Política

MLSTP e ADI disputam liderança do próximo Governo

A corrida à formação do próximo Governo de São Tomé e Príncipe continua renhida e marcou, esta terça-feira, as audiências realizadas pelo Presidente da República com os partidos representados na Assembleia Nacional.

O MLSTP, vencedor das eleições legislativas com maioria relativa, assegurou ao Chefe de Estado que reúne as condições políticas necessárias para liderar o XX Governo Constitucional.

“Nós teremos sustentabilidade parlamentar na Assembleia Nacional. Faremos passar todos os nossos programas, o Orçamento Geral do Estado e as Grandes Opções do Plano na Assembleia. É aí onde há acordos, é aí onde há entendimentos, e nós garantimos ao Presidente da República que todos os nossos programas e o Orçamento Geral do Estado serão aprovados”, afirmou Américo Barros, presidente do MLSTP.

Com 24 dos 55 assentos parlamentares, o partido conta ainda com o apoio declarado do movimento BASTA, que elegeu dois deputados.

“Defendemos que o próximo Governo da República deve ser liderado pelo MLSTP, tendo em conta os pressupostos constitucionais e demais procedimentos legais”, sustentou Salvador dos Ramos, vice-presidente do BASTA.

Do outro lado, o ADI e a coligação MCI-PS/PUN defendem igualmente ter legitimidade para liderar o próximo executivo. Os dois partidos formalizaram já um acordo de sustentabilidade parlamentar que lhes assegura uma maioria de 29 deputados na Assembleia Nacional.

“Esse acordo é para vingar e tem todos os elementos que permitem que haja uma aliança forte entre os dois partidos”, declarou Américo Ramos, presidente do ADI.

Na mesma linha, o líder da coligação MCI-PS/PUN sublinhou a necessidade de privilegiar uma solução governativa sustentada por uma maioria parlamentar estável.

“Para evitar uma crise política, porque estamos cansados de tanta instabilidade, o melhor é nomear um primeiro-ministro que disponha de sustentabilidade parlamentar”, defendeu Domingos Monteiro.

Concluídas as consultas aos partidos com assento parlamentar, caberá agora ao Presidente da República avaliar os diferentes entendimentos políticos apresentados e decidir sobre a indigitação do chefe do próximo Governo de São Tomé e Príncipe.

José Bouças  

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