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Pobreza e privação empurram jovens para o extremismo em África

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

 

Estudo inclui fatores como marginalização, fraca governação e perceção de abuso de poder dos governos; mais de 33 mil africanos morreram devido a ataques extremistas nos últimos cinco anos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, lançou um estudo sobre a jornada de jovens africanos no extremismo violento que segundo a agência é marcada pela pobreza e pela privação.

Entre as primeiras razões citadas pelos inquiridos estão também a marginalização sustentada pela fraca governação.

Terroristas

O primeiro estudo sobre o assunto entrevistou 495 pessoas que se alistaram voluntariamente a grupos terroristas como Al-Shabaab e Boko Haram.

De acordo com a pesquisa, muitas vezes, a perceção de violência exercida pelo Estado ou  abuso de poder oferecem o impulso para tomar a decisão final para que estes se juntassem a um grupo extremista.

O estudo “Viagem ao Extremismo em África: Motivação, Incentivos e o Ponto de Viragem para Recrutamento” retrata indivíduos frustrados, marginalizados e negligenciados ao longo da sua vida, começando mesmo pela infância.

Os fatores para a decisão incluem poucas perspetivas económicas, possibilidades de uma participação cívica significativa que pode trazer mudanças ou a pouca confiança no Estado para a prestação de serviços ou o respeito aos direitos humanos.

Isolamento

Falando na sede das Nações Unidas, o diretor do Pnud para África disse que o estudo soa o alarme do aprofundar do extremismo na região. Para Abdoulaye Mar Dieye, as áreas de fronteira ou periféricas continuam isoladas e sem supervisão.

O responsável disse haver dificuldades na capacidade institucional para responder à demanda, na região onde mais de “metade da população vive abaixo da linha da pobreza, incluindo muitos jovens cronicamente subempregados.”

Pelo menos 33,3 mil africanos perderam a vida por ataques extremistas violentos ocorridos entre 2011 e início de 2016 em África, segundo as estimativas do Pnud.

Somente as operações de Boko Haram provocaram a morte de pelo menos 17 mil pessoas e contribuíram para o deslocamento de outras mais de 2,8 milhões na região do Lago Chade.

O impacto dos ataques extremistas foi observado no turismo e no investimento estrangeiro direto em países como Quénia e Nigéria.

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    1 comentário

1 comentário

  1. verhaverdade

    8 de Setembro de 2017 as 16:39

    ESTADO DE DIREITO E LIBERDADE

    Democracia é uma falsa…!

    Estado há!
    liberdade há!
    Direito nem si vê…Só o Direito é que não si vê!então si não si vê o Direito, não haverá garante que a liberdade,chegue para que o estado funcione.”O Estado é o garante do funcionamento, do “Estado Direito e Liberdade…”Para onde vai-se parar se não encontrar o novo mecanismo para o desenvolvimento da humanidade!

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