Política

Governo defende projecto de OGE para 2012 no Parlamento

O debate parlamento sobre o OGE para 2012 que começou esta quinta – feira ficou marcado pelo discurso do Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, que indicou as linhas de força das grandes opções do plano e do OGE de 116 milhões de euros, para 2012.

Apesar da crise financeira internacional, o Primeiro-ministro Patrice Trovoada, acredita que o Orçamento Geral do Estado para 2012, contem soluções para promover a retoma económica do país. «Tal recuperação assenta numa forte entrada de capital privado, principalmente investimento directo estrangeiro, bem como na efectiva implementação do programa de investimento público. O aumento do investimento em infra-estruturas transporte e energia e a melhoria na execução dos projectos de investimento público continuará em 2012 a ser a grande prioridade do governo», DECLAROU O Chefe do Governo.

Para alimentar o Orçamento Geral do Estado avaliado em 116 milhões de euros, Patrice Trovoada, indicou algumas medidas a serem implementadas. «Em 2012 serão prosseguidas medidas de aperfeiçoamento da colheita de receitas, de controlo e gestão das receitas públicas, de reforço e capacitação do sistema de justiça de modo a continuar a garantir boa gestão», sublinhou.

Tendo o crescimento económico e a luta contra a pobreza, como eixos fundamentais do programa do Governo, o Primeiro-ministro, diz que em 2012 aposta no fomento da produção agro-pecuária e piscatória, assim como a continuação do processo de instalação de delegações regionais da agricultura. Turismo é outro sector importante, onde o governo promete reforçar o quadro legislativo e a política de promoção do destino São Tomé e Príncipe.

Patrice Trovoada disse aos deputados, que para 2012 prevê um crescimento económico na ordem de 5,5%. A taxa de inflação deverá baixar para 6% até final de 2012, e o país terá um saldo primário de 3,2% do PIB. «Agricultura, Pesca, transporte, e comunicações são as áreas de desenvolvimento em que foram alocadas maior percentagem de investimento para 2012», precisou o Chefe do Governo.

No entanto em termos de fontes de financiamento, o OGE para 2012 não apresenta qualquer novidade. OS principais financiadores do OGE para 2012, são Taiwan, Portugal e Nigéria. Países cujos financiamentos alocados ao país, foram angariados e assinados pelos anteriores governos.

A linha de crédito de Portugal na ordem de 50 milhões de euros, começou a ser utilizada desde 2009, restando actualmente pouco mais de 10 milhões de euros. Foi também no Governo de Rafael Branco que a Nigéria disponibilizou 30 milhões de dólares para alimentar o OGE, com alocação anual de 10 milhões de dólares. Taiwan é o parceiro tradicional de São Tomé e Príncipe, que anualmente disponibiliza um donativo de 10 milhões de dólares e há cerca de 3 anos decidiu conceder a São Tomé e Príncipe, fundos suplementares na ordem de 5 milhões de dólares, mas como crédito.

Por isso, a oposição está a por em causa as declarações do Primeiro Ministro, segundo as quais as múltiplas viagens que tem feito ao estrangeiro, visam angariar fundos para o desenvolvimento do país. Certo é que os dados contidos no OGE para 2012, não apresentam qualquer novidade em termos de financiamentos conseguidos pelo Chefe do Governo, no âmbito das “infinitas” viagens ao estrangeiro como disse a bancada do maior partido da oposição o MLSTP/PSD.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. J.A

    2 de Dezembro de 2011 as 13:41

    Caros compatriotas,com a situação que se vive internacionalmente ainda bem que OGE para 2012 esteja a pensar na agricultura e no turismo. Para além deste facto,o atual governo deveria pensar seriamente na criação do Ministério de Agricultura e Pescas e Turismo que poderá ser a nossa salvaguarda para o futuro.

    • ZE Mulato

      4 de Dezembro de 2011 as 9:18

      Triste! Triste! Triste!
      Os Trovoadas e PM Patrice Trovoada nao amam Sao Tome e Principe e o mais grave e’ que nao se importam com o valor do povo Santomense. Uma situacao muito triste…

  2. Calibre-12

    2 de Dezembro de 2011 as 14:22

    Sinceramente que de facyo não vejo nada de novo neste orçamento.
    m,ais do que isso trata-se de um orçamento de contradições gravissimas, pelo que mna minha modesta opinião o governo deveria aproveitar a oportuinidade que o PCD lhe dá de rever esse orçamento. Nºao custa nada ser modesto, não custa nada aceitar conselhos ou propostas. Senhor patrice,o senhor é economista mãs entrou para a politica pela costela do aseu pai, entende-se, mas não é político. O senhor tem mais geito para negócios com homens de lá, assim sendo, retire o seu orçamento e peça um prazo para reintroduzir na Assembleia o orçamento corrigido, antes que ven ha o pior. Vamos evitar o pior…

  3. luisó

    2 de Dezembro de 2011 as 15:26

    Portugal com 50, depois nigéria com 30 e china com 10.
    Continuem a falar mal dos tugas, continuem…

    • Fidelio Castro

      2 de Dezembro de 2011 as 17:42

      Axas mesmo que os tugas vão dar 50 milhões à alguém nesta fase da troika? Sejamos sensatos e criemos menos expectativas.

      • Patriota

        5 de Dezembro de 2011 as 17:11

        Fidelio Castro
        Não estas informado, na verdade portugal ja desponibilizou os 50 milhoes de euros mensionado. este valor foi entregue em 2009 no ambito da ancoragem da dobra face ao euros. no entanto acredito que este valor dentro de breve ira desaparecer no cofre de estado, tendo em conta a nossa capacidade produtiva.por outro lado este valor é mais para ajudar os comerciantes portugueses à escoar seus produtos para STP.

  4. António Veiga Costa

    2 de Dezembro de 2011 as 15:34

    É brincadeira esses apaixonados pelo PCD. Chegam a ser ridículos…Governo aceitar conselhos do PCD.
    Sem falar na pretensão: “…oportunidade que o PCD lhe dá de rever esse orçamento…

    Pergunto-lhes: por quê??? Se não alinhar com o PCD o Governo cai?
    Tentem… apenas tentem…!!!

  5. maiker

    2 de Dezembro de 2011 as 16:57

    esse governo ja deveria cair a muito tempo. Não trouxe nada de novo a STP

    • Olga

      4 de Dezembro de 2011 as 21:29

      Olha senhor maiker, desculpa responder ou o senhor não vivi aqui em S.Tomé e esta pouco se lixando com o nos que estamos cá e passamos por tudo ou o senhor é de alguma cor pplitica. Neste caso eu sugeria não dar opinião…. porque é feio um cidadão do pais pedir queda do governo…quer dizer o que estavam a promoter na campanha com discurso barrato..até se vé como nos os Santomense somos mau.Porque não espera a decisão do povo para tirar o governo. Essas não são opiniões … são interresses

  6. Mé Zemé

    2 de Dezembro de 2011 as 17:16

    Ouvi apenas poucos extratos da discução do nosso orçamento geral o que não dá para ter uma opnião mais acabada. Mas pelo que pude constatar, a oposição não dá ideias para melhorar o orçamento, só dizem que está mal e para o rever. Isto não considero que seja uma boa oposição. O país é de todos nós, sejamos sérios critiquemos, mas com responsabilidade e objectividade. Certamento o orçamento do governo tem pormenores menos conseguidos, mas MLSTP e PCD, façam oposição de verdade e não ficar a falar coisas que não tem onde que se lhe pegue.
    Força STP

    • gara

      12 de Dezembro de 2011 as 15:56

      isto estamuitomallll

  7. PETER

    2 de Dezembro de 2011 as 19:14

    se cair este governo qual que vamos por se todos tem a mentalidade de homem sao tomense?? o problema nao e OGE, ou governo ou fulano , o problema de sao tome e a nossa historia O Pensamento Do Homem sAO Saontomense.

  8. opiniao realistica em geral!!!

    4 de Dezembro de 2011 as 14:17

    esse é outro que fala mal, mas prontos tem melhorado o seu portugués.

    gostei sim que o tenham posto contra á parede por nao ter cumprido a promessa á populacao od principe.

    cómico foi apenas ver o deputado da ilha do Principe se encher e levantar a voz ( embora que com muita razao), mas tendo no pescoco e ombro um cómico “blaser” fato, daqueles antigos de há mais de 30 anos, enquanto gajos como Delfin Neves sem estudos, vestem-se muito elegantes com fatos que rondam os 200 euros cada 1 e com gravatas de 20 euros em cima. no mínimo.

    Ajudem lá o camarada da nossa ilha do Príncipe a “lugir”, brilhar também um pouco na vestimenta meus senhores deputados e politicos!!! hahahahahhahahaahahhahahahahahahaha

  9. BMW

    4 de Dezembro de 2011 as 19:50

    espero que o governo aposte mesmo na agricultura e pesca.graças a Deus o país é abençoado pela natureza.o que falta é dar oportunidade para as pessoas voltarem a trabalhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo