Política

Crise energética domina debate parlamentar

A bancada parlamentar do ADI levou ao plenário um debate de urgência sobre a crise energética que, há onze meses, atravessa uma das fases mais críticas da história recente de São Tomé e Príncipe.

A crise energética compromete o funcionamento do Estado, paralisa setores produtivos, asfixia o setor privado e empurra milhares de famílias para uma situação de vulnerabilidade inaceitável, porque mata os pequenos negócios que garantem a sua sobrevivência”, afirmou Nito Abreu, líder da bancada parlamentar do ADI.

Durante a sessão, deputados do ADI acusaram o Governo de incapacidade para resolver o problema, chegando alguns a exigir a demissão do ministro das Infraestruturas.

Senhor Primeiro-Ministro, pela sua desilusão, para quando a demissão desse ministro das Infraestruturas?”, questionou Messias Pereira, deputado da bancada do ADI. “A população quer saber: quando é que teremos energia estável em São Tomé?”, acrescentou Alexander Lima, também da bancada do ADI.

Já Levy Nazaré, deputado da bancada do BASTA, defendeu a privatização da EMAE:

Eu, se for Primeiro-Ministro, privatizo a EMAE. O privado vai resolver o problema do roubo de combustível, vai tomar medidas sobre engenheiros competentes ou não, e evitar que a empresa seja usada como arma de arremesso em campanhas políticas.”

O Primeiro-Ministro reconheceu a gravidade da situação e anunciou novos desenvolvimentos no contrato com a Tesla, já criticado por vários setores como prejudicial ao Estado.

A Tesla está a tornar-se num fardo para o Estado santomense. Não sei se ainda têm memória da famosa taxa sobre bilhetes de passagem? Ela também seria para suportar os encargos com a Tesla”, denunciou Américo Ramos.

Apesar de garantir que a solução está próxima, o Chefe do Governo não indicou qualquer prazo.

Estamos a trabalhar com os técnicos para melhorar a situação. Humildemente sei que, brevemente, teremos a situação resolvida.”

No entanto, apesar da insistência dos deputados, o Governo continua sem apresentar um calendário para ultrapassar a crise energética.

José Bouças

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