Dante Alighieri de Florenza VERSUS Caetano Costa Alegre de Água Tanque

Por: Francisco Fonseca Costa Alegre

       (escritor, investigador e ensaísta)

       Director Executivo de Mutété-Gabinte de Estudos e Pesquisas    


 

DANTE ALIGHIERI DE FLORENZA

VERSUS

CAETANO COSTA ALEGRE DE ÁGUA TANQUE      

 

1- Pórtico                                               

O resgate de valores humanos marcados pelo Tempo assinlando o que se passou e há-de passar, é da responsabilidade de uma Agência Reitora da Humanidade que se chama de HISTÓRIA.  No quadro de diversas Ciências Sociais, a HISTÓRIA ganha um pendor fulcral considerando o seu papel de estudar e acompanhar a vida do Homem neste exíguo espaço chamado de Terra.  Assim como os seres humanos na sua passagem pela Terra têm fases que vão da infância, Juventude e a fase adulta, a HISTÓRIA como ciência que estuda esse desenvolvimento do Homem, é marcada por períodos típicos e atípicos, considerando os processos históricos, personagens e factos, que nos determina  uma melhor compreensão da sociedade ou grupos de sociedades ou culturas específicas.

Através de estudos históricos, obtém-se um conjunto de informações sobre processos e factos ocorridos no passado que contribuem para a compreensão do presente. A história pode relatar a evolução não só de uma comunidade, mas também de eventos ou organizações de diversos tipos. A história do Futebol, por exemplo, conta os acontecimentos mais importantes desse desporto, desde a sua criação até os dias de hoje. A história da Literatura por outro lado funda-se na recolha e estudo da dinâmica dos empreendedores do campo literário ao longo dos tempos. Ao falarmos da história da Literatura santomense, aborda-se todas as incidências literárias internas e externas das obras de espírito produzidas desde a primeira aparição de materiais literários. Dante Alighieri e Caetano Costa Alegre, cidadãos de Pátrias diferentes e separados pelos séculos diferentes, por exemplo, foram grandes empreendedores do campo literário, de que a HISTÓRIA tem registo e que importa revelarmos. Vejamos:

 

 

 

2- Introdução

 

“O Escritor é uma personalidade artistico-literária e/ou científica individualizada ou que se individualiza entre o fascínio da HISTÓRIA e as demandas elegantes da Realidade presente enquanto revelador de pensamento e divulgador irredutível do exercício da cidadania em épocas estanques. Assim o Escritor serve-se da língua como instrumento transmissor de vontades e quereres, de identidade e de cidadania, de entretenimento e de aprendizagem.”(in O Escritor Santomense, 2015, pp 128)

O imortal Escritor, Político e Diplomata, Dante Alighieri (1265-1321) de Florenza, individualizou-se desde o seu tempo até aos nossos dias, tornando-se um revelador de pensamento e divulgador irredutível do exercício da cidadania da sua estanque época secular, ao dar-nos a conhecer a sua obra que incialmente se chamou de “A COMÉDIA”

E se o Escritor se fascina perante a História como forma de se realizar porque ela, repiso a HISTÓRIA, é considerada a agência reitora Humanidade, ou então como dizem outros “a História é o progresso e o regresso, ida e volta, qualquer coisa como uma oscilação pendular entre dois pontos irredutíveis, o gasoso e o sólido, o príncípio e o fim”; (in O Escritor Santomense, 2015, pp 129)

Eu sugiro, mesmo nós, podemos ser levados a apreciar o inesquecível Escritor e Militar Naval Caetano Costa Alegre (1864-1890) de Água Tanque, que neste fascínio realizou parte do seu exercíco de cidadania da sua época estanque, onde se serviu da língua como instrumento transmissor de muitas vontades, ao relegar para a posteridade textos poéticos que o seu amigo Artur Ernesto da Santa Cruz Magalhães, perante leituras co-presentes e  co-ausentes, os chamou simplesmente de “VERSOS” em Junho de 1916.

Perante estes factos, estamos em condições para tentar entender e esclarecer algumas distinções e semelhanças destas duas personalidades que enobreceram as suas distintas PÁTRIAS.

3- Dante Alighieri de Florenza (Itália)

Dante Alighieri foi filho de uma importante família Florentina no coração da Itália. De acordo com dados disponíveis, ele nasceu em Maio de 1265 (não se sabe exactamente o dia) e foi filho de uma tal senhora conhecida como Dona Bella e do senhor Aldighiera Alighieri. Descendendo de família nobre e abastada, muito cedo ele se dedicou ou foi conduzido aos estudos. Desta forma dominou o Latim e embrenhou-se na Música. Estudou Teologia e também Medicina, esta última disciplina, a Medicina, que se enquadra com a comparação ou distinção que fazemos dele com Caetano Costa Alegre.

Relatos apontam também que Dante Aligieri foi um cavaleiro nobre e combateu em várias frentes e dedicou algum tempo dos seus 56 anos de existência a Política.

Mas o que importa nesta ténue comparação com Caetano Costa Alegre é que aos nove/dez anos, Dante Alieghieri conheceu uma tal, criança, menina ou senhorita, de nome Beatriz de Folco Portinari, que se tornou a sua musa para criação da tão famosa obra poética, inicialmente conhecida simplesmente por “A COMÉDIA”.

Narram-se relatos que a vida deste nobre escritor não foi fácil, de tal forma que mudava sempre de cidade em cidade, vindo a falecer fora da sua cidade natal, em Ravena em 14 de Setembro de 1321.

4-  Caetano Costa Alegre de Água Tanque (S. Tomé)

Caetano Costa Alegre nasceu no dia 26 de Abril de 1864 no local aonde hoje fica entre Água Tanque e Água Cola, na ilha de S. Tomé, no sítio de Capela, Freguesia da Trindade em S. Tomé, que de acordo com a divisão administrativa de pós independência, insere-se no pleno coração de distrito de Mé Zóxi, conforme relata a Lei nº 1/77 do Diário da República nº 5/77 de 22 de Fevereiro de 1977. Naquele tempo, precisamente em meados de século XIX, ele nascia no seio de duas famílias crioulas nobres abastadas na altura determinado pelas possessões de terras e desenvolvimento do comércio. Do lado do pai ele descende de um tal senhor Manuel da Glória Costa Alegre, rico comerciante, que para além de sua mãe, este teve filhos com pelo menos mais duas mulheres, uma delas a mãe de um outro seu filho de nome Manuel da Glória (Cabeça) Costa Alegre, de que eu, o Francisco, descendo. De lado de mãe ele é originário da casa da família “Graça Espírito Santo”, mas que com os constrangimentos, irregularidades e inconstâncias de registo de nascimento da época, a sua mãe, ficou conhecida apenas por Antónia Maria Fernandes, ao invés de Antónia Maria Fernandes do Espírito Santo. A prova disso é que o próprio Caetano Costa Alegre nos seus escritos refere-se ao irmão da sua mãe Manuel da Graça Espírito Santo, seu querido tio.

Com nove/dez (1872-1873) anos de idade, Caetano Costa Alegre foi mandado para Portugal para estudar e vir tornar-se Médico Naval. Em Portugal, ele circulava bem no seio da alta burguesia lisboeta e frequentava meios de boémia e chegou a apaixonar-se logo a chegada a Lisboa por uma tal, criança, menina ou senhorita de nome Cassilda Eiraldo Martins, que foi obejcto principal dos seus textos inscritos no lívro póstumo conhecido por “VERSOS”, tal como Beatriz de Folco Portinari foi para Dante Alighieri.

Caetano Costa Alegre foi contemporâneo e nasceu quatro anos e quatro dias antes de Viana da Mota que também nasceu em Abril e também em Capela/Trindade no distrito de Mé-zoxi, ou seja, no dia 22 Abril do ano de 1868. Enquanto estudante passando por vários níveis académicos, nomeadamente centros como, Liceu Central de Lisboa, Escola Politécnica e por último a Escola Médico-Cirurgica de Lisboa que ele frequentou de 1887 à 1890, para vir a tornar-se médico naval, curso que só chegou ao quarto ano com muitas distinções, pois foi arrebatado em plenos 26 anos de idade em 18 de Abril de 1890. 

5- A COMÉDIA (Porquê DIVINA?)

Os textos poéticos da autoria de Danta Alighieri que hoje se tornaram obra prima de grande envergadura, foi inicialmente tido pelo próprio autor como “A COMÉDIA”. E esse título foi por ele atribuído à obra em oposição a TRAGÉDIA, que de facto quem ler a obra encontra esta distinção. Na COMÉDIA,  não se encontra algo semelhante ao da Tágédia de Marquês de Mãntua e do Príncipe Carloto Mago.

Considenrando os valores apensos a elevação humana para com a divindade, os admiradores da obra de Dante, acrescentaram a palavra DIVINA antes e assim a obra passou a ser  popularmente conhecida como  “A DIVINA COMÉDIA”.  E a justificação vem assim expressa na actual versão portuguesa tornada publica em 2003 pela Atena Editora de S. Paulo-Brasil em 2003:

Não são, porém, as intenções alegóricas que consagram a imortalidade da “Comédia” dantesca, à qual os pósteros atribuíram a qualificação de divina. A “Divina Comédia” é, principalmente, uma formidável obra de fantasia e de representação poética, talvez um dos pontos limites que a inteligência humana pode alcançar.”

A Divina Comédia é uma obra poética rigorosamente simétrica que expressa uma odisseia percorrida pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, ligada a vida íntima do autor. Os poemas são escritos em tercetos seguindo um rimário altamente criativo e complexo, de tal forma que contando de um até nove, na leitura dos versos, encontra-se uma montagem de rimas de três vezes três, que se pode explicar da seguinte forma: ABA, BCB, CDC e assim por diante. vejamos um pequeno exemplo retirado dos primeiros versos do Primeiro Canto (O Inferno):

Da nossa vida, em meio da jornada,
Achei-me numa selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada.

Dizer qual era é cousa tão penosa,
Desta brava espessura a asperidade,
Que a memória a relembra inda cuidosa 

Na morte há pouco mais de acerbidade;
Mas para o bem narrar lá deparado
De outras cousas que vi, direi verdade.

Eu também tentei escrever tercetos no meu livro Cinzas do Madala, onde grande parte dos poemas são em tercetos e todos eles entrelaçados pelo sentido humano e divino que envolve e enaltece o mistério de ser das CINZAS,  e não consegui esta brilhante proeza de Dante. Naquela altura eu ainda não conhecia tão bem Dante como o conheço hoje, ao ponto de ele se tornar meu ídolo, a quem muitas vezes supliquei ajuda tal como fiz com o Caetano Alegre, pedindo para que me concedesse a arte de trovar. Olhem o que se passou comigo inconscientemente num dos poemas a que decidi chamar de CINZAS, naquele livro:

Do moandi, do gógó, do marapião,

Ardi, noite e dia, chuva e sol

Tornei-me carvão, sol de fogo.

Do ferro de engomar, engomei,

Engomei meu nome não engomado

Cozinhado no fogarreiro a arder.

Em cinzas de um pó de terra,

Marapião, gógó ou moandi

Eram cinzas na terra.

Cinzas tornaram-se cinzas no forno

Cremagem da tradição, o adorno,

Incenso da Igreja, da existência e de Cristo.

Mas algo a assinalar aqui de importante para o Dante, são dois personagens: o poeta grego Virgílo de que Dante leu e sustentou a sua obra assim como Beatriz de Folco Portinari que se tornou a sua musa residente no céu a sua espera, tudo porque a Beatriz faleceu em 1290, um anos antes de ele se casar,  com a Senhora Gemma Donnati em 1291, com quem teve vários filhos. O que significa dizer, se Virgilio está no Purgatório, a Beatriz está no céu, o Paraíso. 

6- VERSOS  (serão DIVINOS?) 

Os textos poéticos de Caetano Costa Alegre segundo Francisco Soares ao estudar as técnicas e as formas empregues por Caetano Costa Alegre diz:

encontramos nas 93 composições que formam o miolo do livro, 35 sonetos, 5 sonetilhos, 23 ocorrências de quartetos, 8 sextetos, 7 quadras, 1 octecto, 1 oitava, e 17 textos indefinidos estroficamente”. 

Destas cerca das 93 composições poemáticas que iniciam com os mais psicogenéticos textos do autor, nomeadamente, “ O Vate” e “ A Vida” escritos em 1882 e, termina com o texto “ O Coração” datado de 1889, precisamente a meio da obra, na 66ª composição narrativa, vamos debater com dois textos bastante intrigantes que se enquadram entre a Tragédia e a Comédia, descritos como textos de óperas filarmónicas. Eles não são tão profundos no rimário e na extensão organizativa em Cantos, como os textos do Dante, mas sente-se também que Caetano bebeu também de Virgílio, através de Dante. Trata-se de textos com títulos de Delmirita e Radir.

Neses textos, sobretudo em Radir, verifica-se um conflito entre o protagonista actor e o destino que se gladiam entre a justiça e a paixão, entre a razão e a convicção ou a crença, enfim entre a Clemência e a Glória, qualquer coisa que Dante faz na elevação humana a procura do supremo, numa travessia de Inferno, Purgatório e  sequencialmente Paraíso, ou seja, ao CÉU, de que ao partirmos para lá, seremos transformados em Cinzas (simplesmente pó de terra).

Com esses dados eu atrevo-me a chamar os VERSOS de Caetano Costa Alegre de: “OS DIVINOS VERSOS”. Eu não obrigo ninguém a fazê-lo, eu só faço pessoalmente e exponho ao público perante tão ambiciosa elevação, pela forma como a minha vida DIVINA e todos os membros da minha dinastia milagrosamente se transformou depois de ler Dante e ler várais e várias vezes Caetano Costa Alegre, ao ponto de no ano de 2016 ter publicado uma obra em homenagem, à este último, num livro que chamei de “OMNIA APERIT”. Na altura tive a feliz oportunidade de ir visitar e tocar com as minhas humildes mãos o seu sarcófago no Cemitério dos Prazeres em Lisboa/Portugal, onde se encontra depositado, na expectativa de ser transladado para o Jazigo dos Escritores. É só por isso e nada mais, mas vejamos a conclusão:

7- Conclusão (Porquê a comparação/distinção) 

Chegando a este ponto alguns e eu mesmo posso questionar, Francisco, estás a ser muito atrevido-hem! comparar Dante ao Caetano é só mesmo ser um gula? …Deixa disso rapaz, faz outra coisa… Mas o atrevimento respeitoso até pode ser aceite, o que não se perdoa é abuso afirmativo sem  dados que justifiquem o levantamento desse atrevimento académico. Devemos nos embrenhar em estudos comparativos de modo a elevar a nossa cidadania e internacionalizar a intertextualidade de toda a nossa literatura produzida por todos os os nossos autores e autoras, como por exemplo o nosso ultra-fantástico escritor santomense Aito Bonfim com o seu  romance Suicídio Cultural, ou a sua peça de teatro, Berlinização ou partilha de África, onde se sente o pulsar do estilo vicentino puro. Ora, passemos em revista o que o estudo da comparção nos expõe:

“A distinção ou a semelhança de  Caetano Costa Alegre com Dante Alighieri de Florenca é o seguinte:

  • Dante conheceu uma tal sua apiaxonada Beatriz de Folco Portinari, quando ele tinha nove anos e ela própria, a Beatriz, tinha oito. Ambos voltaram a se encontrar nove anos depois, e segundo consta informações mais tarde encontrou-se com ela, outras poucas vezes, pois Beatriz casou-se, e morreu em 1290. Depois da sua morte Dante se casou um ano depois (1291) com uma tal Gemma Donati com quem teve vários filhos.
  • Mas com o Caetano o cenário é outro ou quase a mesma coisa (?), ele chega a Lisboa em 1874 quando tinha 9/10 anos altura que parece conhecer a suposta Cassilda Eiraldo Martins a sua apaixonada, criança ou não (talvez com a mesma idade), e ela, a tal Cassilda parte ou é mandada para o Brasil e só regressa anos depois, em 1888. Ou seja ambos voltaram a se encontrar quatorze anos depois, ela casada ou com namorado, e Caetano vem a falecer em 1890, ou seja, dezasseis anos depois de ele ter chegado a Portugal e ter conhecido Cassilda e ele não deixa descendência conhecida.
  • Uma coisa é verdade, se Beatriz esteve presente na Divina Comédia de Dante, Cassilda influenciou muito a produção literária Versos de Caetano.
  • Mas ainda, uma outra coisa que devemos ainda ter em conta é o seguinte, se Virgílio, poeta grego teve grande influência na Divina Comédia de Dante, Caetano bebeu muito de Dante pela forma como ele narra os seus episódios em Versos e até existe um poema dantesco escrito por ele”. (in Omnia Aperit – Mês de Abril: Mês do Livro e das Grandes Celebraçõees 2016 pp202).
  • Nesse majestoso triângulo identitário cultural e literário, Virgílio (Púbio Virgílio Maro), Dante Alighieri e Caetano Costa Alegre, temos algo ainda a assinlar quanto a permanência deles na Terra. Este último, o Caetano faleceu com quase metade da idade dos dois seus predecessores. Por ordem diacrónica, ou seja, partindo do mais antigo ao mais recente, Virgílio faleceu com 51 anos de idade pois ele nasceu a 15 de Outubro do ano 70a.c. e faleceu a 21 de Setembro do ano 19a.c. Seguidamente Dante Alighieri como vimos acima faleceu com 56 anos de idade, tendo nascido em Maio de 1265 (não se sabe exactamente o dia) e falecido em 14 Setembro de 1321. Finalmente Caetano Costa Alegre faleceu aos 26 anos de idade, tendo nascido em 26 de Abril de 1864 e falecido em Abril de 1890.

Agradecimentos 

Muito e muito obrigado meu Dante e reconhecimentos profundos meu querido Caetano! Eu sempre vos pedi e vocês me concederam. Eu confesso, nestas alturas, humildemente renasço das CINZAS como um Vate a procura do Paraíso que serão as minhas cinzas. Caetano Costa Alegre então nesta odisseia, me fez conhecer um outro escritor igual a ele, o inequecível brasileiro Augusto dos Anjos. Sinto-me assim orgulhoso de fazer parte desta geração que é a minha, gentes dos anos cinquenta/sessenta do século passado. Eu espero que eu tenha contribuido para preparar a geração minha sucessora, ao ponto de hoje eu deixar de ser aquela pessoa individual, eu neste momento tornei-me figura colectiva, representada pelo “Mutété-Gabinete de Estudos e Pesquisas”.

  A partir de agora vamos ter que conviver com o Mutété Gabinete de Estudos, e Mutété, livro de Cronologia Histórica que sai a rua de dez em dez ano.

Do lado MECENATO eu enquanto tiver vida agradeço e  agradecerei ao Banco Internacional de S. Tomé e Príncipe (BISTP), agradecendo eternamente por me ter feito crescer das Cinzas a procura do Paraíso terreno e celeste para valorizar a minha geração e a minha querida Pátria Santomense. É assim que o Mutété e o BISTP se preparm para lançar o conhecido livro de cronologias que sai a rua de dez em dez anos.

Enfim, Caetano Costa Alegre foi, eu sou, nós somos estas CINZAS ou pó da terra donde tudo provém e dele tudo regressa.

Bem haja! Bem Haja!

BIBLIOGRAFIA

Alighieri, Dante, A Divina Comédia, Tradução de José Pedro Xavier Pinheiro, edição de Atena Edtora, Rua Javaés, S. Paulo, Brasil.

Costa Alegre, Francisco, Omnia Aperit-Abril: Mês do Livro e das Grandes Celebrações, Tipografia Lousanense, 2016

Costa Alegre, Francisco, O Escritor Santomense, Tipografia Lousanense, 2015

Soares, Francisco, no depoimento do livro Versos de Caetano Costa Alegre, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, Portugal, 1991.

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    zé maria cardoso Responder

    Bate, bate até que a pedra batida pela água a bater na pedra fica com o furo da água na pedra.
    Parabéns professor Francisco Costa Alegre!

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    A. C. Responder

    Parabéns colega e amigo. Ultrapassando sempre os limites da normalidade. Texto de fazer sonhar. Um abraço. A.C.

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