de estarmos a espera de peixe prontinho no prato, temos que comprar anzol e isca e comercarmos a pescar seria e honestamente. Temos terra fertil que deveria ser cultivada intensivamente para garantir a seguranca alimentar do pais e alguma exportacao. Este e o ponto de partida para sairmos da miseria e da dependencia quase total…

  12. Amem!!!!!!!

    29 de Março de 2011 as 22:51

    Fomos sempre habituados a ter peixe de borla, quando tínhamos tempo suficiente de sermos mais inteligente e pedir os nossos fornecedores de peixe que nos ensinasse a pescar…

  13. João Miguel

    30 de Março de 2011 as 11:58

    Já no presente ano fui a STP, com o objetivo de investigar o setor hidrico e o abastecimento de água no país. Confesso que fiquei rendido ao seu povo,a simpatia sempre presente, o diálogo franco e aberto transmitem ao outro interveniente o à vontade de se sentir em “casa”. Mas falando agora da notícia em causa. Não sendo eu um santomense, não me sinto à vontade para exprimir livremente sobre a temática da noticia. Contudo fruto do trabalho recentemente desenvolvido aí em STP, atrevo-me a sugerir alguma reflexão sobre esse grande problema orçamental. Uma equipa do FMI visitou STP entre 29 de outubro e 11 de novembro de 2010, no dia 12 emitiu um comunicado com recomendações para o país. Um aspeto fundamental para o desenvolvimento do país passa pela necessidade de gerar receitas próprias nas suas atividades, tanto económicas, comerciais, industriais ou de serviços e não pode estar eternamente refém das ajudas externas. O papel da cooperação entre países, deverá ser feito de forma diferente,se assim fôr, será mais fácil desenvolver o país e criar mecanismos de sustentabilidade mais robustos. Aproveitar os jovens quadros santomenses já formados, incentivando-os para o despertar de STP. Votos para que ultrapassem estas adversidades. João Miguel

  14. Tia Joana

    30 de Março de 2011 as 12:45

    Olha, meus carissimos. Vamos aconselhar os nossos irmãos a usarem nomes mais bonitos.
    Osama Bin Laden, Kadafi, Fidel, etc.
    Quem avisa amigo é!!
    hoje em dia se pode facilmente saber donde são enviadas estes nomes!!
    Qua ka da ni uê lixi ka colé aua!!!

    • Veneno de Cobra Preta

      31 de Março de 2011 as 13:41

      Mais qual é o problema?? Cada um usa o nome que lhe dá na telha. A democracia é isto, liberdade….

  15. Juliana Brandão

    30 de Março de 2011 as 15:48

    Sr. João Miguel,
    Que exprima a vontade como estrangeiro que diz. A simpatia que encontrou em STP é a mesma com que os filhos vão aventurando pelo mundo fora. Graças a Deus, é a coisa melhor que temos de oferecer e não vamos pôr no lixo. Jamais.
    É possível que um outro venha aqui contestar a sua intromissão em questões que não lhe diz respeito. Não deve levar a mal. Há quem ainda não compreendeu que esta janela está aberta ao mundo.
    Já agora, o seu projecto tb recolheu aprovação de quem de direito?

  16. Zovirax

    30 de Março de 2011 as 21:03

    O problema de STP não se limite apenas a falta de financiamento, temos que acrescentar ainda, grande incapacidade de gerência de recursos materiais, financeiros e humanos. Os nossos governantes não estão capacitados para gerir os tais recursos, o que implica um incremento de estratégias desastrosas na implementação e gestão de políticas de desenvolvimento económico e social.
    É fundamental promover a agricultura, o turismo, etc., como forma de alavancar o crescimento e desenvolvimento endógeno em paralelo com interesses exógenos. Se isso for feito, creio que STP será em poucos anos um exemplo em África.
    Acho que políticos deveriam frequentar cursos de capacitação em matéria de definição e orientação de políticas de gestão e administração para países insulares. Podemos implementar cooperação com Cabo Verde para essa formação!

    • Biaus

      31 de Março de 2011 as 18:44

      Concordo totalmente com você.

      O problema é a falta de capacitação por parte dos governantes para gerir os recursos que o pais tem.
      Há que abrir espaço para jovens santomenses já formados colocarem em pratica os seus conhecimentos .

  17. Paracetamol 500mg

    30 de Março de 2011 as 23:30

    STP tem dinheiro, e muito. Patrice tem dinheiro, rafael tem, posser tem, todos roubaram, nino vende tudo tb tem, aqueles que têm “quintas enormes que não pagam impostos” tb tem dinheiro, Voz d`america de certeza tambem paga para la estar instalada, e outros mais.
    Eles que sejam transparentes. A ajuda devia ter acabo a muito tempo, para evitar os sanguessugas que andam na Assembleia e arredores.
    Todos roubaram e compraram casas em portugal. Há dinheiro. Ajuda externa devia ter fechado a muito tempo atras.

  18. kwatela

    31 de Março de 2011 as 14:19

    meus senhores engolamos o nosso orgulho de ser santomenses.acho que a culpa de tudo o que passamos em stp tem a ver com a geracao pre independencia que sabiam que este pequeno pais nunca produziu para satisfacao das suas necessidades,mesmo na era colonial em que a mao de obra era quase escrava,e que muitas vezes ANGOLA suprimia muitas das nossas necessidades.a geracao pre independencia sabia disso e sabiam que dinheiro nunca caiu do ceu.bastava-nos ser um territorio autonomo como os ha nas caraibas e pronto.agora temos que engolir este sapo e pedir uma das superpotencias se querem nos agregar no seu territorio para nao morrermos a fome.BEM HAJA A TODOS

  19. o voçé quer saber

    31 de Março de 2011 as 15:59

    melhor cada um preocupar com dinheiro de estudante esqueçe de canpanha mandar dinheiro de estudante novato porque estudante esta na faba

  20. Bodon Culu

    31 de Março de 2011 as 17:30

    Caro Obama,criar condicoes para quem esta’ na diaspora investir, regressar, etc, seria um bom incentivo para STP. Acontece q os sucessivos dirigentes santomenses parece terem receio de quem esta’fora.
    Conheco um amigo da infancia q veio a STP para implementar algo, depois duma serie de vai-e-vem decide solicitar uma entrevista com o responsavel e,qual nao foi o seu espanto ao ser confrontado pelo dito responsavel com a possibilidade duma sociedade em que a outra parte entrava apenas com uma assinatura, isto e’,a viabilizacao do projecto. Desistiu.
    ASSIM NAO DA’.

  21. COCO NZUCU

    31 de Março de 2011 as 17:51

    Quem tem dinheiro, der para onde der, safa-se.
    Quem esta’lixado com um (F) e’o Ze’Povinho.
    Se os nossos recursos fossem bem geridos, creio q chegava para todos mas,como a ganancia fala mais alto, estamos feitos.
    Cuidado, o sofrimento tem limite.
    O povo unido jamais sera’ vencido.

  22. Biaus

    31 de Março de 2011 as 18:50

    Gostaria de saber quais são os planos/projetos que o governo de stp tem para lutar contra a pobreza?
    se é que tem né?

  23. Helves Santola

    1 de Abril de 2011 as 2:17

    Notícia triste e preocupante e opiniões sábias, cada uma com o seu ponto de vista…..humildemente, também acredito que os partidos políticos deviam unir forças para se criar um plano de desenvolvimento para STP…..devemos criar formas para deixarmos de “viver o dia de hoje e amanhã deus proverá”….isso precisa de começar com a classe política do país, que tanto mal tem actuado, é hora de colocarem a mão na consciência!! Neste momento, o país não precisa de oposição, o problema é de todos e deixemos de ser egoístas……obrigado!!!

  24. Arlindo T. Pereira

    1 de Abril de 2011 as 2:52

    Compatriotas, venho por este meio apresentar-vos uma reflexão para mi muito importante para o nosso futuro.Este documento devia ser lido por todos africanos, você que começou a ler, va até ao fim. obrigado.
    A economista Dambisa Moyo nasceu na Zâmbia, doutorou-se pela Universidade de Oxford e trabalhou no Banco Mundial. Ela afirma que o continente africano só vai encontrar o caminho do desenvolvimento econômico quando os países ricos pararem de tentar ajudar. Moyo também critica o envolvimento de celebridades ocidentais com a causa africana.
    diz o seguinte: “A ajuda não faz bem à África”
    afirma de que nos últimos 50 anos, a África recebeu US$ 1 trilhão em ajuda. O resultado, diz, foi o aumento da pobreza e da corrupção.
    Em seu livro lançado recentemente, Dead aid (Ajuda morta), ela sustenta que os legítimos porta-vozes do continente têm de ser os próprios líderes africanos. E diz que a atual crise econômica é uma oportunidade para a comunidade internacional mudar sua atitude em relação à África.
    Entrevistada pela Revista Epoca – DAMBISA MOYO afirma que o Ocidente deve parar com a ajuda humanitária e incentivar o comércio.

    Questionada – No seu livro Dead aid, você critica o envolvimento de celebridades nas campanhas de ajuda à África. É uma crítica a Bono, do U2, por exemplo. Por quê?
    Responde – Por duas razões. Primeiro, não concordo que a ajuda seja o instrumento certo para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento africano. As celebridades estão empurrando um produto que não funciona. Em segundo lugar, as lideranças do debate sobre o futuro da África deveriam ser as autoridades eleitas do continente e a sociedade africana. Ter uma cultura de celebridades, na qual raramente vemos um líder africano falando de seus planos para o futuro, me parece errado.
    Essa cultura das celebridades coloca em segundo plano as políticas elaboradas pelos africanos. Não se pode ter uma política eficiente para o longo prazo com ideias montadas, ou impostas, por pessoas que não vivem no continente ou que não tiveram a experiência das condições de vida na África por um longo período. É bom que as pessoas tenham opinião, mas é fundamental que a atenção maior vá para aqueles que realmente sabem quais são os problemas.
    Questionada – Há celebridades ou governos que manipulam a situação na África para o benefício próprio?
    Responde Moyo – Não quero me concentrar na motivação de governos ou indivíduos. O que posso dizer é que estou muito decepcionada com as lideranças políticas internacionais. Elas não estão falando a verdade sobre a eficácia da ajuda e sobre a possibilidade de conquistar crescimento econômico na África por meio dela. Chegamos a uma situação na qual nós, como sociedade global, ficamos muito confortáveis com a visão negativa da África.
    Ninguém parece questionar isso, ninguém tenta estimular uma agenda diferente. O capitalismo está sob um intenso debate neste momento, todo o mundo está tentando obter um melhor equilíbrio para o sistema. Mas, no caso da África, após 50 anos e US$ 1 trilhão em ajuda, ninguém fala de uma mudança de estratégia. Nesse meio século de ajuda, a África mostrou resultados muito pobres: crescimento nulo e aumento da miséria. Mas ninguém discute isso.
    “Basta olhar para Brasil, Índia, Rússia, China e outras partes do mundo.
    É uma questão de apenas copiar o que outros países fizeram”
    Questionada – Você sugere que toda a ajuda deveria ser suspensa em até cinco anos. O que então deve ser feito?
    Responde Moyo – A boa notícia é que eu não tive de criar essa lista do que deve ser feito, é tudo muito óbvio. Basta olhar para Brasil, Índia, Rússia, China e outras partes do mundo. É uma questão de apenas copiar o que outros países fizeram.
    Isso significa depender mais do comércio exterior, dos investimentos diretos estrangeiros, do mercado de bônus e da microfinança, garantindo que os capitais cheguem aos pequenos e pobres empreendedores, algo que os indianos vêm fazendo há muito tempo. Tudo o que a África tem de fazer é copiar, não precisa inventar a roda. Essas são formas de financiamento transparentes e que obrigam os governos a se responsabilizar por seus atos.
    Questionada– Oual deveria ser a postura dos países ricos em relação à África?
    Responde Moyo – Sabemos o que traz crescimento. Não é um mistério. Sabemos que os países que se concentram em comércio vão muito melhor que os que se limitam a receber ajuda. Os países ricos deveriam incentivar o comércio. Vejo, mesmo dentro da África, lugares como a África do Sul ou Botswana, que vão muito melhor que outros países. Esses dois países não dependem de ajuda. Então precisamos perguntar por que continuamos estimulando a ajuda à África após décadas perdidas. Sabemos que indivíduos, países e governos são norteados por incentivos. Se há o incentivo certo, as pessoas e os governos vão se comportar de determinada maneira. Oferecer ajuda – que não exige prestação de contas – permite aos governos roubar e fazer o que querem.
    Questionada – A África está preparada para essa mudança?
    Responde Moyo – Alguns países estão. Encontrei-me recentemente com o presidente de Ruanda, Paul Kagame, e ele está ansioso para abandonar a ajuda. Temos visto países como Gana e o Gabão emitindo bônus nos mercados de capitais e alguns outros movimentos na direção de tentar livrar-se da cultura de ajuda. Mas ainda há um longo caminho pela frente. Há ainda vários governos que, rapidamente, dizem: “Por favor, não se esqueça de nos dar ajuda”. Esses são os que me preocupam mais, pois exibem uma atitude preguiçosa. Eles sabem que existem outras maneiras de financiar o desenvolvimento, mas não querem trilhar o caminho mais difícil. Preferem a opção fácil, na qual um cheque é entregue a eles. A comunidade global não deveria compactuar com isso, não deveria permitir que eles fiquem sentados esperando apenas pelo envio de cheques.
    Questionada – Qual é o impacto da crise econômica mundial para o futuro da África?
    Responde Moyo – Estamos diante de uma oportunidade. Da mesma maneira que sabemos que não vamos retornar ao tipo de capitalismo que foi praticado nos últimos 15 anos, deveríamos também afirmar que não vamos retornar ao modelo de ajuda que tem dominado a África nos últimos 50 anos. Essa é uma grande oportunidade para dizer: “Preste atenção, África, não podemos dar mais ajuda porque nossos orçamentos encolheram, nossas taxas de câmbio estão se movendo contra nós, e simplesmente não temos esse dinheiro. Então temos de dar outro jeito para preencher esse vazio”. É uma oportunidade fantástica, pois isso poderá criar o ímpeto para os governos africanos encontrarem as fontes de capital, com transparência e responsabilidade.
    Questionada – O presidente Barack Obama pode ajudar nessa mudança?
    Responde Moyo – Espero que sim. O presidente Obama foi eleito com a bandeira da mudança e da inovação. Obama está alterando muitas políticas nos Estados Unidos e tenho esperança que ele olhe para o caso africano. Ele verá que a ajuda não está funcionando e que precisa haver outra maneira de fazer com que a África se transforme num parceiro igual na economia mundial.
    Março 25, 2009 por Xaluan
    Fonte: Revista Época

    • Leoter Viegas

      2 de Abril de 2011 as 15:43

      Meu caro Arlindo,
      Dambisa Moyo é uma brilhante Economista. Não é em vão que ela trabalha num dos maiores bancos de investimeto Norte Americano, a Goldman Sachs e, em 2009 foi considerada uma das 100 Pessoas mais influentes do Mundo. Não tenho problemas em concordar com ela.

      Leoter Viegas

  25. BlagaBlaga

    1 de Abril de 2011 as 8:19

    Obrigado pela não publicação do comentário.O vosso jornal não merece ter o nome que tem.Tela Nom? Mas cedo ou tarde muitos saberão quem são vocês.

  26. isspp

    5 de Abril de 2011 as 11:16

    o melhor seria vende-lo seria melhor contunar nas mãos dos tugas quem sabe seria melhor ou melhor entrega angola e fica já uma provincia e pronto apenas somos 150 mil não nada para eles

  27. BARÃO DE AGUA IZÉ

    22 de Abril de 2011 as 10:55

    A nossa terra não precisa de mais politicos (há milhares em STP), análises politicas (já foram feitas em todas as cores). Precisa sim de ECONOMIA. Retorno à agricultura. STP precisa de Cursos de agricultura e deixar o facebok, e quejandos para os preguiçosos que estão à espera das ajudas internacionais. STP tem recursos que trabalhados podem ser exportados. Sem a ECONOMIA da terra STP será sempre um pais adiado.

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