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Mais movimentações de barcos desconhecidos no Príncipe

No ano 2013 o Presidente do Governo Regional da ilha do Príncipe José Cassandra, defendeu que a base central da guarda costeira de São Tomé e Príncipe deveria ser instalada na ilha do Príncipe.

O desafio de José Cassandra, lançado ao país, foi sustentado com o facto de a ilha do Príncipe, que está mais próxima do continente africano e no coração do Golfo da Guiné, registar periodicamente movimentações e presença de navios desconhecidos, que atracam ao largo da ilha realizando operações duvidosas.

Príncipe conserva também o maior banco de peixe do arquipélago, e os poços de petróleo em fase de prospecção na zona económica exclusiva são-tomense como na fronteira marítima com a Nigéria, também estão na sua maioria localizados na zona marítima da ilha do Príncipe.

Argumentos que no entanto não deram êxito ao desafio lançado pelo poder regional da ilha do Príncipe, no sentido de albergar a base central e operacional da Guarda Costeira. Coube a baía de Ana Chaves na capital São Tomé, o direito mais uma vez de ser o quartel da unidade da Guarda Costeira, em fase de consolidação e de crescimento

Pescadores da ilha do Príncipe e habitantes das zonas costeiras, manifestaram muitas vezes inseguras e com medo, por causa da presença constante de navios desconhecidos ao largo da ilha.

Um problema antigo. O ex-Ministro da Defesa coronel Óscar Sousa, denunciou a presença de tais navios desconhecidos no Príncipe, e deu conta que um barco que navegava no golfo da Guiné foi perseguido por piratas até as proximidades da ilha do Príncipe.

Já em 2008, o então Comandante das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, o coronel Idalécio Pachire, anunciou que «é imensa a circulação suspeita de navios nas águas nacionais».

O assunto voltou a ribalta esta semana, com o Ministro da Defesa e do Mar, Carlos Stock, a garantir que «nas redondezas do Príncipe tem havido alguns barcos e não se sabe o que andam cá a fazer. E isso preocupa-nos a todos».

Carlos Stock que está a visitar a ilha do Príncipe na companhia do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, disse que vai ser instalado um novo sistema de observação e fiscalização do mar da ilha do Príncipe. Tal sistema vai ser instalado na comunidade piscatória de Lapa, considerada como um dos pontos estratégicos do arquipélago são-tomense.

A imprensa da ilha do Príncipe, revelou que neste momento, a guarda costeira na ilha, não dispõe sequer de um bote para realizar acções de busca e salvamento.

Mas, o ministro da Defesa e do Mar prometeu disponibilizar uma lancha para garantir a defesa da soberania nacional no Príncipe, assim como mais militares e meios técnicos para ilha.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Laurindo Pestre

    6 de Novembro de 2015 as 14:34

    Este tipo não percebi nada disto.Se calhar finge para não entrar em broncas com o líder.
    Então, o que faz a lancha recentemente adquirida no cais de Ana Chaves. Esta a espera para calcinar?
    Então senhor ministro acorde, e ponha os homens a patrulharem a ZEE e a arranjarem alguns trocos com as multas e fazer crescer a Guarda Costeira.

  2. verdadesejadita

    6 de Novembro de 2015 as 15:04

    Abel Veigas mesmo com centro no principe e lanchas de patrulha nada disso vai mudar. Vai pa marinha e pergunta os superiores porque que um navio sem autorizacao ficou ao largo de fernao dias mais de 2 dias, foi denunciado para marinha e nao se fez nada? eu vi uma embarcacao de marinha a sair para local de repente voltou e navio foi embora e nada se fez. que pais meu Deus!

  3. Maria silva

    7 de Novembro de 2015 as 0:46

    Pois é Senhor Laurindo Pestre, se calhar (ca para min de certeza) finge para nao entrar em contradicao com o seu lider!

  4. eu

    7 de Novembro de 2015 as 13:34

    Os argumentos justificam a instalação da base R.Autonoma.
    O gov deveri analisar esta questao e nao limitar a enviar lancha. O q fará a lancha?

  5. ANCA

    8 de Novembro de 2015 as 1:59

    Analisando;

    “No ano 2013 o Presidente do Governo Regional da ilha do Príncipe José Cassandra, defendeu que a base central da guarda costeira de São Tomé e Príncipe deveria ser instalada na ilha do Príncipe.”

    “O desafio de José Cassandra, lançado ao país, foi sustentado com o facto de a ilha do Príncipe, que está mais próxima do continente africano e no coração do Golfo da Guiné, registar periodicamente movimentações e presença de navios desconhecidos, que atracam ao largo da ilha realizando operações duvidosas.”

    “Príncipe conserva também o maior banco de peixe do arquipélago, e os poços de petróleo em fase de prospecção na zona económica exclusiva são-tomense como na fronteira marítima com a Nigéria, também estão na sua maioria localizados na zona marítima da ilha do Príncipe.”

    Há que encarar de forma assertiva a questão da integridade Territorial/Populacional, questão da segurança marítima nas águas nacionais, procurando parcerias estratégicas, com alguns parceiros Regionais/Internacionais, Formação Equipamento das FARSTP, Guarda Costeira, Polícia nacional, PIC, impõe organização planeamento posicionamento geo-estratégico em termos de segurança nacional.

    Tendo em conta que o mar é um recurso estratégico fundamental apetecível, na frenética corrida procura de recursos sejam eles marinhos( captura de Peixes), de depósitos de matérias orgânicas químicas, ou de exploração petrolífera, estudos dos recursos existentes no nosso mar, controlo roubo de informação nos cabos de fibras ópticas, tráfico, pirataria, Terrorismo.

    Numa altura, em que o País (Território População Administração) se confronta com advento da exploração petrolífera na ZEE, abertura ao exterior, ligação por cabo de fibras ópticas, questão de segurança deve ser encarado com máxima atenção quer Integridade e Segurança Territorial/Populacional, local, regional, nacional, a nível social, cultural, ambiental, energético, económico e financeiro, nomeadamente ameaça a Paz.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  6. ANCAS

    8 de Novembro de 2015 as 2:17

    Necessário, organizar, equipar, qualificar as nossas instituições, de modo a que elas possam ser fortes, no cumprimento nas missões a que são destinadas.

    Temos instituições Fracas, com Lideranças Fracas, pouco respeito pelo cumprimentos dos procedimentos administrativos, desorganização, corrupção, desordem, caos,…no saber e saber fazer.

    Necessário investir urgentemente na inversão desta realidade de gestão organização administração, mediante qualificação formação pessoal, equipamento, auditorias internas externas, melhoria nos procedimentos, combate a corrupção, a responsabilização interna institucional civil, social, cultural, ambiental, energética, desportiva, politica, económica e financeira do Território/População.

    Medidas devem ser tomadas urgentemente

    Caros cidadãos há agir estar atentos mudar o modo de ser estar,…procurar saber e saber fazer jamais somente esperar pela resposta executiva.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé a Príncipe

  7. Aires Vicente António

    8 de Novembro de 2015 as 11:10

    O PT sabe e muito bem que tem os navios. O ministro pode até não saber isto porque as informações deste governo são restritas a um numero muito reduzido de ministros do famoso e populista do XIV governo. O MINSTRO ANDA triste e aborrecido isto porque foi impedido de viajar para Espanha para fazer a receção de um novo navio patrulha. O PT disse-lhe somente: o Sr. não vai, vou eu. Assim a viagem foi adiada para depois de mais um passeio do PT a INDIA. Bonito.

  8. luisó

    8 de Novembro de 2015 as 19:43

    O PT ofereceu barco á guarda costeira.
    Antes os americanos ofereceram lancha á guarda costeira.
    Depois tornaram a oferecer outra mais recentemente.
    Agora o Brasil também ofereceu outra lancha á guarda costeira.
    E recentemente chegou outra lancha comprada pelo Estado STP.
    Com isto tudo como é que não sabem quem navega nos nossos mares?
    Eu atrevo-me a dizer que se calhar os países vizinhos não têm tantos meios navais.
    Até quando ?

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