Partidos sem assento parlamentar unem-se para exigir igualdade de oportunidade e denunciam a corrupção eleitoral

Numa conferência de imprensa quarta – feira no jardim do Hotel Miramar, Arlécio Costa e Neves e Silva na qualidade de mandatários de 8 partidos sem assento parlamentar, acusaram o governo e os partidos que ciclicamente têm assento no executivo de prática de repressão ideológica e tentativa de eliminação das forças políticas, sem suporte parlamentar.

A comissão dos 8 partidos sem assento parlamentar, coloca várias questões e garantem que vão confrontar o primeiro-ministro Rafael Branco com as mesmas. «Porque Razão os partidos políticos sem assento parlamentar continuam a serem sufocados, ignorados e desrespeitados? Porquê esta desigualdade e injustiça principalmente nas eleições legislativas? Se esses partidos continuarem a não ter apoio do estado para participarem em eleições, quando é que terão chance de chegar ao parlamento e lutarem contra essa geração de políticos que nunca quiseram ver as coisas a mudar neste país?», são interrogações contidas no comunicado lido pelo Presidente do partido FDC, Arlécio Costa.

Para além de exigir apoio sobretudo financeiro para as eleições autárquicas, regionais e legislativas, as 8 forças políticas sem representação parlamentar, questionam sobre a participação dos cidadãos emigrantes nas eleições legislativas. «Nós perguntamos, quantos somos em Angola, no Gabão, em Portugal e na Guiné Equatorial? Será que esses nossos compatriotas ao emigrarem, perderam seus direitos como cidadãos?», voltam a interrogar.

Pela voz de Arlécio Costa, os partidos sem assento parlamentar disseram ainda que estão a ser excluídos. A democracia não pode sobreviver num cenário de «repressão ideológica, nem com o desrespeito pelas leis da república», concluem os 8 partidos, depois de terem anunciado que o Primeiro-ministro Rafael Branco será notificado, para uma audiência onde serão debatidos os pontos denunciados na conferência de imprensa.

O frente a frente entre o Chefe do Governo e os 8 partidos políticos sem assento parlamentar promete ser escaldante. Neves e Silva Presidente do partido CODO, faz o retrato negro do país que está a ser governado por Rafael Branco. «Estamos num país desorganizado, a economia arrasada, um bloqueio interno, e vivemos com todos esses corruptos e corruptores, a colocar o nosso povo perante a miséria e de mãos estendidas para eles comprarem os votos. É isto que vamos dizer ao senhor Primeiro Ministro, porque ele tem vindo a colaborar nalgumas questões que no nosso ponto de vista não é mais correcto. O país apela a calma e vamos todos conversar para encontrarmos o norte», reclamou Neves e Silva.

O Líder do CODO, pede intervenção do Presidente da República. «Que o Presidente da República usa as prerrogativas que a lei lhe confere para a ordem neste país», frisou Neves e Silva. A Intervenção de Fradique de Menezes, teria por objectivo por ordem na República das Bananas, que o país foi transformado, disse o líder do CODO. «Entramos numa república de bananas em que a Assembleia faz o que quer, o Presidente da República convida o segundo partido mais votado para formar governo, e agora pedem para prolongar o mandato dos deputados, os órgãos não são eleitos na data aprazada», concluiu.

Os partidos UDD, CODO, PSR, UNDP,PRD,PPP,FDC e PTS, abrem frente de luta pela igualdade de oportunidade no sistema democrático são-tomense.

Abel Veiga

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    Pensador Responder

    Não estou contra partidos políticos sem assento parlamentar, mas pela crise que vivemos penso q o governo não deve financiar aos partidos políticos, quem quer concorrer que procure financiamentos. Penso que não faz falta dinheiro para demonstrar ao povo que si e’ capaz.

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