CEN recenseou 13842 novos eleitores

Após o recenseamento eleitoral de raiz na diáspora e o processo de actualização dos cadernos eleitorais em São Tomé, a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), chamou os representantes dos 14 candidatos às eleições presidenciais e a imprensa, para divulgar o resultado do recenseamento eleitoral.

O recenseamento eleitoral de raiz realizado a nível nacional no ano passado, para as eleições legislativas, colocou 78796 eleitores nos cadernos eleitorais. Para as eleições presidenciais de 17 de Julho a Comissão Eleitoral Nacional actualizou os cadernos eleitorais a nível nacional através da inscrição de novos eleitores e efectuou o recenseamento de raiz a nível dos 4 países onde a comunidade são-tomense tem direito de eleger o Presidente da República, nomeadamente Angola, Portugal, Guiné Equatorial e Gabão.

No conjunto foram inscritos 13842 novos eleitores. «Nós temos este ano 92638 eleitores contra 78796 do recenseamento do ano passado. Sendo em São Tomé 84 mil e 40 eleitores e na diáspora 8598 eleitores, repartidos da seguinte forma, em Angola 3536 eleitores, no Gabão temos 1389 eleitores, na Guiné Equatorial 145 eleitores, e em Portugal 3528 eleitores», explicou Victor Correia, Presidente da CEN.

Assim para as eleições presidenciais de 17 de Julho, a CEN vai colocar no total 265 mesas de voto no país e na diáspora, quando no ano passado para as legislativas, o processo de votação decorreu em 224 mesas de voto.

Victor Correia, disse que o recenseamento eleitoral na diáspora ficou a quem das expectativas da CEN. «Estávamos a espera de um número maior, mas podem crer que fizemos o melhor que pudemos. Tínhamos uma programação para recenseamento na diáspora de 45 dias, mas por diversas razões, tivemos que fazer o recenseamento em apenas 23 dias, o que não é suficiente para abarcarmos o maior número de eleitores. Estamos em crer que com meios e mais tempo poderíamos fazer muito melhor. Só conseguimos ir ao terreno depois de ultrapassar alguns constrangimentos financeiros e materiais», sublinhou o Presidente da Comissão Eleitoral Nacional.

O Presidente da Comissão Eleitoral Nacional, manifestou-se desiludido com o recenseamento eleitoral realizado na Guiné Equatorial. O Estado são-tomense suportou despesas avultadas para realizar o recenseamento eleitoral no país vizinho, onde ao que tudo indica a comunidade são-tomense é pouco expressiva. «Na Guiné Equatorial de facto temos uma comunidade que não é expressiva. Vamos ter que realizar as eleições na Guiné Equatorial, porque a lei assim impõe. Tivemos um grande investimento financeiro para recensear 145 eleitores e vamos voltar a ter o mesmo investimento para garantir a realização das eleições naquele país. É uma imposição legal a que não podemos fugir», fundamentou Victor Correia.

No encontro com os representantes dos 14 candidatos às eleições presidenciais, a Comissão Eleitoral Nacional propôs que fosse elaborado um código de conduta entre os candidatos e a instituição que organiza e realiza as eleições no país. Segundo Victor Correia, o grande número de candidatos suscita a assumpção de compromissos éticos, apesar de existir legislação que orienta todo o processo eleitoral.

A proposta foi aceite pelos representantes dos candidatos, que no futuro breve deverão trabalhar junto com a comissão eleitoral, no sentido de elaborar o código de conduta.

Abel Veiga

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    lucas Responder

    Olha que “ABSURDO”!
    92.638 – Eleitores inscritos no cadernos eleitoral.
    14 – Candidatos a presidência da República de STP
    Isto equivale a uma média de (6.617) eleitores para cada candidato.
    Com tantos candidatos, STP deveria entrar nos livros dos recordes.
    Infelismente!!

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    Ismael Responder

    Todos a procura de um tacho, ou serão apenas um bando de abutres a procura da sua próxima refeição, que vergonha, depois de tantos anos de democracia e independência o povo Sao Tomense continua a sofrer nas mãos daqueles que pouco ou nada têm para oferecer ao país a não ser mais do mesmo…

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    Sr Lei Responder

    Neste código de conduta poderia ficar estipulado que qualquer candidato que não conseguir pelo menos 5% dos votos (cerca de 4632 eleitores se todos votarem), deve suportar 5% dos custos necessários para a realização do acto eleitoral. Tenho a certeza que deste modo o número de aventureiros nesta corrida eleitoral diminuiria consideravelmente e não seriam apenas os pobres a pagar este dinheiro.

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    Ovumabissu Responder

    O Sr. Lei quer corrigir um absurdo com outro absurdo.

    Os políticos, os candidatos é que devem ter bom senso e evitar situações como a destas eleições.

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      Sr Lei Responder

      A minha ideia parece irritar-lhe! Será que é ou tem intenções de se candidatar um dia? Para sua informação se não fossem algumas dificuldades teríamos mais de 20 candidatos! Acha isso razoável? De certeza que não tem noção do que é custo!
      Os custos não são proporcionais?
      1 – O custo em gastar tinta para escrever o nome de 5 candidatos é menor do que aquele necessário para gastar com 20? Idem para o número de funcionários necessários para tratar todos estes processos.
      2 – Esta a ver como é que a nossa cidade vai estar poluída com cartazes de 14 candidatos (uns mais feios que outros!).
      3 – Limpar este lixo todo depois tem custos! Esta a ver a quantidade de pessoas que não vai trabalhar durante período eleitoral porque é mandatário/apoiante de um candidato qualquer?
      Vamos ver quantas opiniões favoráveis vão ter a minha e a sua opinião.

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    MÉ SOLO Responder

    Se hovesse BANHO , acredito que passariamos os 100 Mil eleitores.

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    Matias Responder

    Deve estar em forja uma estrategia de troca de favor.
    Vejo a tendencia de entregar votos juntos Somatório(Elsa+MAria+Pinto)Menor que Aurelio Martins.

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    Olhos de Tartaruga Tartaruga Responder

    Para registar pouco menos de 14000 eleitores gostria saber quanto já gastaram nisto. E depois aí comentaria.
    obrigado.

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    Ernestino Responder

    Acho que a forma como decorreu a informação para Recenciamento Eleitora foi limitado, certamente foi recenseado metade dos residentes em Portugal e porque não existe cultura de dar banho ,isto é comprar conciência humana muito negativo para a democrcia.

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    Pedro Responder

    meus senhores o processo foi mt mal conduzido o Sr. ve dizer k na diaspora fez 23 dias de recenciamento so se for 23 dias para todos pois o caso de portugal ñ passou de meros 2 dias e fora de lisboa 1 dia a dia de semana portanto mt pessoa ficou de fora sim por vossa falta de organização e têm k encontrar uma solução para isso

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    Santiago Monteiro Responder

    Queria apenas felicitar os responsáveis deste jornal pela ideia e pelo trabalho que estão a fazer.Mesmo quando publicam noticias que de alguma forma possam ser consideradas imparciais, esta possibilidade que dão aos leitores de expressar as suas opiniões acaba por contrabalançar tudo. O nivel dos comentários que são publicados também deixa transparecer que existem santomenses de muito alto nível intelectual por este mundo fora. Para citar alguns exemplos mencionaria o E.Santos, o Celsio Junqueira, Horácio Hill etc. Façam o favor de serem felizes.

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    Adelino Batista de Sousa Responder

    Realmente é de lamentar o n º de inscrito em Portugal. Embora ter havido alguma divulgação. Isto justifica devido o tempo de espera que se registou para se inscrever no posto de recenseamento na embaixada (Lisboa). Nos dias que passei por lá foi superior a 150 minutos (2:30H). E tive que passar pela segunda vez para recensear. A CNE pode explicar o que aconteceu?
    Adelino Batista de Sousa

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