Sociedade

Inaugurada em Lisboa a Casa Internacional de São Tomé e Príncipe – CISTP

 Os são-tomenses em Portugal e todos quantos pensam conhecer a beleza insubstituívele o sabor hospitaleiro das ilhas do Equador, passaram a ter a partir de última quarta-feira, 21 de Dezembro, data consagrada, entre outros factos históricos/religiosos, a chegada dos portugueses a São Tomé, no longínquo ano de 1470, uma casa em Lisboa para matarem as saudades, encontrarem com o país e muito mais que isso, criarem a marca São Tomé e Príncipe.

A tarde/noite fria em Lisboa começou com um minuto de silêncio em homenagem a falecida “Diva dos pés descalços”, a cabo-verdiana, africana e lusófona Cesária Évora, seguida de uma salva de palmas também a homenagear a falecida Lurdes Amorim, antiga professora e orientadora de várias gerações de estudantes são-tomenses.

Seguiu-se como que, o reconhecimento ao papel das mulheres na sociedade são-tomense, homenagens as matriarcas Manuela Maria Margarido e Alda do Espírito Santo que também já deixaram o mundo dos vivos com marcas a ser recordadas pela Nação. Dois poemas em dois murais da CISTP – Casa Internacional de São Tomé e Príncipe, “Serviçais” de Manuela Margarido e “Angolares” de Alda do Espírito Santo, referindo a identidade são-tomense e a história comum com os cabo-verdianos e angolanos, testemunham a amplitudedo projecto do Club de São Tomé Príncipe.

Danilo Salvaterra, dinamizador da obra, anunciou aos presentes “da necessidade de parceria estratégica com entidades públicas e privadas para juntos trabalharmos para a criação da marca São Tomé e Príncipe, onde a casa pode ter um papel activo e a partir daí, procurarmos promover a excelência em São Tomé e Príncipe e nos cidadãos são-tomenses.”

Em termos práticos, o obreiro explicou que “a casa pode servir de consultas e aconselhamento aos viajantes que pretendam descobrir o paraíso do Golfo da Guiné. A casa pode servir para prestar consultas credíveis sobre São Tomé e Príncipe e estabelecer a ponte entre as ilhas, instituições e pessoas que procuram as ilhas. Desde informações sobre instituições públicas e privadas até a prova de sabores de São Tomé e Príncipe antes das viagens.”

Danilo Salvaterra aconselhou ainda no seu improviso de que a casa ou club como fez saber pode ser também “espaço para relações de negócios.” Enfatizou no seu discurso agradecimentos aos presentes e muito especialmente ao dono do espaço, Eduardo Silva.

Damião Vaz de Almeida, Embaixador de São Tomé e Príncipe em Lisboa, que honrou com a presença, reforçou na sua declaração da imensidão da obra, disponibilizando-se“para juntos e com todos trabalharmos, já que este projecto poderá servir para um novo São Tomé e Príncipe.”

Maria das Neves, antiga Primeira-Ministra do país, que de passagem por Lisboa, fez questão de marcar com a presença, num improviso exortou “ao empenho de todos para que a iniciativa tenha de facto o sucesso igual ou maior que a inauguração.”

A cerimónia que marcou a tarde de gala são-tomense em Lisboa, no dia de São Tomé Poderoso e da chegada do Governo de Transição em 1974 a São Tomé, contou ainda com presenças de,o já referido Eduardo Norte Santos Silva, Embaixador da Ordem Soberana e Militar de Malta, proprietário do edifício e quem disponibilizou o espaço ao projecto são-tomense em condições muito especiais, a Ministra Conselheira da Embaixada da Nigéria, o 1º Secretário e o Encarregado de Negócios da Embaixada de Taiwan, o Adido Cultural de Ucrânia, o Adido da Imprensa da Rússia e o Cônsul Honorário da Suíça em São Tomé e Príncipe.

Brindaram ainda a inauguração do CISTP, espaço que vai encurtar a distância entre os são-tomenses e as suas ilhas, escritores, músicos e o público convidado.

Depois dos são-tomenses que residem em Lisboa ou passam pela cidade a beira Tejo no seu romance com o fado, verem nos tempos recentes surgir na Grande Lisboa espaços onde podem matar a saudade gastronómica das ilhas como o Restaurante Mãe Preta da Tita, perto de Charneca ou A&A, Ângela e Arnaldo no Fogueteiro na margem Sul do Tejo e muitos outros cantinhos privilegiados de sabores e cheirinhos das ilhas que vão crescendo com a população do leve-leve em Portugal, surgiu nesta quarta-feira, o CISTP, a Casa Internacional de São Tomé e Príncipe de dimensão cultural, literária, gastronómica, artística, turística e ponto distinto de negócios, de debates de ideais da diáspora e as ilhas e, de tudo quanto de longe, possa contribuir para o engrandecimento de São Tomé e Príncipe.

Situado no 3º Esquerdo do número 40 da Rua de Assunção em Lisboa, a dois passos de Rossio no itinerário para a Praça de Comércio, com espaços para diversas valências, os intelectuais, estudantes, homens de negócios, de arte e todo o público que queira conhecer, provar e navegar São Tomé e Príncipe desde Lisboa, muito brevemente, terão ao seu dispor o horário da CISTP – Casa Internacional de São Tomé e Príncipe.

«No fundo ser um espaço de saudadesaos filhos das ilhas e não só. Quem quer ir a São Tomé e Príncipe, tem na CISTP um primeiro contacto com as ilhas no formato pequeno. Quando regressar se tiver saudades, decerto, vai partilhar a experiência com outros e continuar no club/casa a matar as saudades. A casa pode ser o ponto de partida e de chegada.» Danilo Salvaterra, arquitecto da CISTP – Casa Internacional de São Tomé e Príncipe, no seu improviso aos presentes na inauguração do ambicioso espaço santola no coração de Lisboa.

José Maria Cardoso

22.12.11

    15 comentários

15 comentários

  1. rapaz de riboque

    24 de Dezembro de 2011 as 10:24

    maias uma coisa para daqui a dias começar politica e a falarem mal uns dos outros como é o costume desta terra nada esta bém feito só sabem falar mal e criticar. e alguns ainda vão encher os bolsos a custa desta casa.

  2. jorge

    24 de Dezembro de 2011 as 10:37

    que delícia de texto. CISTP vem ajudar muito à união de todos os santomenses e elevar as obras dos mesmos. espero que venha a ter sucesso e que todos contribuam para tal.

  3. Francisco Castanheira

    24 de Dezembro de 2011 as 12:47

    Wellcome

  4. Madalena

    24 de Dezembro de 2011 as 14:05

    É isso mesmo, força e muita coragem.
    Medidas de Austeridade em tempo de crise.
    Um Abraço ao promotor.

    • Torres

      24 de Dezembro de 2011 as 14:34

      Danilo estava a procura deste tacho desde muito tempo. Boa prenda de natal. Outro fala barato que nunca fez nada e vive destas cumplicidades. Ora com este, ora com aquele ou aquela. Vai vivendo vida dele. Esperto. Casa Internacional de S.Tome para trabalhar numa marca de S.Tome. Brincadeira … Se o pais internamente nunca encontra o rumo certo vai ter uma casa internacional com que objectivo? Para fazer festa, comer e beber precisam de uma casa internacional? Este pais limita a carregar loucos, burros e incompetentes.
      Bom Natal para todos.
      Torres

  5. rochinha

    24 de Dezembro de 2011 as 17:43

    É de louvar a iniciativa e aproveito para agradecer o Sr Danilo Salvatera por esta iniciativa de criar este espaço, é uma maneira de ter nos mais unidos em Portugal.

  6. Bartolomeu Lêdesaua

    24 de Dezembro de 2011 as 20:37

    Parabéns pela iniciativa.

    Mas é preciso muito cuidado com os malfeitores que em vez de colaborar e contribuir para o desenvolvimento da CISTP, estão a espreita da primeira oportunidade para destruir o que não são capazes de construir.

    Força, coragem e muita vigilância

  7. opiniao realistica em geral!!!

    24 de Dezembro de 2011 as 22:00

    Nao parabenizo a iniciativa. e passo a explicar o por que:

    – Na verdade, o papel dessa casa será a de promotora turistica e histórica nacional,

    1- pelo que, honestamente, pois os curiosos de conhecerem Sao Tomé como destino e paraiso perdido relegado, pois deviam ter no ministério ou direccao do turismo um pilar que fomentasse tal accao.

    2-Ao meu modesto ver, ( passivel de erro), o que essa casa fará é apenas promover o turismo e a história nacional e permitir colóquios netamente estudantis e politico-sociais que redundará, como se diz em STP, ” falar von-vom”

    Resumindo: quando vi o tópico da noticia, pensei que por fim se tivesse congregado esforcos muscolados mas voluntários entre a comunidade na diáspora a fim de criar-se (talvez em unissono e boa vontade económica e solidaria,) um espaco de acolhimento e solidariedade aos doentes santomenses desatendidos pelas nossas autoridades politicas e da embaixada ineficaz que temos em Lisboa, uma associacao tal como os guineenses e os cabo–verdianos, dao chapadas a todos os demais países dos PALOPS porque assim procedem e ajudam os seus.

    Mas como é mais um lugar de história, cultura e tentativa de promocao e lucro ao encaminhar o turismo como tal apenas, pois digo-vos que a Profilaxis social de tal entidade será de 0,0001 numa escala de 100 pontos de humanismo e solidariedade que a sociedade de hoje requer dados os problemas que mais gracam a toda a humanidade e particularmente cinjindo-me a diáspora santomense em particular.

  8. Anca

    25 de Dezembro de 2011 as 23:58

    Muito bem

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem Santomenses

    Engrandece-nos, bem haja.

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  9. Digno de Respeito

    26 de Dezembro de 2011 as 3:27

    Esperemos para ver o andamento da carruagem. Geralmente o hábito indica que antes de nascer está morto… Dessa vez, esperemos no acreditar das palavras. Transparência, diálogo e ação. Se assim fôr, estamos para ajudar no seu desenvolvimento.

  10. DA e DOI

    26 de Dezembro de 2011 as 8:43

    Mas um espaço para reunir os santomenses, com unidade,disciplina e trabalho. Força s.tomé e principeestamos a subir.

  11. Esperanças Renovadas

    26 de Dezembro de 2011 as 14:47

    Esta ideia não é nova.Muitos e queridos filhos das ilhas já o tentaram.No dia em que nos apercebermos que os interesses estranhos e de grupos sempre sobreposeram aos objectivos que nos são comuns.E desde logo anularam os grandes sonhos dos Sao Tomenses.Se bem me recordo vi nascer aquí em Lisboa uma mão cheia de inicitivas como esta: Quem não se lembra da “CASA DE S.TOMÉ E PRINCIPE”, que no entanto não foi registada,também fundada por um grupo de pessoas,incluindo-me,de Cloçon Beto,de Wê Beto,Amigos do Principe etc,etc…De igual forma, quem não se lembra dos bons momentos da ACOSP – Associação da Comunidade de STP, entre outras colectividades associativas que eixstiram em décadas de 90/2000 em Coimbra, Lisboa e na margem Sul que se emergiram na época e que, infelizmente, esfumaram-se por causa da ganância ao poder,divirgencias de opiniões e de pontos de vista?Temos que saber servir e não servir-se dos projectos com caracteres de empreendedorismo social virado para as pessoas e ter a capacidade de ultrapassar os preconceitos e conceitos de “ELITIZAÇÂO E ISURPAÇÂO”das coisas que nos são comuns, começando em primeiro lugar a congregar vontades e esforços para acrescentarmos valores, sem os quais, qualquer que seja a intenção morre a nascença,o que não significa que estou contra esta iniciativa, antes pelo contrário empresto todo o meu apoio.Só para dizer-vos que, tudo isto obdece um circulo da história.Até lá, só o tempo dirá.Desejo o maior sucesso às pessoas que recuperaram e arquitectaram a ideia de criar a CISTP, na certeza de que STP, espera por vóz e todos juntos possámos alargar ainda mais o espaço de intervenção no âmbito sociopolítico,económico,cultural e não só.Esta é a mensagem que, se me permitam eu deixo ficar para a nossa reflecção. Boas Festas a todos e Excelente 2012!Olhos Vivos.

  12. kim kim

    27 de Dezembro de 2011 as 7:55

    Que Deus abençoe o espaço e que os políticos e comparsas da bandidagem estejam longe do mesmo. Senão…é o fim da casa.
    Esqueçamos a política

  13. Justino Manuel Abreu do RamosJ

    27 de Dezembro de 2011 as 9:08

    Espero que essa casa criada seja do bom como tenha dito e que deve servir o povo santomense,principalmente os deaspra em Lisboa.Que não seja um refúgio dos políticos.

  14. Oscar

    23 de Setembro de 2015 as 19:41

    Gostei de saber que existe mais um espaço de apoio e divulgação á cultura s tomense e africana no geral. Sou moçambicano, mas vou fazer uma visita na minha próxima ida a Lisboa. Cumprimentos ao sr Danilo e restantes intervenientes deste projecto. Obrigado ao sr que forneceu o espaço para que toda a ideia fosse possível. Parabéns a todos. Continuaçao de bom trabalho. 😉

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