SATOCAO activou concorrência no mercado de cacau em São Tomé e Príncipe

A empresa de capital maioritário franco-suíço que se instalou no país no ano 2010, provocou o aumento em 60% do preço médio de compra do cacau no mercado nacional, apesar de no mesmo período de 18 meses, o preço no mercado internacional ter caído em cerca de 22%.

Até o ano 2010, São Tomé e Príncipe contava com cerca de 3 grandes compradores e exportadores do cacau convencional. O preço de compra do cacau registava flutuações tendencialmente descendentes, o que punha em causa o rendimento das famílias dos pequenos agricultores.

A SATOCAO, que entrou no mercado no ano 2010, impôs maior concorrencial no mercado.  Philippe Perles, Presidente da empresa franco-suíça, confirma a intervenção que gerou subida do preço de compra do cacau no mercado nacional. « Após a chegada de SATOCAO, o preço médio de compra no mercado aumentou 60% em 18 meses, enquanto que no mesmo período, a cotação mundial do cacau caiu 22%», assegurou.

Ao mesmo tempo que conquista o mercado de compra de cacau, retirando clientes à outras empresas nacionais, que praticavam preços menos concorrenciais, a SATOCAO, começou a implementar uma das suas componentes, que é renovação do cacauzal. O Estado são-tomense concedeu a empresa 2.500 hectares de terra para plantar novos cacaueiros. «Paralelamente à compra de cacau goma temos implementado um projeto de cooperativas que visa permitir o acesso, bem como transmitir o domínio de técnicas de produção aos pequenos e médios agricultores. Estamos profundamente convencidos de que o sucesso do nosso projeto passa pelo desenvolvimento de centros de excelência de cooperativas autónomas capazes de fornecer um cacau de qualidade que respeite os padrões equivalentes aos critérios da SATOCAO», explicou Philippe Perles.

SATOCAO está a investir 9 milhões de euros, para recuperar a produção de cacau em São Tomé e Príncipe. País que ganhou fama no mercado internacional pela qualidade do seu cacau, produzia dezenas de toneladas por ano, mas actualmente garante menos de 5 toneladas de cacau por ano. «Pela primeira vez em 15 anos, as plantações abandonadas são reabilitadas e replantadas. Todo o material vegetal é derivado a partir de viveiros na ilha e rigorosamente seleccionado pelo CIAT, a fim de respeitar a origem e valorizar a dimensão da própria herança de São Tomé no contexto internacional», sublinhou.

Na última semana a SATOCAO, inaugurou um Centro Industrial e Tecnológico na zona de Morro Peixe. A empresa dá sinais de que veio para ficar, depois de um período turbulento, marcado por choques com alguns pequenos agricultores, por causa da confiscação pelo anterior Governo de terras para sustentar o projecto SATOCAO.

O leitor pode inteirar-se melhor sobre o projecto da SATOCAO, clicando o documento abaixo:

1 –  Satocao

Abel Veiga

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    E. Santos Responder

    O importante foi o anterior Governo ter conseguido perceber que poderia avançar com o projecto da SATOCAO sem ter de pôr em causa os tais pequenos agricultores. Deste modo, fez o recuo na confiscação de terra, legalizou os tais agricultores com a atribuição de títulos de posse, deu outros hectares a SATOCAO que permitiu o emprego a umas quantas famílias São-tomenses, e mais ainda, melhorou o rendimento de outras com o aumento do preço do Cacau no mercado nacional (diga-se de passagem, estavam a ser explorados pelo exportadores nacionais e que lhes comprava a um baixo preço e vendia com margens elevadíssimas no mercado internacional).
    Isto demosntra que onde há ideias, quando se tem a noção de onde se está e onde queremos chegar, onde tolerância e bom senso, quando se pretende de facto trabalhar pelo POVO, sempre se consegue.
    Que venham mais projectos destes (não importa pela mão de que Governo) o povo agradece.
    Este sim era um acto para PM Gabriel Costa presenciar e parabenizar com copo na mão para brindar pelos São-tomenses. Pela melhoria interna e de imagem externa que desencadeou. E aproveitar para incentivar a vinda de outros investidores para outras áreas estratégicas do país. Não uma bomba de combustível vagim…Grande falta de senso de oportunidade.

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      Telavive Responder

      Adorei a última parte do seu comentário. Confesso que fiquei muito triste ao ver um 1º Ministro a inaugurar uma simples bomba de gasolina!E pior ainda, com discurso? Só pode ser mesmo falta de mais que pensar! Com essas vadiagens S. Tomé e Príncipe não chegam, para nossa infelicidade ao lado nenhum.

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    justiceiro Responder

    anteriormente o cacou em goma era vendido à um prço esturquiozo.os nossos pequenos agricultores eram explorados de forma exessiva e de ma fé.
    De facto o empreza SATOCAO melhorou mutio as condiçoes de vida dos nossos agricultores que vêm trabalhando de forma exaustiva ao longo detes anos.
    Os nossos políticos têm que, definitivamente, evitar, a instabilidade nas instituições politicas, de forma que, o governo possa trabalhar cerenamente, e continuando a dar prioridades a projectos desta evergadura.

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    Trinta Mil Responder

    As parcerias fortes devem ser preservadas, sob pena de se cair no caos.
    Cacau precisa de engodo, um dia de greve, poe tudo danificado. Assistência técnica reforçada, reabilitação das casas dos trabalhadores, jardim infantil, cooperativas de consumo, formação profissional para os filhos dos trabalhadores, salario de gente, assistência medica e medicamentosa apenas isso. logo a Unidade , disciplina e muita trabalho. nada mais

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    Trinta Mil Responder

    Já podíamos especializar em cacau, todas as dimensões. da semente ao chocolate. Ao invés disso, passou o cacau a ser uma interjeição. moçoeeee, kakaooooo….
    oh kakaooo, cacaouuu, epa essa coisa é o que, cacauuuuu eee.
    Esta e a nossa terra.

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    Nana Responder

    Temos que ser sérios e reconhecer os nossos erros. Quando o MLSTP e PCD estiveram na oposição, diziam que esta empresa não valia nada, que eram bandidos ladrões etc. Mesmo se tenha havido algum erro da parte do outro governo, na concessão de terras à SATOCAO, e erros esses cometidos pelos técnicos partidários deste partido que o Governo tinha feito confiança e que andou a apunhalar o governo pelas costas, dando terrenos comprometidos como forma de buscar confusão, seria bom que o caso fosse tratado com a responsabilidade que merece, pois são empresas estrangeiras que trouxeram o se dinheiro para investir e criar emprego no país. Mas em vez de tratarem as coisas como deve ser começaram por insultar de forma feia a empresa. Hoje como estão no poder a empresa já passou a ser boa, e amiga.
    Por boca morre o peixe. Devem dar as mãos a palmatória e pedirem desculpas pela estupidez e ganancia do poder
    Força SATOCAO

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    Santomé Plodôsu Responder

    Estou feito com a minha gleba! Agora o meu cacau já não vai parar, pois anda por aí muito gatuno.
    PIC não faz nada, uma boa chibatada nunca fez mal a ninguém, até já tenho saudades do Armando Correia e o Sr. Horácio. Esses senhores podiam exagerar aqui ou ali, mas tinham pulso firme com os gatunos. Agora as pessoas roubam e ainda gozam. Se apanhar algum, trato-lhe da saúde pessoalmente, alias aqui na zona, basta um alerta e saimos todos para rua, de dia ou de noite.
    Onde a justiça falha, os cidadãos teem que se precaver.
    Não é preciso matar…non ka côlê bançá so so legá. Auó!!!

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