São Tomé e Príncipe dispõe de 38.020 hectares destinados à agricultura, com maior concentração no distrito de Caué, seguido de Mé-Zóchi, Lembá, Lobata e Cantagalo. Nestes territórios trabalham 20.084 pessoas, das quais 55% são homens e 45% mulheres.
Nas comunidades rurais, 88,4% da população tem a agricultura como principal ocupação.
O terceiro Recenseamento Agrícola, realizado três décadas depois e financiado pela União Europeia e pela FAO, revela que a produção bovina continua incipiente no arquipélago.
“Temos um total a nível nacional de 1.033 cabeças de bovino, contrariamente às aves que temos cerca de 556.000 bicos, seguido do gado suíno com cerca de 42.000 e logo a seguir vem o gado caprino e por último ovino”, enumerou Hermenegildo Santos, consultor para a área de género e estatística.
“Já sabemos a quantidade da produção por cultura bem como a área de cada cultura, efetivo animal, as condições do mundo rural, as infraestruturas de apoio à produção, as infraestruturas de base que existem nas comunidades rurais”, avançou Idalécio Neto, coordenador do recenseamento.
O levantamento confirma que persistem vários constrangimentos nas zonas rurais.
“As vias de acesso que ligam a área de produção às localidades muitas estão degradadas, outras intransitáveis, o que faz com que os agricultores têm que transportar à cabeça o que produzem nas suas propriedades para o quintal até que consigam um meio de transporte para trazer aos mercados”, apontou Idalécio Neto.
Foi igualmente apurado que mais de 6% das explorações agrícolas acumulam a atividade pesqueira.
As informações recolhidas servirão de base para políticas públicas orientadas para o fortalecimento e modernização do setor agrícola.
José Bouças